Email para contato:contato@uniaocompaieterno.com.br

Livro Pérolas do Tesouro – Por Capítulos

CAPÍTULOS

Avraham buscou o Pai Eterno em Espírito e foi ouvido por Ele.

O Eterno disse a Avraham ensinar Seu Caminho a seus filhos, de geração em geração, e disse: “Caminha em Minha Presença e sê íntegro.” (Bereshit/Gênesis, 17:1)

Somos filhos do Eterno, criados à Sua Imagem e Semelhança (Bereshit/Gênesis, 1:26) – espíritos filhos à Imagem e Semelhança do Espírito Pai. Portanto, sigamos o que o nosso Messias nos ensinou: “Sede santos como o Pai Eterno é Santo.” (Matiáu (Mateus), 5:48, Vaikrá/Levítico, 20:7, I Finéas (Pedro), 1:16).

Somos Família do Eterno. Como filhos, devemos despertar para a vivência no espírito que somos, à imagem e semelhança do Eterno, ainda em nossa existência, e não nos deixarmos envolver pela mente (a alma) que temos (mas não somos) – e, assim, seguirmos o Caminho do Eterno, em uma atitude íntegra, sempre na Presença d’Ele.

Pai Nosso

Pai Nosso, que és Espírito,

Por Ti mesmo, és eternamente Santíssimo.

Venha Teu Reino,

Realiza sempre Tua Vontade,

Tal como é no espírito,

Assim, também, na matéria.

A Lei que nos deste, a Palavra,

O alimento do espírito, dá-nos hoje.

E, perdoa-nos os próprios erros,

Assim como desculpamos, nós também,

Aqueles que erram contra nós.

E, não nos deixes ceder às nossas próprias vontades.

Amên .

Avinu

Avinu shebashamáim,

Itkadêsh shemrrâ.

Tavô malrruterrâ.

Ieasé retsônerrâ,

Kemô va-shamáim kên baárets.

Et-lérrem hukênu

Ten-lánu rraiôm.

U islá-lánu

Êt-rrôvôtênu

Kaashér sâlarrênu,

Gám anárrnu,

Lerraiavênu.

Veál-teviênu lidê nisaiôn.

Amên.

A Vida

Uma pessoa ganha um presente. Fica alegre, feliz, agradecida. Derrama gratidão para quem a presenteou. Guarda o presente como recordação. Dele cuida, por anos e anos, e sempre se lembra de quem o deu.

Pois bem, o Eterno nos dá o maior presente – a vida, à Sua imagem e semelhança: santa, partícula d’Ele mesmo, o espírito, o ser – para preservarmos, e, assim, vivenciarmos, intimamente, e compartilharmos com Ele a vida eterna.

Iaurrushua ben David ben Avraham Vivo, o Salvador e Redentor, nos ensina a orar e vigiar, e nos dá, também, o Caminho para a preservação da vida: a santidade.

Ciente, porém, de que “dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar ao mesmo tempo”, a mente – que é força –, por uma brecha qualquer, toma, por violência, o corpo que o Eterno dá a cada espírito criado. E, nele, a mente passa a “existir” – não viver! –, como se o corpo fosse dela, praticando tudo o que é contrário à santidade, sob todas as formas. Manifesta sua personalidade (persona = máscara), a ilusão, a falsidade, usufruindo o mundo e tudo o que a ele pertence: dissimula, mente, fuma, bebe, joga, prevarica, trai, cede ao vício, à ambição, ao egoísmo, ao interesse, à mudança de valores, à aparência, ao orgulho. Persegue a satisfação, cada vez mais, até a destruição e a morte.

E, então se dilui… A alma, a mente se desfaz como uma nuvem, porque não é vida.

A vida que recebeu o corpo – o espírito criado pelo Eterno – “dormiu” esse período todo. E, como vida criada, ela, que não pode morrer, passa a fazer parte de um “bloco de fogo”, como tantas outras, que, da mesma forma, “dormiram”, sem viver, verdadeiramente, nos corpos que lhes foram dados.

Forma-se, assim, um “bloco de fogo”, um luminar vivo, eternizado, composto por todos aqueles que, por terem “dormido”, não se individualizam na imagem do corpo e do nome recebidos. Nesse luminar, não se visualizam ou distinguem aqueles que o compõem – e sim, apenas, vida, luz, fogo, sem individualidade eterna –, porque não preservaram a maior dádiva do Pai Eterno.

Ele não deu ordem a ninguém para fazer o mal, e a ninguém deu licença para pecar; pois não deseja uma multidão de filhos infiéis e inúteis” [1].

“ Não vos maravilheis disso, porque vem a hora em que todos os que se acham nos sepulcros sairão deles ao som de sua voz: os que praticaram o bem irão para a ressurreição da vida, e aqueles que praticaram o mal ressuscitarão para serem condenados ”[2].

Todo o que não foi encontrado inscrito no livro da vida foi lançado ao fogo”[3].

“ Os tíbios, os infiéis, os depravados, os homicidas, os impuros, os maléficos, os idólatras e todos os mentirosos terão como quinhão o tanque ardente de fogo e enxofre, a segunda morte ”[4].

Ore e vigie.

Preserve-se no caminhar em santidade, na “união”, em sua semelhança com o Pai, para o Eterno revelar-Se a você – o Pai no filho, o “Eu e o Pai somos Um”.

O Eterno não se busca, não se acha, não se encontra. O Eterno Se revela – não fora, e sim, dentro de você mesmo, espírito no Espírito.

E, a única via pela qual o Eterno Se revela ao filho, e Sua Presença passa a operar, é a da vivência em santidade.

Nessa experiência, dentro de cada um, nessa intimidade com o Pai, alcança-se a individualidade eterna, no único e verdadeiro Reino cuja Porta Iaurrushua nos abriu – o Reino que não é deste mundo[5]…

Se me amais, guardareis os meus mandamentos”[6]…

E, “tome a sua cruz e siga-me”[7]… – isto é, vença a morte para a vida, vivenciando a santidade que você é!

Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida; ninguém vem ao Pai senão por Mim”[8].

Não fique no sangue e na cruz, que representam a morte, a mudança de valores.

Viva a Ressurreição.

Ao ressuscitar, nosso Salvador cumpriu Sua Missão. Foi a condição para provar a Vida!

Se o espírito “dorme”, não ora, não vigia, o corpo é tomado, à força, pela mente.

Preserve-se no caminhar em santidade. Não deixe sua união, sua sintonia com o Eterno, a VIDA que te deu a vida, o presente mais precioso concedido pelo Pai.

Na união com o Eterno – em constante sintonia, na vivência à semelhança d’Ele, em santidade –, receba, no mais íntimo do ser, a Revelação do Eterno, o mais precioso prêmio: a vida – “teu nome”, melhor do que filho e filha, porque significa ser individualizado eternamente!

“ Eu darei na minha casa e dentro de minhas muralhas um monumento e um nome de mais valor que filhos e filhas; dar-lhes-ei um nome que jamais perecerá ”[9].

O que pedes, replicou o Eterno, fá-lo-ei, porque tens todo o meu favor, e te sei pelo teu nome” [10].

“ O vencedor será assim revestido de vestes brancas. Jamais apagarei o seu nome do livro da vida, e o proclamarei diante do meu Pai e dos seus anjos ”[11].

“ Nela não entrará nada de profano nem ninguém que pratique abominações e mentiras, mas unicamente aqueles cujos nomes estão inscritos no livro da vida do Cordeiro ”[12].

Sejam nossos nomes inscritos no Livro da Vida!

Amen !

 


[1] Ben Sirá /Eclesiástico, 15:21-22.

[2] Iochanan (João), 5:28-29.

[3] Revelação (Apocalipse), 20:15.

[4] Revelação (Apocalipse), 21:8.

[5] Iochanan (João), 18:36.

[6] Iochanan (João), 14:15.

[7] Marco (Marcos), 8:34.

[8] Iochanan (João), 14:6.

[9] Ishaiáu (Isaías), 56:5.

[10] Shemôt /Êxodo, 33:17.

[11] Revelação (Apocalipse), 3:5.

[12] Revelação (Apocalipse), 21:27.

O Eterno – onde está?

não Se acha…

não Se busca…

não Se encontra…

não Se procura…

não Se prova…

… Ele Se revela

O Eterno não “existe”.

Existir é não ser. O Eterno é O Ser – a VIDA. Ele Se revela, por meio da partícula vida (espírito) que somos, criados à Sua Semelhança (VIDA, Espírito).

Essa é a única via, o único contato: dentro de cada um, à semelhança do Eterno.

Nessa união, ouve-se a “Voz Silenciosa” – que ensina, orienta, dirige, opera, onde quer que você esteja.

Fé é vivenciar a santidade. Não é crer.

Revelar é unir-Se.

Esse é o motivo por que não se pode provar o Eterno. A união é uma experiência individual, na Presença do Eterno, quando Ele Se revela.

Eis a Porta que Iaurrushua ben David ben Avraham Vivo nos abriu!

… “Eu e o Pai somos Um”[1]!

“ Não rogo somente por eles, mas também por aqueles que por sua palavra hão de crer em mim. Para que todos sejam um, assim como tu, Pai, estás em mim e eu em ti, para que também eles estejam em nós e o mundo creia que tu me enviaste. Dei-lhes a glória que me deste, para que sejam um, como nós somos um: eu neles e tu em mim, para que sejam perfeitos na unidade e o mundo reconheça que me enviaste e os amaste, como amaste a mim. Pai, quero que, onde eu estou, estejam comigo aqueles que me deste, para que vejam a minha glória que me concedeste, porque me amaste antes da criação do mundo. Pai justo, o mundo não te conheceu, mas eu te conheci, e estes sabem que tu me enviaste. Manifestei-lhes o teu nome, e ainda hei de lho manifestar, para que o amor com que me amaste esteja neles, e eu neles. ”[2]

“ Eis a aliança que, então, farei com a casa de Ieshar-Êl – oráculo do Eterno: Incutir-lhe-ei a minha lei; gravá-la-ei em seu coração. Serei o seu Pai e Ieshar-Êl será a minha Família.. Então, ninguém terá encargo de instruir seu próximo ou irmão, dizendo: ‘Aprende a conhecer o Eterno’, porque todos me conhecerão, grandes e pequenos – oráculo do Eterno –, pois a todos perdoarei as faltas, sem guardar nenhuma lembrança de seus pecados. ”[3]

 


[1] Iochanan (João), 10:30.

[2] Iochanan (João), 17:20-26.

[3] Iermeiáu (Jeremias), 31:33-34.

O Nome do Eterno

O Eterno respondeu a Moshé: ‘Eu sou aquele que sou’. E, ajuntou: ‘Eis como responderás aos israelitas: Eu sou envia-me junto de vós.’” [1]

“Eu Sou” significa O Ser. O Eterno é o Espírito Infinito. Não tem forma, não pode ter nome.

Aplicam-se vários adjetivos ao Eterno: Pai, Criador, Todo-Poderoso, Altíssimo, Misericórdia – até, o Inominado! Obviamente, porém, nenhum deles pode ser indicado como nome do Eterno.

O Eterno é VIDA, que tudo criou vida. Ele não pode ter um nome próprio, porque Ele não tem forma, atributo do que é finito.

Nome é um rótulo. Sua função é rotular, definir, delimitar. E, por isso, somente pode ser atribuído a algo ou alguém que possa ser definido, delimitado – algo ou alguém finito!

Em Bereshit/Gênesis 2:19-20, lê-se que o Eterno incumbiu Adam de dar nome a todos os seres viventes – aos finitos, à criação, e não ao próprio Eterno, o Criador!

E, quando indagado por Moshé a respeito de Seu nome, a resposta do Eterno foi: “‘Eu sou aquele que sou. E, ajuntou: ‘ Eis como responderás aos israelitas: Eu sou envia-me junto de vós.’”[2]

E Eterno é O SER, o Espírito, Vida. É Infinito. Por isso, não tem, nem pode ter nome ou forma.

Forma de homem – e nome – tem o Filho do Eterno, Iaurrushua ben David ben Avraham Vivo.

A mente do homem é que, de todas as maneiras, quer dar um nome próprio ao Eterno – para satisfação de si mesma. Isso, porém, é errado, é mentira. Há, até, quem afirme que o Filho e o Eterno são a mesma pessoa. E, com isso, formaram uma mentira ainda maior!

Em sua pequenez e ignorância, o homem não se dá conta de que está mergulhado no Eterno, por ser finito e, por isso, contido no Infinito. O homem acha que o Eterno está fora dele, no Céu.

Dão ao Eterno um Trono e um espaço específico. Um nome.

Citam Sua Mão, Pés, Face, Capacete, Armadura, e, assim, permanecem na letra, nas expressões, sem o devido discernimento.

É o que se verifica, por exemplo, com o texto de Efésios, 6:11-17:

” Revesti-vos do Escudo do Eterno, para que possais resistir às ciladas do demônio. Pois não é contra homens de carne e sangue que temos de lutar, mas contra os principados e potestades, contra os príncipes deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal (espalhadas) nos ares. Tomai, portanto, o Escudo do Eterno, para que possais resistir nos dias maus e manter-vos inabaláveis no cumprimento do vosso dever. Ficai alerta, à cintura cingidos com a verdade, o corpo vestido com a couraça da justiça, e os pés calçados de prontidão para anunciar a Palavra da paz. Sobretudo, embraçai o Escudo da fé, com que possais apagar todos os dardos inflamados do maligno. Tomai, enfim, o capacete da salvação e a espada do Espírito, isto é, a palavra do Eterno. 

O Escudo é a fé, vivência de acordo com a Vontade do Eterno – em santidade.

Cingir a cintura com a Verdade é uma expressão que se refere ao Bem.

Justiça é Santidade.

Os Pés do Eterno indicam a submissão no Caminho.

O Capacete de Eterno é a unção divina, a alegria, Luz.

A Espada é a Palavra do Eterno.

O mesmo discernimento deve ser usado para a compreensão de outros tantos trechos das Escrituras.

O Trono é o Poder do Eterno.

A Face é a Presença do Eterno.

A Mão é a Autoridade do Eterno.

À direita é Poder um pouco menor.

Templo é o Corpo.

Couraça da Justiça é a Santidade.

Selo significa o Espírito Santo.

O homem faz questão de fazer do Criador um homem e um soldado. E mais: faz de si mesmo Seu exército. Nesse sentido é que entendem a afirmação de que o Eterno é o Rei dos Exércitos.

Quem é, então, o Rei da Paz? E o Príncipe da Paz?

Sintamos o Eterno a nos envolver, onde quer que estejamos – caminhando em Sua sintonia, à Sua semelhança, no Bem que Ele é.


[1] Shemot /Êxodo, 3:14.

[2] Shemot /Êxodo, 3:14.

Espírito e Mente

Volto a tratar desse assunto, por ser de suma importância.

Espírito e mente são como linhas paralelas – nunca se encontram.

Espírito é o ser, o fôlego de vida que somos, à imagem e semelhança do Eterno[1].

A mente… Temos mente – mas não somos mente! A mente é a alma; não é o espírito.

Mente e espírito não são a mesma coisa.

Temos corpo e mente (alma), e somos espírito.

Não podemos nos deixar envolver pela mente que temos. O comando de nossa existência (deve ser) é do espírito que somos – que “já veio pronto” [2], como disse o Messias.

A nossa vivência é (há de ser) de acordo com o que somos.

Ocorre que, a mente que temos quer tomar a frente em tudo: é perspicaz, ardilosa, sutil, mentirosa, e utiliza o pensamento para nos convencer de acordo com as diretrizes do mundo.

Devemos “orar e vigiar”[3], para não nos deixarmos por ela envolver. Como disse o Messias, “ estamos no mundo, mas não somos deste mundo”[4]…

Se a mente nos envolver, distanciamo-nos do Bem – do Eterno.

Pela mente pensamos “isso não tem importância…”, “é mentirinha sem importância…” – dissimulamos.

A mente serve para que dela nos utilizemos, apenas, no que diz respeito à capacidade humana: para estudar, aprender, pesquisar, conhecer, vestir, divertir, trabalhar – enfim, tudo o que diz respeito à cultura e ao meio ambiente – mas, sempre debaixo de nosso comando, e lembrando que “ tudo é permitido, mas nem tudo convém”[5]…

Como disse o Messias, é preciso “orar e vigiar”, sem seguir os impulsos da mente, e sim, a Vontade do Eterno, no Bem.

Atente às conversações.

Pela mente, cobramos de outrem o que queremos que ele nos faça, sempre de acordo com o que achamos. Analisamos os erros alheios “com lupa”, quando, na maioria das vezes, temos os mesmos erros.

Criticamos, julgamos, exigimos comportamentos, desculpas, perdão, sem nos darmos conta de que só queremos receber.

Pela mente, queixamo-nos, lamuriamo-nos, descontentes e nunca satisfeitos, tristes, chorosos, idólatras de nós mesmos. “Eu e mais eu”: “eu quero”, “eu mereço”, “eu fiz”, “eu desejo”… – sempre em torno de si mesmo(a), impaciente, exigente, para seu próprio e exclusivo benefício.

No relacionamento conjugal, cada um faz do outro um boneco, um robô para, apenas, atender e servir em tudo…

A mente é egoísta, ambiciosa, dominadora, quer sempre ser atendida, e nunca cede, a não ser estrategicamente…

Lembremos, porém, que somos espíritos em santidade.

A Palavra do Eterno é o alimento do espírito. E, a mente é adversária da Palavra do Eterno – dela não participa!

É preciso ler a Palavra do Eterno, diariamente, cada vez mais, na firmeza que somos. Somente assim, a mente perde seu campo de atuação para nos envolver.

Sempre que oportuno, devemos despertar o(a) próximo(a) no que ele(a) é: espírito de santidade.

Assim, fazemos algo para o Eterno – não apenas, seguimos o Caminho, mas fazemos o bem a nosso irmão, na extensão da Verdade.

Sabereis a Verdade e a Verdade vos libertará”[6]!

E, isso não é uma troca! Nada devemos fazer para recebermos em troca – nem do Eterno!

Na atitude correta, firme na Vontade do Eterno, não permitimos que a mente nos envolva.

Lembre-se: “estamos no mundo, mas não somos do mundo”[7]. Nada, nem circunstância alguma pode nos afastar do Pai Eterno.

E, cuidado, também, com a mente dos outros, que, às vezes, tenta nos dirigir, ou mesmo, “aconselhar”…

É fácil, leve, caminhar na atitude do bem que somos, superando tudo o que não é do Bem, do Eterno. Nessa sintonia, atraímos tudo o que nos é semelhante.

É caminhar no “colo” do Pai, sem pensamentos ou preocupação com as coisas, pois o Eterno nos provê e supre de tudo, muitas vezes, de surpresa!

Já ouvi essa verdade: “a melhor maneira de você resolver um problema é não querer resolvê-lo você mesma(o)”…

Só o Eterno é Poder!

 


[1] Bereshit /Gênesis, 1:26 e 5:1.

[2] Matiáu (Mateus), 26:41.

[3] Matiáu (Mateus), 26:41.

[4] Iochanan (João), 15:19.

[5] I Coríntios, 10:23.

[6] Iochanan (João), 8:32.

[7] Iochanan (João), 15:19.

Mergulho do ser – o verdadeiro campo de luz e vida

Há pessoas que têm necessidade de ser conduzidas, dirigidas, orientadas por outrem, quando, na verdade, dentro de nós mesmos, todos temos a faculdade de nos unirmos ao Eterno – à Sua Semelhança –, e por Ele sermos dirigidos, conduzidos pela orientação correta.

As pessoas não aceitam, porém, que isso possa ser realizado.

O Pai Eterno não cria o filho para que outros o dirijam, ocupando Seu Lugar. É necessário, contudo, que o filho O busque, para que Ele Se revele – e, assim, em qualquer circunstância, recebermos a orientação quanto à direção a ser tomada.

Isso não é o que se chama, usualmente, de “espiritual”, “espiritualista” ou “espiritualismo” – formas externas, práticas filosóficas, atinentes ao conhecimento mental, diferentes e contrárias da busca do espírito, o ser no homem, que é realizado na união com o Espírito Eterno, o Espírito Santo.

Não se trata, tampouco, de religião institucional ou doutrina, e sim, da faculdade, inerente ao homem, de receber a Revelação – de ouvir, dentro de si mesmo, a orientação do Pai, sem depender de fator externo: é a realização da vivência com o Ser Eterno.

Mergulhe no interior de seu ser e gozará de maravilhas concretas – sem depender de algo ou alguém fora de si mesmo.

O Caminho [1]

Eterno é título, não um nome.

Pai é título, não um nome.

O Eterno não tem princípio ou fim. É fora de tempo e espaço. Não tem forma – nem de homem, nem de mulher, nem de qualquer coisa ou animal [2]. Recebe nome, apenas, aquele ou aquilo que tem forma[3].

O Eterno é Espírito[4] e assim quer ser adorado.

É no espírito que o homem é à imagem e semelhança do Eterno[5] – que é Espírito. Não na forma física.

Todos os finitos estão mergulhados no Eterno – que é Infinito. Por esse motivo, o homem está, sempre, em Sua Presença. Nada pode estar fora da Presença do Eterno. Ele é a VIDA que tudo criou vida. Ocorre que o homem ignora isso.

Iaurrushua ben David ben Avraham Vivo é o Filho do Eterno – tem forma de homem e teve princípio[6]. Quem afirma que o Messias é o próprio Eterno blasfema, porque, em todas as Escrituras, Iaurrushua ben David ben Avraham Vivo nunca disse isso. Afirmá-lo é pretender colocar o Filho no lugar do adversário – que quis e quer ser o próprio Eterno, e faz por onde iludir a todos, para que afirmem que ele é o Eterno.

O adversário forjou para si mesmo um nome – “jesus”, que é anagrama de iupiter (“i”) e zeus (“esus”) –, para que a Humanidade o adore, iludida, pensando amar o Filho do Eterno.

Iaurrushua ben David ben Avraham Vivo não tem, nem pode ter um nome greco-romano. Ele é judeu, e nasceu com a missão de realizar a Salvação e a Redenção.

O Messias foi anunciado a Sua mãe, Miriam, como “Imanuel”[7] – palavra hebraica composta por “ im” (dentro), “ánu” (nós) e “Êl” (o Eterno) –, que significa “o Eterno dentro de nós”: Templo vivo!

A Missão de Iaurrushua ben David ben Avraham Vivo foi realizar o Templo vivo, e revelar que temos o Eterno dentro de nós, e não, apenas, conosco.

Na oração sacerdotal, isso está bem claro: Iaurrushua ben David ben Avraham Vivo rogou ao Pai ser Um com “eles” (nós), assim como Ele é Um com o Filho[8].

Esse é o mesmo sentido da expressão “vo-Lo enviarei”, em Iochanan (João), 16:7: Se Iaurrushua ben David ben Avraham Vivo não ressuscitasse, não teria vencido a morte, e não se teria realizado o “Eterno dentro de nós” – o Espírito Santo. O Messias é explícito a esse respeito, quando afirma: “ É o Espírito da Verdade, que o mundo não pode receber, porque não O vê nem O conhece, mas vós O sabereis, porque permanecerá convosco e estará em (dentro de) vós ”[9].

É o que Iaurrushua ben David ben Avraham Vivo disse, quando afirmou que “As palavras que vos digo não as digo de mim mesmo; mas o Pai, que permanece em mim, é que realiza as suas próprias obras”[10]! E, esse é, também, o significado do rompimento do véu do Santíssimo – realizado por Iaurrushua ben David ben Avraham Vivo[11]!

O Espírito Santo, o Pai Eterno, opera em cada um de nós, pela semelhança e imagem d’Ele que somos – espíritos criados por Ele –, e não pela matéria que temos. “O que nasceu da carne é carne, e o que nasceu do Espírito é espírito” [12].

Somente podemos nos ligar ao Espírito Santo – ao próprio Eterno –, por meio de nossa semelhança com Ele: pelo espírito que somos, que “ é pronto”[13]; dominando a mente que temos.

A mente atua, na carne, pela capacidade adquirida por meio do conhecimento. E, assim, ela diverge da Verdade única, por interpretações, religiões institucionais, dogmas e diretrizes diversos, que variam de acordo com a mente de cada um.

Aceitar o Filho do Eterno não é uma decisão verbal. Se assim fosse, cada um poderia aceitar o Messias e depois se desviar. O “aceitar” é, somente, caminhar no espírito que se é. Cada um de nós é criado filho do Eterno, à semelhança do Eterno.

Basta ao filho, então, caminhar como ele é, à semelhança do Eterno. Não há conversão, e sim, discernimento do seu ser, ligando-se ao Ser, que é o Eterno! É preciso que o filho domine, em si mesmo, a mente que o envolve e impede de vivenciar quem ele realmente é: santo, criado à imagem e semelhança do Eterno. “ Sede perfeitos, assim como vosso Pai Eterno é perfeito”[14]!

Não é preciso, então, transformação alguma. Muito ao contrário. Basta desvencilhar-se de uma “roupagem”, de uma máscara, de um empecilho – e ser quem se é, o santo que se é: “sereis santos, porque eu sou santo”[15]!

É preciso caminhar como somos – e não no que temos, mas não somos.

Enquanto isso não ocorre, o filho está desligado.

Cada um de nós tem corpo e alma (mente), mas é espírito[16] – íntegro, santo, à imagem e semelhança do Santo Espírito, que é Um só. Por isso, somos filhos, não membros.

A mente que temos nos capacita para a profissão, os estudos, etc. Não podemos deixar, no entanto, que ela utilize a cultura e as informações colhidas do ambiente para nos envolver e desviar de nossa união com o Eterno. A mente jamais se converterá, pois, em nós, ela é adversária ao Eterno [17].

É somente no ser – isto é, na vivência do espírito que somos, à semelhança do Eterno –, que podemos fazer a Vontade do Pai: buscar o Reino.

E, vivenciando o Reino – o que concerne ao espírito –, tudo o mais nos é dado de acréscimo. Caminhando em santidade de pensamentos, palavras e ações – íntegros, santos como somos, já que criados à imagem e semelhança do Eterno –, as bênçãos são recebidas, sem esforço próprio: “Buscai em primeiro lugar o Reino do Eterno e a sua justiça e todas essas coisas vos serão dadas em acréscimo” [18]!

O importante é o Reino do Eterno: a santidade, a atitude no espírito! As coisas são complemento – e, não devem ser buscadas.

A Palavra do Eterno é coerente, quando diz “não vos preocupeis por vossa vida, pelo que comereis, nem por vosso corpo, pelo que vestireis. (…) Olhai as aves do céu: não semeiam nem ceifam, nem recolhem nos celeiros e vosso Pai celeste as alimenta. Não valeis vós muito mais que elas? (…) E por que vos inquietais com as vestes? Considerai como crescem os lírios do campo; não trabalham nem fiam. Entretanto, eu vos digo que o próprio Shlomo [19] no auge de sua glória não se vestiu como um deles. Se o Eterno veste assim a erva dos campos (…) , quanto mais a vós, homens de pouca fé? Não vos aflijais, nem digais: Que comeremos? Que beberemos? Com que nos vestiremos? São os pagãos que se preocupam com tudo isso. Ora, o vosso Pai Eterno sabe que necessitais de tudo isso ” [20].

Essa mesma idéia é a que vemos na passagem “ pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei e abrir-se-vos-á. Pois todo aquele que pede recebe; aquele que procura acha; e ao que bater, se lhe abrirá ”[21]. Esse trecho não se refere à busca pelas coisas – tanto que o Messias a encerra com a afirmação de que “vosso Pai Eterno dará o Espírito Santo aos que lho pedirem”[22].

A passagem nos concita, na verdade, a pedir o Espírito Santo; a buscar a atitude no Caminho, a vivência como templos vivos, na Presença do Eterno; bater à Porta que conduz à Salvação.

Afinal, o Eterno não muda[23]: O mesmo Pai que diz, pela boca de Seu Filho, “ não vos preocupeis por vossa vida” é, também, Aquele que diz “pedi, e dar-se-vos-á”.

Vivenciemos, assim, o espírito que somos, e não nos preocupemos com as coisas.

É a isso que o Messias nos chamou, quando disse “sereis Minhas testemunhas”[24]. Não foi para noticiar a realização de coisas obtidas, e sim, para dar testemunho da luz, da vivência em santidade, da atitude em sintonia com a Palavra do Eterno: que dominamos a mente – o orgulho, a ambição, a mentira, o ódio, o egoísmo, enfim, o pecado –, e passamos a vivenciar o “ sede perfeitos, assim como vosso Pai Eterno é perfeito”[25]!

O testemunho é o da vivência no “amor o Eterno sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”[26]: “aquele que tem os meus Ensinamentos (conhecidos como “Mandamentos”) e os guarda, esse é que me ama”[27].

Dar testemunho não é, então, divulgar a cura, o emprego, o casamento, a prosperidade. Quem assim faz demonstra que aquilo que realmente quer não é o Reino do Eterno, mas as coisas – aquelas mesmas coisas recusadas pelo Messias, quando Lhe foram oferecidas no Monte [28].

O adversário é que oferece as coisas.

É necessário andar na Luz do Espírito. Esse é o Caminho que nos salva e nos conduz ao Eterno[29].

 


[1] Na época do Messias, Seus discípulos eram chamados “os seguidores do Caminho”…

[2] Shemot /Êxodo, 20:4.

[3] Bereshit /Gênesis, 2:19.

[4] Iochanan (João), 4:24.

[5] Bereshit /Gênesis, 1:26.

[6] Iochanan (João), 1:1; Apocalipse, 2:8.

[7] Isaías, 7:14; Mateus, 1:23.

[8] Iochanan (João), 17:21.22.

[9] Iochanan (João), 14:17.

[10] Iochanan (João), 14:10.

[11] Matiáu (Mateus), 27:51; Marco (Marcos), 15:38.

[12] Iochanan (João), 3:6.

[13] Matiáu (Mateus), 26:41; Marco (Marcos), 14:38.

[14] Matiáu (Mateus), 5:48.

[15] Vaikrá /Levítico, 11:45; 19:1.

[16] I Tessalonicenses, 5:23.

[17] Romanos, 7:18.

[18] Matiáu (Mateus), 6:33.

[19] Conhecido como Salomão.

[20] Matiáu (Mateus), 6:25-32.

[21] Luca (Lucas), 11:9-10.

[22] Lucas, 11:13.

[23] Malachiáu (Malaquias), 3:6.

[24] Atos, 1:8.

[25] Matiáu (Mateus), 5:48.

[26] Devarim /Deuteronômio, 6:5; Vaikrá/Levítico, 19:18; Matiáu (Mateus), 22:37-39; Marco (Marcos), 12:29-31; Luca (Lucas), 10:27-28.

[27] Iochanan (João), 14:21.

[28] Matiáu (Mateus), 4:3-10.

[29] Matiáu (Mateus), 5:16; Iochanan (João), 3:21; 6:63.

Escolher o Eterno

Eu sou o Eterno teu Pai, que te fez sair do Egito, da casa da servidão. Não terás outros deuses diante de Minha Face.” [1]

Escolha[2].

Retidão[3].

Confiança[4].

Sois meu refúgio e minha cidadela, meu Pai, em que eu confio”[5].

O homem afirma que tem fé no Eterno, mas põe sua confiança no homem…

Maldito o homem que confia em outro homem, que da carne faz o seu apoio e cujo coração vive distante do Eterno” [6].

Isso porque, por sua própria capacidade, o homem procura bancos, cheques, cartões de crédito, empréstimos, ou pessoas que possam ajudá-lo, financeiramente, e sente-se garantido por utilizar-se desses recursos.

E, o resultado é que o homem fica acorrentado, subjugado, nervoso, insatisfeito, sem dormir, sem sossego, tudo fruto e conseqüência desse seu ato.

Lembremos que somente o Eterno é nosso descanso e nosso repouso[7].

O Eterno veste os lírios do campo, que não trabalham, e lhes dá o alimento[8]. E, muito mais concede ao homem que n’Ele confia, que deposita n’Ele toda a sua vida. O Eterno lhe dá seu provimento e suprimento – “até durante o sono” [9]!

Ele nos derrama Seu orvalho e a chuva serôdia, e nos faz adentrar Seu Repouso.

Preferimos, porém, dirigir-nos na estrada em sentido contrário, de costas, afastando-nos de Sua Presença!

Não nos expressamos pela palavra, o verbo, o dizer, que sintoniza com a Presença do Eterno, que é Misericórdia.

Por nossa linguagem, fala, linguajar, registramos o mal.

Enfim, distanciamo-nos do Eterno.

Aproximamo-nos do pai da mentira.

As expressões que saem de nossa boca alimentam-nos do maligno – com o qual, pois, caminhamos, no dia-a-dia, o que nos impossibilita o sustento. Daí termos que recorrer a outras pessoas, a quem, muitas vezes, incomodamos, por não poderem dar-nos atendimento.

Tudo isso é feito, quando, na verdade, cada um de nós deveria prover seu próprio sustento, diretamente, do Eterno – onde se encontra todo o nosso descanso.

Na vivência na Presença do Eterno e de Iaurrushua ben David ben Avraham Vivo – a fé viva em Seu Poder –, todos os dias são de Bençãos!

Aproveitemos esse período inicial, em que o Eterno nos renova o ano, e firmemos nossa decisão de renascer uma nova criatura.

Todo aquele que é no Messias é uma nova criatura. Passou o que era velho; eis que tudo se fez novo!”[10] “Porque a circuncisão e a incircuncisão de nada valem, mas sim a nova criatura.” [11]

É questão, apenas, de uma decisão.

Quem assim decidir verá, realmente, a Presença do Único Poder. Vivenciará o testemunho verdadeiro das Bençãos do Eterno!

 


[1] Shemot /Êxodo, 20:1.2.

[2] Devarim /Deuteronômio, 30:19.20 – “(…) escolhe, pois, a vida, para que vivas com a tua posteridade, amando o Eterno, teu Pai, obedecendo à sua voz e permanecendo unido a ele.”

Tehilim /Salmos, 118:30 – “Escolhi o caminho da verdade, impus-me os vossos decretos” (na Bíblia protestante, Tehilim/Salmos, 119:30).

Ishaiáu (Isaías), 7:15 – “Ele será nutrido com manteiga e mel até que saiba rejeitar o mal e escolher o bem.

[3] Mishlê /Provérbios, 4:11 – “É o caminho da sabedoria que te mostro, é pela senda da retidão que te guiarei.

Ishaiáu (Isaías), 57:2 – “(…) repousam sobre seus leitos aqueles que seguiam o caminho reto.”

Malachiáu (Malaquias), 2:6 – “ sua boca ensinou a verdade, e não se encontrou perversidade nos seus lábios. Andou comigo na paz e na retidão, e afastou do mal grande número de homens. 

[4] Tehilim /Salmos, 55: 4.11.12 – “Ó Altíssimo, quando o terror me assalta, é em vós que eu ponho a minha confiança”“É no Eterno, cuja promessa eu proclamo, é no Eterno que eu ponho minha esperança; nada temo: Que mal me pode fazer um ser de carne?” (na Bíblia protestante, Tehilim/Salmos, 56: 4.11.12).

Tehilim /Salmos, 90:2 – “dize ao Eterno: ‘Sois meu refúgio e minha cidadela, meu Pai em quem eu confio.’

Mishlê /Provérbios, 22:19 – “É para que o Eterno seja tua confiança, que quero instruir-te hoje.

Ishaiáu (Isaías), 30:15 – “ Porque aqui está o que disse o Eterno, o Santo de Ieshar-Êl: ‘É na conversão e na calma que é a vossa salvação; é no repouso e na confiança que reside a vossa força.’ 

Hebreus, 2:13 – “E outra vez: Quanto a mim, ponho nele a minha confiança (…)”.

[5] Tehilim /Salmos, 90:2 (na Bíblia protestante, Tehilim/Salmos, 91:2).

[6] Iermeiáu (Jeremias), 17:5.

[7] Hebreus, 4:9 – “Por isso, resta um repouso sabático para o povo do Eterno.

[8] Matiáu (Mateus), 6:28.

[9] Tehilim /Salmos, 126:2 (na Bíblia protestante, Tehilim/Salmos, 127:2).

[10] II Coríntios, 5:17.

[11] Gálatas, 6:15.

Confiar no Eterno

“ Assim diz o Eterno: Maldito o homem que confia no homem, e faz da carne o seu braço, e aparta o seu coração do Eterno! Porque será como a tamargueira no deserto, e não verá quando vem o bem; antes morará nos lugares secos do deserto, na terra salgada e inabitável. Bendito o homem que confia no Eterno, e cuja confiança é o Eterno. Porque será como a árvore plantada junto às águas, que estende as suas raízes para o ribeiro, e não receia quando vem o calor, mas a sua folha fica verde; e no ano de sequidão não se afadiga, nem deixa de dar fruto. ”[1]

O Eterno é o Único Poder. N’Ele devemos confiar. É d’Ele que nos vem todo nosso provimento e suprimento.

Essa confiança é descansada, sem aflições ou preocupações, que nos afastam do Eterno. Ele nos supre até durante o sono!

Inútil vos será levantar de madrugada, repousar tarde, comer o pão de dores, pois assim dá ele aos seus amados até durante o sono” [2]

Mesmo antes que Lho peçamos, Ele sabe o que precisamos.

“(…) vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes de vós lho pedirdes.”[3]

Devemos viver o dia de hoje, sem comentar o ontem, e sem fazer planos para o amanhã.

A confiança no Eterno nos dá a garantia do amanhã.

E o Senhor os ajudará e os livrará; ele os livrará dos ímpios e os salvará, porquanto confiam nele.” [4]

Viemos nus e voltamos nus. Nada levamos. Enquanto aqui estamos, devemos fazer uso das coisas, sem nos deixarmos dominar por elas.

Faz a tua parte que Eu te ajudarei

A plena confiança no Eterno nos dá testemunho de Sua Presença, nas mínimas coisas, até nas situações de menor importância.

Tudo o que não faz parte n”Ele dificulta esse viver d’Ele.

Vigie seus pensamentos, palavras e ações, para que você mesmo não oponha obstáculos, empecilhos à sintonia com o Eterno.

É na calma, na paciência e na confiança que o Eterno habita.

“ Porque aqui está o que disse o Eterno Pai, o Santo de Ieshar-Êl: ‘É na conversão e na calma que é a vossa salvação; é no repouso e na confiança que reside a vossa força.’ ”[5]

Faça essa experiência. Viva com o Pai, que tudo supre e provê.

Tudo é d’Ele e a Ele pertence. Herde, no dia-a-dia, o que é de seu Pai!

O Eterno é um gerador que transforma até as soluções!

Mesmo o homem mais forte entre os homens cai diante de forças maiores que ele.

A preocupação do homem é o maior percalço que se lhe opõe. Dela advêm todos os obstáculos que ele enfrenta.

No desprendimento de tudo consiste o preenchimento do Todo.

Experimente. Esvazie-se e preencha-se com o Poder do Eterno! A Palavra da Escritura passará a ser verdade vivenciada, e não mera leitura:

“ Olhai para as aves do céu, que nem semeiam, nem segam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai Eterno as alimenta. Não tendes vós muito mais valor do que elas? (…) E, quanto ao vestuário, por que andais solícitos? Olhai para os lírios do campo, como eles crescem; não trabalham nem fiam; E eu vos digo que nem mesmo Shlomo, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles. Pois, se o Eterno assim veste a erva do campo, que hoje existe, e amanhã é lançada no forno, não vos vestirá muito mais a vós, homens de pouca fé? ” [6]

Exemplos no dia-a-dia

Assim, não cabe lamentar a perda de um marido, de um filho, de um pai, de um trabalho, como se não houvesse mais chance de sustento. O arrimo de nossa vida é o Eterno.

Quantos se queixam, ou entram em desespero, pela perda de uma empregada… Mantenha-se em calma. Procure a solução e aguarde no Eterno.

Não esteja sempre a reclamar. Lide com as circunstâncias presentes, conforme o caso, e confie no Eterno.

Esqueça a situação desagradável ocorrida. Não a alimente. Busca a Paz e vai em seu encalço.[7]

Não fique falando, em todo momento, sobre ocorrências ruins. Esqueça-as e aja de acordo com as condições.

Não deseje o que não tem. Pense no que você tem.

Não se prenda a um aborrecimento. Desvencilhe-se dele e busque a solução.

Se estiver doente, não se revolte. Procure o tratamento e aguarde o resultado.

Para solucionar uma situação, lance mão do que você tem e pode utilizar. Não busque locupletar-se com o que o outro possui.

Dedique-se ao hoje. Não fique pensando no ontem ou no que virá a ser.

Não se lamente da forma como vive. Procure fazer algo para melhorar e confie no Eterno!

Não faça cobranças de sua família ou de quem quer que seja. Dê o exemplo.

Jamais discuta. Cale.

Respeite a forma como o outro vive. E, viva sua própria vida. Não queira viver a dos outros.

Trate seus filhos com respeito, sobretudo se já forem adultos e independentes. Dê-lhes oportunidade para decidir e respeite suas escolhas.

Não julgue quem quer que seja.

Não dê opinião, se isso não lhe for solicitado.

E, não decida pelos outros.

Segue em Silêncio …

 


[1] Iermeiáu (Jeremias), 17:5-8.

[2] Tehilim /Salmos, 126:2 (na Bíblia protestante, Tehilim/Salmos, 127:2).

[3] Matiáu (Mateus), 6:8-9.

[4] Tehilim /Salmos, 36:40 (na Bíblia protestante, Tehilim/Salmos, 37:40).

[5] Ishaiáu (Isaías), 30:15.

[6] Matiáu (Mateus), 6:26-30.

[7] Tehilim /Salmos, 33:15 (na Bíblia protestante, Tehilim/Salmos, 34:15).

Iaurrushua ben David ben Avraham Vivo, a nossa Promessa!

O Caminho que seguimos consiste na realização da Ressurreição do Messias Iaurrushua ben David ben Avraham Vivo – fato que rompeu o véu do Santo dos Santos [1].

Sua Ressurreição abriu-nos a Porta para que o Espírito Eterno opere dentro de cada um de nós.

Não pertencemos, pois, à religião judaica institucional, que não crê em Iaurrushua ben David ben Avraham Vivo como Salvador, e ainda aguarda a vinda do Messias.

Os judeus dogmáticos comemoram a festa de Pessach (“passagem”) como celebração da saída do Egito, guiados por Moshé, ao passo que, para nós, essa Passagem significa, mais que isso, a libertação de nossos erros (pecados), a travessia da condição de escravos para sermos livres, filhos do Eterno.

Por esse motivo, para nós, símbolos como ervas amargas, osso de cordeiro, ovo cozido, pescoço de frango, água salgada, sacrifícios de animais e a circuncisão da carne foram realizados na Ressurreição do Messias, o grande simbolizado.

Não integramos, tampouco, a religião católica, porque não nos detemos no simbolismo da morte na cruz e no sangue derramado.

O Eterno é Vida, que tudo criou vida. E, com a Ressurreição, o Filho do Eterno, Iaurrushua ben David ben Avraham Vivo, venceu a morte. Ela não nos escraviza mais.

No Pessach, temos a condição de deixarmos a escravidão do pecado, para sermos nova criatura – filhos do Eterno, vivenciando em santidade de pensamentos, palavras e ações.

Cumprida está a Promessa que o Eterno fez a Avraham[2].

Cremos no Eterno Único, que é Um com Seus Filhos; no Messias, Iaurrushua ben David ben Avraham Vivo; e em Ieshar-Êl, as Famílias do Eterno, em todas as nações.

Somos enxertados na Árvore. O Eterno cortou os ramos originais, para sermos enxertados na Raiz Verdadeira. Não podemos, pois, desmerecer os judeus e nos acharmos donos da Verdade, porque, diz a Palavra, “ Se alguns dos ramos foram cortados, e se tu, oliveira selvagem, foste enxertada em seu lugar e agora recebes seiva da raiz da oliveira, não te envaideças nem menosprezes os ramos. Pois, se te gloriares, sabe que não és tu que sustentas a raiz, mas a raiz a ti. Dirás, talvez: ‘Os ramos forma cortados para que eu fosse enxertada.’ Sem dúvida! É pela incredulidade que foram cortados, ao passo que tu é pela fé que estás firme. Não te ensoberbeças, antes teme. Se o Eterno não poupou os ramos naturais, bem poderá não poupar a ti. Considera, pois, a bondade e a severidade do Eterno: severidade para com aqueles que caíram, bondade para contigo, suposto que permaneças fiel a essa bondade; do contrário, também tu serás cortada. E eles, se não persistirem na incredulidade, serão enxertados; pois o Eterno é Poder para enxertá-los de novo. Se tu, cortada da oliveira de natureza selvagem, contra a tua natureza foste enxertada em boa oliveira, quanto mais eles, que são naturais, poderão ser enxertados na sua própria oliveira! ”[3].

Respeitamos, também, toda e qualquer religião institucional, porque amamos o próximo como a nós mesmos – o fato de não compartilharmos o mesmo credo não significa que devemos entrar em polêmicas ou conflitos.

…Não ficamos na morte!

…Seguimos o Messias, Iaurrushua ben David ben Avraham Vivo!

Somos verdadeiros iesharelitas[4], pela Promessa do Eterno a Avraham, realizada na Ressurreição do Filho do Eterno, Iaurrushua ben David ben Avraham Vivo!

 


[1] Matiáu (Mateus), 27:51.

[2] Bereshit /Gênesis, 17:1-8; Luca (Lucas), 24:49: “E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai, porém, na cidade de Ierushalaim (conhecida como Jerusalém), até que do alto sejais revestidos de poder”.

[3] Romanos, 11:17-24.

[4] Iochanan (João), 1:47.

No Amor do Messias

Amamos o Messias?

Por que O amamos? Por ser Ele o Salvador? O Redentor? O Filho do Eterno?

É sentimento? Como sabemos ser esse Amor?

Como poderemos amá-Lo?

Só O amamos, se o nosso amor fizer a “união”, a “fusão”, o “elo”, na semelhança de Seu Amor.

A “união” nos revela a vivência no Amor que Ele é, e desse Amor nos “emana” o Poder de amar como Ele ama.

Só esse é o verdadeiro amor, por vir do Único Amor, gerado, criado pelo Eterno no Messias.

O Poder desse Amor em nosso amor nos liberta de medo, tristeza, preocupação, angústia, raiva, ódio, perturbação, resignação, conformação, apatia, desamor, impaciência, desespero, depressão, aflição, tédio, frieza, indiferença. Todas essas coisas sentimos, por “termos” uma forma humana (mente), que confunde amor com a forma humana de gostar: de acordo com as circunstâncias, deixamos de gostar (a afeição cessa), e passamos a falar frases como “não gosto de fulano(a), porque ele(a) não gosta de mim”; “não gosto dele(a), porque é mau caráter”; “não vou com a cara dele(a)”; “não faço nada por ele(a), porque ele(a) nada faz por mim; “não gosto mais dele, o amor acabou”…

Na “fusão”, na “união” do nosso amor ao Amor do Messias, o amor não acaba. É perene. É eterno.

Nesse amor, não se olham os defeitos de outrem; não se vêem as diferenças – lida-se com elas. Desculpamos aqueles que se dizem nossos inimigos, aos que nos fazem mal. Não guardamos mágoa, ressentimento. Oramos por aqueles que nos traem – como nos ensinou o Messias, quando disse: “ Pai, perdoa-lhes; porque não sabem o que fazem”[1]…

A “união” de nosso amor ao Amor do Messias é que nos dá a firmeza e a segurança, para passarmos pelas tribulações, sem revolta; aceitarmos as dificuldades sem sofrimento.

Nada do que passamos nos afasta do Amor do Messias, pela “revelação” do nosso amor no Seu Amor.

Temos o discernimento do que Iaurrushua nos ensinou, quando disse “Referi-vos essas coisas para que tenhais a paz em mim. No mundo haveis de ter aflições. Coragem! Eu venci o mundo.” [2]

“ Quem nos separará do Amor do Messias? A tribulação? A angústia? A perseguição? A fome? A nudez? O perigo? A espada? Realmente, está escrito: ‘Por amor de ti somos entregues à morte o dia inteiro; somos tratados como gado destinado ao matadouro’. Mas, em todas essas coisas, somos mais que vencedores pela virtude daquele que nos amou. Pois estou persuadido de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem o presente, nem o futuro, nem as potestades, nem as alturas, nem os abismos, nem outra qualquer criatura nos poderá apartar do amor que o Eterno nos testemunha no Messias Iaurrushua, nosso Salvador ”[3].

Iaurrushua ben David ben Avraham Vivo é o Amor gerado, criado pelo Eterno. Só na “união” do nosso amor a Seu Amor é que amamos o Eterno, sobre todas as coisas, inclusive nós mesmos, e o Messias e o próximo, como a nós mesmos.

Isso não é, apenas, um querer, ou um desejar – só na “fusão” do nosso amor ao Seu Amor teremos a “revelação” desse Poder.

Foi com esse Amor que Ele “nos amou primeiro”[4]! Isso, então, nada tem a ver com quem foi o primeiro a amar!

Na “união” ao Amor do Messias, passamos por todas as circunstâncias, como se não as passássemos; podemos “amar os inimigos” [5], fazermos o bem a quem nos faz o mal…

O Messias disse: “Se Me amas, faz o que eu faço”[6]. Só à semelhança do Seu Amor, na “união” do nosso amor ao Seu Amor que “recebemos” o “Poder” de amar o próximo como nós mesmos: dar a outrem o que gostaríamos de receber; ser uma benção na vida de alguém; conviver com as diferenças; respeitar e amar o outro, com seus defeitos, e não querer modificá-lo, para que ele seja como gostaríamos que fosse.

Somente na “união” de nosso amor ao Seu Amor, alcançamos a Paz do Messias – a única, no interior, aquela que é do Seu Amor. Podemos, assim, declarar que somos a Paz que Ele nos anunciou, quando disse: “Deixo-vos a paz, dou-vos a minha Paz. Não vo-la dou como o mundo a dá” [7]…

Nosso amor no Seu Amor: se não houver essa “fusão”, essa “união”, Sua Paz não se “revela” em nós.

Não é o Amor d’Ele por ti – é o Seu Amor em ti, dentro do teu amor!

Caso contrário é engano, dissimulação, mentira! – porque, o “amor” do homem (o gostar!) é um “sentimento” que se esvai, de acordo com as circunstâncias e os interesses: tanto se ama, quanto se deixa de amar. O “amor” do coração do homem não é amor! Esse é mais um disfarce da mente no homem, com que o adversário busca assumir o comando…

… E, como realizar a “união” do nosso amor ao Amor do Messias?

É fazer o Messias viver em nossa vida.

Eu vivo, mas já não sou eu; é o Messias que vive em (dentro de) mim”.[8]

Tal é razão pela qual, no “Pai Nosso”, pedimos: “E, não nos deixes ceder às nossas próprias vontades”.

Quem ama seu pai ou sua mãe mais que a mim, não é digno de mim. Quem ama seu filho mais que a mim, não é digno de mim” [9].

A “união” ao Amor do Messias é um “esvaziamento” do nosso amor em Seu Amor – para que a Emanação do Amor que Ele é viva em nós.

Não é uma atitude nossa para com o Messias. É a Emanação do Poder do Amor que o Messias é em (dentro de) nosso amor.

Somente, assim, vivenciamos o “(…)Amai-vos uns aos outros. Como eu vos tenho amado, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros. (…) amai-vos uns aos outros, como eu vos amo” [10].

Não conseguimos amar nada nem ninguém, se não for na fusão, na união com o Amor que Iaurrushua ben David ben Avraham Vivo é .

Eis por que, Iaurrushua ben David ben Avraham Vivo é o Intermediário entre nós e o Eterno: não entre a mente e o Pai, e sim, pela emanação de Seu Amor no espírito-filho – para o homem amar o Eterno.

Esse é o discernimento da oração do Messias ao Pai:

“ Não rogo somente por eles, mas também por aqueles que por sua palavra hão de crer em mim. Para que todos sejam um, assim como tu, Pai, és em mim e eu em ti, para que também eles sejam em nós e o mundo creia que tu me enviaste. Dei-lhes a glória que me deste, para que sejam um, como nós somos um: eu neles e tu em mim (na fusão de Seu Amor) , para que sejam perfeitos na unidade e o mundo reconheça que me enviaste e os amaste, como amaste a mim. Pai, quero que, onde eu sou, sejam comigo aqueles que me deste, para que vejam a minha glória que me concedeste, porque me amaste antes da criação do mundo. Pai justo, o mundo não te conheceu, mas eu te sei, e estes sabem que tu me enviaste. Manifestei-lhes o teu nome, e ainda hei de lho manifestar, para que o amor com que me amaste seja neles e eu neles ”[11].

 


[1] Luca (Lucas), 23:34.

[2] Iochanan (João), 16:33.

[3] Romanos, 8:35-39.

[4] I Iochanan (João), 4:19.

[5] Matiáu (Mateus), 5:44.

[6] Iochanan (João), 14:15.21.23.24.

[7] Iochanan (João), 14:27.

[8] Gálatas, 2:20.

[9] Matiáu (Mateus), 10:37.

[10] Iochanan (João), 13:34 e 15:12.

[11] Iochanan (João), 17: 20-26.

“Amar o Eterno sobre todas as coisas…”

O Eterno ama todos os seus filhos. Os filhos é que se afastaram d’Ele. E pensam que podem prescindir do Pai. Querem ser independentes. Acham que têm capacidade de resolver tudo.

Ninguém pode prescindir do Pai. Tudo depende d’Ele – só d’Ele.

Não sabemos as soluções – o que fazer, ou como fazer –, e, ainda consultamos as pessoas sobre nossas aflições, como se elas tivessem a solução acertada, pudessem aconselhar ou ajudar-nos nas situações que enfrentamos.

E, está escrito: “Se o Eterno não edificar a casa, em vão trabalham os que a constroem.”[1]

Somente o Pai Eterno pode tudo em nossas vidas. O Eterno nos ama! Devemos amá-Lo, acima de tudo e de todos, com adoração: sermos verdadeiros filhos!

Vamos parar de esperar consolo dos outros, e sim do Eterno.

Os outros analisam nossos erros. Falta-lhes o amor por nós.

Só recorremos ao Eterno quando estamos desesperados, quando já fizemos tudo e todo o possível, e, afinal, dizemos: “Não tem jeito. Vou orar ao Eterno.” Essa última deveria ser nossa primeira atitude! Buscar o Eterno em primeiro lugar! Confiar somente n’Ele!

Mas, estamos viciados em pessoas! Sentimos necessidade de falar com alguém, nas situações de angústia que, aliás, sequer teríamos que enfrentar, se O amássemos, acima de tudo e de todos, no verdadeiro amor, com adoração e reverência!

E, isso, para não dizer que deveríamos amá-Lo sem troca…

Na verdade, os que procedem daquela forma têm um “coração de pedra”[2] – não acreditam, de fato, no Eterno.

E, diz a Palavra: “Bendito o homem que deposita a confiança no Eterno, e cuja esperança é o Eterno” [3].


[1] Tehilim /Salmos, 126:1 (na Bíblia de edição protestante, Tehilim/Salmos, 127:1).

[2] Iehezkiáu (Ezequiel), 11:19 e 36:26.

[3] Iermeiáu (Jeremias), 17:7.

“… E o próximo como a ti mesmo”.

O Eterno me ama!” Diga isso. Repita, quantas vezes sentir. E, em voz alta.

Nada, hostes, força ou diferenciação alguma pode obstar sua sintonia com o Eterno!

Eu e o Eterno!

O Amor é a maior proteção contra tudo. O Amor é o amparo da alegria e a paz perene.

Nada consegue penetrar ou vencer o Amor. É pleno do Eterno e de Iaurrushua ben David ben Avraham Vivo, e não dá lugar ao contrário.

Repleto do Amor, você expande, espalha esse Amor para todos – faz o Bem, sem distinção.

Seja feliz, alegre! E, as coisas que não vão bem não permanecerão. Elas cederão lugar para as soluções, porque perdem a resistência ante o Amor!

Sua alegria dará passagem a essa permanente e genuína paz.

E, toda glória e honra são do Eterno e de Iaurrushua ben David ben Avraham Vivo!

Ame todos – sem cobrança –, mesmo que não amem você.

Dê atenção, carinho, mesmo sem o receber.

E, ame a si mesmo – ainda que os outros não sejam gratos, ou reconhecidos por seu comportamento.

Nada disso importa. O que vale é o Amor com que você os ama.

Experimente.

Encha-se de Amor.

E, todos os caminhos se abrem.

As Bençãos do Eterno

Os dogmas ensinam que, se pedirmos algo ao Pai, Ele no-lo concede.

Mas, Ele nos diz, também, que, antes que o peçamos, Ele sabe de tudo o que precisamos. Isso porque, o Eterno é Infinito, e todos os finitos estão mergulhados n’Ele.

O Eterno tudo vê e tudo ouve.

Pensamos, porém, que o Eterno é distante de nós. E, isso é impossível, porque fazemos parte no Infinito – nós, que ignoramos que não podemos sair de Sua Presença!

Assim, já nos foi dado tudo o que precisamos. Basta abrirmos o canal para recebermos a Benção.

É como se estivéssemos, na chuva, de capa, galocha, chapéu, guarda-chuva e luvas. Não nos molhamos, mas a chuva está caindo!

Estamos envolvidos por tudo o que o Eterno é, e não O captamos, por estarmos fechados ao que nos envolve.

Para que recebamos o que já nos foi dado, basta nos abrirmos, estabelecermos a sintonia. Devemos ligar a essência que somos à Sua semelhança.

Buscai antes o Reino do Eterno e todas essas coisas vos serão acrescentadas[1].

Só depende de nós mesmos receber de tudo o que o Eterno é!

As Bençãos já são dadas!

O homem está mergulhado no Eterno e em tudo o que a Ele concerne, mas, por sua própria vontade, luta contra si mesmo, contra sua própria essência, como um cego que não vê a si mesmo!


[1] Matiáu (Mateus), 6:33; Luca (Lucas), 12:31.

Ora, o Eterno é Espírito…”

(II Coríntios 3.17)

O Eterno é Espírito, e os seus adoradores devem adorá-Lo em espírito e verdade.

(Iochanan/João, 4.24)

O homem é à imagem e semelhança do Eterno[1] –

No ser, o eu sou do SER Eu Sou!

No fôlego de vida, partícula da VIDA (o Eterno)!

No espírito, oriundo do Espírito (o Eterno)!

Portanto, filho e Pai.

O Pai não poderia deixar o filho distante d’Ele. O Pai é presente no filho. O filho é que se distancia do Pai e quebra o elo com Ele.

Na semelhança dele com o Pai, não há como deixar esse elo. A quebra se deve a pensamentos, palavras e ações não condizentes com o Ser que o Eterno é!

Assim, o filho é que se afasta do Pai Eterno.

O filho é uma partícula semelhante ao Eterno e recebe d’Ele como uma fonte de água viva. O Eterno tudo é. N’Ele, não há carência de coisa alguma.

Para o recebimento da benção, basta manter o elo com a Fonte!

Basta manter a sintonia do ser no SER.

E, para isso, não é preciso esforço ou exercício.

Basta despertar no que é!

Amen !


[1] Bereshit /Gênesis, 1:26 e 5:1.

Confia no Eterno e faze o Bem [1]

Em qualquer circunstância de sua existência, procure não se preocupar.

Não pergunte “o que eu faço?”, ou “o que eu posso fazer?”, porque, se você não sabe o que deve ser feito, a preocupação de nada servirá.

Confie.

Entregue ao Eterno – justamente, porque você não sabe o que fazer!

Confie no Eterno, e faça o Bem[2]. Dedique-se a fazer o Bem para todas as pessoas, e, sem que você espere, seu problema deixa de existir – resolve-se bem.

Mesmo porque, se você insistir no assunto, o “negativo” não deixará você, que mais e mais se envolve com ele, e a situação fica pior.

Fique alegre. O “negativo” odeia a alegria e, assim, se afasta de você[3].

Leia:

Tehilim /Salmos, 26:1-3 (na edição protestante, Tehilim/Salmos, 27:1-3).

Mishlê /Provérbios, 3:5-8 e 28.


[1] Tehilim /Salmos, 36:3 (na edição protestante, Tehilim/Salmos, 37:3).

[2] Tehilim /Salmos, 36:3 (na edição protestante, Tehilim/Salmos, 37:3).

[3] Iaacov (Tiago), 4:7.

Confia teus negócios ao Eterno, e teus planos terão bom êxito.

Mishlê /Provérbios, 16:3

Dizemos que confiamos no Eterno, mas temos um procedimento que retrata o contrário dessa afirmação. Usamos cheques pré-datados, cartões de crédito, cheques, empréstimos bancários, que nos escravizam por vários meses, com cobranças de juros altos, que acarretam novos erros, ainda maiores, que se transformam em uma “bola de neve”. Isso, para não mencionar que, até a comida que ingerimos pagamo-la a crédito, sem pensar se ainda teremos existência no momento de pagá-la.

Quando assim fazemos, dispensamos nossa confiança no Eterno, porque tais procedimentos são incompatíveis com o Caminho do Eterno. Utilizamo-nos de garantias que substituem a Benção do Eterno.

Enfim, recorremos a deuses…

Daí o desequilíbrio, que acarreta aflições, nervosismo, insegurança, algo que nos advém, por nossa própria vontade. E, ainda pedimos que o Eterno nos ajude!

O Eterno é Poder e o Único que nos abençoa, provendo-nos e suprindo-nos de todo o Bem. Recebemos essa Benção, se andarmos no Equilíbrio que Ele é. É inútil acharmos que, afastados do Equilíbrio, sintonizamos com o Eterno. Nossas dificuldades e carências são causadas por nós mesmos, pelo desligamento de nossa sintonia com o Equilíbrio.

Não somos fiéis quando procedemos dessa maneira.

Temos que agradecer o Eterno, quando podemos gastar o que temos, sem ultrapassar esse limite.

Não devemos pensar no que nos falta, nem desejar o que não podemos alcançar. Devemos ser humildes, e não ambiciosos – melhorar sim, mas dentro do possível, e deixando ao Eterno a incumbência de abençoar e multiplicar, como Pai que Ele é.

Devemos caminhar no Ser, e deixar o Ter para quem tem o Poder de dar, que é o Eterno.

Assim devemos proceder com nossos filhos, esposas, limitando as concessões de acordo com nossas posses, sem assumir compromissos e projetos que não podemos alcançar, e, assim, termos que aceitar as más conseqüências desses atos.

Confiemos no Eterno, que tudo nos dá de acréscimo.

Objetivos do Caminho

São objetivos, no Caminho, compreender que:

A) O Eterno é Um Só – Infinito, sem forma, sem princípio, nem fim. Onde quer que estejamos, somos em Sua Presença.

B) O Messias é Iaurrushua ben David ben Avraham Vivo, Ressurreto, Salvador e Redentor.

C) Nossa atitude é andarmos na Presença do Eterno e sermos íntegros. É a atitude de templo vivo, com pensamentos, palavras e ações em santidade.

D) A Promessa do Eterno para nós são Suas Bênçãos – o descanso, o repouso, simbolizado na guarda do shabat: a União com o Eterno, a Paz.

E) É preciso confiar nossa vida ao Eterno, e não em nossa capacidade. Todo provimento e suprimento vêm do Eterno, mesmo quando dormimos.

F) O Batismo significa o arrependimento dos erros cometidos.

G) Caminhar no espírito é orar e vigiar os pensamentos, as palavras e as ações.

H) É preciso agradecer ao Eterno, por todas as coisas, mesmo aquelas consideradas ruins, que acontecem sem que saibamos o por quê.

I) Devemos atender, no Bem, aos irmãos, suprindo-lhes as necessidades, na medida do que podemos (dízimo e ofertas).

J) E essencial amar aqueles que se acham nossos inimigos.

Superando Sentimentos

Já sabemos que somos espíritos, à semelhança do Espírito Eterno – VIDA.

Nesse sentido, usamos o Verbo – a palavra santa que dizemos –, que nos facilita a união com o Espírito Eterno.

No proceder, na vivência à Sua semelhança, o Eterno Se revela dentro de nós – numa atitude santa, no contato do “eu e o Pai somos Um” [1], como nos ensinou o Messias Iaurrushua ben David ben Avraham Vivo.

Essa busca, para esse “encontro”, não se dá “fora”, por conhecimentos ou pesquisa.

A língua é o maior obstáculo para essa revelação. É o que ocorre, por exemplo, quando alguém busca outra pessoa, para se lamentar e murmurar sobre suas queixas do dia-a-dia.

Meus lábios nada pronunciarão de perverso e minha língua não proferirá mentira.”[2]

“ Eterno, quem há de morar em vosso tabernáculo? Quem habitará em vossa morada santa? O que vive na inocência e pratica a justiça, o que pensa o que é reto no seu coração, cuja língua não calunia; o que não faz mal a seu próximo, e não ultraja seu semelhante. ”[3]

Guarda a tua língua do mal, e teus lábios das palavras enganosas.”[4]

A boca do justo diz sabedoria e a sua língua exprime a justiça.[5]

“ Disse comigo mesmo: ‘Velarei os meus atos, para não mais pecar com a língua. Porei um freio em meus lábios, enquanto o ímpio estiver diante de mim.’ ”[6]

Dás plena licença à tua boca para o mal e tua língua trama fraudes.”[7]

Não terá duração na terra a má língua; o infortúnio surpreenderá o homem violento.”[8]

A boca do justo produz sabedoria, mas a língua perversa será arrancada.”[9]

Morte e vida estão à mercê da língua: os que a amam comerão dos seus frutos.”[10]

Quem vigia sua boca e sua língua preserva sua vida da angústia.”[11]

“ A chicotada produz um ferimento, porém, uma língua má quebra os ossos. Muitos homens morreram pelo fio da espada, mas não tanto quanto os que pereceram por sua própria língua. Em paz aquele que é ao abrigo da língua perversa, que não passou pela cólera dela, que não atraiu sobre si o seu jugo, e que não foi atado pelas suas correntes, pois o jugo dela é um jugo de ferro, e suas correntes, correntes de bronze. A morte que ela dá é morte desastrada, e a moradia dos mortos é-lhe preferível. Ela durará, mas não sempre; ela dominará o proceder dos injustos, e os justos não serão devorados pelas suas chamas. ”[12]

“ Derrete teu ouro e tua prata; faze uma balança para as tuas palavras, e para a tua boca, um freio bem ajustado. Tem cuidado para não pecar pela língua, para não caíres na presença dos inimigos que te espreitam, e para que não venha o teu pecado a ser incurável e mortal. ”[13]

Se alguém pensa ser piedoso, mas não refreia a sua língua e engana o seu coração, é vã a religião.” [14]

“ Assim também a língua é um pequeno membro, mas pode gloriar-se de grandes coisas. Considerai como uma pequena chama pode incendiar uma grande floresta! Também a língua é um fogo, um mundo de iniqüidade. A língua está entre os nossos membros e contamina todo o corpo; e sendo inflamada pelo inferno, incendeia o curso da nossa vida .”[15]

Com efeito, quem quiser amar a vida e ver dias felizes, refreie sua língua do mal e seus lábios de palavras enganadoras (…).” [16]

Nessas oportunidades, busque o Pai Eterno e Iaurrushua ben David ben Avraham Vivo: converse, dialogue e se aconselhe com Eles.

Rogue ao Eterno a orientação e ouvir Sua Voz. E, assim persista, persevere, até conseguir que o Eterno Se revele.

“ O Eterno Pai deu-me a língua de um discípulo, para que eu saiba reconfortar pela palavra o que está abatido. Cada manhã, Ele desperta meus ouvidos para que ouça como discípulo; O Eterno Pai abriu-me o ouvido e eu não relutei, não me esquivei. ”[17]

O adversário “utiliza” as pessoas que mais amamos para nos ofender e magoar, porque tem ciência de que dessa forma somos atingidos mais profundamente.

Ignore.

Não revide o mal com o mal.

Não saia de seu equilíbrio e da vivência da santidade que você é.

Permaneça, sempre, na união com o Espírito Santo.

Nessa atitude, você consegue amar os inimigos e fazer o bem a quem te faz o mal.

E, você será uma benção na vida das outras pessoas. Você frutificará, e multiplicar-se-ão as Bênçãos para sua vida.

Busque a Luz, a Vida, o Eterno dentro de você.

Lembre-se: o aprendizado, a leitura da Palavra, o conhecimento não basta para a Revelação do Eterno “dentro de você” – a união do espírito que você é com o Espírito Vida.

“ Clama em alta voz, sem constrangimento; faze soar a tua voz como o shofar. Denuncia a meu povo suas faltas, e à casa de Iaacov seus pecados. Sem dúvida eles me procuram dia após dia, desejam conhecer o comportamento que me agrada, como uma nação que houvesse sempre praticado a justiça, sem abandonar a lei do Eterno. Informam-se junto a mim sobre as exigências da justiça, desejam a presença do Eterno. ”[18]

“(…) somos esclarecidos, possuímos todos a ciência… Porém, a ciência incha, a caridade constrói. Se alguém pensa que sabe alguma coisa, ainda não conhece nada como convém conhecer. Mas, se alguém ama o Eterno, esse é sabido por ele. ”[19]

Grupos, reuniões, dirigentes são meios, mas não o fim a ser alcançado.

Exerça a finalidade para que você nasceu: a vivência com o Pai Eterno para a vida eterna!

 


[1] Iochanan (João), 10:30.

[2] Iov (Jó), 27:4.

[3] Tehilim /Salmos, 14:1-3 (na edição protestante, Tehilim/Salmos, 15:1-3).

[4] Tehilim /Salmos, 33:14 (na edição protestante, Tehilim/Salmos, 34:15).

[5] Tehilim /Salmos, 36:30 (na edição protestante, Tehilim/Salmos, 37:30).

[6] Tehilim /Salmos, 38:1 (na edição protestante, Tehilim/Salmos, 39:1).

[7] Tehilim /Salmos, 49:19 (na edição protestante, Tehilim/Salmos, 50:19).

[8] Tehilim /Salmos, 139:12 (na edição protestante, Tehilim/Salmos, 140:11).

[9] Mishlê /Provérbios, 10:31.

[10] Mishlê /Provérbios, 18:21.

[11] Mishlê /Provérbios, 21:23.

[12] Ben Sirá /Eclesiástico, 28:21-26.

[13] Ben Sirá /Eclesiástico, 28:29.30.

[14] Iaacov (Tiago), 1:26.

[15] Iaacov (Tiago), 3:5.6.

[16] I Finéas (Pedro), 3:10.

[17] Ishaiáu (Isaías), 50:4.5.

[18] Ishaiáu (Isaías), 58:1.2.

[19] I Coríntios, 8:1-3.

O Fruto que leva ao mal

Em Bereshit/Gênesis, 3:6, lemos que “a mulher, vendo que o fruto da árvore (do Conhecimento do Bem e do Mal) era bom para comer, de agradável aspecto e mui apropriado para abrir a inteligência, tomou dele, comeu, e o apresentou também ao seu marido, que comeu igualmente. 

Adam[1] e Hava[2] viviam em sintonia e na Presença do Eterno. Ao comerem, porém, do fruto da Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal, “abriu-se a inteligência” deles (o entendimento), e o “conhecimento” de que estavam nus.

Ambos, então, esconderam-se, afastaram-se do Eterno.

Pela mente, a alma, afastamo-nos do Eterno, de Sua Presença, e pecamos. Assim, antes que se lhes abrisse o conhecimento, Adam e Hava viviam no espírito, à imagem e semelhança do Eterno[3].

O homem é espírito, tem corpo e tem mente.

A consciência é o espírito, a partícula semelhante ao Eterno: O ser, a individualidade, a razão. Dele são a intuição, o discernimento. Capta-se, ouve-se a razão, no silêncio, com o Eterno. É a Voz do Eterno: a Verdade, o real, ilimitada, infalível, sábia.

Pela inteligência, a mente pensa, estabelece a personalidade. Precisa ser trabalhada, preparada pelo conhecimento, cultivada por meio do estudo – com isso, torna-se culta.

Na individualidade, somos iguais!

Na personalidade, estamos desiguais!

A lista, a seguir, permite distinguir, de um lado, o que é da alma, e, de outro, o que é do espírito.

Ser

Estar

Espírito (consciência)

Alma (mente)

Faculta Capacita
A palavra, o Verbo A fala: linguagem, linguajar, ditos, gírias
Dizer Falar
Sabedoria Cultura
Compreende Entende: intelige, aprende
Discerne Interpreta
Opera Atua
Intui Pensa
Atitude Atos
Ouve Escuta
Integridade Ética, caráter
Usar Utilizar
Resolução Solução
Vivenciar (exerce, executa) Praticar
Ver Olhar
Cumprir Obedecer
Orar Rezar
Humildade Pobreza
Amar (com desprendimento) Gostar (com sentimento)
Adorar (consagrar) Idolatrar
Vida Morte
Criterioso Facciosa, negativa, insatisfeita, aflita.
Atina com o correto, o certo – o concerto –, pela justiça: a santidade. Utiliza o conhecimento como quer, à sua própria maneira, de modo distinto do Criador.
Saber Conhecer
Dado Concedido
Vivenciar Existir
Benção Estabilidade
Proteção Segurança
Provimento e Suprimento Prosperidade
Alegria Felicidade
Faculdade (inerente) Capacidade
Dons Atributos
Pai Deus
Eterno Senhor
Indivíduo Pessoa
Somos espíritos. Temos mente.

Que as famílias sejam um só maná, uma só massa, um só chalá: santas!


[1] Conhecido com Adão.

[2] Conhecida como Eva.

[3] Bereshit /Gênesis, 1:26 e 5:1.

O Caminho da Fraternidade Santa do Messias Ressuscitado

O Eterno

A Promessa

 

Avraham

 

Morte

Ressurreição

O Filho

Iaurrushua ben David ben Avraham Vivo

Na Promessa feita a Avraham, o Eterno determinou a Família, constituída de filhos para Ele.

Uma etapa, porém, deveria ser ultrapassada: vencer a morte. Iaurrushua ben David ben Avraham morreu e ressuscitou!

A Ressurreição de Iaurrushua ben David ben Avraham Vivo deu a todos a Porta aberta para serem filhos e templos vivos do Eterno.

A exaltação da Missão de Iaurrushua ben David ben Avraham Vivo não está, pois, na cruz, nem em Seu sangue derramado. O cumprimento da Promessa do Eterno a Avraham realizou-se na Ressurreição de Iaurrushua ben David ben Avraham Vivo.

Na Ressurreição do Messias é a Glória do Eterno – e a nossa Salvação.

Dar ênfase à cruz e ao sangue só dá satisfação às trevas, não ao Eterno. Ressuscitar: eis a Missão do Salvador.

É necessário vivenciar a Ressurreição, no Caminho que o Messias nos ensinou – na atitude santa, em pensamentos, palavras e ações no Bem, no espírito que cada um de nós é –, libertar-nos das trevas e de tudo o que a elas concerne, para também alcançarmos a Ressurreição.

Aleluia !

O Sangue – O Sacrifício do Messias – A Cruz

A Missão de Iaurrushua ben David ben Avraham Vivo é a Ressurreição – não o sacrifício na morte.

O Eterno enviou Seu Filho à existência, não para morrer, e sim, para viver: dominar a mente, pela vivência no espírito.

Todas as referências das Antigas Escrituras a derramamento de sangue são símbolos, cujo significado é a dominação da mente. Esse é o discernimento da afirmação de que “sem efusão de sangue não há perdão.”[1]

No homem, a sede da mente é o cérebro. A mente envolve o corpo por meio do sangue, como afirmado nas Antigas Escrituras: “ Somente não comereis carne com sua alma (“néfesh”, a mente), com seu sangue.”[2]

A transliteração do texto hebraico deste versículo é a seguinte: “Ach-bassar benafshô damô lô tochelú.” Como visto, a palavra hebraica usada nesse texto é “nafshô” (“sua mente”), e não “hái” (“vida”) ou “rúach” (“espírito”).

A alma (em hebraico, “néfesh”) é a mente, não o espírito (em hebraico, “rúach”), como está escrito:

E o mesmo Eterno de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma – ou seja, espírito e alma são distintos –, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Messias Iaurrushua (ben David ben Avraham Vivo), o Salvador.” [3]

Porque a palavra do Eterno é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito – ou seja, espírito e alma são distintos –, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração.” [4]

O Ensinamento[5] do Eterno é “Não matarás.”[6] Mataria, ou mandaria matar, Aquele que manda não matar?!? O Eterno é sempre o mesmo: “Eu, o Eterno, não mudo” [7]. Como iria Ele, então, enviar Seu Filho para morrer – e pior, para uma morte sádica, humilhante, degradante, morte de cruz, de madeiro?!?

O sacrifício, a cruz, o assassinato foram impostos pelo adversário, como o próprio Messias assevera, na Parábola da Vinha:

“ Houve um homem, pai de família, que plantou uma vinha, e circundou-a de um valado, e construiu nela um lagar, e edificou uma torre, e arrendou-a a uns lavradores, e ausentou-se para longe. E, chegando o tempo dos frutos, enviou os seus servos aos lavradores, para receber os seus frutos. E os lavradores, apoderando-se dos servos, feriram um, mataram outro, e apedrejaram outro. Depois enviou outros servos, em maior número do que os primeiros; e eles fizeram-lhes o mesmo. E, por último, enviou-lhes seu filho, dizendo: Terão respeito a meu filho. Mas os lavradores, vendo o filho, disseram entre si: Este é o herdeiro; vinde, matemo-lo, e apoderemo-nos da sua herança. E, lançando mão dele, o arrastaram para fora da vinha, e o mataram. ” [8]

Como admitir, então, que o Eterno tivesse enviado Seu Filho para morrer sacrificado, e na cruz?!? O Eterno não exige, nem se compraz com derramamento de sangue:

“ Ouvi, ó meus filhos, o que eu vou dizer: Ieshar-Êl, vou testemunhar contra ti. O Eterno, o teu Pai, sou eu. Não te repreendo pelos teus sacrifícios, pois teus holocaustos estão sempre diante de mim. Não preciso do novilho do teu estábulo, nem dos cabritos de teus apriscos, pois minhas são todas as feras das matas; há milhares de animais nos meus montes. Conheço todos os pássaros do céu, e tudo o que se move nos campos. Se tivesse fome, não precisava dizer-te, porque minha é a terra e tudo o que ela contém. Porventura preciso comer carne de touros, ou beber sangue de cabrito?… Oferece, antes, ao Eterno um sacrifício de louvor e cumpre teus votos para com o Altíssimo. Invoca-me nos dias de tribulação, e eu te livrarei e me darás glória. Ao pecador, porém, o Eterno diz: Por que recitas os meus Ensinamentos (conhecidos como “Mandamentos”) , e tens na boca as palavras da minha aliança? Tu que aborreces meus ensinamentos e rejeitas minhas palavras? Se vês um ladrão, te ajuntas a ele, e com adúlteros te associas. Dás plena licença à tua boca para o mal e tua língua trama fraudes. Tu te assentas para falar contra teu irmão, cobres de calúnias o filho de tua própria mãe. Eis o que fazes, e eu hei de me calar? Pensas que eu sou igual a ti? Não, mas vou te repreender e te lançar em rosto os teus pecados. Compreendei bem isto, vós que vos esqueceis do Eterno: não suceda que eu vos arrebate e não haja quem vos salve. Honra-me quem oferece um sacrifício de louvor; ao que procede retamente, a este eu mostrarei a salvação do Eterno. ”[9]

Também Avraham foi levado pela sua mente a oferecer Itzchak em sacrifício, para externar seu grande amor ao Eterno. O Eterno jamais iria revogar um de Seus Ensinamentos – “não matarás”[10] –, para que Avraham provasse seu amor por Ele. O Eterno sabe de tudo e de todas coisas, por mais ocultas que sejam. Ele não precisa provar quem quer que seja para saber de coisa alguma. Tanto assim, que não permitiu que Avraham matasse seu filho Itzchak. O Eterno evitou que Avraham fizesse isso.

Na época de Avraham, eram comuns os sacrifícios de sangue, e por isso, ele substituiu seu filho por um cordeiro. Nem isso, porém, o Eterno exigiu – foi por vontade de Avraham.

O Eterno não precisa de prova alguma de quem quer que seja. Ele tudo vê e ouve. Nada Lhe é oculto.

Na verdade, foi o adversário que incutiu na mente do Patriarca esse desejo.

Só a mesquinhez da mente pode achar que o Eterno Se regozijaria com que Avraham “provasse” seu amor, pelo sofrimento da perda de seu filho Itzchak. Isso é tentar fazer do Eterno um egoísta – que Se utilizaria de maldade, soberba e do que não faz parte n’Ele para Se impor.

Exaltar o sacrifício é prova de amor ao adversário – não ao Eterno.

A Vontade do Eterno é a de vivenciarmos os espíritos que somos – a imagem e semelhança do Eterno que cada um de nós é – em santidade, e, assim, dominarmos a mente que temos, e não sacrifícios:

Oferecei sacrifícios de justiça, e confiai no Eterno.”[11]

Sacrifício e oferta não quiseste; os meus ouvidos abriste; holocausto e expiação pelo pecado não reclamaste.” [12]

“ Pois não desejas sacrifícios, senão eu os daria; tu não te deleitas em holocaustos. Os sacrifícios para o Eterno são o espírito quebrantado; a um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Eterno. ”[13]

Fazer justiça e juízo é mais aceitável ao Eterno do que sacrifício.”[14]

“ Ouvi a palavra do Eterno, príncipes de Sodoma; escuta a lição de nosso Pai, povo de Gomorra: De que me serve a mim a multidão das vossas vítimas?, diz o Eterno. Já estou farto de holocaustos de cordeiros e da gordura de novilhos cevados. Eu não quero sangue de touros e de bodes. Quando vindes apresentar-vos diante de mim, quem vos reclamou isto: atropelar os meus átrios? De nada serve trazer oferendas; tenho horror da fumaça dos sacrifícios. As luas novas, os sábados, as reuniões de culto, não posso suportar a presença do crime na festa religiosa. Eu abomino as vossas luas novas e as vossas festas; elas me são molestas, estou cansado delas. Quando estendeis vossas mãos, eu desvio de vós os meus olhos; quando multiplicais vossas preces, não as ouço. Vossas mãos estão cheias de sangue, lavai-vos, purificai-vos. Tirai vossas más ações de diante de meus olhos. Cessai de fazer o mal, aprendei a fazer o bem. Respeitai a retidão, protegei o oprimido; fazei justiça ao órfão, defendei a viúva. Pois bem, justifiquemo-nos, diz o Eterno. Se vossos pecados forem escarlates, tornar-se-ão brancos como a neve! Se forem vermelhos como a púrpura, ficarão brancos como a lã! Se fordes dóceis e obedientes, provareis os melhores frutos da terra; se recusardes e vos revoltardes, provareis a espada. É a boca do Eterno que o diz. ”[15]

“ Assim diz o Eterno dos Exércitos, o Pai de Ieshar-Êl: Ajuntai os vossos holocaustos aos vossos sacrifícios, e comei carne. Porque nunca falei a vossos pais, no dia em que os tirei da terra do Egito, nem lhes ordenei coisa alguma acerca de holocaustos ou sacrifícios. ”[16]

Misericórdia quero, e não sacrifício”[17].

Só há erro, se não se domina a mente, pela vivência no espírito, em santidade.

A Vitória é a VIDA.

A cruz, o sangue, a morte por sacrifício não foram a condição para a Ressurreição – a vitória sobre a morte!

A Missão do Messias é provar a VIDA: a derrota da morte – da mente! – e do que a esta concerne.

Assim, ao darmos louvor ao sangue, à cruz – em expressões como “o sangue do Messias tem poder” –, homenageamos a morte, não a Vitória: a VIDA.

O Poder não é o sangue, a mente. É a VIDA.

O sangue e o sacrifício tratam da morte, imposta pelo maligno.

A Salvação é a VIDA.

Iaurrushua ben David ben Avraham Vivo não pode ser louvado, exatamente, naquilo que Ele veio vencer.

Dizer que “eu quero carregar a cruz do meu Messias”, ou que devemos “pegar a cruz e seguir o Messias” [18], significa vencer como Ele venceu – superar os erros que levam à morte.

Não se trata, pois, de exaltar a cruz, e muito menos, de adorar, servir ou idolatrar o madeiro.

E, nem, tampouco, de enaltecer o sofrimento, e sim, de ultrapassar os obstáculos para vivenciar a Vitória do Messias!

O que representa o mal não pode ser instrumento de afirmação do Bem.

A cruz representa a morte.

O Eterno é Vida!

Aleluia !

Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida”[19].

Na morte, o Messias estava, aparentemente, vencido.

Ao ressuscitar, o Messias mostra-se vencedor – Vencedor Eterno, no Poder Eterno.

Eis por que o Messias é a Glória do Eterno!

 


[1] Hebreus, 9:22.

[2] Bereshit /Gênesis, 9:4.

[3] I Tessalonicenses, 5:23.

[4] Hebreus, 4:12.

[5] Conhecido como Mandamento.

[6] Shemot /Êxodo, 20:13.

[7] Malachiáu (Malaquias), 3:6.

[8] Matiáu (Mateus), 21:33-39.

[9] Tehilim /Salmos, 49:7-23 (na Bíblia de edição protestante, Tehilim/Salmos, 50:7-23).

[10] Shemot /Êxodo, 20:13.

[11] Tehilim /Salmos, 4:5.

[12] Tehilim /Salmos, 39:6 (na edição protestante, Tehilim/Salmos, 40:6).

[13] Tehilim /Salmos, 51:16-17 (na edição protestante, Tehilim/Salmos, 52:16-17)

[14] Mishlê /Provérbios, 21:3.

[15] Ishaiáu (Isaías), 1:10-20.

[16] Iermeiáu (Jeremias), 7:21-22.

[17] Matiáu (Mateus), 9:13.

[18] Matiáu (Mateus), 10:38 e 16:24; Marco (Marcos), 8:34; e Luca (Lucas), 9:23 e 14:27.

[19] Iochanan (João), 14:6.

Resumo

Nosso caminhar tem por base a Promessa que o Eterno fez a Avraham – isto é, “ensinar a seus filhos, e estes a seus filhos, de geração em geração” [1] a vivência na Presença do Eterno[2] – formando famílias do Eterno. É esse o compromisso que fazemos, para que as famílias no Eterno não desapareçam.

Não seguimos dogma algum: judaico, católico, protestante, ou qualquer outro.

Cremos no Eterno, que é Único; no Único Messias – Iaurrushua ben David ben Avraham Vivo –; e somos Famílias de Ieshar-Êl, que é composto por famílias de todas as nações que vivenciam na Presença do Eterno.

Não cremos em trindade. O Eterno é Um Só[3]!

Chamamos o Messias pelo Seu Verdadeiro e Único Nome, Iaurrushua ben David ben Avraham Vivo, e não o falso nome greco-romano, iesus, que faz referência a iupiter/zeus (o símbolo de iupiteri + anagrama de zeusesus), os nomes romano e grego da entidade idolatrada por Constantino, que, adorador do Sol, foi responsável pela troca do ano lunar pelo ano solar, e pela escolha do solstício de inverno (25 de dezembro) como data de nascimento de iesus.

Usamos o calendário lunar, instituído pelo Eterno: “Fizeste a Lua para indicar os tempos”[4].

Não damos glória ou louvor à morte, ao sacrifício e ao sangue. O Messias veio vencer a morte, e, por isso, Sua Glória é a Ressurreição. O Testemunho de Iaurrushua ben David ben Avraham Vivo é a Vida – essa é Sua Missão e nossa Salvação.

Oramos, louvamos, cantamos não a morte do Messias, e sim, Sua Glória, a Ressurreição, porque Iaurrushua ben David ben Avraham é Vivo. Não se adora o que Ele venceu – a morte, cuja lembrança implica dar glória ao adversário.

Somos filhos do Eterno, e não membros de igreja.

Ieshar-Êl é a Família do Eterno, único, composto por famílias de todas as nações, e não por raça, sangue, ou dogma religioso, uma vez que todos somos à imagem e semelhança do Eterno[5] – e, por isso, somos todos iguais: espíritos criados da mesma essência que o Eterno é.

Caminhamos em uma atitude santa, em Comunhão com o Espírito Santo – o próprio Eterno –, em pensamentos, palavras e ações santos. “ Oramos e vigiamos”[6], para que o adversário não ocupe nosso espaço – o corpo – para existir.

De acordo com o Ensinamento[7], guardamos e santificamos o sétimo dia – o “shabat” –, para consagrarmos e adentrarmos o Repouso do Eterno, que é a posse das Bençãos do Eterno, e não, meramente, a guarda de um dia chamado sábado.

Buscamos o Eterno no interior de nós mesmos, na semelhança que somos do Eterno: espíritos, sopros de vida, santos como é o Eterno.

Esse é o compromisso que assumimos, individualmente, com o Messias, dando Testemunho de Luz e Vida.

Nossas casas são as Casas do Eterno onde habitamos, e d’Ele temos todo nosso suprimento e provimento, porque o Eterno é o nosso Pai, e com Ele vivenciamos como filhos que somos, à Sua imagem e semelhança[8]: no espírito com o Espírito, na Glória do Messias Ressurreto, Vivo – Iaurrushua ben David ben Avraham Vivo, Presente, Misericordioso, Poderoso!

 


[1] Bereshit /Gênesis, 17:7-9.

[2] Bereshit /Gênesis, 17:1.

[3] Devarim /Deuteronômio, 6:4.

[4] Tehilim /Salmos, 103:19.

[5] Bereshit /Gênesis, 1:26.

[6] Matiáu (Mateus), 26:41; Marco (Marcos), 13:33 e 14:38; Luca (Lucas), 21:36; e I Finéas (Pedro), 4:7.

[7] Shemot /Êxodo, 20:8-11.

[8] Bereshit /Gênesis, 1:26 e 5:1.

Vestes Brancas Resplandecentes

A mente, no homem, busca interferir, até mesmo, no que concerne à Verdade.

Há pessoas que só vestem roupa branca, como se isso influísse no Caminho do Eterno. É um engano.

As vestes brancas referidas nas Escrituras, que todos devemos usar, são a santidade.

Elas nada têm que ver com roupa.

O pano suja, e, por isso, eventualmente, é preciso lavá-lo. É impossível compará-lo às vestes brancas, porque estas não dependem de cuidados para serem limpas. Elas não pertencem ao mundo da carne. São sempre resplandecentes.

Assim, qualquer que seja a cor com que se esteja vestido, pode-se estar com vestes santas.

No Universo, em toda a Criação, o Eterno nos mostra enorme diversidade de colorido – nos pássaros, nas árvores, nos mares, em toda a natureza!

Não há cor material específica que represente a santidade.

Não deixemos que a mente nos iluda, com seus engodos e mentiras.

A Chave da Posse das Bênçãos

Com o Verbo, tudo é criado[1].

Verbo é a Palavra.

Palavra não é a fala.

Palavra (o Verbo) é do espírito.

fala é da mente.

Dizer não é falar.

Disse o Messias: “Ouvi e compreendei. Não é aquilo que entra pela boca que mancha o homem, mas aquilo que sai dele. Eis o que mancha o homem.” [2] “ Não compreendeis que tudo o que entra pela boca vai ao ventre e depois e depois é lançado num lugar secreto? Ao contrário, aquilo que sai da boca provém do coração, e é isso o que mancha o homem. ”[3]

O Messias se referia ao falar.

fala não entra em sintonia com o Eterno.

Verbo, a Palavra, é do Eterno.

Usando o Verbo, a Palavra, o homem sintoniza com o Bem.

O Messias disse “Vigiai e Orai”[4].

Deve-se “vigiar” o que sai da boca, para usar sempre a Palavra.

Palavra (no) Verbo faz a união com o Eterno – e, nessa união, o homem “toma posse” das Bênçãos do Eterno.

Sempre que abrir a boca, o homem deve usar a Palavra (o Verbo), para fazer a união no Poder do Eterno, e tomar posse das Bênçãos dadas pelo Pai.

Palavra é a chave!

fala não realiza essa união. Dela são expressões como “é difícil”, “não consigo”, “não tem jeito”, “não fico bom (boa)”, “só vivo cansado(a)”, “não posso”, “o pouco que ganho”, “é horrível”, “só tenho isso”, “nunca vou…”, “não vou poder”, “não vai dar certo”, “estou aflito”, “estou preocupado”, “estou desanimado”, “estou confuso”, “desgraça” – para não mencionar a mentira, claro!

É o Verbo que faz a união com o Eterno – porque é o Bem.

O espírito que somos só pode usar a Palavra, porque é à imagem e semelhança do Espírito Eterno.

Lembre-se do mar e do copo com água do mar. A água do copo é a mesma água do mar, mas não é o mar!

Faça sua união com o Eterno – à imagem e semelhança do Eterno, que você é[5]!

Vigie. Não se deixe envolver e perder a chave de sua posse no Bem, na Graça e nas Bênçãos do Eterno.

Busque o Reino!

 


[1] Bereshit /Gênesis, 1:3; Iochanan (João), 1:3.

[2] Matiáu (Mateus), 15:11.

[3] Matiáu (Mateus), 15:17-18.

[4] Matiáu (Mateus), 26:41.

[5] Bereshit /Gênesis, 1:26 e 5:1.

Discernindo

Buscai antes o Reino do Eterno, e todas essas coisas vos serão acrescentadas[1].

As Bençãos do Eterno já nos são dadas – permanentemente. Cabe-nos tomar posse dessas Bençãos, buscando o Reino do Eterno.

O Reino do Eterno é dentro de vós”[2].

Costumamos, porém, buscar o Reino “fora de nós”, por diversas formas – e, assim, sofremos, recalcamo-nos, reclamamos, lamuriamos por não obtermos as Bençãos do Eterno –, quando, na verdade, o Reino do Eterno é “dentro de nós”, em nossa atitude de pensamentos, palavras e ações, como filhos que somos, à imagem e semelhança do Pai Eterno. É somente no espírito que se realiza a união do “Eu e o Pai somos Um” [3].

Considere o mar e um copo com água do mar. Em ambos, a água é a mesma – mas, a água do copo não é o mar!

Cada um de nós é espírito – filho do Espírito Eterno, o Pai. D’Ele mesmo, o Espírito – que é Vida – soprou-nos o espírito que cada um de nós é (filhos), à Sua imagem e semelhança[4]. Cada um de nós é da mesma essência que o Eterno é – mas não é o próprio Eterno.

O espírito é pronto, a carne é fraca”[5].

O espírito que cada um de nós é “é pronto”, porque é à imagem e semelhança do Pai.

Sabereis a Verdade e a Verdade vos libertará”[6].

Sabendo quem somos, vivemos na essência, à imagem e semelhança do Eterno.

Iaurrushua ben David ben Avraham Vivo, o Messias, abriu-nos essa Porta, quando ressuscitou.

E, o Messias deu-nos ressuscitar também! Ele disse: “Cada um pegue a sua cruz e siga-me”[7]. Isso não significa sofrer. É vencermos a morte, vivenciarmos o espírito que somos, à imagem e semelhança do Espírito Eterno: o espírito que somos e que “ já é pronto”! É ressuscitarmos!

O “siga-me” é buscar o Reino do Eterno no espírito!

O que nos dificulta é que nos deixamos envolver pela mente que temos – mas não somos! –, e que nos capacita para as coisas do mundo, mas não para as do Reino, e, assim, nos distancia da “Casa do Pai”, da união com Eterno, da vivência à Semelhança do Pai, como somos, “dentro de nós”: espírito.

Não precisará ensinar seu irmão, porque Eu mesmo vos ensinarei”[8].

O Eterno nos ensina, na união do espírito que cada um de nós é com Ele, o Espírito Eterno: à imagem e semelhança do Pai.

Vivencie assim, e tomará posse das Bençãos dadas pelo Pai!

 


[1] Luca (Lucas), 12:31.

[2] Luca (Lucas), 17:21.

[3] Iochanan (João), 10:30 e 17:22.

[4] Bereshit /Gênesis, 1:26 e 5:1.

[5] Matiáu (Mateus), 26:41 e Marco (Marcos), 14:38.

[6] Iochanan (João), 8:32.

[7] Matiáu (Mateus), 10:38 e 16:24; Marco (Marcos), 8:34; e Luca (Lucas), 9:23 e 14:27.

[8] Iermeiáu (Jeremias), 31:34; Iochanan (João), 6:45.

Vivência com o Eterno

Não mentir.

A gratidão é um Ensinamento.

Não faça a sua vontade – muito menos, a vontade dos outros –, e sim, a do Eterno.

Não busque nas pessoas a sua benção. Sua benção é dada, somente, pelo Eterno, e você dela toma posse, se fizer a união com Ele.

Insista, prossiga no Caminho – não desista.

Ninguém, nada pode fazer você infeliz, se você não permitir.

O Eterno é dentro de você.

Você não depende de coisa ou pessoa alguma – só de unir-se ao Eterno, na imagem e semelhança do Eterno que você é.

Nada pode abalar você. Não fale:

não consigo…

não tenho forças…

é difícil…

não posso…

tudo está errado comigo…

Não comente sobre coisas ruins. Não recorde o passado ruim – para que esta afirmação não prevaleça em sua existência hoje!

Não se deixe limitar pelo que você estiver passando. Deposite seu dia-a-dia na Presença do Eterno, na união com o Eterno, no que você é.

A unção do Eterno é dentro de você.

Não se acomode com as coisas ruins. Confie no Poder do Eterno em sua vida e diga:

O Eterno é por mim…

O Eterno habita em mim…

O Eterno não é responsável pelo mal que acontece a você, e sim, a mente pela qual você se deixa envolver. Nossa atitude com o Eterno nos liberta.

Não ponha sua confiança no homem, e sim, somente, no Poder do Eterno.

Não seja escravo de líder, igreja, grupos, instituições religiosas. Em sua união com o Eterno, no seu caminhar de acordo com a Vontade do Eterno, Ele o(a) liberta.

Ninguém pode fazer coisa alguma por você.

As circunstâncias não podem controlar sua atitude.

Nada há de negativo no Eterno.

O medo não é do Eterno.

Vigie sua boca, o que dela sai. As conseqüências, boas ou más, advêm da maneira como usamos nossa palavra:

– o Bem, se no Bem.

– o mal, se no mal.

Mesmo com problemas, afirme sua confiança no Eterno e faça o bem.

Podemos viver com tudo, mas não sem o Eterno.

Não chore…

Não murmure…

Não vacile…

Não duvide…

Não ambicione o que o outro tem…

Tudo isso abre brecha para que você se afaste do Eterno.

Você não pode andar sobre as águas sem sair do barco confiando no Eterno.

Não deixe que pessoa alguma desencoraje você a fazer a Vontade do Eterno.

Não deixe que pessoa alguma atormente você.

Você pode ter tudo – mas, se não tiver paz, você nada tem.

Deixe que a Palavra do Eterno entre em sua vida. Vivencie a Palavra do Eterno. Ela é Vida.

Ter pensamentos santos resulta em vida santa.

Ajude a outrem.

Seja generoso.

Viva a santidade. Insista. Não desista.

Seja comprometido em fazer a Vontade do Eterno, em tudo, em sua vida.

Você tem que se entregar, dar-se ao Eterno – 100%.

Confie no Eterno e faça o bem.

Diga: “Pai Eterno, eis-me aqui!

Nós não somos sentimentos.

Temos que fazer o que é certo, não o que sentimos.

Devemos fazer o que deve ser feito, não o que gostaríamos de fazer.

A vitória, em sua vida, é fazer, não o que você sente ou quer, e sim, o que o Eterno quer que você faça.

Se alguém machucar você e pedir desculpas, procure desculpar com sinceridade. Se você responder “está tudo bem”, sem que seja assim, isso não passa de mentira! Você não pode ser fingido(a). Você pode responder “você me machucou, mas vou orar ao Eterno para libertar-me desse sentimento”.

E, isso nada tem com franqueza, porque, ser franco é ser rude.

Você não deve fazer, apenas, as coisas que te agradam, e sim, também, aquelas que não te agradam, mas que precisam ser feitas.

Nada faça esperando retribuição. O reconhecimento vem do Eterno. Aquele que planta o bem colhe o bem. Aquele que planta o mal colhe o mal.

Aquele que não ama permanece na morte.

Como posso dizer que o amor do Eterno permanece em mim, se eu nada fizer pelas pessoas?

Se você quer andar em amor, deve deixar de pensar em si mesmo(a).

O amor não se ofende.

O amor nada leva em conta.

O amor ora: “ Quero unir o meu amor no Teu Amor, ó Eterno. Quero derramar esse grande Amor por Ti pelos meus irmãos – conhecidos, desconhecidos, amigos, e os que se fazem meus inimigos: por todos. 

Devemos fazer o Bem às pessoas, quer agradeçam, quer não, sejam gratas ou não.

O amor nos edifica.

Não olhe para o que as outras pessoas fazem. Olhe para você mesmo(a). Cuide do que você diz, pensa e faz.

Muitas vezes, não encontramos desculpas para os outros, mas, encontramos para nós mesmos, quando fazemos as mesmas coisas.

Disseque sua vida. Pergunte ao Eterno o que está errado em relação a você mesmo(a). Encare a si mesmo(a).

Deixe de ter pena de si mesmo(a). Isso é auto-idolatria.

E, não se aconselhe com pessoa alguma. Peça conselho e orientação ao Eterno.

O caminho mais rápido para resolver um problema não é querer resolvê-lo você mesmo. É deixar o Eterno resolvê-lo.

Eis a Verdade que liberta!

O Eterno e Seus Filhos

O Ano Novo que o Eterno inicia é um só, para todos os Seus filhos, e não um novo ano específico para cada povo ou região.

O Eterno soma, não divide.

Abençoa, não amaldiçoa.

Ensina, não prova – porque todos são Seus filhos.

E não dá provação – porque ama a todos, Seus filhos, sem distinção.

Seu Caminho é um só, e não vários.

O caminhar com o Eterno é no Bem, à Sua imagem e semelhança.

A mente humana é que complica, divide, desequilibra, dissocia, diverge, desqualifica, diferencia – não vê no outro o irmão, à imagem e semelhança do Eterno, para quem todos são Seus filhos.

A mente humana é que se esquece de quem o homem é, e procura segurança no que não dá o Bem. Dessa forma, o homem escolhe lutar e resolver, por si mesmo, todas as situações de sua existência, como se fosse órfão, e, assim, se afasta do Eterno, o que lhe acarreta o desequilíbrio.

O Eterno dá o provimento e o suprimento a todos os Seus filhos – toda a Humanidade. E os recebe aquele que deles toma posse, quem vive como filho que é, à imagem e semelhança do Eterno – que, apenas, busca o Reino, e a quem tudo o mais é dado de acréscimo.

O Eterno não criou Seu filho para depender de outrem. Aquele que recorre a outrem procede como se fosse órfão de pai.

O Pai Eterno não morre. Ele é Infinito. Onde quer que formos, Ele ali é Presente.

Nós, porém, procedemos ignorando Sua Presença; não nos damos conta de Suas Bençãos – e delas não tomamos posse.

Isso ocorre, porque, alheios à Sua Presença, saímos de Sua sintonia. Afastamo-nos do Pai. Recorremos a tudo e a todos – menos a Ele.

E, essa conduta tem conseqüências.

Desperte como filho, na imagem e semelhança do Pai Eterno que você é, e tome posse de toda a Paz, que Ele dá a você.

Passos no Caminho

Faça o seu caminhar diretamente com o Eterno. A verdadeira religião (palavra que provém de religare) é religar o espírito que cada um de nós é ao Espírito Eterno.

Avraham buscou o Eterno em Espírito e ouviu a Sua Voz. E, o Eterno disse a Avraham ensinar o Seu Caminho às Famílias – “ a seus filhos, e estes a seus filhos, de geração em geração” (Bereshit/Gênesis, 17:1 e 9).

No Sermão da Montanha (Matiáu/Mateus, 5), o Messias nos ensinou como se caminha na Presença do Eterno – na atitude em santidade. E, também nos ensinou que o Eterno é Espírito, e quer que Seus adoradores O adorem em Espírito e Verdade (Iochanan/João, 4:24). Isso é confirmado em II Coríntios, 3:17.

O Eterno tem filhos, não membros. O Caminho é, pois, a vivência de cada filho, em santidade de pensamentos, palavras e ações, diretamente, na Presença do Pai. Isso nada tem a ver com dogma ou instituição religiosa alguma.

Quando a Palavra nos ensina “orai uns pelos outros” (Iaacov/Tiago, 5:16), isso significa que cada um de nós deve pedir ao Eterno que nossos irmãos caminhem em santidade, e não para que obtenham coisas.

Buscai antes o Reino do Eterno, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Luca/Lucas, 12:31). O reino do Eterno é santidade. É preciso, então, que cada filho se entregue e se una ao Pai, como templo vivo d’Ele. É uma entrega, uma união – não uma troca!

E, as Bênçãos do Eterno já são dadas, a todos os Seus filhos – toda a Humanidade! Cabe-nos, então, apenas, tomarmos posse das Bênçãos, pela vivência em santidade.

Ninguém tem o poder de ajudar pessoa alguma, nem a si mesmo. O Eterno é o Único Poder, e o único intermediário é o Messias Vivo.

É por isso que o Messias nos aconselha: “ Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente ” (Matiáu/Mateus, 6:6).

É comum, no entanto, que, quando se passa por uma aflição, ou se recebe uma notícia má, a primeira coisa que se faz é ir ao telefone e “derramar” a situação que se está passando para um(a) amigo(a). Pede-se apoio, conselho…

Não é isso, porém, o que a Palavra nos ensina.

Tenho certeza absoluta de que você não deve pedir socorro a padres, pastores, rabinos, pais de santo, monges, igreja, amigos, nem expor a outrem o que está acontecendo com você.

Faça o que o Messias ensinou. Você será ouvido(a) pelo Eterno, que é Vida, que é o Poder de solução, e atenderá ao que você pede, se for o caso.

O Eterno é nosso Pai. É o Único Poder, e não quer que recorramos a pessoa alguma, pois somos Seus filhos. Lembre-se: na Terra, os filhos somente recorrem a seus próprios pais.

Quanto ao Caminho, a Verdade é uma só.

Caberia, então, perguntar por que há tantos dogmas, interpretações e instituições religiosas diferentes, umas das outras.

A resposta é simples. Esses dogmas, interpretações e instituições religiosas resultam da mente humana, não do Espírito.

O fruto do pecado não é maçã alguma. Em Bereshit/Gênesis, 3:6, lê-se, claramente, que o fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal abriu a inteligência de Hava[1].

A mente, no homem, é que utiliza a inteligência e leva o homem a pecar. É a mente a adversária no Caminho do Eterno.

Cada um de nós é espírito, criado à imagem e semelhança do Eterno, e, por isso, o espírito que cada um de nós é já é pronto. Cada um de nós é espírito – criado do Espírito Criador à imagem e semelhança d’Ele mesmo (Bereshit/Gênesis, 1:26)! Somos da mesma essência que o Eterno é. Somos santos como o Eterno é Santo; puros como o Eterno é Puro.

E, como somos espíritos, já somos prontos (Matiáu/Mateus, 26:41). Não nos devemos deixar envolver pela mente que temos, mas não somos. Domine sua mente. Sirva-se dela, nas situações do dia-a-dia, mas jamais permita que a mente se sirva de você: (o)a envolva, e o(a) conduza a uma existência fora da Presença do Pai.

Só se vive como se é. Somos à imagem e semelhança do Eterno. E, esse elo de sintonia com o Eterno dá-nos “intimidade” com o Pai. Precisamos, então, de alguém para isso? Se você se abriu, se despertou, prossiga firmemente nessa atitude.

Busque a Paz – dentro de você, não fora!

É preciso confiar no Eterno e fazer o bem[2].

Ame o próximo como a você mesmo(a).

Ame aqueles que se afirmam seus inimigos, porque eles não sabem o que fazem (Luca/Lucas, 23:34).

O Amor é a maior união com o Eterno.

Não se ocupe só com você. Dedique-se a ser uma benção do Eterno na vida de seus irmãos. Amor é uma atitude, uma dedicação, não um sentimento.

Seja um exemplo para todos os que conhecem você. Dedique-se ao Eterno nesse sentido.

Busque saber do Eterno o dom que Ele dá a você exercer.

E, procure um tempo só para o Eterno, nas 24 horas de seu dia.

Em tudo, faça sempre a Vontade do Eterno, não a sua.

Seja alegre em qualquer circunstância. A Alegria é a Unção do Eterno e afasta o adversário.

Não murmure, não chore, não fique triste, não comente o passado. Essas condutas atraem o adversário, porque são formas de sintonizar com ele.

Assim, também, o egoísmo, o orgulho, a ostentação, a vaidade, a mentira – por menor que seja! (Iochanan/João, 8:44) –, a avareza… Tais são os frutos da carne (da mente!) no homem (Gálatas, 5).

Siga o Eterno, em santidade de pensamentos, palavras e ações. Não saia desse caminhar. Ore e vigie (Matiáu/Mateus, 26:41).

O Caminho do Eterno é dentro de você (Luca/Lucas, 17:21), na vivência em santidade. Não é fora, em local ou em dogma, que resulta da mente.

Não use ou mencione símbolos que representam a “morte”: sacrifício, cruz, madeiro, sangue. Não fale, por exemplo, que “o sangue tem poder”… Não podemos louvar a morte, o adversário.

O Poder é na Ressurreição, na Vida! A Missão realizada pelo Messias foi a de vencer a morte, ressuscitar para provar a Vida!

O sacrifício, a cruz, o sangue, foram impostos pelo adversário e vencidos pelo Messias.

A Salvação nos veio pela Ressurreição do Messias, não por Seu sacrifício.

A vivência no espírito leva à Vida. O envolvimento da mente leva à morte.

Estamos no mundo, mas não somos do mundo (Iochanan/João, 17:14-16).

Assim, vivencie a santidade, no mundo, dando testemunho da Ressurreição do Messias para a Vida Eterna.


[1] Conhecida como Eva.

[2] Tehilim /Salmos, 36:3 (na edição protestante, Tehilim/Salmos, 37:3).

Filhos do Eterno

Preste atenção nisso – é algo sem o que, você não pode começar a caminhar com o Eterno: Não há sintonia com o Eterno através da mente que temos. A sintonia do Eterno se opera por meio do espírito que somos. Quando nascemos, o sopro do Eterno que somos é o espírito – a partícula criada, pelo Eterno, à imagem e semelhança d`Ele mesmo, vinda do Espírito Eterno (Bereshit/Gênesis, 1:26). É dela que Iaurrushua ben David ben Avraham Vivo diz que já “ veio pronta” (Matiáu/Mateus, 26:41 e Marco/Marcos, 14:38).

À medida que crescemos, utilizamos a inteligência para capacitarmos a mente que temos (mas não somos), no ambiente social, por meio do estudo e da experiência, na escola, nos cursos, na faculdade, em pesquisas… Assim formamos nossas personalidades. E, disso nos servimos, durante nossa existência, no trabalho, nos negócios, no dia-a-dia.

Compreendeu?

Ocorre que, o acesso e a vivência na Presença do Eterno somente se operam por meio do espírito que cada um de nós é – já que o espírito (que cada um de nós é) é à imagem e semelhança do Eterno.

Se nos deixamos dominar pela mente que temos, ela é que tem existência no mundo – e, dessa forma, deixamos de viver o espírito que somos.

A mente se localiza no cérebro e se espalha pelo corpo por meio do sangue. Se o olho mental – a visão mental! – se desenvolve em excesso, torna-se descrente de tudo. Ela se utiliza de técnicas, como pensamento positivo, força mental e magia mental, e assim, passa a julgar-se deus (Matiáu/Mateus, 6:23 e Luca/Lucas, 11:34). Esta prática, voltada a dispensar o Eterno, pertence ao adversário.

Se não despertarmos para esse ponto-chave, não há condição de caminharmos com o Eterno.

O primeiro passo é, pois, sabermos quem somos – espíritos criados do (e pelo) Espírito Eterno, à imagem e semelhança d`Ele mesmo.

E, assim, chegamos ao segundo passo.

Não é caso de “por em prática” o Caminho. Nós não “praticamos” o Caminho. Nós vivenciamos como somos – santos, puros, íntegros, já que somos imagem e semelhança do Eterno! E, isso não depende de prática, aprendizado ou conhecimento.

Seguimos com o Pai – no Bem. E, nessa vivência, nessa intimidade com o Pai – filhos que somos –, já abençoados, tudo o mais nos é dado de acréscimo (Matiáu/Mateus, 6:33)!

É simples. Só precisamos tomar posse das Bençãos do Eterno – que já nos são dadas! E, delas tomamos posse, pela vivência (e não prática) do Reino, dentro de nós mesmos: em santidade de pensamentos, palavras e ações, como somos!

Experimente essa vivência no que você é, e verificará que tudo vem a você pelo Pai.

Não faz sentido pensar que o Único Poder deixaria Seus filhos na luta, na carência, no sofrimento… Isso só acontece com aqueles que se afastam da Presença do Eterno, aqueles que não buscam o Reino, que “é dentro de vós” (Luca/Lucas, 17:21). E acontece, não porque o Eterno o queira, mas porque o filho se deixa envolver pela mente!

Lembre-se, porém, de que isso não é uma troca. É uma entrega, uma dedicação sua, de um filho que quer viver na Presença do Pai!

Ore ao Pai com suas próprias palavras de adoração. Dialogue sobre tudo aquilo que você esteja passando, somente com o Eterno e com Seu Filho, Iaurrushua ben David ben Avraham Vivo. Não ponha pessoa alguma no lugar d’Eles, e você verá maravilhas!

Somos filhos do Eterno, que nunca nos falta (Tehilim/Salmos, 22:1)[1]!

Nós dispensamos dogmas e preces escritas, porque possuímos o Verbo santo, que sintoniza com a Presença do Eterno.

Não pertencemos a dogma algum, nem mesmo o judaico. Somos famílias do Eterno.

Avraham buscou o Eterno em Espírito e ouviu Sua Voz (Bereshit/Gênesis, 26:5), que lhe determinou ensinar seus filhos, e estes a seus filhos, de geração em geração (Bereshit/Gênesis, 17:9), a serem filhos do Eterno. Esse é o Caminho. Você ouvirá a Voz do Eterno.

Esse caminhar, eu o aprendi diretamente do Espírito Eterno, aos 18 anos. Eu não tinha Bíblia. Não conhecia dogma algum. Ouvi a Voz do Eterno, que me ensinou o Caminho.

Esse mesmo Caminho eu ensinei aos filhos que tive e a todos que aceitem ouvir e seguir com o Eterno – não comigo.

Passo a todos tudo o que “ouço” do Eterno. Não guardo o Tesouro. E, continuo a ouvir. Ainda na semana passada, escrevendo o Nome do Messias para algumas pessoas – distinguindo o Nome de nascimento, a tribo a que pertence e a Missão por Ele realizada –, o Eterno me disse, claramente, que “ não é tribo, é tronco: são doze troncos, famílias em Ieshar-Êl”.

Por isso, escrevi o verdadeiro Nome do Messias:

Iaurrushua ben David ben Avraham Vivo,

Leão do Tronco de Iehudá,

Sumo-Sacerdote Eterno do Ordem de Malkitsédek ”[2]

Quem se refere a uma tribo comete um erro!

Portanto, busque o Eterno no espírito que você é, e verá que Ele responde a você. Caminhe em santidade.

Leia o capítulo “Consciência e Mente”, no livro Segue em Silêncio.


[1] Na edição protestante, veja Tehilim/Salmos, 23:1.

[2] Em hebraico (transliteração): “ Iaurrushua ben David ben Avraham Hái, Ha-Mashiach Ieshar-Êl, Ari mishêvét Iehudá, Cohen Gadol be Sêder Malkitsédek”.

Explicação

Em Iochanan (João), 4:24, o próprio Messias nos ensina que “O Eterno é Espírito, e Seus adoradores devem adorá-Lo em Espírito e Verdade”. Isso é confirmado em II Coríntios, 3:17: “O Eterno é Espírito”.

Assim, o Eterno não é pessoa. O Pai – o Eterno – é o Espírito Santo. E, o Filho é Iaurrushua ben David ben Avraham Vivo, o Salvador e Redentor – esse sim, é pessoa.

E, é preciso lembrar que “Pai”, “Filho” são títulos, referências, não nomes.

O Eterno é Um Só e Santo, Infinito, sem forma alguma – nem de homem, nem de mulher, nem de animal.

O Caminho ensinado pelo Eterno a Avraham, quando este buscou o Eterno em Espírito, é “caminha em Minha Presença e sê íntegro[1]. Esse é o Caminho que o Eterno quer seja ensinado às famílias – “ a seus filhos, e estes a seus filhos, de geração em geração”[2].

O Eterno habita dentro de nós – pelo que, devemos caminhar como templos vivos, sacerdotes do Sumo-Sacerdote Iaurrushua ben David ben Avraham Vivo – Ressurreto!

O templo de pedra foi destruído. O Templo Vivo e Eterno é aquele erguido por Iaurrushua ben David ben Avraham Vivo – quando de Sua Ressurreição! Esse é o motivo, aliás, por que não se deve valorizar o madeiro, a cruz, o sangue, a crucificação. Devemos dar valor ao Poder que é a Vida, manifestado na Ressurreição de Iaurrushua ben David ben Avraham Vivo!

Iaurrushua ben David ben Avraham Vivo é o Único Salvador. Um pastor só é substituído quando morre. E, o nosso Pastor é Vivo eternamente!

No Sermão da Montanha[3], Iaurrushua nos ensina que o Caminho na Presença do Pai é a vivência da atitude em santidade de pensamentos, palavras e ações. Esse é o Caminho no Espírito.

E, para isso, e mente em nada contribui, porque é adversária.

Cada um de nós é espírito – criado do (e pelo) Espírito Criador à imagem e semelhança d’Ele mesmo! Somos da mesma essência que o Eterno é. Somos santos como o Eterno é Santo; puros como o Eterno é Puro.

O espírito é pronto. A carne (mente) é fraca! O espírito é a partícula vida no homem, que já veio “pronto” [4].

Em Bereshit/Gênesis, 3:6, é dito, claramente, que o fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal abriu a inteligência de Hava [5]. Pela inteligência, a mente – que é a carne – utiliza o conhecimento adquirido pelo estudo, a leitura, no ambiente social e com os processos culturais, para disso nos utilizarmos em nosso existir.

Não devemos permitir, porém, que a mente nos domine e nos leve a uma existência de acordo com o mundo – de forma contrária ao Eterno e à vivência para a vida eterna.

Devemos “orar e vigiar”[6], para que essa força – a mente! – não nos tome, para existir no corpo dado ao espírito para viver! Essas são as “potestades do ar”[7] que devemos vencer!

Não há circunstância que se nos imponha e nos impeça de resistir e perseverar, até o fim, na vivência do espírito que cada um de nós é.

E, essa deve ser a nossa escolha em todas as situações da existência.

A mente fala:

1. “é pouco”. E, o Eterno é tudo! O “pouco” não concerne ao Eterno.

2. “falta isso ou aquilo”. E, o Eterno é pleno! A “falta” nada tem com o Eterno.

3. “é difícil, não vou conseguir, não agüento, não tenho”. Tudo isso é contrário à partícula do Eterno que cada um de nós é; contradiz a imagem e semelhança do Eterno que somos.

Só se vive como se é. Então, viva como você é – não como você não é!

Use a sabedoria do Eterno. A unção do Eterno é a alegria.

Confie no Eterno e faça o Bem[8]! Ame aqueles que se afirmam inimigos. Seja uma Benção do Eterno nas vidas de seus irmãos. Seja um exemplo na atitude de santidade. Observe os mandamentos. Aceite o próximo como ele está, e seja luz para ele. Dedique boa parte do dia ao Eterno, em orações e leitura da Palavra.

Em tudo o que disser respeito a dificuldades ou incertezas, não recorra a irmãos, amigos ou conhecidos. “Entra em teu aposento, fecha a tua porta” [9] e derrama tua oração na Presença do Pai, em conversa e diálogo com Iaurrushua ben David ben Avraham Vivo e com o Eterno – o Único Poder, que pode realizar a abertura para tudo o que o filho precisa!

Com teus irmãos, amigos e conhecidos, trata, apenas, do Caminho e do que concerne ao Messias e ao Eterno.

Aceite todas as circunstâncias, quaisquer que sejam, portando-se fielmente no Caminho, na confiança no Eterno e fazendo o Bem. Tudo acontece para uma obra em nós mesmos! Não podemos evitar o que nos acontece, mas sempre podemos escolher a maneira de agir – no Bem.

Fique alegre, em qualquer circunstância, porque a Unção do Eterno é a alegria (Tehilim/Salmos, 44:7 [10], Ishaiáu/Isaías, 61:3, e Hebreus, 1:9).

Afaste tudo o que esteja contrário à obediência ao Caminho do Eterno. É na paciência e na confiança que o Eterno habita (Ishaiáu/Isaías, 30:15)! O inimigo se afastará, e os anjos virão servir você (Iaacov/Tiago, 4:7)!


[1] Bereshit /Gênesis, 17:1.

[2] Bereshit /Gênesis, 17:9.

[3] Matiáu (Mateus), 5.

[4] Matiáu (Mateus), 26:41 e Marco (Marcos), 14:38.

[5] Conhecida como Eva.

[6] Matiáu (Mateus), 26:41; Marco (Marcos), 14:38.

[7] Efésios, 2:2 e 6:12.

[8] Tehilim /Salmos, 36:3 (na edição protestante, Tehilim/Salmos, 37:3).

[9] Matiáu (Mateus), 6:6.

[10] Na edição protestante, veja Tehilim/Salmos, 45:7.

Como se desvencilhar do adversário.

As pessoas estão insatisfeitas. Exigem do outro fazer tudo conforme elas acham, desejam e querem que seja feito – tudo de acordo com sua vontade.

Quando isso não acontece, insatisfeitas, elas choram, reclamam, sofrem, e se esquecem de viver sua própria vida: passam sua existência reagindo ao comportamento de outros.

Procuram, ainda, “desabafar” com outra pessoa, para conseguir apoio, e esse “amigo” aconselha a sofrer o abandono, aceitar a humilhação, suportar a tristeza e os sentimentos, que são provocados pelo adversário!

Na verdade, nós não temos que nos deixar envolver por esses sentimentos, porque, eles não fazem parte da imagem e semelhança do Eterno que cada um de nós é.

Somos criados, pelo Eterno, santos, puros, livres para vivenciarmos a alegria e a paz, que são de nossa essência [1]! E, isso não depende de algo ou de quem quer que seja – mas, tão-somente, da sintonia de cada um de nós com o Eterno, pela vivência em santidade.

É uma vida sua com o Eterno!

Ninguém faz coisa alguma a ninguém, a não ser que este se deixe atingir.

O que uma pessoa faz de mal a outrem não é feito por ela, e sim, pelo próprio adversário, que se utiliza da pessoa, para causar o atrito, a mágoa, a insatisfação, etc.

É o que lemos em Efésios, 6:12: “ Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais ”.

Assim, olhe para aquela pessoa com amor, e veja quem nela está querendo atingir você.

E, mantenha-se na imagem e semelhança do Eterno que você é – para com todos, inclusive, aquela pessoa!

Somente sofre aquele que faz do outro o objetivo de sua vontade. É assim que o adversário alcança seu propósito!

Viva o amor, e não dê brecha para o adversário. Assim ele se afastará, porque esse não é o campo em que ele atua: “ Resisti ao demônio, e ele fugirá para longe de vós.”[2]

Deixe seu(sua) companheiro(a) ter vida própria. Não o(a) sufoque com suas exigências. Respeite-o(a). Com seu exemplo de amor, luz e Paz, você facilitará a convivência a dois.

E, assim também com todos.

Viva quem você é – em pensamentos, palavras e ações, à imagem e semelhança do Eterno – “o espírito (do) homem dentro dele” [3].


[1] Bereshit /Gênesis, 1:26: “E disse o Eterno: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança (…)”. Ver, também, Bereshit /Gênesis, 5:1.

[2] Iaacov (Tiago), 4:7.

[3] Zecri (Zacarias), 12:1.

Plantando a Semente

Princípios básicos:

O Eterno é Espírito, e não pessoa (Iochanan/João, 4:24; II Coríntios, 3:17).

O Espírito Santo é o próprio Eterno, Infinito.

Pai, Filho – são títulos, designações.

Pai – o Espírito Santo.

Filho – Iaurrushua ben David ben Avraham Vivo. Nasceu judeu, no Tronco [1]de Iehudá, em 22 de Nissan .

Ieshar-Êl” (ישראל )[2] – São os justos do Eterno, a Família do Eterno, que não se chama Israel, o nome de uma nação.

O Eterno não tem membros. O Eterno cria filhos que seguem o Caminho – ensinado de geração em geração (Bereshit/Gênesis, 17:1.9) –, em Sua Presença, na vivência em santidade de pensamentos, palavras e ações, no espírito: “o Reino do Eterno é dentro de vós” (Luca/Lucas, 17:21).

O Eterno é Vida – que tudo cria vida. A Missão de Seu Filho, Iaurrushua ben David bem Avraham Vivo, foi ressuscitar, e assim, provar a vida, e não a morte.

O Messias, Iaurrushua ben David ben Avraham Vivo, venceu a morte, na ressurreição.

Exaltar o sangue, o madeiro, a cruz, no sacrifício, é prestar homenagem ao diabo, que foi vencido. O motivo da Salvação é a Vida, testemunhada na Ressurreição de Iaurrushua ben David ben Avraham Vivo! Ele provou a Vida, não a morte.

O fruto do pecado, que leva à morte, é a inteligência (Bereshit/Gênesis, 3:6). Pela mente (a “carne”), o adversário nos envolve e nos desvia, para não vivermos os espíritos que somos, criados à imagem e semelhança do Eterno (Bereshit/Gênesis, 1:26.27). Utilizemo-nos da mente que temos, no quotidiano da existência, mas, não nos deixemos dominar por ela. O Caminho do Eterno é vivenciado, nos espíritos que somos – não pela mente que temos –, em santidade de pensamentos, palavras e ações, na união com o Eterno, como templos vivos do Pai. Esse é o motivo por que,

Iaurrushua ben David ben Avraham Vivo nos diz “vigiai e orai, para que não entreis

em tentação; na verdade, o espírito é pronto, mas a carne é fraca ” (Matiáu/Mateus,

26:41; e Marco/Marcos, 13:33 e 14:38).

O “shabat” não é um dia denominado sábado – é a Paz em que tudo é criado pelo Eterno, o descanso no Poder do Eterno. A vivência do Quarto Ensinamento (Shemot/Êxodo, 20:8-11), com a lembrança e a guarda do “shabat”, no sétimo dia, realiza, portanto, a sintonia individual com a Presença do Eterno dentro de cada filho, para passar a viver, verdadeiramente, um com o Eterno, como templo vivo do Pai.

A Lua foi designada, pelo Eterno, para indicar os tempos (Tehilim/Salmos, 103:19)[3].

Todos os ciclos da criação do Eterno se orientam pela Lua – as marés, o plantio, a colheita, a gestação, etc. Por esse motivo, o ano lunar deve ser observado, em todos os momentos e ocasiões que digam respeito, exclusivamente, às Famílias do Eterno –

como aniversários de nascimento ou de casamento, ano novo e festividades religiosas

(das Escrituras), etc. O calendário solar foi instituído pela mente humana, e deve ser

observado, apenas, quando se tratar de obrigações civis, impostas pelo mundo, pelos

governos: “Dai pois a César o que é de César, e ao Eterno o que é do Eterno” (Matiáu/Mateus, 22:21).

A criança deve ser apresentada ao Eterno, no oitavo dia de nascimento, e o batismo nas águas deve realizar-se, após dezoito anos de idade, em Nome de Iaurrushua ben David ben Avraham Vivo (Matiáu/Mateus, 3:13; Luca/Lucas, 3:21; Marco/Marcos, 1:9 e

16:16).

A Palavra do Eterno, nas Escrituras, deve ser discernida à Luz do Espírito, e não interpretada pela mente: “a letra mata e o espírito vivifica” (II Coríntios, 3:6).

A “ieshivá” é a Escola da Palavra do Eterno. Reunimo-nos para conversar sobre a Palavra

do Eterno, nas Escrituras, como irmãos, sem distinções ou títulos, no discernimento do

Espírito Santo.


[1] ”Shêvét” ( שבט ) significa tronco ou família – não tribo.

[2] A palavra hebraica ישראל pode ser pronunciada (transliterada) de dois modos: “israêl” e “ieshar-êl”. Pronunciada da primeira forma, a palavra hebraica significa “aquele que luta (persevera) com o Eterno”, e foi adotada para designar uma nação-Estado existente no mundo moderno. Já pronunciada da segunda maneira, aquela mesma palavra hebraica significa “o justo (o santo, o reto) do Eterno”, e designa as famílias que caminham, em santidade, na Presença do Eterno – no espírito, à imagem e semelhança do Pai: a Família santa dos filhos do Eterno, provindos de todas as nações, que vivenciam como templos vivos do Eterno.

[3] Na Bíblia de edição protestante, Tehilim/Salmos, 104:19.

Negação do Messias

Por que

… se exibe,

… se exalta,

… se glorifica

a morte do Messias,

… na cruz,

… no madeiro,

… na crucificação?

O Messias venceu a morte!

A Vitória, a Glória é a Vida! A Ressurreição!

Se o Messias não tivesse ressuscitado, Satanás, a morte, O teria vencido.

Quando um time de futebol joga contra outro e ganha, ninguém festeja o time vencido, porque perdeu o jogo.

A Salvação nos é concedida na Vitória da Ressurreição do Messias, e não em Sua morte.

Ninguém que teve um filho morto por atropelamento deseja assistir ou lembrar, todos os anos, na data própria, a ocorrência fatídica. Não mesmo!

O Messias é Vivo!

Pela Sua Ressurreição somos libertos!

O Cetro do Meu Filho sobrepuja todo madeiro[1]!

A morte, a cruz, o madeiro, o sangue derramado, representam Satanás, e, por esse motivo, não podem ser exaltados. Esses símbolos representam a maldição. O adversário foi vencido.

É negação do Messias falar:

Ele morreu por nós”.

O sangue tem poder”.

É negação do Messias exibi-Lo morto – em crucifixos ao pescoço, em casa ou no trabalho –, dando vitória ao diabo!

Pense nisso…

Viva a Ressurreição do Messias!


[1] Iehezkiáu (Ezequiel), 21:15.

Quem sou ou Como estou

No livro “Segue em Silêncio”, há um capítulo intitulado “Consciência e Mente”, cujo teor é de suma importância, para ajudar no caminhar com o Eterno. Ele ajuda a distinguir:

. o compreender e o entender;

. o indivíduo e a pessoa;

. o saber e o conhecer;

. e, principalmente, quem somos e como estamos – o ser (espírito) e o estar (mente ou alma).

O propósito deste capítulo de “Pérolas do Tesouro” é complementar aquele outro capítulo, auxiliando a distinguir o vivenciar e o existir.

A imagem e semelhança do Eterno[1], no homem, é o espírito, o ser.

O homem tem mente (alma, sediada no cérebro), porém, ele é espírito, vida – a partícula do Eterno, vida que jamais deixará de ser vida, como tudo o que o Eterno cria. É semelhante ao Eterno, mas não é O Eterno. Possui todos os valores do Eterno – é o ser no humano, que não precisa aprender, porque já veio pronto (Mateus, 26:41 e Marcos, 14:38).

A mente (sediada no cérebro), esta precisa se capacitar.

Ela se utiliza da inteligência para se capacitar – adquire conhecimento, em família, no meio social, na escola, na faculdade, pelos livros, pelo estudo. Ela desenvolve a personalidade, o caráter (no bem ou no mal), a ética (quando quer aplicá-la ou não), tudo pela forma como foi o aprendizado, a capacitação.

Pela mente, um homem difere do outro, pelo conhecimento adquirido.

No espírito, todos somos iguais: o bem, à imagem e semelhança do Eterno.

No espírito, o homem vivencia quem ele é. O bem não tem relação com o mal.

Pela mente, o homem se torna culto. No espírito, ele é sábio.

O espírito – quem o homem é – vivencia o bem; não se deixa envolver pela mente que o homem tem, mas não é.

Se a mente “tomar posse” do corpo, para nele existir, ela se torna dona do corpo, e pratica tudo o que lhe concerne. Adversária e sem possibilidade de conversão, ela se conduzirá desobediente ao Eterno (Bereshit/Gênesis, 3:6).

Na existência, o homem deve vivenciar o espírito que ele é, para individualizar-se na vida eterna. Como ele é imagem e semelhança do Eterno, o homem não pode permitir que a mente que ele tem – mas não é – exista, como possuidora de seu corpo.

No ser, no espírito, o homem é: justo, simples, humilde, sincero, honesto, leal, manso, bondoso, paciente, alegre, diz a Palavra (o Verbo) na verdade, na Paz, ama o próximo como a si mesmo – inclusive aqueles que se acham seus inimigos (Mateus, 5:44, Romanos, 14:17, Gálatas, 5:22.23).

Se a mente toma posse do corpo, como se fosse seu, para existir, ela pratica tudo o que é possível, para a satisfação da personalidade, adversária ao Eterno: egoísmo, ambição, perversão, tristeza, choro, preocupação, mentira, impaciência, rebeldia, falsidade, astúcia, perfídia, ódio, sentimentos, julgamentos, raiva, inveja, rivalidade, pena, medo, etc. (Gálatas, 5:19-21).

Cabe ao espírito vigiar e orar, para não dar oportunidade ou brecha para que a mente tome posse do corpo que é dado pelo Eterno ao espírito que cada um de nós é (Bereshit/Gênesis, 3:21, Jó, 10:11, Mateus, 26:41, Gálatas, 5:16).

Podemos usar a mente no que ela for útil – no trabalho, no estudo, nas situações em que ela se demonstre necessária – mas, sem lhe dar chance de existir ou de se envolver nas decisões que tomamos.

Se o homem compreender essa diferença, essa separação em si mesmo, o homem caminhará na Presença do Eterno – saberá vivenciar no que ele é, e não no que não é – e se individualizará na Vida Eterna.

Essa é a maneira de o homem se manter como filho do Eterno, tê-Lo sempre como Pai, vivenciar em Sua Sintonia, e, já na existência, tomar posse das Bençãos do Eterno – já que, por essa sintonia, tudo lhe é dado de acréscimo, sem sequer precisar pedir: tudo o que é do Pai é seu também (Mateus, 6:33, Lucas, 12:31, João, 16:15).

Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá” (João, 14:27).

O homem é o bem. Não é negativo, nem positivo.

Procure saber, em você (pelos pensamentos, palavras e ações), se é verdadeiramente você (o espírito) que está vivendo, ou se é sua mente que está conduzindo.

E, tome a decisão de viver – não permita que a mente tome posse de seu existir.


[1] Bereshit /Gênesis, 1:26 e 5:1.

Vós sereis minhas testemunhas” [1]

As pessoas entendem que, testemunhar o Caminho do Eterno é demonstrar bem estar material, ou seja, saúde, dinheiro, emprego, sorte, riqueza – enfim, tudo o que concerne a ter coisas. Quem é delas desprovido não seria, então, do Eterno, e, se segue alguma “igreja”, ela está fora do Eterno.

Pois bem, ser testemunha de Iaurrushua ben David ben Avraham Vivo é sintonizar com Ele – ser um com o Espírito, no espírito que se é, à imagem e semelhança do Eterno[2]: mansidão, modéstia, união com o Eterno, inocência, amor ao próximo, humildade. Esses dão testemunho do Messias.

Estar doente resulta da falta de cuidado com a saúde, e, muitas vezes, também, de um fator hereditário: por falta de tratamento e prevenção, órgãos do corpo deixam de funcionar a contento. Nada mais que isso.

O mendigo não é do Eterno? Várias condições o levaram ao estado de mendicância – inclusive, falta de auxílio, de assistência governamental, do cumprimento de obrigações sociais básicas, como o atendimento às necessidades da criança, e até, em certos casos, ausência de valores e de encaminhamento ao Eterno pela família.

Afirmar, porém, que, se a pessoa é pobre, ela não tem o Eterno é desconhecer o Caminho do Eterno. E, pior ainda é falar que o Eterno a abandonou!

Sintonizar com as coisas do espírito é participar em tudo o que o Eterno é – e tudo o mais é dado de acréscimo (Luca/Lucas, 12:31), pela própria sintonia realizada.

Falar que, se a pessoa não se esforçar – não “ralar” (!) –, ela nada recebe e nada terá é desconhecer o Poder do Eterno: “Se o Eterno não edificar a casa, em vão trabalham os que a constroem; se o Eterno não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela” ( Tehilim/Salmos, 126:11)[3].

É nosso dever fazer a nossa parte – mas, colocando o Eterno e o caminhar com Ele à frente de tudo!

O que importa é a vivência dos Ensinamentos[4] – amar o Eterno sobre todas as coisas, e o próximo como a si mesmo (Matiáu/Mateus, 22:37-40; Marco/Marcos 12:33) – porque, muitas das vezes, o egoísmo, o “é meu”, o “é só para mim”, e nada para o outro, é que não permite o acesso à Misericórdia.

Portanto, “Buscai antes o reino do Eterno, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Luca/Lucas, 12:31)!


[1] Ishaiáu (Isaías), 43:9.10; Atos, 1:8.

[2] Bereshit /Gênesis, 1:26 e 5:1.

[3] Na Bíblia de edição protestante, Tehilim/Salmos, 127:11.

[4] Conhecidos como “mandamentos”.

Buscai primeiro o reino do Eterno, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” [1]

O Reino do Eterno é o de santidade, cujo Rei é Infinito Poder.

Ao tomarmos posse desse Reino – isto é, entrando em Sua sintonia –, vibramos em identidade com o Pai, e desfrutamos de tudo o que Seu Reino é.

Ao tomarmos posse, somos donos.

O que nos cabe é, pois, vivenciar a santidade – e, isso não é luta, sofrimento.

Possuímos um tesouro[2]. Não nos damos conta disso. E, o que é pior, distanciamo-nos de tomar posse dele!

Busque-o. Ele “é dentro de vós”[3]!

Sede santos como vosso Pai é Santo”[4].

Desperta[5]!


[1] Matiáu (Mateus), 6:33; Luca (Lucas), 12:31.

[2] Matiáu (Mateus), 13:44.

[3] Luca (Lucas), 17:21.

[4] Vaikrá /Levítico, 11:44, 20:7; I Finéas (Pedro), 1:15.16.

[5] Efésios, 5:14; II Finéas (Pedro), 1:13.

Pedis e não sabeis pedir” [1] “Pedi, e dar-se-vos-á” [2]

A criança não se preocupa se precisa ou não de alguma coisa. Seus pais olham, vêem e sabem se seu sapatinho está gasto, se sua blusinha ou camisa precisa ser comprada, se há necessidade de material escolar, se sua alimentação é suficiente – enfim, apesar de suas próprias incumbências, os pais assumem também a responsabilidade para com seus filhos, não é um fato?

Quanto mais o Pai Eterno, Único Poder, que tudo vê e ouve! Não sabe Ele tudo o que Seus filhos precisam, “antes de vós Lho pedirdes” [3]?

Somos muito infantis… Aliás, as crianças são mais sábias do que nós, pois não se preocupam com essas coisas, cientes de que isso cabe a seus pais.

Devemos fazer o mesmo, pois temos um Pai Poder, que, com certeza, nos dá muito mais do que precisamos!

Sejamos como crianças, “porque delas é o Reino do Eterno”[4].

O que devemos pedir, então, não são as coisas, o “acréscimo”[5], e sim, santidade, a vivência à imagem e semelhança do Eterno[6], como somos, por Vontade do Pai!

Buscai primeiro o reino do Eterno, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” [7]…

O Reino do Eterno é dentro de vós”[8]!

E eu vos digo a vós: Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á; Porque qualquer que pede recebe; e quem busca acha; e a quem bate abrir-se-lhe-á. E qual o pai de entre vós que, se o filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou, também, se lhe pedir peixe, lhe dará por peixe uma serpente? Ou, também, se lhe pedir um ovo, lhe dará um escorpião? Pois se vós, sendo maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais dará o Pai Eterno o Espírito Santo (a união com o Ele mesmo, o Eterno) àqueles que Lho pedirem?”[9]

 


[1] Iaacov (Tiago), 4:3.

[2] Matiáu (Mateus), 7:7.

[3] Matiáu (Mateus), 6:8.

[4] Matiáu (Mateus), 18:3, 19:14; Marco (Marcos), 10:14.15; Luca (Lucas), 18:16.17.

[5] Matiáu (Mateus), 6:33; Luca (Lucas), 12:31.

[6] Bereshit /Gênesis, 1:26.

[7] Matiáu (Mateus), 6:33; Luca (Lucas), 12:31.

[8] Luca (Lucas), 17:21.

[9] Luca (Lucas), 11:9-13.

Tomai e comei…” [1] “Tomai e bebei…” [2]

Já foi amplamente explicado que, a Vitória de Iaurrushua ben David ben Avraham Vivo não foi a morte na cruz, o sangue, o sacrifício – é a Ressurreição, a Vida!

Assim, a Palavra do Messias, no texto-título, refere-se à nossa participação com o Filho na Ressurreição. Com Ele, devemos ultrapassar tudo o que diz respeito à morte, para alcançarmos a Vida Eterna – vencermos como Ele!

Esse é o motivo por que, o Messias também nos diz “a cada dia, cada um pegue sua cruz e siga-me”[3].

É vencer como Ele é Vencedor!

Tomai e comei” – os Seus Ensinamentos[4].

Tomai e bebei” – o Cálice da Aliança, a Promessa feita pelo Eterno a Avraham, cumprida com a Ressurreição de Iaurrushua ben David ben Avraham Vivo!


[1] Matiáu (Mateus), 26:26; Marco (Marcos), 14:22; I Coríntios, 11:24.

[2] Matiáu (Mateus), 26:27; Luca (Lucas), 22:17.

[3] Matiáu (Mateus), 10:38, 16:24; Marco (Marcos), 8:34; Luca (Lucas), 9:23, 14:27.

[4] Conhecidos como “Mandamentos”.

Felicidade ou Paz

Geralmente, as pessoas qualificam as outras pelo que estas possuem. Consideram-nas felizes quando têm muitas coisas, e, quando nada têm, julgam-nas desprovidas do Eterno. Afirmam que o Caminho que estas seguem não é do Eterno.

O Caminho do Eterno não está no campo do “ter”, e sim, no ser – no espírito.

No ter, não conseguimos a Paz tão desejada, pelo fato de que ela não é obtida pela realização ou satisfação de nossos desejos – os quais, muitas vezes, dependem de alguém ou de algo fora de nós ou de nosso alcance.

Como dominar o que há fora de nós? Como evitar que algo nos aconteça, ou que alguém nos faça algo que não queremos?

Podemos dominar, no entanto, a maneira como isso nos atinge. Isso, sim, depende inteiramente de nós. Podemos recebê-lo no espírito que somos – isto é, no Bem –, ou pela mente que temos, numa reação má.

Lembremos de Iov[1], que nunca se afastou do Eterno, apesar das perdas que suportou!

A partir da mesma situação, cada um visualiza a felicidade de maneira diferente. A felicidade é provisória, pela ilusão da mente.

A Paz tem raiz no ser, no espírito que somos, à imagem e semelhança do Eterno – e, por isso, não somos escravos de coisa alguma.

Sabereis a verdade e a verdade vos libertará”[2].

Buscai antes o Reino do Eterno, e todas essas coisas vos serão acrescentadas”[3].

Quando passamos a distinguir a mente que temos do espírito que somos, essa distinção nos liberta do envolvimento da mente e nos põe em sintonia com o Eterno – no Bem. Assim vivenciamos, diretamente, as Bençãos do Pai.

O que é do Pai pertence ao filho. Na vivência não há carência.

Cada ação causa uma conseqüência – o bem, se no bem; o mal, se no mal.

As pessoas afirmam amar o Eterno, mas n’Ele só procuram o atendimento de uma solução para aquilo que precisam ou desejam.

Essa procura é incompatível com o Caminho na busca do Reino.

E, nessa procura, os pedidos são efetivamente atendidos – mas, por aquele que com ela é compatível: o diabo, que, no deserto e no monte, ofereceu as coisas (o ter) ao Messias[4].

Com o Eterno não se faz troca. Onde há interesse – sem o único sentido de sintonizar com o Eterno, no Caminho do Espírito, fazendo, apenas, a vontade do Pai e não a própria – não há elo com o Eterno.

Todo interesse próprio, toda obstinação é contrária à sintonia com o Eterno. Seguir a própria avaliação e tudo fazer para conseguir o que se quer é comportamento demoníaco. É fazer deus de si mesmo – magia mental.

O Caminho é santidade, como disse o Messias: “Sede santos como vosso Pai é Santo”[5]!

O primeiro passo no Caminho é a humildade – buscar o Pai no que a Ele concerne, e não a si mesmo.

Amar o Eterno sobre todas as coisas, e o próximo com a si mesmo[6].

Deixo-vos a paz, a Minha Paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá”[7].

Eu venci o mundo”[8].

O Messias é vencedor do mundo – que segue as próprias avaliações, a mente, e não o Eterno!

A mente só procura o que lhe interessa, e se julga infeliz quando não realiza o que quer. E, mesmo quando o consegue, permanece insatisfeita! Se o outro não a trata como ela quer que este a trate, à sua própria maneira, ela revida e se revolta, por ter sido contrariada em seus objetivos, voltados à sua própria satisfação.

Egoísta, autoritária, orgulhosa, ela busca comandar – inclusive, a mente dos outros!

O filho do Eterno, porém, vê no outro o espírito que ele é. Não se deixa envolver pelo ataque que recebeu, porque sabe que é a mente do irmão que o fez, e não seu próprio irmão. Trata-o, assim, no amor, no carinho, no afeto, enfim, na vivência do espírito que ele mesmo é.

Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem”[9].

Ele não se deixa atingir pela mente que se tem, mas não se é!

Dessa maneira, consegue-se “amar os inimigos”[10].

Não se revoltar.

Não chorar.

Não lamuriar.

Não sofrer.

Viver na Paz!

É na mansidão e na paciência que o Eterno habita[11].

Nessa atitude, vivencia-se a Paz.


[1] Conhecido como Jó.

[2] Iochanan (João), 8:32.

[3] Luca (Lucas), 12:31.

[4] Matiáu (Mateus), 4:1-11; Luca (Lucas), 4:1-13.

[5] Vaikrá /Levítico 11:44; I Finéas (Pedro), 1:16.

[6] Marco (Marcos), 12:33; Romanos, 13:10.

[7] Iochanan (João), 14:27.

[8] Iochanan (João), 16:33.

[9] Iochanan (João), 23:34.

[10] Matiáu (Mateus), 5:44; Luca (Lucas), 6:27.35.

[11] Ishaiáu (Isaías), 30:15.

Orvalho

Bereshit /Gênesis, 27:28 – “O Eterno te dê o orvalho do céu e a gordura da terra, uma abundância de trigo e vinho (alegria)”!

Bamidbar /Números, 11:9 – “Enquanto de noite, caía o orvalho no campo, caía também com ele o maná”.

Devarim /Deuteronômio, 32:2 – “ Derrame-se como chuva a minha doutrina, espalhe-se como orvalho a minha palavra, como aguaceiro sobre os campos verdejantes, como chuvarada sobre a relva ”.

Devarim /Deuteronômio, 33:28 – “ Ieshar-Êl habita em segurança, a fonte de Iaacov corre, na solidão, numa terra de trigo e de vinho, e o céu destila-lhe o orvalho

Tehilim /Salmos, 132:3 – “É como o orvalho do Hermon, que desce pela colina de Sião; pois ali derrama o Senhor a vida e uma benção eterna”.

Oséias, 14, 5 – “Serei para Ieshar-Êl como o orvalho; ele florescerá como o lírio, e lançará raízes como o álamo”.

Oséias, 14: 6- “Seus galhos estender-se-ão ao longe, sua opulência igualará à da oliveira e seu perfume será como o odor do Líbano”.

Simbologia

Há, nas Escrituras, várias passagens que aludem a uma simbologia que deve ser compreendida. O discernimento dessa simbologia é o seguinte:

“Trono” – significa Poder.

“À direita” – significa Poder um pouco menor.

“Face” – significa Presença de D’us

“Mão” – significa Autoridade.

“Pés” – significa submissão: tudo e todos são submissos a D’us.

“Escudo” – significa Proteção do Eterno, dentro de cada filho.

“Capacete” – significa Luz.

“Templo” – significa corpo.

“Couraça de Justiça” – significa santidade.

“Selo” – significa Espírito Santo.

Shemá

Shemá, Ieshar-Êl ,

Iáu Elohênu,

Iáu Ehád.

Baruch Shem kevôd Malchutô,

Iaurrushua ben David ben Avraham Hái,

Lê-Olâm Va-éd.

Vê-Ahavtá Êt Iáu Elohechá

Be-Chol levavechá

Uvechol nafshechá

Uvechol meôdechá.

Vê-Haiû ha-devarim

ha-êle ashér

Anochi metsavechá haiôm

Al levavechá.

Vê-Shinantam lêvanechá

Vêdibartá bam

Beshivetechá bêvetechá

Uvelertechá vadérer

Uveshorbechá uvekumechá,

Ukeshartâm leôt al-iadechá

Vêhaiú letotafôt ben enechá.

Uchetavetâm al-mezuzôt

Betechá uvish-arechá.

Ouve, ó Ieshar-Êl,

O Eterno é Espírito,

O Eterno é Um.

Bendito o Nome da Glória de Seu Reino,

Iaurrushua ben David ben Avraham Vivo,

Por toda a eternidade.

E ama o Eterno, Espírito,

De todo o espírito que tu és.

E estas palavras que hoje te digo

São no íntimo de teu ser.

E ensina a teus filhos,

E serão tua palavra,

No repouso, em tua habitação,

E na tua vivência no Caminho,

E ao te deitares e ao te levantares,

E orientarão tuas ações e teus pensamentos,

Como um selo, em tua morada e à tua porta.