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Livro Ieshar-Êl – Por Capítulos

CAPÍTULOS

Capítulo 1 – Quem e Ieshar-El Os justos do Eterno Quais são eles
Capítulo 2 – Vivência com o Pai Eterno
Capítulo 3 – A Razão da Vida
Capítulo 4 – Revelação
Capítulo 5 – Pessach
Capítulo 6 – As Bençãos do Casamento
Capítulo 7 – Shabat
Capítulo 8 – Ouvindo a sabedoria
Capítulo 9 – O Patriarcado
Capítulo 10 – Fraternidade Santa do Messias Ressucistado
Capítulo 11 – Explicação
Capítulo 12 – A Família do Eterno
Capítulo 13 – Conselhos Úteis (primeiro)
Capítulo 14 – Qual o nosso caminho? O que seguimos?
Capítulo 15 – Conselhos Úteis (segundo)
Capítulo 16 – Luz da Misericórdia
Capítulo 17 – Vivência no Ser
Capítulo 18 – Shalom
Capítulo 19 – Arrependimento
Capítulo 20 – Remorso
Capítulo 21 – Generosidade
Capítulo 22 – Gratidão
Capítulo 23 – Amor Filial
Capítulo 24 – Como somos e qual a finalidade de nosso existir
Capítulo 25 – Conselhor Úteis (terceiro)
Capítulo 26 – So há o Bem, a Vida, a Verdade
Capítulo 27 – A verdadesobre o Shabat
Capítulo 28 – Testemunho
Capítulo 29 – A Compreensão sobre a União com o Pai Eterno
Capítulo 30 – Cura pela Energia
Capítulo 31 – Buscando o Amor
Capítulo 32 – Sublime Virgem Miriam
Capítulo 33 – O Amor

Quem é Ieshar-Êl?

Os justos do Eterno

Quais são eles?

Ieshar-Êl são aqueles que vivenciam à imagem e semelhança do Eterno, caminhando com Iaurrushua ben David ben Avraham Vivo, a Luz do Eterno: “ estão no mundo, mas não são do mundo[1].

Atravessam as atribulações, fiéis ao Eterno, em qualquer circunstância, irradiando a Paz no Testemunho da Luz, espalhando a Semente do Bem, por onde passam, por meio de seu exemplo.

Tratam os demais como a si mesmos, no amor, com exemplar dedicação, tendo como objetivo a vivência de filhos do Eterno – ser parte da Família do Eterno e de Seu Filho, Iaurrushua ben David ben Avraham Vivo[2].

Ieshar-Êl é o filho do Eterno, o espírito criado pelo Eterno à Sua Imagem e Semelhança – que, em sua existência, vivencia o ser que é, domina a mente que tem e não é, afasta toda e qualquer influência ou envolvimento, e se utiliza da mente, no que precisar, sem se deixar dominar.

Nada o domina. É íntegro – santo –, manso, solícito, ama o irmão como a si mesmo, em uma atitude de pensamentos, palavras e ações em santidade: pensamentos no Bem, palavras no Bem e ações no Bem.

Trata a todos como partículas do Eterno que são. Aceita o irmão, sem crítica, dando amor, mesmo que não o receba; aceita as circunstâncias e ofensas, sem revolta e sem se deixar atingir, pois, sabe que o mal é para aquele que o faz, e não para aquele contra quem é dirigido; desculpa, sem lamúria; persevera, dando exemplo do que é, e não do que não é.

É aquele cuja palavra é em sintonia com a Presença do Eterno – que nunca se utiliza do mal, do que não é, para afirmar o que é; e que, por isso,

em vez de falar

diz

“Pai, não me deixe cair” “Pai, segura-me”;
“Pai, não me deixe adoecer” “Pai, dá-me saúde”;
“Pai, não deixe faltar coisa alguma” “Pai, supre-me”;
“Pai, não deixe que seja reprovado no concurso” “Pai, aprova-me no concurso”;
“Pai, tira-me o nervosismo” “Pai, acalma-me”;
“Pai, não deixe que eu tenha insônia” “Pai, faz-me dormir”;
“Pai, não me deixe abater” “Pai, dá-me segurança e alegria”;
“Pai, tira-me a tristeza” “Pai, dá-me alegria”;
“Pai, combate meus inimigos” “Pai, guarda-me”;
“filho, não minta” “filho, diz a verdade”.

O Eterno nos determina amarmos aqueles que se fazem nossos inimigos. Como, então, pedir-lhe, por exemplo, para “combater nossos inimigos”?! Onde está a coerência?! O filho do Eterno não é inimigo de quem quer que seja!

Enfim, o Eterno é o Bem. A sintonia com o Eterno só se realiza no que o Eterno é. Só no Bem abre-se o contato com o Pai Eterno.

É preciso que o filho se ponha na Presença do Pai. Assim, se, por exemplo, e o filho pede para não passar necessidade, a comunicação com o Pai não se realiza. O filho deve pedir provimento e suprimento. Essa é a sintonia no Bem que o Pai é.

O Pai é o Bem e a Verdade. Na mentira não há comunicação, nem sintonia com o Eterno. Nesse caso, a sintonia se estabelece com o pai da mentira: “ Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira. [3].

Ieshar-Êl caminha em sintonia e na Presença do Pai Eterno, pelo espírito, como o filho que ele é – à Imagem e Semelhança do Pai.

A carência advém do mal, da ilusão do filho que se afasta da Presença do Eterno. Não é o Pai que Se afasta do filho. É o filho que, iludido, sai da sintonia com o Pai Eterno – a exemplo de uma tomada desligada da corrente elétrica.

Ieshar-Êl é o filho na Presença do Pai – um com o Eterno: altar vivo, onde o Pai Eterno habita, participante da Promessa no Paraíso, com Iaurrushua ben David ben Avraham Vivo!

Esse é o único propósito de vida!


[1] Iochanan (João),15:19; 17:14.16.

[2] O Nome do Messias aparece no texto hebraico de Matiáu (Mateus), 1:1.

[3] Iochanan (João), 8:44.

Vivência com o Pai Eterno

Com base em fundamentos dogmáticos, fomos induzidos, ensinados e encaminhados a adorar um Criador distante, inacessível – a obrigações, e à necessidade de substituí-Lo por pessoas e por ídolos que dependem de nós para tirar-lhes a poeira; por patuás, objetos confeccionados por mãos humanas; dispensando horas em rezas, crendo em deveres rituais, submissos e dependentes de comparecimento a locais; depositando segurança em promessas e outras ilusões mentais.

O filho não chama de deus, nem de senhor, o pai que lhe deu existência na Terra. Tudo mentira!

Na verdade, somos criados à imagem e semelhança do Eterno, do Pai que nos dá a vida. E, por ser nosso Pai, não podemos chamá-Lo de Deus ou de Senhor. Somos a Família do Eterno, que tudo vê e tudo ouve. Somos filhos do Pai Eterno, que é Presente, nas 24 horas do dia. Conversamos com Ele – que nos ouve, nos encaminha, nos ajuda, e, nos avisa, principalmente, na intimidade com Ele.

Como Pai, o Eterno nos provê e supre de tudo, no Amor do Pai por Seu filho, que dele cuida com Poder – sem que o filho precise pedir “benção” ou “graça” – no momento preciso, na hora exata, sempre à frente, já que não depende de tempo ou de espaço.

N’Ele é o nosso viver.

Devemos despertar e vivenciar nossa filiação com o Eterno e o caminhar com Iaurrushua ben David ben Avraham Vivo – nosso Salvador e Redentor.

Não se deixe envolver pela mente, que faz tão complicado o nosso existir, tornando-nos desviados e filhos ingratos.

É tão simples vivenciar com nosso Pai Eterno: apenas, ser filhos, à Sua imagem e semelhança, em pensamentos, palavras e ações no que Ele é, em tudo e por tudo, chamando-O de Pai – e não de Deus ou Senhor –, como Iaurrushua ben David ben Avraham Vivo O chama!

A Razão da Vida

Quando a criança é concebida, ela recebe o espírito – vida, partícula à imagem e semelhança do Eterno, o Espírito Santo. Essa partícula é criada d’Ele, mas não é o próprio Eterno, porque tomou forma humana – o ser no humano.

Disse o Messias[1]: “… na verdade, o espírito é pronto” (porque é à imagem e semelhança do Eterno) “mas a carne é fraca”… A carne é a mente, no homem – a alma –, que não se confunde com o espírito.

Somos: espírito (santos).

Temos: corpo e mente (alma)[2].

Pela mente, forma-se a personalidade, em cada um, que é distinta, uma da outra, de acordo com o ambiente familiar e o meio social em que se desenvolve.

A mente não vem pronta. Ela se capacita, com o ensino, a leitura, o estudo, e assim, por meio da inteligência, ela se torna culta. Ocorre que, cultura não é sabedoria – esta é do espírito.

A mente se capacita, por meio da inteligência, para fins profissionais e de convívio em sociedade.

Podemos nos servir da mente, mas não ela de nós. É preciso controlá-la, para que ela não tome posse do corpo, para nele existir e fazer o que quiser, a seu bel prazer.

A mente é facciosa e não se converte.

O espírito, por sua vez, não precisa de conversão, porque já é pronto – é santo.

A conversão não passa, pois, de uma ilusão.

Disse o Messias: “vigiai e orai[3].

É preciso vigiar a mente – e, assim, controlar as palavras, os pensamentos e as ações.

O falar, a linguagem, o linguajar pertence à mente – e, por isso, fala-se qualquer coisa[4].

O Messias disse[5]: “ O que contamina o homem não é o que entra na boca, mas o que sai da boca, isso é o que contamina o homem” – a fala.

A palavra (o verbo) é do espírito – o dizer.

As ações da mente não são condizentes com o espírito.

A atitude é do espírito.

O entendimento, o entender é da mente – o compreender, o discernimento é do espírito.

Os pensamentos devem ser dirigidos pela intuição, que é do espírito que somos, para alcançarmos a individualidade, na vida eterna.

Em Kohélet/Eclesiastes, 12:7, está escrito: “E o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte ao Eterno, que o deu”. É preciso compreender que, ao sair do corpo, o espírito não se funde, de novo, no Eterno. O espírito tomou forma humana, e, por isso, não pode mais ser o Eterno. Como o espírito é vida (não morre, não cessa), ele se individualiza, na vida eterna, ou perde a individualidade [6], unindo-se, como luz, a tantos outros que também não se tiverem individualizado, para formar um grande “foco de luz”, um “fogo eterno”, como diz a palavra do Eterno [7].

A individualidade do espírito é alcançada por aquele que fizer vivência, em santidade de pensamentos, palavras e ações, durante sua existência terrena – a razão da vida –, e, assim, para a vida eterna, “ … lhes darei na minha casa e dentro dos meus muros um lugar e um nome, melhor do que o de filhos e filhas; um nome eterno darei a cada um deles, que nunca se apagará [8], diz o Eterno.

O corpo veio do pó e volta ao pó. “No suor do teu rosto comerás o teu pão, até que te tornes à terra; porque dela foste tomado; porquanto és pó e em pó te tornarás.” [9]

E, por não ter mais corpo – o campo em que lhe compete exercer suas funções –, a mente (a alma) se dissipa no espaço, como uma nuvem, sem forma:

Quando se lhe for o espírito, ele voltará ao pó, e todos os seus projetos se desvanecerão de uma só vez” [10].

Fiz desaparecer tuas iniqüidades como uma nuvem, e teus pecados como uma neblina: volve a mim, porque te resgatei” [11].

Os pais falam que não criam seus filhos para si, e sim, “para o mundo”. Cuidam do corpo, para ter saúde; cuidam da mente, para proporcionar-lhes ótimas profissões; e, esquecem-se de despertar neles o espírito de santidade, para se individualizarem na vida eterna, única razão da vida! [12]


[1] Matiáu (Mateus), 26:41; Marco (Marcos), 14:38; I Coríntios, 15:34 e 16:13; I Finéas (Pedro), 4:7 e 5:8.

[2] I Tessalonicenses, 5:23; Hebreus, 4:12 (versão de João Ferreira de Almeida): “ Porque a palavra do Eterno é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração. 

[3] Matiáu (Mateus), 26:41; Marco (Marcos), 14:38; I Coríntios, 15:34 e 16:13; I Finéas (Pedro), 4:7 e 5:8.

[4] Iaacov (Tiago), 3.

[5] Matiáu (Mateus), 15:11; Marco (Marcos), 7:15.

[6] Tehilim /Salmos, 48:15 (na edição protestante, Tehilim/Salmos, 49:14): “ Como um rebanho serão postos no lugar dos mortos; a morte é seu pastor e os justos dominarão sobre eles. Depressa desaparecerão suas figuras, a região dos mortos será sua morada ”.

[7] Revelação (Apocalipse), 19:20 e 20:10.14.15.

[8] Ishaiáu (Isaías), 56:5.

[9] Bereshit /Gênesis, 3:19.

[10] Tehilim /Salmos, 145:4 (na edição protestante, Tehilim/Salmos, 146:4);

[11] Ishaiáu (Isaías), 44:22.

[12] Leia, no livro Segue em Silêncio, os capítulos Atitude (primeiro a sexto).

Revelação

Na reunião com os Apóstolos, em 15 de Nissan (ao término de 14 de Nissan), Iaurrushua ben David ben Avraham Vivo partiu o Pão e disse: “Tomai, comei, Eu sou o Pão da Vida, o Verbo do Eterno. Fazei isso em memória de Mim” [1]. E serviu-lhes o Pão.

Em seguida, levantou o Cálice de Vinho e disse: “Este é o Cálice da Aliança, o Cálice da Salvação. Tomai, bebei. Fazei isso em memória de Mim” [2]. E serviu-lhes o Vinho.

Devemos fazê-lo, assim, uma vez a cada ano – apenas no Pessach.

A Missão de Iaurrushua ben David ben Avraham Vivo foi e é ensinar-nos o Caminho para a Eternidade, na vivência da santidade pela Palavra, o Verbo, o nosso Mestre: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vai ao Pai senão por Mim[3] – seguindo a Palavra do Eterno, em santidade, no Bem, dominando o que esteja contrário à Palavra do Pai.

O Eterno não precisa do que não é para provar o que é. Para dar-nos o Caminho, a Verdade, o Eterno nos enviou Seu Filho.

O adversário estava perdendo campo, em seu esforço para desencaminhar os filhos do Eterno. A Presença de Iaurrushua ben David ben Avraham Vivo na Terra o incomodava, e, por isso, ele travou a luta contra o Messias e, em sua ilusão, concluiu que somente matando o Messias poderia vencê-Lo.

Portanto, a morte – o sangue, a cruz, o madeiro – é a representação do adversário, não do Filho do Eterno.

O Eterno não precisa do adversário, e do que pertence ao inimigo, para afirmar o Bem, a Verdade.

Mesmo morto pelo adversário, Iaurrushua ben David ben Avraham Vivo provou a Vida, ao ressuscitar da morte – vencendo o adversário.

A Vitória não está na morte. A Vitória é a Ressurreição – tanto que, Lázaro foi ressuscitado por Iaurrushua ben David ben Avraham Vivo sem morte de cruz.

O adversário tirou tudo de Iov[4], exceto a vida, para que o Patriarca murmurasse contra o Eterno. O Pai não permitiu que o adversário tirasse a vida de Iov, porque o Eterno iria restituir a Iov tudo o que ele perdeu, porque ele foi fiel na sua Fé.

O Eterno é Pai, e não tem prazer em ver Seus filhos sofrerem[5].

Mas, o pai humano se acha melhor que o Eterno. Acha que o Eterno humilhou, açoitou, condenou e matou o Messias – e com a pior morte que Ele podia suportar!

Ao exaltar a cruz, o sangue, o madeiro, exalta-se a morte, engrandece-se o adversário, e este se sente vitorioso, ao ver todos a seus pés.

O Eterno é Vida!

O adversário envolve multidões, leva nações inteiras a adorá-lo como vencedor e a servi-lo. A Humanidade se ilude, por falta de discernimento e de sabedoria, e não segue Aquele que diz: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida[6]! O nosso Único Mestre!


[1] Luca (Lucas), 22:19.

[2] Luca (Lucas), 22:20.

[3] Iochanan (João), 14:6.

[4] Conhecido com Jó.

[5] Ishaiáu (Isaías), 58:8; Iehezkiáu (Ezequiel), 18:23.32.

[6] Iochanan (João), 14:6.

Pessach

(Páscoa)

Pessach é a comemoração do Cálice da Aliança – a Ressurreição – que Iaurrushua ben David ben Avraham Vivo celebrou com Seus discípulos.

Não foi no sangue que o Messias disse “tomai e bebei[1]. Esse é um convite à participação na Aliança, na Ressurreição que Ele estava prestes a realizar – tanto assim, que o Messias disse que “ não tornarei a beber do fruto da videira, até que venha o Reino do Eterno[2].

No vinho, Iaurrushua ben David ben Avraham Vivo convida Seus discípulos à celebração. Ele comemora a Vida, não a morte!

O Messias sabe que o Pessach celebra a libertação do espírito, que cada um de nós é, do faraó-mente, que cada um de nós tem, para verdadeiramente vivermos à imagem e semelhança do Eterno, como somos: é a passagem (em hebraico, Pessach) da condição de escravo da mente – escravo é coisa, objeto – para a liberdade da vivência como filho do Eterno – o filho é espírito, individualizado, à imagem e semelhança do Pai, o Espírito Eterno: do “Egito”[3] para a “Terra Prometida” – Ieshar-Êl, os retos, os santos do Eterno [4].

Pessach é a comemoração da vida, da liberdade do filho, que vive na Presença do Eterno! Como, então, o Messias iria celebrar a morte, levantar um cálice de sangue?!?

Iaurrushua ben David ben Avraham Vivo veio para dar o Caminho para a nossa Salvação – para a vida!

Ao deixar a existência – no momento em que fosse – dar-se-ia a Sua Ressurreição.

Quem interrompeu a existência de Iaurrushua ben David ben Avraham Vivo, com a morte na cruz, foi o adversário – que fez atuar seu desejo sobre judeus e romanos, com o propósito de calar a Verdade ensinada pelo Messias, exatamente como é dito na Parábola da Vinha [5]:

“ Certo homem plantou uma vinha, e arrendou-a a uns lavradores, e partiu para fora da terra por muito tempo; E no tempo próprio mandou um servo aos lavradores, para que lhe dessem dos frutos da vinha; mas os lavradores, espancando-o, mandaram-no vazio. E tornou ainda a mandar outro servo; mas eles, espancando também a este, e afrontando-o, mandaram-no vazio. E tornou ainda a mandar um terceiro; mas eles, ferindo também a este, o expulsaram. E disse o senhor da vinha: Que farei? Mandarei o meu filho amado; talvez, vendo-o, seja respeitado. Mas, vendo-o os lavradores, arrazoaram entre si, dizendo: Este é o herdeiro; vinde, matemo-lo, para que a herança seja nossa. E, lançando-o fora da vinha, o mataram. Que lhes fará, pois, o senhor da vinha? 

A Vontade do Eterno é a de Seu Filho amado ser ouvido e respeitado. A morte, a crucificação foi o desejo do adversário, que não acreditava que o Messias pudesse ressuscitar.

Iaurrushua ben David ben Avraham Vivo não veio para morrer por nós – e, muito menos, em morte de cruz! Ele veio para testemunhar a Vida – para ressuscitar!

Quando o Messias diz “tomai e comei, este é o meu corpo[6], Ele explica, não a morte, e sim, o ensinamento do Caminho – o mesmo ensinamento dado em Iochanan (João), 6:35: “E Iaurrushua ben David ben Avraham Vivo lhes disse: Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome, e quem crê em mim nunca terá sede” [7].

O ensinamento do Messias é a vivência no Caminho – a Vida, a Ressurreição!

Quando o Messias diz “fazei isto em memória de mim”, Ele nos ensina a celebrarmos, toda vez, no Pessach, a realização, o cumprimento de Sua Missão – a Ressurreição, o Cálice da Aliança, que Ele cumpriu: a Vida, não a morte.

No Pessach, celebramos, pois, a Ressurreição de Iaurrushua ben David ben Avraham Vivo, o Messias – o Seu cumprir, o Testemunho da Vida, que nos abre a Porta para a nossa Salvação e para a Vida Eterna: a Ressurreição.

Não é o cálice do sangue, como entendem e pregam. O Messias não podia exaltar a morte – o sangue, a cruz –, contrária à Vida. Ele não exaltaria o adversário.

A morte não seria celebrada pelo Filho Fiel do Eterno, cujo Ensinamento[8] é “ não matarás[9]!

Festejemos e comemoremos a Ressurreição – a Vida, o único objetivo da existência do Messias.

Aleluia !


[1] Matiáu (Mateus), 26:27; Marco (Marcos), 14:23; Luca (Lucas), 22:17.

[2] Matiáu (Mateus), 26:29; Marco (Marcos), 14:25; Luca (Lucas), 22:18.

[3] Em hebraico, Egito é Mitsraim, que significa restrição, cadeia, desolação, desgraça, a perda da individualidade, a perda do nome.

[4] Os filhos do Eterno, individualizados, com nome: “Conheço-te por teu nome, também achaste graça aos meus olhos.” ( Shemot/Êxodo, 33:12); “ … lhes darei na minha casa e dentro dos meus muros um lugar e um nome, melhor do que o de filhos e filhas; um nome eterno darei a cada um deles, que nunca se apagará ” (Ishaiáu (Isaías), 56:5).

[5] Luca (Lucas), 20:9-15; Matiáu (Mateus), 21:33-39; Marco (Marcos), 12:1-8.

[6] Matiáu (Mateus), 26:26; Marco (Marcos), 14:22; Luca (Lucas), 22:19.

[7] Também está em Iochanan (João), 6:48.

[8] Conhecido como “Mandamento”.

[9] Shemot /Êxodo, 20:13; Devarim/Deuteronômio, 5:17; Matiáu (Mateus), 5:21 e 19:18; Marco (Marcos), 10:19; Luca (Lucas), 18:20.

As Bençãos do Casamento

o homem deixa seu pai e sua mãe para se unir à sua mulher;

e já não são mais que uma só carne ”[1]

O Patriarca da Família do Eterno é o marido, o chefe e cabeça da esposa, em “oração” diária – isto é, em uma atitude em sintonia com a Presença do Eterno, em todos os momentos do dia, inclusive, na oração.

Neste proceder, o Patriarca toma posse das Bençãos do Eterno – o provimento e o suprimento do Pai, que tudo dá a Seus filhos.

O Patriarca entrega o comando ao Pai Eterno, o Único Poder, que provê e supre todas as soluções: “Se o Eterno não edificar a casa, em vão trabalham os que a constroem. Se o Eterno não guardar a cidade, debalde vigiam as sentinelas.” [2]

A esposa respeita seu marido[3] e com ele tudo compartilha.

E, ambos agradecem ao Eterno por tudo o que têm, sem pensar no que lhes falta – “confia no Eterno e faze o bem” [4] –, sabedores de que o Único Poder rege a Casa do Eterno onde a Família habita: não são órfãos; o Eterno é seu Pai.

Com palavras e exemplo, ensinam a seus filhos o Caminho de Iaurrushua ben David ben Avraham Vivo, obedecendo, assim, o que o Eterno determina aos Patriarcas, como fez a Avraham: ensinar “a seus filhos, e estes a seus filhos, de geração em geração” [5].


[1] Matiáu (Mateus), 19:5.

[2] Tehilim /Salmos, 126:1 (na edição protestante, Tehilim/Salmos, 127:1).

[3] Colossenses, 3:18.

[4] Tehilim /Salmos, 36:3 (na edição protestante, Tehilim/Salmos, 37:3).

[5] Bereshit /Gênesis, 17:1 e 9.

Shabat

shabat é muito profundo, não é um dia que se denomina sábado.

shabat é um poder vivo.

Tudo é criado pelo Eterno no shabat. Toda a Sua criação é na Paz. Sua primeira criação é a Luz, o Messias, por Ele as Bençãos, e, na União da Luz com as Bençãos, realiza-se a Paz – o repouso, o descanso.

shabat é o casamento da Luz – o Messias – no primeiro dia de Sua criação, com as bençãos, de que resulta a Paz, no repouso do sétimo dia. Essa é primeira Família instituída pelo Eterno, a qual simboliza a base de Sua criação.

No cumprimento do shabat, vivencia-se a Luz (no Messias), recebem-se as Bençãos, e adentra-se a posse do repouso do Eterno – a Paz.

Na consagração do shabat, confirma-se o repouso – do primeiro ao sétimo dia.

O filho pára todas as suas atividades para adentrar o repouso do Eterno, a Paz.

Agora, se o filho não consagra o shabat, no repouso, a Paz, ele mesmo colhe o que ele planta, e é o responsável por isso, não o Eterno.

Esse filho não O respeita, não O obedece, e assume as conseqüências de seu ato, por não fazer parte do plano de equilíbrio universal estabelecido na Paz.

Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.” [1]

Assim diz o Ensinamento[2]:

“ Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do Eterno teu Pai; não farás nenhuma obra, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro, que está dentro das tuas portas. Porque em seis dias fez o Eterno os céus e a terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou; portanto abençoou o Eterno o dia do shabat, e o santificou. [3]

“ Guarda o dia de shabat, para o santificar, como te ordenou o Eterno teu Pai. Seis dias trabalharás, e farás todo o teu trabalho. Mas o sétimo dia é o sábado do Eterno teu Pai; não farás nenhum trabalho nele, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu boi, nem o teu jumento, nem animal algum teu, nem o estrangeiro que está dentro de tuas portas; para que o teu servo e a tua serva descansem como tu; Porque te lembrarás que foste servo na terra do Egito, e que o Eterno teu Pai te tirou dali com mão forte e braço estendido; por isso o Eterno teu Pai te ordenou que guardasses o dia de shabat. [4]


[1] Iochanan (João), 14:27.

[2] Conhecido como “Mandamento”.

[3] Shemot /Êxodo, 20:9-11.

[4] Devarim /Deuteronômio, 5:12-15.

Ouvindo a sabedoria

Aproveite seu tempo. Criticar, julgar não faz parte no Bem.

Dedique-se a ser, não a ter.

Vivencie o hoje. O ontem já passou.

Aproveite seu tempo. O amanhã e o tempo de nosso existir pertencem ao Eterno.

Seja um templo vivo, onde a Fonte jorra, e vivencie à Luz do Ser.

Caminhe na Verdade – na livre união do “eu e o Pai somos Um”. Somente nessa união seu existir é seguro: no Pai Eterno. Ouça Sua Voz, na atitude de Filho do Eterno.

Faça o seu existir vivenciando na Presença do Pai – a cada dia, 24 horas de vida!

O Patriarcado

Avraham buscou o Eterno em espírito. O Eterno fez de Avraham um Patriarca e com ele fez uma Aliança – uma Promessa [1]. E, Avraham ouviu a Voz do Eterno.

Na linha do Patriarcado, a família é do Eterno.

O Patriarca ouve a Voz do Pai – é dirigido, orientado diretamente pelo Eterno. E, toma posse de todas as Bençãos, cuja Fonte inesgotável é o Eterno.

O Patriarca vivencia na Presença do Eterno, d’Ele recebe o provimento e o suprimento. É abastado para ele, sua esposa, seus filhos, netos e irmãos – e sempre pronto para atender a todos os que a ele recorrerem.

Ele adormece e se levanta, agradecendo pelo novo despertar.

É justo, agraciado, e sempre pronto para ouvir a Voz do Eterno. Caminha com o Pai e, por isso, nunca está só.

Acorda na madrugada[2], e ouve o Eterno, que o aconselha em todas as decisões e o acompanha em todos os seus passos.

Sua existência é uma Benção, um exemplo de Fé e de dedicação. Ele não vacila. É sempre atento – ora e vigia [3], dia e noite.

É amigo de todos. Não faz acepção de pessoas. Com elas convive em mansidão. Não ostenta, nem se ensoberbece.

Sua casa é a Casa do Pai Eterno, onde habita a família do Eterno.

Sua Fonte jorra – mesmo quando ele dorme[4], porque, “ não sou eu que vivo, o Messias vive em mim[5]

Tome posse do seu Patriarcado, sendo santo como o Pai é Santo [6].


[1] Bereshit /Gênesis, 17:1-8.

[2] Bereshit /Gênesis, 28:18; Shemot/Êxodo, 24:4 e 34:4; Iudith (Judite), 12:5; Tehilim/Salmos 56:9, 58:17, 87:14, 107:3 e 118:148 (na edição protestante, Tehilim/Salmos, 57:9, 59:17, 88:14, 108:3 e 119:148); Ben Sirá/Eclesiástico, 47:12; Marco (marcos), 1:35.

[3] Matiáu (Mateus), 26:41; Marco (Marcos), 13:33 e 14:38; Luca (Lucas), 21:36; I Finéas (Pedro), 4:7.

[4] Tehilim /Salmos, 126:2 (na edição protestante, Tehilim/Salmos, 127:2).

[5] Gálatas, 2:20.

[6] Vaikrá /Levítico, 20:7; I Finéas (Pedro), 1:16.

Fraternidade Santa do Messias Ressuscitado

A Fraternidade consiste na união de irmãos no Amor de Iaurrushua ben David ben Avraham Vivo, Ressurreto, Presente – composta por Famílias no Caminho do Bem, que vivenciam na Presença do Pai Eterno.

Cada casal é formado pelo matrimônio indissolúvel, unido pelo Amor, e preservando o respeito mútuo – principalmente, na intimidade, zelando pelas palavras e expressões com que ambos se dirigem um ao outro, no convívio do lar, com dignidade, calma, alegria, confiança, mansidão.

O Patriarca é zeloso para com sua esposa, e dela recebe o mesmo tratamento, na mesma atitude – ambos caminhando em santidade e dando o exemplo a seus filhos.

Aproveitam toda oportunidade de espalhar a semente, dar a Palavra do Caminho, onde quer que estejam.

Com amor, ajudam os irmãos em suas necessidades.

Tratam com respeito as irmãs incumbidas do serviço da casa – estabelecendo os limites de sua privacidade, para que cada qual desempenhe seu mister com integridade –, com conforto e amor ao próximo, exatamente como gostariam de ser tratados na mesma situação, para que elas se sintam bem e tenham paciência com as crianças, e paz para exercerem seu trabalho com alegria.

Pagam o justo salário. Estabelecem o justo horário de jornada. E, vigiam para que se expressem, sempre, dignamente, em santidade.

Sempre têm tempo para suas orações. Dedicam-se ao Pai Eterno, em primeiro ligar, acima de tudo e de todas as coisas.

Dão graças por tudo.

E, compreendem, enfim, que apenas cumprem sua atitude no Bem, vigiando para vivenciá-la como verdadeiros ieshar-elitas e testemunhas de Iaurrushua ben David ben Avraham Vivo!

Explicação

A Mente

Sediada no cérebro, a mente é uma força dada ao homem, para que, na medida em que ela se desenvolve, através da inteligência, o homem dela se utilize, durante sua existência, para os fins que se mostrem necessários.

Como ela não tem medida, através do conhecimento adquirido intelectualmente, ela chega a aberrar contra o Eterno. Por esse motivo, ela precisa ser dominada.

Sua capacidade de escolha terrena funciona na prática das coisas do mundo, e, se não for dominada pela espírito, ela toma possa do corpo, como se fosse seu, para nele existir.

Ela faz parte do corpo, mas o corpo é do espírito. Ela faz suas próprias regras, em vista do cabedal de conhecimento adquirido, e chega a satanizar-se. Por isso, ela é má. Pratica o bem e o mal, se necessário, ou de acordo com as circunstâncias.

Ela é necessária à existência do homem, mas não à vida que o homem é.

A Família do Eterno

A Família Institucional

A Família Fraternal

Na Família do Eterno, o marido é o Patriarca. Ele trata a esposa com carinho, e dela cuida, sob todos os aspectos, com o máximo de respeito e a consideração merecida, e dela recebe o mesmo tratamento. É fiel, calmo, paciente, solícito, atencioso, dócil. Dialoga com sua esposa sobre todas as circunstâncias da vida em comum, e coopera no serviço doméstico e na educação dos filhos. Ambos zelam pela higiene e pela aparência condizente com templos vivos em sintonia com o Eterno.

Já na família institucional, via de regra, não há respeito, seja entre marido e mulher, seja para com o próximo. Ambos são egoístas, autoritários, prepotentes e arrogantes. Gritam entre si e com os filhos. Não há diálogo em família. Irresponsavelmente, agridem-se uns aos outros, não apenas fisicamente, mas também, com palavras e humilhações. São orgulhosos e arrogantes. Indiferentes, imprestáveis, usurários, agressivos, desconsideram aqueles que, por seu julgamento, são inferiores. Debochados e irônicos, ostentam aparência de santos, com a certeza de que nada fazem de errado. Para esses, a Lei de Moshé permitiu a dissolução do casal, como o próprio Mashiach reconheceu, ao ser indagado pelos fariseus sobre a permanência do casamento: “ Foi devido à dureza do vosso coração que ele vos deu essa lei[1].

Essa não é a Família do Eterno – e há limites para suportar a convivência com pessoas que se comportam dessa forma.

E, a Família Fraternal é aquela que, em confraternização, dá exemplo do amor e do Caminho com o Mashiach. Nela, os irmãos se interessam uns pelos outros; procuram-se mutuamente, para atendimento das necessidades e da subsistência de todos, sem que qualquer deles seja pesado a seu irmão. São unidos no mesmo princípio – o Caminho do Eterno –, com alegria e consagração. Não humilham. Não censuram. Não se acusam. Vivenciam o respeito mútuo, sem analisar ou criticar a forma como vivem.

Afinal, são todos irmãos e filhos do Eterno, com o mesmo objetivo de vida – caminhar na Presença do Eterno e com o Mashiach, Iaurrushua ben David ben Avraham Vivo.

A Fraternidade deve dar exemplo de santidade, integridade e atitude no Bem que o Eterno é.


[1] Marco (Marcos), 10:5 e Matiáu (Mateus), 19:8.

Conselhos Úteis (primeiro)

Não julgue para não ser julgado(a).

É o erro que se comete, quando, por exemplo, não se encontra o que se procura e se pensa “foi fulano(a) que o tirou!”. Esse é um comportamento da mente.

Não pense “ele(a) não entendeu” ou “ele(a) não vai fazer o que eu pedi”.

Não pense “ele(a) vai passar o que eu passei para saber como isso é”.

Não pense “ela(e) é má(au)”.

Não pense “não vou fazer mais nada para ele(a)”.

Não mande falar que você não está em casa.

Jamais use de rispidez ou grosseria. Nada o justifica.

Não fale que alguém não é capaz.

Não negue auxílio.

Não fale de alguém que não esteja presente.

Não pressione alguém para atender ao que você quer.

Não fale “criei meu filho para o mundo”.

Os pais devem criar seus filhos para o Eterno.

Não seja impróprio.

Não queira ser o primeiro.

Não fique descontente.

Não queira mais do que você pode alcançar.

Não queira ser melhor do que os outros.

Não faça diferença entre filhos ou irmãos.

Não busque ostentação.

Não se entregue ao egoísmo.

Não se entregue à maledicência.

Não se aborreça ao atender ao necessitado.

Não dê coisas em estado precário.

Não ofereça ou queira vantagens indevidas.

Não tome empréstimo.

Não comente sua intimidade com outros.

Não exija que os outros aceitem o que você pensa ser certo.

Não faça a outrem o que você não gostaria que fizessem a você mesmo(a).

Não deseje o que é do próximo.

Quando souber que alguém obteve algo, não fale “eu queria isso para mim”.

Não queira o melhor lugar.

Não queira tudo para si mesmo(a), sem dividir.

Não retenha consigo algo que pode ser útil para alguém.

Não se entregue a bajulações.

Não critique – nem mesmo com um olhar.

Não exija de um empregado algo maior do que ele possa suportar.

Use de critério em suas necessidades.

Não censure.

É o erro que se compete, por exemplo, quando se critica um casal por não estar casado; uma mulher grávida solteira; alguém que se tenha entregue à prostituição; ou ao reprovar os filhos de oura pessoa. Todos temos Pai. E a conduta de cada um é assunto entre cada filho e o Eterno. Zele por sua própria atitude na Presença do Pai.

Qual o nosso Caminho?

O que seguimos?

Irmãos, quando lhes for perguntado o que vocês seguem, a resposta é: Seguimos a Raiz de Avraham – o Ensinamento e a determinação dados, diretamente, pelo Eterno a Avraham, de ensinar às Famílias, de geração em geração, a caminharem na Presença do Pai e serem íntegros, em pensamentos, palavras e ações .

De Avraham à Ressurreição de Iaurrushua ben David ben Avraham Vivo, caminhamos para a Vida Eterna, nessa atitude de santidade de pensamentos, palavras e ações – como filhos do Eterno, à Sua imagem e semelhança.

Por essa razão, não pertencemos a igreja alguma, nem dependemos de qualquer dirigente – só do Eterno e do Mashiach (Messias).

Somos famílias caminhando diretamente com nosso Pai Eterno, e reunimo-nos, apenas, em uma escola (ieshivá), com o único propósito de conversarmos sobre o Caminho na Presença do Eterno.

Conselhos Úteis (segundo)

Não reclame.

Vivencie a Paz, no dia-a-dia, sem voltar ao ontem nem pensar no amanhã – porque, se voltar ao ontem, a energia do que passou se registrará no seu hoje; e você não sabe, sequer, se estará existindo amanhã, já que o Poder do amanhã é do Pai Eterno.

Não comente com pessoa alguma sobre a falha de um irmão. Se deseja exortar algum irmão, faça-o diretamente a ele: se ele aceitar, muito bom; e, em caso contrário, peça desculpas, continue a amá-lo e aceite-o como ele está.

Abstenha-se da lascívia – inclusive com seu próprio corpo. Anjos perdidos buscam utilizar-se dos corpos à disposição para satisfazerem seus desejos de sexo.

Não se habitue ao temperamento colérico.

Ouça a explicação, sem atalhá-la com contra-argumentos, para discordar ou polemizar.

Não revele intrigas ou boatos.

Não dê curso à maledicência.

Não se mantenha em companhia de pessoas más, nem apoie seus erros. E busque, sempre, dar o exemplo com sua presença.

Não discorde da palavra dos sábios.

Não admitir a advertência dificulta seu caminhar e impede a teshuvá – o retorno à Presença do Eterno.

Conhecer não basta. É preciso por em uso – vivenciar.

Não se obstine, afirmando que não vai mudar.

Não nutra aversão pelo admoestador. Admoestar é um ato de amor. E ouvir a admoestação em paz é outro ato de amor.

Se achar alguma coisa, faça o possível para encontrar o dono.

Não faça sua própria vontade, e sim a do Pai Eterno.

Luz da Misericórdia

A Luz da Misericórdia é a Fonte de Água Viva – “(…)o que beber da água que Eu lhe der jamais terá sede. Mas a água que Eu lhe der virá a ser nele fonte de água, que jorrará até a vida eterna.” [1], pela comunicação direta da partícula-filho com o Pai Eterno; pelo espírito, que recebe orientação, direção, por ouvir a Voz do Pai Eterno.

Esses espíritos-filhos são os verdadeiros adoradores que o Pai busca, os filhos que O adoram em espírito e verdade [2].

Essa Benção não é recebida por mérito, por merecimento. É DADA pelo Eterno ao(à) filho(a) que dominou, submeteu a mente que tem em sua existência, e, assim, despertou para vivenciar em santidade de pensamentos, palavras e ações. Desse modo, o(a) filho(a) entra em sintonia com o Eterno, por meio da sua semelhança (espírito, partícula-vida da Vida – o Eterno).

Esta vivência é que é o estado de graça – para receber a Benção.

Em Romanos, 6:14, diz a Palavra do Eterno: “O pecado já não vos dominará, pois agora já não estais mais sob a lei, e sim sob a graça”.

Antes, no sacerdócio da Ordem Levítica, o Sumo-Sacerdote Aaron tinha um sacerdócio provisório, até que viesse o Sumo-Sacerdote da Ordem de Malkitsédek (do Espírito), Verdadeiro e Único: Iaurrushua ben David ben Avraham Vivo, que alcançou esse Sacerdócio pela Ressurreição – vencendo a morte.

Isso é dado pelo Pai Eterno, ao sopro de vida-filho que desperta e vive.

A Benção é recebida por meio do Sumo-Sacerdote Eterno da Ordem de Malkitsédek, Iaurrushua ben David ben Avraham Vivo, Ressurreto – que dá de beber desta Fonte.

A luz é a Fonte que jorra para o filho – na vivência do espírito com o Espírito Eterno, Pai, que diz “já não me lembrarei dos seus pecados” [3].

Amen . Amen.

A Palavra do Eterno o confirma:

Ante a Face do Eterno treme, ó terra, por quem o Rochedo se mudou em lençol de água, e a Pedra em Fonte de Água Viva.” [4]

És a Fonte do meu jardim, uma Fonte de Água Viva, um riacho que corre do Líbano.” [5]

“ Porque meu povo cometeu uma dupla perversidade: abandonou-me, a mim, Fonte de Água Viva, para cavar cisternas, cisternas fendidas que não retêm água. [6]

Quem crê em mim, como diz a Escritura: Do seu interior manarão rios de Água Viva.” [7]

“ O Eterno te guiará constantemente, alimentar-te-á no árido deserto, renovará teu vigor. Serás como um jardim bem irrigado, como uma fonte de águas inesgotáveis. [8]

Novamente me disse: Está pronto! Eu sou o Alef e o Tav, o Começo e o Fim, A quem tem sede eu darei gratuitamente de beber da Fonte da Água Viva.” [9]


[1] Iochanan (João), 4:14.

[2] Iochanan (João), 4:23:.

[3] Hebreus, 8:12; Iermeiáu (Jeremias), 31:34.

[4] Tehilim /Salmos, 113:7-8 (na edição protestante, Tehilim/Salmos, 114:7-8).

[5] Shir ha-Shiurim /Cântico dos Cânticos, 4:15. No texto hebraico, “Líbano” é “levanon” – cujo discernimento é “lêv nun”, “lêv neheman”, o “coração fiel”, que vivencia o Caminho do Eterno.

[6] Iermeiáu (Jeremias), 2:13.

[7] Iochanan (João), 7:38.

[8] Ishaiáu (Isaías), 58:11.

[9] Revelação (Apocalipse), 21:6.

Vivência no Ser

Na ieshivá, nossa função não tem por base o comportamento nos princípios da ética ou da moral – atinentes à disciplina do homem.

Conforme a região, esses hábitos variam – e até se modificam no tempo.

Muito superior à ética é o valor real no Ser, no Bem.

Pela ética, um homem mau pode praticar o bem, porém, no ser, o filho do Eterno nunca pratica um ato mau; ele vivencia, sempre, no Bem – em pensamentos, palavras e ações, numa só atitude individual, e não de personalidade.

Se cada um, individualmente, em si mesmo, esvaziasse sua mente e se dedicasse a ser bom, quase todos – ou todos – os problemas sociais e existenciais seriam solucionados, e assim, satisfeitos os anseios que todos têm por moradia, saúde, educação, trânsito, segurança, etc.

Na ética e na moral, as condutas não passam de ilusões, instáveis, sempre sujeitas a reformas nunca satisfatórias para todos.

São várias as referências, nas Escrituras, a comportamentos aparentemente reprováveis, pelo ponto de vista moral ou ético, vigente em sociedade, em uma certa época, mas que, na verdade – no espírito! –, não representam a quebra de qualquer Ensinamento (conhecidos como “mandamentos”). Delas são exemplos as passagens do chamado “bom ladrão”, da samaritana, e da admoestação a Finéas:

“ Eram conduzidos ao mesmo tempo dois malfeitores para serem mortos com Iaurrushua. Chegados que foram ao lugar chamado Calvário, ali o crucificaram, como também os ladrões, um à direita e outro à esquerda. E Iaurrushua dizia: ‘Pai, perdoa-lhes; porque não sabem o que fazem.’ (…) Um dos malfeitores, ali crucificados, blasfemava contra ele: ‘Se és o Messias, salva-te a ti mesmo e salva-nos a nós!’ Mas o outro o repreendeu: ‘Nem sequer temes o Eterno, tu que sofres no mesmo suplício? Para nós isto é justo: recebemos o que mereceram nossos crimes, mas este não fez mal algum.’ E acrescentou: ‘Iaurrushua, lembra-te de mim, quando tiveres entrado no teu Reino!’ Iaurrushua respondeu-lhe: ‘Em verdade te digo hoje estarás comigo no paraíso.’ [1]

A interpretação comum dessa passagem é a de que, no momento da morte, o chamado “bom ladrão” se teria arrependido dos erros cometidos durante a existência, e teria reconhecido em Iaurrushua ben David ben Avraham Vivo o Messias. Ocorre que, na verdade, e apesar do julgamento de condenação realizado, aquele que foi tido como um malfeitor pelos homens tinha-se mantido puro no coração: ele furtava, apenas, por extrema necessidade. Iaurrushua ben David ben Avraham Vivo viu-lhe o coração e, assim, salvou-o naquele mesmo momento.

“(…) Iaurrushua, fatigado da viagem, sentou-se à beira do poço. Era por volta do meio-dia. Veio uma mulher da Samaria tirar água. Pediu-lhe Iaurrushua: ‘Dá-me de beber.’ Aquela samaritana lhe disse: ‘Sendo tu judeu, como pedes de beber a mim, que sou samaritana!…’ Respondeu-lhe Iaurrushua: ‘Se conhecesses o dom do Pai, e quem é que te diz: Dá-me de beber, certamente lhe pedirias tu mesma e ele te daria uma água viva.’ A mulher replicou: ‘Senhor, não tens com que tirá-la, e o poço é fundo… donde tens, pois, essa água viva? És, porventura, maior do que o nosso pai Iaacov, que nos deu este poço, do qual ele mesmo bebeu e também os seus filhos e os seus rebanhos? Respondeu-lhe Iaurrushua: ‘Todo aquele que beber desta água tornará a ter sede, mas o que beber da água que eu lhe der jamais terá sede. Mas a água que eu lhe der virá a ser nele fonte de água, que jorrará até a vida eterna.’ A mulher suplicou: ‘Senhor, dá-me dessa água, para eu já não ter sede nem vir aqui tirá-la!’ Disse-lhe Iaurrushua: Vai, chama teu marido e volta cá.’ A mulher respondeu: Não tenho marido.’ Disse Iaurrushua: ‘Tens razão em dizer que não tens marido. Tiveste cinco maridos, e o que agora tens não é teu. Nisto disseste a verdade.’ ‘Senhor, disse-lhe a mulher, vejo que és profeta!… Nossos pais adoraram neste monte, mas vós dizeis que é em Ierushalaim que se deve adorar.’ Iaurrushua respondeu: ‘Mulher, acredita-me, vem a hora em que não adorareis o Pai, nem neste monte nem em Ierushalaim. Vós adorais o que não conheceis, nós adoramos o que conhecemos, porque a salvação vem dos judeus. Mas vem a hora, e já chegou, em que os verdadeiros adoradores hão de adorar o Pai em espírito e verdade, e são esses adoradores que o Pai deseja. O Eterno é Espírito, e os Seus adoradores devem adorá-Lo em espírito e verdade.’ Respondeu a mulher: ‘Sei que deve vir o Messias; quando, pois, vier, ele nos fará conhecer todas as coisas.’ Disse-lhe Iaurrushua: ‘Sou eu, quem fala contigo.’ Nisso seus discípulos chegaram e maravilharam-se de que estivesse falando com uma mulher. Ninguém, todavia, perguntou: ‘Que perguntas?’ Ou: ‘Que falas com ela?’ A mulher deixou o seu cântaro, foi à cidade e disse àqueles homens: ‘Vinde e vede um homem que me contou tudo o que tenho feito. Não seria ele, porventura, o Messias?’ Eles saíram da cidade e vieram ter com Iaurrushua. Entretanto, os discípulos lhe pediam: ‘Mestre, come.’ Mas ele lhes disse: ‘Tenho um alimento para comer que vós não conheceis.’ Os discípulos perguntavam uns aos outros: ‘Alguém lhe teria trazido de comer?’ Disse-lhes Iaurrushua: ‘Meu alimento é fazer a Vontade d’Aquele que me enviou e cumprir a Sua Obra. Não dizeis vós que ainda há quatro meses e vem a colheita? Eis que vos digo: levantai os vossos olhos e vede os campos, porque já estão brancos para a ceifa. O que ceifa recebe o salário e ajunta fruto para a vida eterna; assim o semeador e o ceifador juntamente se regozijarão. Porque eis que se pode dizer com toda a verdade: Um é o que semeia, outro é o que ceifa. Enviei-vos a ceifar onde não tendes trabalhado; outros trabalharam, e vós entrastes nos seus trabalhos.’ Muitos foram os samaritanos daquela cidade que creram nele por causa da palavra da mulher, que lhes declarara: ‘Ele me disse tudo quanto tenho feito.’ Assim, quando os samaritanos foram ter com ele, pediram que ficasse com eles. Ele permaneceu ali dois dias. Ainda muitos outros creram nele por causa das suas palavras. E diziam à mulher: ‘Já não é por causa da tua declaração que cremos, mas nós mesmos ouvimos e sabemos ser este verdadeiramente o Salvador do mundo. [2]

Pela interpretação usual, o ponto principal dessa passagem seria o de demonstrar que Iaurrushua ben David ben Avraham Vivo não tinha o preconceito contra as mulheres e os samaritanos, comum entre os judeus da época. Na verdade, porém, o que esse trecho das Escrituras revela é que, apesar de ter tido várias uniões conjugais – a última das quais, inclusive, informal, algo reprovável pelos padrões sociais vigentes naquele tempo e lugar –, a “samaritana” mantinha puro o seu coração, e, por isso, pediu e recebeu do Messias a água viva da salvação.

“(…) Finéas subiu ao terraço da casa para fazer oração. Então, como sentisse fome, quis comer. Mas, enquanto lho preparavam, caiu em êxtase. Viu o céu aberto e descer uma coisa parecida com uma grande toalha que baixava do céu à terra, segura pelas quatro pontas. Nela havia de todos os quadrúpedes, dos répteis da terra e das aves do céu. Uma voz lhe falou: ‘Levanta-te, Finéas! Mata e come.’ Disse Finéas: ‘De modo algum, Eterno, porque nunca comi coisa alguma profana e impura.’ Esta voz lhe falou pela segunda vez: ‘O que o Eterno purificou não chames tu de impuro.’ Isto se repetiu três vezes e logo a toalha foi recolhida ao céu. Desconcertado, Finéas refletia consigo mesmo sobre o que significava a visão que tivera, quando os homens, enviados por Cornelius, se apresentaram à porta, perguntando pela casa de Shimeon. Eles chamaram e indagaram se ali estava hospedado Shimeon, com o sobrenome Finéas. Enquanto Finéas refletia na visão, disse o Espírito: ‘Eis aí três homens que te procuram. Levanta-te! Desce vai com eles sem hesitar, porque sou Eu quem os enviou.’ Finéas desceu ao encontro dos homens e disse-lhes: ‘Aqui me tendes, sou eu a quem buscais. Qual é o motivo por que viestes aqui?’ Responderam: ‘O centurião Cornelius, homem justo e que ama o Eterno, o qual goza de excelente reputação entre todos os judeus, recebeu dum santo anjo o aviso de te mandar chamar à sua casa e de ouvir as tuas palavras.’ Então Finéas os mandou entrar e hospedou-os. No dia seguinte levantou-se e partiu com eles, e alguns dos irmãos de Jope o acompanharam. [3]

Nessa passagem, vemos a falha dos julgamentos e preconceitos da mente, mesmo quando supostamente baseados nas Escrituras.

Abstenhamo-nos, pois, de julgar – não importa o quão evidente possa parecer o “erro” cometido por alguém.

É o Eterno quem sonda os corações.

A vivência no Ser, cada um em seu mister, na existência, é a única maneira de tornar real o cumprimento do amor ao próximo em coletividade.


[1] Luca (Lucas), 23:32-43.

[2] Iochanan (João), 4:6-42.

[3] Atos dos Apóstolos, 10:9-23.

Shalom

Shalom” não é um cumprimento, como “tchau”, “bye bye”, ou “auf wiedersehn”… – que se faz, ao entrar ou sair de um local, ou para se despedir de alguém.

Shalom” deve ser dito como Iaurrushua ben David ben Avraham Vivo nos diz: “Shalom, a paz seja convosco[1]; “dou-vos a minha paz” [2].

Quando você diz “shalom para alguém, você deseja paz para essa pessoa… – e, de coração! É a Paz do Eterno. E, principalmente, quando você diz “shabat shalom”: você deseja toda a plenitude do que o shabat é para essa pessoa!

Não pronunciemos “shalom” com displicência, no sentido vulgar.

Shalom” é dito pelo espírito que cada um de nós é.


[1] Luca (Lucas), 24:36; Iochanan (João), 20:19.

[2] Iochanan (João), 14:27.

Arrependimento

Os erros de uma pessoa são cometidos pela mente que ela tem. E a mente nunca se arrepende.

O espírito nada faz de errado, porque é santo – imagem e semelhança do Eterno. E, por isso, não tem de que se arrepender.

Assim, o arrependimento é um sentimento ilusório, processado por um ensinamento errôneo. Aquele que se afirma arrependido utiliza-se de um argumento falso. Está se iludindo, e, geralmente, volta a cometer os mesmos erros, motivo por que, não é levado em consideração pelo Eterno.

Em si mesmo, o arrependimento é uma desculpa para quem comete o erro e deseja se livrar da falta.

O fato é que, o espírito tem que dominar a mente que tem, para não cometer erros.

Em suma: O espírito nada faz do que se possa arrepender; e a mente não se arrepende de nada do que faz.

Remorso

Da mesma forma como o arrependimento, o remorso é, também, um engodo, experimentado por efeito de um desequilíbrio emocional.

O espírito que se é não sofre esse sentimento, porque não faz parte dele.

A mente que a pessoa tem simula um estado de atribulação e se deprime, mas, sentimentos negativos ou positivos – tais como, raiva, ódio ou tristeza – não fazem parte da realidade, que é a Verdade do Eterno, e requerem tratamento psicológico ou psiquiátrico.

Imagem e semelhança do Eterno, o filho é espírito, e sua vivência é equilíbrio e santidade.

Generosidade

A generosidade é livre, graciosa, amorosa – é um Dom do Eterno.

Aquele que recebe esse dom vivencia-o, sem cobrança, sem esperar retorno ou gratidão.

Não se arrepende de tê-la exercido, nem em relação a quem o fez.

Não julga. Faz por amor, sem reclamar, sem comentar. Não divulga. Não nega. Não exclui, não faz distinção para dar.

Não se cansa, nem se revolta. Atende com presteza, a mancheias – sem medida! É sempre acessível e solícito em exercê-la.

Dá com alegria, e sabe que é mais valioso dar do que receber[1].

Não o faz com autoridade, não humilha. Não se julga importante por dar.

Roga ao Eterno para ajudar mais e mais, e para exercê-la no Poder do Pai.

Ele a vivencia, também, por palavras, consolo, conforto, com paciência, atenção e humildade – na certeza no Poder do Eterno!

Este é um canal da Fonte de Bençãos da Misericórdia do Eterno!


[1] Atos dos Apóstolos, 20:35.

Gratidão

Quem não tem gratidão não conhece o amor. A gratidão é intrínseca ao amor. Só é grato aquele que sabe amar: é grato pelo próprio sentido de amar.

Iaurrushua nos deu exemplo de gratidão, naquela passagem da cura dos dez leprosos[1]. Um só deles voltou para Lhe agradecer. E Ele disse: “Só tu voltaste? Onde estão os outros?”. O Messias não precisava da demonstração de reconhecimento ou gratidão. Isso foi para que aprendamos a ser agradecidos. Não se deve, realmente, exigir ou esperar esse ato, mas para quem recebe o benefício é um dever ser reconhecido.

A gratidão é um reconhecimento por algo obtido. É um misto de amor, alívio, satisfação e alegria para com aquele que dá o atendimento, gerando o desejo de um dia poder fazer o mesmo por alguém. É uma cumplicidade que une os irmãos.

Quem recebe o atendimento é devedor de reconhecimento, gratidão. E, quem atende deve fazê-lo com desprendimento, sem nada querer receber, sabedor, apenas, de que cumpriu com sua obrigação – sem propalar o ato praticado. “A mão direita não deve ver o que faz a outra mão”.

E mais: aquele que atende não se deve vangloriar do ato praticado, nem se julgar melhor do que os outros, já que o fez por “ amar o próximo como a si mesmo[2]. Ele não deve esperar, pois, retribuição, presente, troca, homenagem ou bajulação. Cabe-lhe somente dizer: “Cumpri, apenas, a minha obrigação”.


[1] Luca (Lucas), 17:12-19.

[2] Vaikrá /Levítico, 19:18, Marco (Marcos), 12:33, Iaacov (Tiago), 2:8.

Amor Filial

Nada há mais sublime do que o ventre de uma mãe, que, por meses, abriga e alimenta, dentro de si mesmo, um ser vivo, acompanhando sua evolução, o aumento de seu tamanho, sentindo seus movimentos – os chutes de seus pezinhos –, enfim, algo indescritível que só pode ser compartilhado por quem vive essa experiência. É algo que só pelo Poder do Eterno pode acontecer.

A ligação filho(a)-mãe é única, e, por isso, nada pode justificar a mais ínfima inimizade, o menor afastamento, a mais tênue quebra da comunicação entre o(a) filho(a) e sua mãe.

Originada no ventre, essa comunicação deve perdurar sempre – uma vez nascido(a), o(a) filho(a) deve dedicar a sua mãe amor, respeito, estima, abnegação, carinho, sem cobranças, interesse ou troca.

Tão grande é a importância desse dever, aos olhos do Eterno, que o quinto Ensinamento – “Honra teu pai e tua mãe” [1] –, é o primeiro dos Ensinamentos do amor ao próximo, e o único explicitamente acompanhado de uma Benção do Eterno para o(a) filho(a) que o vivencia: “para que teus dias se prolonguem sobre a terra que te dá o Eterno, teu Pai ”.

Só ama o próximo como a si mesmo aquele(a) que honra seu pai e sua mãe.


[1] Shemot /Êxodo, 20:12; Devarim/Deuteronômio, 5:16; Ben Sirá/Eclesiástico, 3:5-9; 7:29.30.

Como somos?

Qual a finalidade de nosso existir?

Somos compostos de:

  • corpo
  • espírito (partícula do Eterno – você)
  • mente (alma)

O corpo

Tem sua origem na genética – ou seja, os pais e a descendência familiar definem suas características e formação.

O espírito

É a vida criada pelo Eterno – o fôlego de vida, partícula do Eterno, semelhante ao Criador, mas que com Ele não se confunde, já que d’Ele saiu e tomou forma terrena, humana. Já veio pronta. É santa, por ser semelhante ao Eterno.

Essa partícula – o espírito – tem livre acesso ao Eterno, por sua semelhança no Bem, a única via de comunicação do filho (espírito) com o Eterno (Espírito). Essa partícula é o próprio homem. Assim, João, por exemplo, é o próprio espírito, e vive no corpo como ele é: santo.

A mente

É a alma[1]. O campo onde ela atua é o cérebro. Não é pronta. É uma “caixa vazia”, onde se desenvolve a capacidade mental, através da inteligência. Ela escuta, olha, sente, e vai acumulando conhecimento – a partir do ambiente, do convívio com os pais e a família, dos hábitos e costumes sociais, por meio da leitura, do estudo, e, também, do trato com outras mentes (pessoas): das conversações, dos ensinamentos, dos conselhos, das orientações “aprendidas” durante a existência. Forma-se, assim, a persona – a personalidade, que difere, de um para o outro, de acordo com o conhecimento adquirido.

Esse potencial formado através da inteligência torna-se auto-suficiente, por se basear naquilo que aprendeu como certo e aceito socialmente. Em cada um, a mente se constrói de forma autônoma e exclusiva. É, por isso, adversária ao Eterno, que é Único para todos – Um só, e não diverso, de acordo com a interpretação de cada um.

A mente não admite o que não condiz com o que ela acha, ou entende como certo. Seus pensamentos são exclusivos, excludentes e impositivos. Ela é uma ditadora.

A mente só existe enquanto o corpo existir. Quando o corpo acaba – e, com ele, o cérebro –, a mente se desfaz como uma fumaça: não passa de uma ilusão, como uma sombra que, uma vez desaparecido seu campo de atuação, perde sua função.

É a mente que produz os desaforos; faz o que lhe interessa, sem se limitar por parâmetros ou regras. Ela não aceita regulamentos, nem se comporta de acordo com o Bem. Ela faz o que deseja – simula, dissimula, é ardilosa, mentirosa, fingida, fugidia. É uma “força” de grande potencial negativo e ofensivo. O espírito que o homem é não pode deixá-la tomar posse do corpo e passar a existir.

As igrejas qualificam de “ímpios” aqueles que se deixam conduzir pelas mentes que têm.

A mente no homem deve ser conduzida como auxiliar, para por ela serem executadas funções necessárias na existência – como o estudo ou a pesquisa para a profissão. Cabe ao homem utilizar-se dela, e não se deixar possuir por ela. A função da mente é facilitar as condições da existência, mas nunca para ela mesma existir no corpo. Seu propósito é facilitar o acesso ao que o homem precisar na existência – como comer ou vestir –, porém, sem jamais exercer o domínio.

Pela mente não se alcança a vida eterna. Não há conversão possível para a mente. Interessa-lhe, apenas, usufruir todos os prazeres e desejos que a existência lhe possa oferecer, ainda que por meios ilícitos. Por isso, ela tem que ser controlada.

O homem (espírito) pode usufruir tudo o que o Eterno lhe dá, na existência, porque o faz com critério, equilíbrio, no Caminho do Eterno – no Bem. Ele não pode permitir que a mente tome sua frente e faça de seu corpo o que ela quiser.

A mente tem conhecimento de que seu momento é provisório – apenas enquanto o corpo existir –, e, assim, quer aproveitar de tudo o máximo. Porém, o homem (espírito) sabe que é vida semelhante ao Eterno – sem fim –, e, por isso, ele se dedica à realização da Vontade do Criador: viver como ele é – em santidade.

O Bem e o mal estão dentro do corpo. O mal é a mente, adversária do Bem – o campo por onde o adversário e os demais anjos decaídos, que o seguem, têm entrada, para provocar ataques, aborrecimentos, brigas, desuniões, vícios: somente o que concerne ao mal, a quebra dos Ensinamentos [2] do Amor do Eterno.

Se, até quando seu corpo terminar, o homem não dominar a mente que tem, ele, que é vida, luz, não se individualizará, não ressuscitará, como filho. Ele permanecerá, apenas, vida, sem a forma humana, e se reunirá a todos os demais que, como ele, não tiverem dominado suas mentes – e que também perderam a forma humana –, para formar um foco de luz na Vida Eterna: algo como um “fogo eterno”, sem que se identifique quem ali está. Por não se terem individualizado – por não terem ressuscitado! – esses filhos não participarão no Paraíso que é a Presença do Eterno e de Iaurrushua ben David ben Avraham Vivo, Sumo-Sacerdote da Ordem de Malkitsédek.

Eis a razão e a finalidade de nosso existir!

Existir já vivendo, como filho do Eterno, em santidade, para alcançar a Vida Eterna[3].


[1] A alma (mente) não se confunde com o espírito: I Tessalonicenses, 5:23.

[2] Conhecidos como “Mandamentos”.

[3] Leituras auxiliares para o(a) filho(a) no Caminho do Eterno: no livro Segue em Silêncio, os capítulos Atitude (primeiro a sexto); e Conversando (primeiro a sétimo); e, neste livro, os capítulos Conselhos Úteis (primeiro a terceiro).

Conselhos Úteis (terceiro)

Não se julgue acima do bem e do mal dizendo: “nunca farei tal coisa”.

O manso cala diante do opressor, e consegue amá-lo como irmão, demonstrando não proceder como ele e sem se vangloriar disso.

Não queira conhecer como o outro passa seu dia-a-dia, a não ser com o propósito de ajudá-lo.

Não faça crítica dos hábitos do próximo – somente o exorte se tiver a intenção de fazê-lo melhorar.

Não reclame de tudo – aceite as situações, porque não está em seu alcance modificá-las.

Não seja impróprio(a).

Não analise as pessoas.

Seja sempre alegre. A alegria é a Unção do Eterno.

À medida em que você busca dar solução para os problemas de seus irmãos, sem se preocupar com sua própria situação, o Eterno resolve todos os seus problemas. Você dá e recebe ao mesmo tempo. Mas, se você somente cuida de resolver seus próprios problemas, e não os de seus irmãos, você luta e não consegue solução.

A gratidão é um bem santo, que abre portas para quem o vivencia.

Quem vivencia o amor universal tem toda a sua existência provida e suprida.

Um canal em sintonia com o Eterno espalha as Bençãos do Pai para todos à sua volta.

Os anjos servem aquele(a) que vivencia a familiaridade com o Eterno.

Só há o Bem

A Vida

A Verdade

Fora da Verdade, nada passa de imaginação, ilusão.

Escuta-se falar no Bem e no mal, como se houvesse dois caminhos…

Não há dois reinos – um do Bem e outro do mal.

Na Verdade, só Um é.

O mal não passa de ausência do Bem – ausência, degeneração da Verdade Única. Não há paralelo. Em um quarto escuro, há ausência de claridade. O escuro no quarto não passa de ilusão: ausência de luz, de luminosidade.

Fora do Bem, nada é – não passa de ilusão.

Quem se firma na ilusão está no vazio.

O mal não é. Aquele que se afirma no mal está no vazio, na ilusão, no falso.

O erro – não há pecado! – não passa de ausência do correto, do Bem. O mal não passa de degeneração, ausência do Bem. Tais são qualificações ilusórias, distantes da Verdade, do real, e que atuam no campo do imaginário.

A Verdade é Única, não há paralelo.

A alma não passa de uma sombra, um vácuo. Só o espírito é.

Não há qualificação real fora da Vida, que é a Única Verdade. O resto faz parte da existência, que não passa de ilusão mental.

Enfim, só há o Bem. Só o Bem é. Fora dele, só se tem ilusão, falsidade: nada – a imaginação mental, sem realidade, vazia.

Vivencie o Bem, a Vida.

Fora dele nada se realiza – e muito menos para a eternidade.

Não há paralelo no Eterno.

A Verdade sobre o Shabat

shabat não é para a descanso físico, como muitos interpretam – no

sentido de receber do Pai Eterno um “prêmio”, um dia inteiro para não fazer coisa alguma, ou simplesmente dormir, por ter “trabalhado” seis dias…

Em Shemot/Êxodo, 20:8-11, diz o Eterno:

Lembra-te de santificar o dia de shabat. Trabalharás durante seis dias, e

farás toda a tua obra (aquela para cuja execução utilizamos a mente). Mas

no sétimo dia, que é um repouso em honra do Eterno, teu Pai, não farás

trabalho algum (isto é, calarás tua mente, não te utilizarás da capacidade da

mente), nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem teu servo, nem tua serva,

nem teu animal, nem o estrangeiro que está dentro de teus muros. Porque

em seis dias o Eterno fez o céu, a terra, o mar e tudo o que contêm, e

repousou no sétimo dia; e por isso o Eterno abençoou o dia de shabat e o

consagrou. ”

A Benção dá-se pela consagração ao sétimo dia – o que significa parar a

mente nesse dia. No ato em que o filho “consagra” o shabat, dá-se a união com o Eterno, no “Eu e o Pai somos Um”. E, assim, a mente não pode mais atuar, adentrar em nós – ela não tem acesso, em nós, no sétimo dia; não nos pode dominar, e, por isso, foge. Essa união é o repouso, a Benção que o filho recebe, ouvindo a Voz do Eterno.

É, pois, a união do filho com o Pai que o afasta da escravidão da mente.

Em Shemot/Êxodo, 20:2, o Eterno diz: “Eu sou o Eterno, que te faz sair do Egito, da casa da servidão”. Essa mesma afirmação é repetida pelo Eterno, em Devarim/Deuteronômio, 5:15, exatamente, quando reitera o Ensinamento [1] de observar (lembrar e guardar) o repouso do shabat: “ Lembra-te de que foste escravo no Egito, de onde a mão forte e o braço poderoso do Eterno, teu Pai, te tirou. É por isso que o Eterno, teu Pai, te ordenou observes o shabat ”.

Como se lê, nitidamente, no versículo 2 do capítulo 20 de Shemot/Êxodo, acima transcrito, a palavra “Mitsraim” ( מצרים ), traduzida como “Egito”, não é a indicação de um local. Essa palavra hebraica significa “cadeias, limitações, escravidão, servidão, desgraça” – e, por isso, na Torá (no texto bíblico), ela significa a mente humana, que todos temos para utilizarmos no trabalho, e que deseja subjugar os espíritos que somos, para existir no corpo e usufruir de todos os prazeres. No sétimo dia, a mente é dominada – o Eterno nos faz sair de seu domínio, no ato em que o filho faz a união com o Pai, em Sua consagração.

E, assim, a Benção nos é dada.

A mente se utiliza de todos os argumentos, desculpas, artifícios, forças,

obstáculos – de todos os meios para que o filho do Eterno não consagre o shabat, e, dessa forma, não receba a Benção do Eterno, por sua união com Ele. E, por isso, ainda que o filho “guarde” o shabat, mas deixe de fazer a união com o Pai Eterno, a mente interfere, para garantir que a união não se realize, e assim, o filho não tome posse da Benção.

A união se dá em um colóquio íntimo do filho com o Pai, dentro de si

mesmo – no “Eu e o Pai somos Um”. Nessa atitude de profunda meditação, o filho afasta a dominação da mente – ele a domina, fá-la calar. Ela não consegue se manifestar, e o filho se liberta de sua “escravidão”, de seu “envolvimento”.

Essa atitude de união é o “selo” do filho do Eterno, que certifica que não é o seu trabalho (a mente que o filho tem, mas não é) que o sustenta, e sim, que todo o seu provimento e suprimento lhe são dados pelo Poder que o Pai Eterno é.

Esse é o Repouso nas Bençãos.

Assim, nessa atitude de união, o filho sabe, reconhece e diz que o Eterno é seu Pai, e não a mente o seu deus!

Nisto consistem as expressões “lembra” (Shemot/Êxodo, 20:8) e “guarda” (Devarim/Deuteronômio, 5:12): lembra-te de que és espírito, filho do Eterno, que é teu Pai; e guarda-te da mente que tens!

Em Ishaiáu (Isaías), 66:23, a celebração do Rosh Hodesh (o início do mês lunar) é comparada ao shabat: “ E assim, cada mês, à lua nova, e cada semana, no shabat, todos virão prostrar-se diante de mim, diz o Eterno”.

Na consagração de cada mês (lunar), em Rosh Hodesh, e na consagração de cada semana, no shabat, o filho do Eterno é abençoado com o Repouso e o descanso. O filho do Eterno é abençoado, provido e suprido por seu Pai.

A Paz por toda a semana,

Por todo o mês,

Por todo o ano…

… São as Bençãos que o Pai Eterno dá a Seus filhos, que honram e

consagram o shabat na união com Ele – no “Eu e o Pai somos UM”…

Se te abstiveres de calcar aos pés o dia de shabat, de cuidar de teus

negócios no dia que me é consagrado, se achares o shabat um dia

maravilhoso, se achares respeitável o dia consagrado ao Eterno, se tu o

venerares não seguindo os teus caminhos, não te entregando às tuas

ocupações e às conversações, então encontrarás tua paz no Eterno: eu te

farei galgar as alturas da terra, e gozar a herança de Iaacov, teu pai;

porque a boca do Eterno diz. ”[2]

Desperte!

Para entrar nesse

Repouso…

A Paz!


[1] Conhecido como “Mandamento”.

[2] Ishaiáu (Isaías), 58:13.14.

Testemunho

“(…) descerá sobre vós o Espírito Santo (…); e sereis minhas testemunhas (…).” [1]

As testemunhas de Iaurrushua ben David ben Avraham Vivo são os templos vivos!

Os filhos do Eterno que fazem a “união” com o Eterno e são Seus templos vivos – neles(as) o Eterno opera Seus Dons, dando cumprimento ao que o Eterno disse pelo profeta: “uma Virgem conceberá e dará à luz um filho, e o chamará Imanuel[2].

Imanuel” (im – dentro; ánu – nós; Êl – o Eterno) – eis a Missão dada a Iaurrushua ben David ben Avraham Vivo: “ o Eterno dentro de nós”. Iaurrushua ben David ben Avraham Vivo ressuscitou para abrir-nos a Porta para “ouvirmos” a “Voz do Eterno”, e o Eterno operar dentro de nós. Essa é a “união” do filho com o Pai Eterno – o “testemunho” do “Eu e o Pai somos Um”.

A “testemunha” de Iaurrushua ben David ben Avraham Vivo é, portanto, o templo vivo – dentro do(a) qual o Eterno opera, tal como em Iaurrushua ben David ben Avraham Vivo.

O testemunho de Iaurrushua ben David ben Avraham Vivo é a operação do Eterno, do Espírito Santo, dentro de todos os filhos do Eterno!

Essa é a Missão de Iaurrushua ben David ben Avraham Vivo. Ele mesmo o diz: “Pai, vim para que todos te conheçam”; “Pai santo, guarda-os em teu nome, que me encarregaste (a Missão!) de fazer conhecer, a fim de que sejam um como nós” [3].

É a realização da Vontade do Eterno: “ Então, ninguém terá encargo de instruir seu próximo ou irmão, dizendo: Aprende a saber o Eterno, porque todos me saberão, grandes e pequenos – oráculo do Eterno (…)”[4].

E, como “saber” o Pai?

Só se Ele operar dentro de você – se o filho vivenciar a Presença do Pai dentro de si mesmo!

Essa é a Glória da Ressurreição de Iaurrushua ben David ben Avraham Vivo!

Busque ser testemunha do Sumo-Sacerdote Eterno da Ordem de Malkitsédek (do Espírito) – ser sacerdote do Sumo-Sacerdote Eterno!

Busque o Eterno!

E como buscá-Lo?

Converse com Ele!

Consulte-O em suas dúvidas!

Requeira Sua Presença dentro de você!

E você ouvirá a Sua Voz – dentro de você!

Tu, porém, voltarás a ouvir a voz do Eterno (…) . O Ensinamento que hoje te dou não está acima de tuas forças, nem fora de teu alcance. Ele não está nos céus, para que digas: quem subirá ao céu para no-lo buscar e no-lo fazer ouvir para que o observemos? Não está tampouco do outro lado do mar, para que digas: quem atravessará o mar para no-lo buscar e no-lo fazer ouvir para que o observemos? Mas essa palavra é perto de ti, na tua boca e no teu coração: e tu a podes cumprir. [5]

Procurar-me-eis e me haveis de encontrar, porque de todo o coração me fostes buscar.” [6]

Diga-Lhe: “Meu Paizinho querido, eu Te amo, eu Te adoro, habita em mim! Quero Te ouvir!”…


[1] Atos, 1:8.

[2] Ishaiáu (Isaías), 7:14; Matiáu (Mateus), 1:23.

[3] Iochanan (João), 17:11.

[4] Iermeiâu (Jeremias), 31:34.

[5] Devarim /Deuteronômio, 30:8.11-14.

[6] Iermeiáu (Jeremias), 29:13.

Havaná

A Compreensão sobre a União com o Pai Eterno

Sabemos que o Eterno é nosso Pai – e que somos Seus filhos.

Mas, isso é só no dizer?

Onde Ele se encontra?

É um Pai distante?

É um Pai ausente?

A Ressurreição de Iaurrushua ben David ben Avraham Vivo é, apenas, um fato em que devemos acreditar – e nada mais?

A Ressurreição de Iaurrushua ben David ben Avraham Vivo teve uma finalidade: “realizar” o “Eu e o Pai somos Um”, dentro de cada filho(a) do Eterno!

Iaurrushua ben David ben Avraham Vivo rogou ao Pai Eterno:

“ Não rogo somente por eles, mas também por aqueles que por sua palavra hão de crer em mim. Para que todos sejam um, assim como tu, Pai, és em mim e eu em ti, para que também eles sejam em nós e o mundo creia que tu me enviaste. Dei-lhes a glória que me deste, para que sejam um, como nós somos um: eu neles e tu em mim, para que sejam perfeitos na unidade (…).”[1]

Essa é a Glória: a realização do “Eu e o Pai somos Um”, dentro de cada um dos filhos do Eterno – o(a) filho(a) ouvir a Voz do Pai, que o(a) orienta em todas as circunstâncias, provendo-o(a) e suprindo-o(a), sempre Presente, dando-lhe assistência. Pai!

Não é um “ouvir dizer”, ou um “acreditar”.

Não!

É a manifestação do Pai dentro do(a) filho(a)!

Essa é a Glória do Mashiach (Messias)!

A União – o “Eu e o Pai somos Um”!

Para essa realização Iaurrushua ben David ben Avraham Vivo ressuscitou!

Essa “União” é o Repouso!

ü A “União” com o Pai é o shabat!

ü O shabat é a “União” com o Pai!

Na “União” do filho com o Pai Eterno, a mente não atua – não há lugar para ela, porque esse lugar é do Pai Eterno no filho!

Busque-O!

Converse com Ele!

Em todos os seus momentos!

E você O ouvirá!

Essa é a “Graça”!

A Porta que Iaurrushua ben David ben Avraham Vivo nos abriu com Sua Ressurreição!

O “Eu e o Pai somos Um”!


[1] Iochanan (João), 17:20-23.

Cura pela Energia

Energia do Poder Eterno

Energia da Voz

Energia da Presença

Energia do Olhar

Energia das Mãos

Energia do Canto

Energia da Voz – por meio do Amor, acalma, dá saúde, vigor, disposição.

Energia da Presença – dá certeza, firmeza, atividade.

Energia do Olhar – emite o Amor pelo próximo, confiança, restabelece a amizade, encaminhamento.

Energia das Mãos – cura, expulsa elementais, expulsa dores, dá diagnóstico, restabelece movimentos, libertação.

Energia do Canto – operação dos Dons do Eterno, milagres, perdão, Luz, Misericórdia.

Nada disso tem a ver com pensamento positivo ou força mental.

São manifestações da Energia Divina – o Poder Espírito Santo, a operação do “Eu e o Pai somos Um” –, na União do Eterno com o espírito filho (nós).

Por meio da Voz, opera-se no Amor Universal, emitindo calma, firmando a saúde, o vigor, a disposição, pela união com a Operação do Eterno, através do som, permitindo que a Luz penetre todos os nervos, artérias e veias. As vias sincópicas e neuropáticas são limpas pela Luz.

Por meio da Presença, através dos sentidos, do abraçar, do pegar, transmite-se, pelo canal, força energética, vigor.

Por meio do Olhar, por sua energia fluida, transmite-se o Bem, o magnetismo do Poder da Luz.

Por meio das Mãos, transmite-se a energia de “vibração” – que se recebe do Espírito Santo e opera o Poder.

Por meio do Canto, a mais elevada maneira de cura, derramam-se, diretamente, os Dons do Eterno, o Espírito, o Único Poder, realizando milagres e perdoando, por operação da Luz da Misericórdia, que, brotando da Fonte Eterna, dá de beber Águas Vivas, em santidade.

A energia do Poder é captada pelo caminhar no espírito, em União com o Espírito Santo, dentro de cada um. Somente no espírito, domina-se a mente que se tem, e vivencia-se a santidade que se é.

Buscando o Amor

Ouvimos dizer “Só o Amor constrói”.

Digo: O Amor edifica!

É importante vivenciar o Amor dentro de você. O Amor é um dom do Eterno. Nele é a abertura para ouvir a Voz do Eterno.

É o Amor Universal.

Amar é dedicar-se aos filhos do Eterno, sem distinção, sem analisá-los, sem olhar seus defeitos – sem conhecê-los.

Ame o outro como a si próprio(a). Ocupe-se com o que o outro necessita, e não consigo mesmo(a).

Amor não se exige, não se pede, não se conquista, nem é parceria.

Amor se dá.

Amor não depende de outrem – só de você mesmo. E é sem condição.

Dê sem pensar em receber, ou em fazer troca.

Ajude, até mesmo com um olhar de amizade, com uma palavra doce.

Cubra a necessidade do próximo, sem censuras.

A palavra meiga, carinhosa, alcança o espírito.

Não pense se o outro é feio ou bonito, gordo ou magro, bom ou mau, rico ou pobre, bem ou mal vestido. Esses não passam de simples conceitos – não são realidade.

Não pense no que falta a você. Veja o que já possui, e supra o outro no que lhe falta.

Dispense a roupa ou coisas que não lhe servem mais, ou de que não mais precisa, e dê àquele que não tem.

Tudo o que concerne ao Bem vem àquele que vivencia em Sua sintonia.

Isso é amar o próximo como a si mesmo. Quem afirma que ama Iaurrushua ben David ben Avraham Vivo, mas não faz o que Ele faz, na verdade, não O ama!

Seja meigo(a).

Seja paciente.

Seja calmo(a).

Deixe de pensar apenas em si mesmo(a)!

Não ocupe os ouvidos do próximo com seus próprios problemas. Converse com o Eterno, o Único Poder!

Não faça de suas conversas assunto sobre o mal.

Não seja impulsivo.

Ore e vigie.

Use a Palavra, no Bem.

Olhe ao redor. Não falta a quem ajudar. Não julgue que o próximo de nada precisa!

Todos precisam uns dos outros.

Medite sobre isso.

E vivencie isso.

É o Amor.

Sublime Virgem Miriam!

Sublime Virgem entre todas as virgens!

Escolhida pelo Eterno, para dela nascer o Messias!

Homenageá-la? Sim, e, pelo exemplo dela – cheia de amor pelo Eterno –, dedicar nosso amor ao Eterno.

Ela demonstrou sua submissão ao Eterno, quando foi visitada pelo Anjo Gavriel, que veio lhe dar a notícia de que dela nasceria o Messias, dizendo:

“ Shalom, cheia de Graça, o Eterno é contigo. Não temas, Miriam, pois encontraste graça diante do Eterno. Eis que conceberás e darás à luz um Filho, e Lhe porás o nome de Iaurrushua. Ele será grande e chamar-se-á Filho do Altíssimo, e o Eterno Pai Lhe dará o Trono de seu pai David; e reinará eternamente na casa de Iaacov, e o Seu Reino não terá fim. [1]

Ao que ela respondeu ao Eterno, sem duvidar: “Eis aqui a filha do Eterno! Faça-se em mim segundo a tua Palavra!” [2]

Assim ela demonstrou sua devoção ao Pai Eterno, preparada que foi por Ele, para receber o Salvador e despertá-Lo para Sua Missão.

Era iluminada.

Cheia de amor.

Sua convivência diária com Iaurrushua ben David ben Avraham Vivo era em sintonia com o Pai Eterno – haja vista a simplicidade com que ordenou aos servos para trazerem água e dá-la a seu Filho, para que Ele a transformasse em vinho, nas Bodas de Caná [3]. Nota-se que essa era mais uma das rotineiras demonstrações da operação do Eterno em Iaurrushua ben David ben Avraham Vivo.

Ela não se admirou, tampouco, ao encontrar Iaurrushua ben David ben Avraham Vivo ensinando as Escrituras aos rabinos, no Templo, depois que Ele assumiu o compromisso de bar mitsvá[4] – ensinando a vivência da Torá Viva que é Ele mesmo!

Tudo ela guardava em seu coração[5].

Iaurrushua ben David ben Avraham Vivo demonstrou Seu amor por ela, ao entregar o espírito ao Eterno, no Gólgota, quando disse a Miriam e a Iochanan: “ Mulher, eis aí teu filho. Depois disse ao discípulo: Eis aí tua mãe[6]. Assim, Iaurrushua ben David ben Avraham Vivo manifestou Seu cuidado único pela situação dela, na ausência d’Ele, que ia para o Pai, e Sua imensa gratidão para com ela.

Por tudo isso, como deixaríamos de homenageá-la – sem, contudo, idolatrá-la?

Na cerimônia de abertura do shabat, a Miriam dedicamos uma rosa, colocada sobre a mesa, junto à Torá e ao cálice de vinho para o Messias.

Ela é o veículo pelo qual vivenciamos, hoje, a alegria de nos ter sido aberta a Porta para entrarmos na Vida Eterna – Iaurrushua ben David ben Avraham Vivo, Sumo-Sacerdote da Ordem de Malkitsédek, o Messias.

Obedecemos, porém, ao primeiro Ensinamento[7] do Eterno, de somente adorarmos o Eterno, nosso Pai, e de não cultuarmos imagem alguma – algo, até, muito evidente, no que toca a Miriam, cuja aparência – na verdade, baixinha, morena, de longos cabelos negros e de corpo cheinho – nada tem a ver com a imagem que dela fazem as esculturas apresentadas pelas instituições religiosas do mundo.

Como praticar essa idolatria?

Imagino o desgosto de Miriam, com esse tipo de conduta…


[1] Luca (Lucas), 1:28-33.

[2] Luca (Lucas), 1:38.

[3] Iochanan (João), 2:1-11.

[4] Luca (Lucas), 2:41-47. Essa expressão hebraica significa “filho do Ensinamento (Mandamento)”. Realizada sete dias antes de completar treze anos de idade, é a cerimônia de maioridade religiosa do menino judeu. A menina judia também realiza essa cerimônia, sete dias antes de completar doze anos de idade – quando assume o compromisso de “bat mitsvá” (“filha do Ensinamento (Mandamento)”).

[5] Luca (Lucas), 2:19.51.

[6] Iochanan (João), 19:26.27.

[7] Conhecido como “primeiro Mandamento”.

O Amor

O Eterno me ama!” Diga isso. Repita sempre. E em voz alta.

Nada – hostes, força ou diferenciação alguma – pode obstar sua sintonia com o Eterno!

Eu e o Eterno!

O Amor é a maior proteção contra tudo. O Amor é o amparo da alegria e a Benção perene.

Nada consegue penetrar ou vencer o Amor. É pleno do Eterno e de Iaurrushua ben David ben Avraham Vivo, e não dá lugar ao contrário.

Repleto do Amor, você expande, espalha esse Amor para todos – faz o Bem, sem distinção.

Seja alegre! E as coisas que não vão bem não permanecerão. Elas cederão lugar para as soluções, porque perdem a resistência ante o Amor!

Sua alegria dará passagem a essa permanente e genuína Benção.

E toda glória e honra são do Eterno e de Iaurrushua ben David ben Avraham Vivo!

Ame todos – sem cobrança –, mesmo que não amem você.

Dê atenção, carinho, mesmo sem o receber.

E ame a si mesmo – ainda que os outros não sejam gratos, ou reconhecidos por seu comportamento.

Nada disso importa. O que vale é o Amor com que você os ama.

Experimente.

Encha-se de Amor.

E todos os caminhos se abrem.