CAPÍTULOS
Capítulo 1 – O Mashiach Profetizado, Anunciado e Nascido no Pessach
Capítulo 3 – O Ensinamento do Pai Eterno pelo Verbo
Capítulo 5 – Qual o calendário correto?
Capítulo 8 – O Mito do Coração
Capítulo 9 – O Mito da Alegria
Capítulo 10 – O Mito da Oração
Capítulo 13 – O espírito no homem é ele mesmo?
Capítulo 14 – Domínio sobre a mente
Capítulo 15 – O shabat, o dízimo e o maná
Capítulo 19 – Caminhando para a Salvação
Capítulo 21 – A Definição das Festas
Capítulo 22 – Festa de Rosh Hashaná (a primeira festa)
Capítulo 23 – Festa de Iom Kipur (a segunda festa)
Capítulo 24 – Festa de Sucôt (a terceira festa)
Capítulo 25 – Festa de Simchat Torá (a quarta festa)
Capítulo 26 – Festa de Chanuká (a quinta festa)
Capítulo 27 – Festa de Tu beShevat (a sexta festa)
Capítulo 28 – Festa de Purim (a sétima festa)
Capítulo 29 – Festa de Pessach (a oitava festa)
Capítulo 30 – Festa do Nascimento do Mashiach (a nona festa)
Capítulo 31 – Festa de Shavuot (a décima festa)
Capítulo 32 – A Festa do Shabat
Capítulo 34 – Como vivenciar com o Pai Eterno
Capítulo 35 – Despertar para vivenciar como filho(a) do Pai Eterno
Capítulo 38 – Sobre o Escudo de Shalom
Capítulo 39 – A Lei do Equilíbrio Universal
Capítulo 41 – Reconhecimento, Agradecimento, Gratidão, Grato(a), Obrigado(a)
Capítulo 43 – Dons do Espírito Santo
Capítulo 45 – Espírito e Mente
Capítulo 46 – O Nome do Pai Eterno
Capítulo 47 – O Pai Eterno tem nome?
Capítulo 48 – Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado, este é o Nome do Messias
Capítulo 51 – O Objetivo da Vida
Capítulo 52 – No Ser – A Única Vivência
Capítulo 54 – A Data Natalícia de Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado
Capítulo 55 – Sobre a Data de Nascimento do Messias Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado
Capitulo 56 – A Revelação da Presença e do Nome do Mashiach na Torá
O Mashiach Profetizado, Anunciado e Nascido no Pessach
Profecias
Devarim/Deuteronômio, 15:19-23
Consagrarás ao Espírito Santo, Pai Eterno, todo primogênito masculino.
Devarim/Deuteronômio, 16:1
A consagração do Pessach significa a passagem da condição de escravo – dominado pela mente – para a vivencia de filho em União com o Pai Eterno.
Uma vez em União com o Pai Eterno, o filho se apresentará em três comemorações anuais – Pessach, Shavuot e Sucot –, demonstrando sua vivência à semelhança do Pai Eterno: santo como o Pai Eterno é Santo.
Ishaiáu (Isaías), 11:1-12:6
“11:
- Um renovo sairá do tronco de Ishaí, e um rebento brotará de suas raízes. 2. Sobre ele repousará o Espírito Santo, Espírito de sabedoria e de discernimento, Espírito de prudência e de coragem, Espírito de saber e de amor reverente ao Criador. 3. (Sua alegria se encontrará no amor reverente ao Criador.) Ele não julgará pelas aparências, e não decidirá pelo escutar; 4.mas julgará os fracos com eqüidade, fará justiça aos pobres da terra, ferirá o homem impetuoso com uma palavra de sua boca, e com o sopro dos seus lábios fará morrer o ímpio. 5. A justiça será como o cinto de seus rins, e a fidelidade circundará seus flancos. 6. Então o lobo será hóspede do cordeiro, a pantera se deitará ao pé do cabrito, o touro e o leão comerão juntos, e um jovem os conduzirá; 7. a vaca e o urso se fraternizarão, suas crias repousarão juntas, e o leão comerá palha com o boi. 8. A criança de peito brincará junto à toca da víbora, e o menino desmamado meterá a mão na caverna da áspide. 9. Não se fará mal nem dano em todo o meu santo monte, porque a terra será plena da sabedoria do Criador, assim como as águas recobrem o fundo do mar. 10. Naquele tempo, o rebento de Ishaí, posto como estandarte para os povos, será procurado pelas nações e gloriosa será a sua morada. 11. Naquele tempo, o Criador levantará de novo a mão para resgatar o resto de seus muitos filhos, os sobreviventes da Assíria e do Egito (de Patros, da Etiópia, de Elão, de Senaar, de Emat e das ilhas do mar) (libertos da escravidão imposta pela mente). 12. Levantará o seu estandarte entre as nações, reunirá os exilados de Ieshar-Êl, e recolherá os dispersos de Iehudá dos quatro cantos da terra. 13. A inveja de Efraim acabará, e os inimigos de Iehudá se desvanecerão. (Efraim não mais invejará Iehudá, e Iehudá não será mais inimigo de Efraim.) 14. Eles voarão para o lado dos filisteus ao Ocidente e, juntos, saquearão os filhos do Oriente. Estenderão a mão sobre a Iduméia e Moab, e os amonitas lhes serão submissos (Eles dominarão a mente). 15. Assim como o Criador pôs a seco o braço de mar do Egito, com seu sopro ardente, ele estenderá a mão sobre o rio e o dividirá em sete braços, de sorte que se poderá atravessar a vau. 16. O caminho se abrirá para o resto de seus filhos que escaparem da Assíria (do domínio da mente), como se abriu para Ieshar-Êl no tempo em que ele saiu da terra do Egito.
12:
- E dirás naquele tempo: Eu Te sou reconhecido, Criador, porque Te irritaste; Tua cólera se aplacou e Tu me consolaste. 2. Eis o Espírito Eterno que me salva, tenho convicção e nada temo, porque minha fortaleza e meu canto é o Criador, e ele é o meu salvador. 3. Tu tirarás com alegria água das fontes da salvação, 4. e dirás naquele tempo: Louvai e invocai o Criador, fazei que suas obras sejam reconhecidas entre os Seus muitos filhos; proclamai que o Espírito Eterno é sublime. 5. Cantai ao Espírito Eterno, porque ele fez maravilhas, e que isto seja reconhecido por toda a Humanidade. 6.Exultai de gozo e alegria, habitantes de Tsion, porque é grande dentro de vós o Santo de Ieshar-Êl.”
Iermeiáu (Jeremias), 23:5-6 e 33:14-16
“23:
- Dias virão – palavra do Espírito Santo – em que farei brotar de David um rebento justo que será rei e governará com sabedoria e exercerá na terra a retidão e a eqüidade. 6. Sob seu reinado será salvo Iehudá, e viverá Ieshar-Êl em proteção. E eis o nome com que será chamado: Iáu-nossa-justiça!”
33:
- Eis que outros dias virão. 15. E nesses dias e nesses tempos farei nascer de David um rebento justo que exercerá a retidão e a eqüidade na terra. 16. Naqueles dias e naqueles tempos viverá Ierushalaim em proteção e será chamada Iáu-nossa-justiça.”
Toda essas citações são a profecia da vinda do Messias.
Anunciação
Luca (Lucas), 1:26-35.38
“1:
- No sexto mês, o anjo Gavri-Êl foi enviado pelo Espírito Santo a uma cidade da Galil, chamada Natsárat, 27. a uma virgem desposada com um homem que se chamava Iossêf, da casa de David e o nome da virgem era Miriam. 28. Entrando, o anjo disse-lhe: Shalom, cheia de graça, o Espírito Santo é contigo. 29. Perturbou-se ela com estas palavras e pôs-se a pensar no que significaria semelhante saudação. 30. O anjo disse-lhe: Não temas, Miriam, pois encontraste graça diante do Criador. 31. Eis que conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Iaurrushua. 32. Ele será grande e chamar-se-á Filho do Altíssimo, e o Criador lhe dará o trono de seu pai David; e reinará eternamente na casa de Iaakôv, 33. e o seu reino não terá fim. 34. Miriam perguntou ao anjo: Como se fará isso, pois não conheço homem? 35. Respondeu-lhe o anjo: O Espírito Santo descerá sobre ti, e o Poder Altíssimo te envolverá com a sua sombra. Por isso o filho santo que nascer de ti será chamado Filho do Espírito Santo. (…) 38. Então disse Miriam: Eis aqui a filha do Espírito Eterno. Faça-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo afastou-se dela.”
Nascimento
Matiáu (Mateus), 1:18-2:12
1:
- Eis como nasceu Iaurrushua, o Mashiach: Miriam, sua mãe, estava desposada com Iossêf. Antes de coabitarem, aconteceu que ela concebeu por virtude do Espírito Santo. 19. Iossêf, seu esposo, que era homem de bem, não querendo difamá-la, resolveu rejeitá-la secretamente. 20. Enquanto assim pensava, eis que um anjo do Criador lhe apareceu em sonhos e lhe Iossêf: José, filho de David, não temas receber Miriam por esposa, pois o que nela foi concebido vem do Espírito Santo. 21. Ela dará à luz um filho, a quem porás o nome de Iaurrushua, porque ele salvará a Humanidade de seus erros. 22. Tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que o Criador disse pelo profeta: 23. Eis que a Virgem conceberá e dará à luz um filho, que se chamará Imanuel (Ishaiáu, 7:14), que significa: O Espírito Eterno dentro de nós. 24. Despertando, Iossêf fez como o anjo do Criador lhe havia dito e recebeu em sua casa sua esposa. 25. E, sem que ele a tivesse conhecido, ela deu à luz o seu filho, que recebeu o nome de Iaurrushua.
“2:
- Tendo, pois, Iaurrushua nascido em Beth-Léhem de Iehudá, no tempo do rei Herodes, eis que magos vieram do oriente a Ierushalaim. 2. Perguntaram eles: Onde está o rei dos judeus que acaba de nascer? Vimos a sua estrela no oriente e viemos adorá-lo. 3. A esta notícia, o rei Herodes ficou perturbado e toda Ierushalaim com ele. 4. Convocou os príncipes dos sacerdotes e os escribas do povo e indagou deles onde havia de nascer o Mashiach. 5. Disseram-lhe: Em Beth-Léhem, em Iehudá, porque assim foi escrito pelo profeta: 6. E tu, Beth-Léhem, terra de Iehudá, não és de modo algum a menor entre as cidades de Iehudá, porque de ti sairá o chefe que governará Ieshar-Êl, meus filhos (Micá, 5,2). 7. Herodes, então, chamou secretamente os magos e perguntou-lhes sobre a época exata em que o astro lhes tinha aparecido. 8. E, enviando-os a Beth-Léhem, disse: Ide e informai-vos bem a respeito do menino. Quando o tiverdes encontrado, comunicai-me, para que eu também vá adorá-lo. 9. Tendo eles ouvido as palavras do rei, partiram. E eis que e estrela, que tinham visto no oriente, os foi precedendo até chegar sobre o lugar onde estava o menino e ali parou. 10. A aparição daquela estrela os encheu de profunda alegria. 11. Entrando na casa, acharam o menino com Miriam, sua mãe. Prostrando-se diante dele, o adoraram. Depois, abrindo seus tesouros, ofereceram-lhe como presentes: ouro, incenso e mirra. 12. Avisados em sonhos de não tornarem a Herodes, voltaram para sua terra por outro caminho.”
O Nome
Matiáu (Mateus), 1:1
“1. Genealogia de Iaurrushua ben (filho de) David ben (filho de) Avraham.”
Apresentação ao oitavo dia e Reconhecimento
Luca (Lucas), 2:22-40
“2:
- Concluídos os dias da sua purificação segundo a Torá de Moshé, levaram-no a Ierushalaim para o apresentar ao Espírito Santo, 23. conforme o que está escrito na Palavra do Espírito Santo: Todo primogênito do sexo masculino será consagrado ao Criador (Shemot/Êxodo, 13,2); 24. e para cumprirem o prescrito na Torá (…). 25. Ora, havia em Ierushalaim um homem chamado Shimeon. Este homem, justo e piedoso, esperava a consolação de Ieshar-Êl, e o Espírito Santo era nele. 26. Fora-lhe revelado pelo Espírito Santo que não morreria sem primeiro ver o Messias do Espírito Eterno. 27. Impelido pelo Espírito Santo, foi ao templo. E tendo os pais apresentado o menino Iaurrushua, para cumprirem a respeito dele os preceitos da Torá, 28. tomou-o em seus braços e louvou ao Criador nestes termos: 29. Agora, Criador, deixai o Teu filho ir em paz, segundo a tua palavra. 30. Porque os meus olhos viram a Tua Salvação 31. que preparaste diante de toda a Humanidade, 32. como Luz para iluminar as nações, e para a glória de Teus filhos Ieshar-Êl. 33. Seu pai e sua mãe estavam admirados das coisas que dele se diziam. 34. Shimeon abençoou-os e disse a Miriam, sua mãe: Eis que este menino será uma causa de queda e de soerguimento para muitos homens em Israel, e um sinal que provocará contradições, 35. a fim de serem revelados os pensamentos de muitos corações. E uma espada te transpassará. 36. Havia também uma profeta chamada Hannah, filha de Fanu-Êl, do Tronco de Asher; era de idade avançada. 37. Depois de ter vivido sete anos com seu marido desde a sua virgindade, ficara viúva, e agora com oitenta e quatro anos não se apartava do templo, dedicada ao Criador noite e dia em jejuns e orações. 38. Chegando ela à mesma hora, louvava ao Criador e falava de Iaurrushua a todos aqueles que em Ierushalaim esperavam a libertação. 39. Após terem observado tudo segundo a Torá, voltaram para a Galil, à sua cidade de Natséret. 40. O menino ia crescendo e se fortificava: era cheio de sabedoria, e a graça do Espírito Santo repousava nele.”
Reconhecido é que Iaurrushua ben David ben Avraham é o Mashiach.
Batismo
Na idade adulta, Iaurrushua ben David ben Avraham apresentou-se a Iochanan para ser batizado no rio Iarden (Jordão), com o sentido de dar exemplo (Matiáu (Mateus), 3:13-17).
O Caminho
A partir daí, Ele passou a testemunhar e ensinar o Caminho da Verdade, nas sinagogas, no templo e nas praças públicas.
Na verdade, Iaurrushua veio à existência para vencer a morte – o Adversário –, ao ressuscitar. Isso viria a acontecer com a Sua “passagem” – a saída do corpo. Ele precisaria ressuscitar para dar a toda a Humanidade o acesso à vida eterna. Isso dependia d’Ele! Era essa a Sua Missão.
Mas, cientes de Seus Ensinamentos, Seus inimigos – romanos e judeus – perseguiram-No com o objetivo de matá-Lo, preocupados com Sua descendência.
Conhecedor disso, Iaurrushua rogou ao Pai Eterno que, após a Ressurreição, fosse a Humanidade unida em união com o Pai Eterno assim como Ele, Iaurrushua realizou o “Eu e o Pai somos Um” (Iochanan (João), 17:11.20-23).
Mataram o Messias com morte de cruz – para amaldiçoá-Lo! Foram Seus inimigos que o fizeram – como o próprio Messias revelou, na parábola dos vinhateiros (Marco (Marcos), 12:1-9; Luca (Lucas), 20:9-16) – e não o Pai Eterno! Mas, tão grande era a convicção de Iaurrushua de que Ele é vida – criado pelo Espírito Santo, a Vida –, que Ele ressuscitou para sempre e eternamente!
Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado é o Filho Unigênito do Pai Eterno, o Vencedor da mente, a morte!
Essa é a Graça da Salvação!
O Meu Nome
A Grande Revelação do Mashiach, ao dizer-nos Seu Nome:
Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado
Nenhum judeu acrescenta a seu nome a cidade de seu nascimento, ou onde passou a infância. Assim, não se deve agregar ao Nome do Mashiach a referência a Beth-Léhem, a cidade onde Ele nasceu, ou a Natséret, a cidade onde Ele cresceu.
Esse acréscimo ocorreu por influência pagã, com o propósito de afastar a lembrança do cumprimento da Promessa do Pai Eterno, de que viria um Rei da Casa de David – o Filho de David, em hebraico, “ben David” –, para a Salvação da Humanidade:
“O povo que andava nas trevas viu uma grande Luz; sobre aqueles que habitavam uma região tenebrosa resplandeceu uma Luz. Vós suscitais um grande regozijo, provocais uma imensa alegria; rejubilam-se diante de vós como na alegria da colheita, como exultam na partilha dos despojos. Porque o jugo que pesava sobre ele, a coleira de seu ombro e a vara do feitor, vós os quebrastes, como no dia de Madian. Porque todo calçado que se traz na batalha, e todo manto manchado de sangue serão lançados ao fogo e tornar-se-ão presa das chamas; porque um menino nos nasceu, um filho nos é dado; a soberania repousa sobre seus ombros, e ele se chama: Conselheiro admirável, Poderosíssimo, Mestre eterno, Príncipe da paz. Seu império será grande e a paz sem fim sobre o trono de David e em seu reino. Ele o firmará e o manterá pelo direito e pela justiça, desde agora e para sempre. Eis o que fará o zelo do Eterno dos exércitos.” (Ishaiáu (Isaías), 9:1-6).
A Profecia é realizada!
Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado é este Rei e Salvador!
“Esse Iaurrushua, pedra que foi desprezada por vós, edificadores, tornou-se a pedra angular. Em nenhum outro há salvação, porque debaixo do céu nenhum outro nome é dado aos homens, pelo qual devamos ser salvos.” (Atos dos Apóstolos, 4:11-12).
Iaurrushua ben David ben Avraham é o nosso Grande Rei, Salvador da Humanidade!
“Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado” (Matiáu (Mateus), 1:1).
E em Seu Nome seremos salvos!
O Ensinamento do Pai Eterno pelo Verbo, a Palavra, que é Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado – A Revelação sobre o espírito e a mente
É conhecido que Hava (Eva) foi tirada da costela de Adam (Adão), para ser sua companheira.
É preciso lembrar, no entanto, que a Palavra do Pai Eterno é como o próprio Pai Eterno é – fora de tempo e de espaço.
Por isso, nas Escrituras, Adam não é um homem nascido em um certo local em um dado momento da História. Ele é a própria Humanidade. É uma referência a todos os seres humanos, em todos os tempos e em todos os lugares. E, por esse mesmo motivo, Hava (Eva) não poderia ser uma mulher, já que, como seres humanos, as mulheres fazem parte da Humanidade – estão incluídas na referência das Escrituras a Adam.
É neste sentido, aliás, que a Torá usa a palavra “Adam” para se referir, explicitamente, aos membros da espécie humana, tanto do sexo masculino, quanto do sexo feminino: “O Espírito Santo criou o homem (Adam) à sua imagem; criou-o à imagem do Espírito Santo, criou o homem e a mulher”. (Bereshit/Gênesis, 1:27).
Ora, se Hava não é uma mulher, quem é Hava?
O texto de Bereshit/Gênesis, 2:21 foi traduzido como se Hava tivesse sido tirada da costela de Adam.
O Espírito Santo revelou, porém, que Hava é tirada do osso de Adam.
Isso é confirmado pela própria Torá. Com efeito, a palavra hebraica usada em Bereshit/Gênesis, 2:21 é מצלעתיו – translitera-se “mitsalotáv” –, cujo radical é צלע – translitera-se “tsela” – e que significa costela ou coluna vertebral.
De fato, na coluna vertebral forma-se a medula, composta por células-tronco que produzem o sistema nervoso – que, no corpo humano, se estende da coluna vertebral (sistema nervoso periférico) até o cérebro (sistema nervoso central).
Hava é a mente humana!
E é por esse motivo que a Torá afirma que Hava é tirada de Adam. Isso não significa que a mulher tenha sido criada a partir do homem – como tem sido impropriamente interpretado.
A mulher é também Adam. Ela é parte da Humanidade, criada pelo próprio Pai Eterno.
A mente é que é produzida pelo organismo humano. Esse é o sentido da afirmação de que Hava foi tirada de Adam.
Isso fica bem evidente em Bereshit/Gênesis, 3:6: “A mulher, vendo que o fruto da árvore era bom para comer, de agradável aspecto e mui apropriado para abrir a inteligência, tomou dele, comeu, e o apresentou também ao seu marido, que comeu igualmente.”
Nesse versículo, vê-se nitidamente que o que afasta a Humanidade da presença do Pai Eterno é o envolvimento da mente. Ela “comeu do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal”, “apropriado para abrir a inteligência” – ou seja, a mente passou a utilizar-se da inteligência para envolver e dirigir o homem – a Humanidade –, pelo conhecimento. A mente humana aceitou a proposta feita pelo adversário: “não morrereis (…) sereis como deuses, conhecedores do bem e do mal” (Bereshit/Gênesis, 3:4.6).
A mente quis e quer ser deus de si mesma – baseando-se na falsidade do livre arbítrio.
É interessante notar que a Humanidade está presenciando, em nossos dias, um fenômeno que reproduz a própria formação da mente humana. É o surgimento da rede mundial de computadores – a conhecida internet –, formada a partir de polos cibernéticos conhecidos como “backbones” – palavra inglesa que significa coluna vertebral! –, para construir um sistema informático global, um computador de proporções planetárias, depositário do conhecimento humano, com o propósito de tomar decisões e, assim, dirigir toda a Humanidade.
Quem somos?
Na primeira carta de Shaul (Paulo) aos Tessalonicenses, o Apóstolo afirma que somos constituídos de espírito, alma e corpo:
“(…) Que todo o vosso ser, espírito, alma e corpo, seja conservado irrepreensível para a vinda de nosso Messias Iaurrushua!” (I Tessalonicenses, 5:23)
É o ensinamento repetido na carta ao Hebreus, 4:12: “Porque a palavra do Eterno é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração”.
Isso nos ensina que alma e espírito não são a mesma coisa – não são sinônimos. Somos espíritos. O Pai Eterno – que é Espírito – nos criou à Sua Imagem e Semelhança:
“Então o Eterno disse: “Façamos o homem à nossa imagem e semelhança.” (Bereshit/Gênesis, 1:26)
“O Eterno é espírito, e os seus adoradores devem adorá-lo em espírito e verdade.” (Iochanan (João), 4:24).
Somos espíritos – mas temos mente. A função da mente é a de nos servir com a finalidade de adquirirmos conhecimento, por meio de leituras, estudo e pesquisa, para utilizarmos em nossa existência.
Essa é a função da mente – e não a de viver as vidas (espíritos) que somos!
A mente é a alma, referida por Shaul (Paulo) nos versículos acima citados.
A palavra “alma” deriva de “anima”, a raiz do termo “animalidade”.
A mente – a alma – é a animalidade manifestada no homem, que deve ser dominada pelo espírito que o homem é:
“O Eterno disse-lhe: ‘(…) o pecado estará à tua porta, espreitando-te; mas, tu deverás dominá-lo.’” (Bereshit/Gênesis, 4:6.7).
Com as informações que coleta, a mente forma o conhecimento com que faz escolhas, toma decisões e adota comportamentos. Forma, assim, a persona, a máscara – a personalidade humana, que é produzida pela mente. A personalidade varia, de pessoa para pessoa, de acordo com o ambiente em que existe e as informações recebidas.
Já o espírito é pronto, como disse o Messias: “(…) o espírito é pronto, mas a carne é fraca.” (Matiáu (Mateus), 26:41).
O Messias não disse que o corpo é fraco. A “carne” citada pelo Messias é a alma, a mente humana: “Pois a alma, a carne, está no sangue” (Vaikrá/Levítico, 17:11).
Esse é o motivo por que, ao apontar os “pecados da carne”, Shaul menciona os erros da mente, não do corpo:
“(…) deixai-vos conduzir pelo Espírito, e não satisfareis os apetites da carne. Porque os desejos da carne se opõem aos do Espírito, e estes aos da carne; pois são contrários uns aos outros. É por isso que não fazeis o que quereríeis. Se, porém, vos deixais guiar pelo Espírito, não estais sob a lei. Ora, as obras da carne são estas: fornicação, impureza, libertinagem, idolatria, superstição, inimizades, brigas, ciúmes, ódio, ambição, discórdias, partidos, invejas, bebedeiras, orgias e outras coisas semelhantes. Dessas coisas vos previno, como já vos preveni: os que as praticarem não herdarão o Reino do Eterno! Ao contrário, o fruto do Espírito é caridade, alegria, paz, paciência, afabilidade, bondade, fidelidade, brandura, temperança. (…)”. (Gálatas, 5:16-23).
O espírito vivencia o bem, em União com o Pai Eterno, à Sua semelhança. A individualidade – palavra que provém de indivisos, unido, íntegro, não dividido, não separado – é a atitude do espírito que o homem é, unido ao Pai Eterno.
Pessoa é a máscara – a mente que atua, na prática do mal, daquilo que é contrário ao espírito.
O indivíduo é o espírito desperto, que vivencia à semelhança do Pai Eterno.
Qual o calendário correto?
Atualmente, uma parcela da Humanidade utiliza o calendário solar para a contagem do tempo. Isso ocorre, sobretudo, nas regiões geográficas influenciadas pela cultura do Império Romano.
Ocorre que, na Natureza, os ciclos são definidos pelo movimento da Lua. É o que ocorre, por exemplo, com as marés, as migrações de plânctons, as colheitas, a pesca e as gestações dos animais – inclusive, a gestação humana.
Isso é citado nas Escrituras:
“Fizestes a lua para indicar os tempos; o sol conhece a hora de se pôr.” (Tehilim/Salmos, 104:19, numeração hebraica).
“A lua é, em todas as suas fases regulares, a marca do tempo e o sinal do futuro. É a lua que determina os dias de festa; sua luz diminui a partir da lua cheia.” (Ben Sirá/Eclesiástico, 43:6.7).
O próprio Pai Eterno orienta o homem a fazer uso do calendário lunar, como consta nas Escrituras, em Shemot/Êxodo, 12:1.2: “O Espírito Eterno disse a Moshé e a Aharon: Este mês será para vós o princípio dos meses: tê-lo-eis como o primeiro mês do ano.”
O Pai Eterno se referiu ao mês de Nissan, o primeiro mês do ano lunar – o mês do Pessach, da passagem da situação de escravo do faraó-mente para a liberdade da vivencia no espírito.
Vemos, assim, que o uso do calendário lunar não é uma simples questão de contagem do tempo. É muito mais que isso.
O calendário lunar reflete, em momentos específicos, as bençãos do Pai Eterno. Tais momentos são as festas mencionadas nas Escrituras, que somente podem ser celebradas em cada mês do calendário lunar: Pessach em Nissan; Shavuot em Sivan; Rosh Hashaná, Iom Kipur, Sucot e Simchat Torá, em Tishrê; Chanuká em Kislêv e Tevêt; Tu beShevat em Shevat; e Purim em Adar.
O Sol é a marca do tempo no calendário solar, que se baseia no movimento da Terra – e, por isso, do homem que nela habita – em torno do Sol. É, por isso, um calendário de escravidão, no qual o homem é dominado pelo tempo.
Já o calendário lunar se fundamenta no movimento da Lua em torno da Terra – e do homem que nela habita. Assim, ao fazer uso do calendário lunar, o homem domina o tempo e, por isso, é livre.
Esse é o motivo pelo qual, no que concerne ao espírito – ou seja, no que diz respeito ao Caminho em União com o Pai Eterno –, deve ser usado o calendário lunar, deixando o calendário solar, apenas, para atender às determinações governamentais.
Como disse o Messias, “Dai (…) a César o que é de César e ao Eterno o que é do Eterno.” (Matiáu (Mateus), 22:21, Marco (Marcos), 12:17, Luca (Lucas), 20:25).
O Mito do Sangue
Como pode ser lido no livro Pérolas do Tesouro[1], a Missão de Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado é a VIDA, a Ressurreição – não o sacrifício na morte.
O Pai Eterno enviou Seu Filho à existência, não para morrer, e sim, para viver: dominar a mente, pela vivência no espírito.
Todas as referências das Escrituras a derramamento de sangue são símbolos, cujo significado é a dominação da mente. Esse é o discernimento da afirmação de que “sem efusão de sangue não há perdão”[2] – sem que se domine a mente não há perdão.
A mente não é criada. O Pai Eterno – o único Criador – não a criou.
A mente é uma capacidade produzida pelo próprio homem. No homem, a sede da mente é o cérebro. E com a finalidade de obter as informações de que tanto depende para funcionar, a mente envolve o corpo – a mente se alastra! – por meio do sangue, para dominar os sentidos do corpo – visão, audição, olfato, paladar e tato.
Esse é o motivo por que as Escrituras afirmam:
“Somente não comereis carne com sua alma, com seu sangue.”[3]
“Pois a alma (d)a carne está no sangue (…)”[4].
“(…) porque a alma de toda carne é o seu sangue, com sua alma ele está. Eis por que eu disse aos filhos de Ieshar-Êl: não comereis sangue de toda carne, porque a alma de toda carne está no seu sangue. (…)”[5].
“(…) o sangue é a alma, e tu não podes comer a alma com a carne.”[6]
A transliteração do texto hebraico do primeiro versículo acima transcrito – Bereshit/Gênesis, 9:4 – é a seguinte: “Ach-bassar benafshô damô lô tochelú.”
A transliteração do texto hebraico do segundo versículo – Vaikrá/Levítico, 17:11 – é, por sua vez, a seguinte: “ki-néfesh habassar bedam”.
Já a transliteração do terceiro versículo – Vaikrá/Levítico, 17:14 – é: “ki-néfesh kól-bassar damô venafshô hu vaomar livnê ieshar-êl dam kól-bassar lô tochelú ki néfesh kól-bassar damô”.
E, por fim, a transliteração do último versículo acima transcrito – Devarim/Deuteronômio, 12:23 – é “ha-dam hu hanéfesh velô-tochal hanéfesh im-habassar”.
Como visto, a palavra hebraica usada nesses textos é “néfesh” (alma) e “nafshô” (“sua alma”) – não “hái” (“vida”) ou “rúach” (“espírito”). Daí o erro da afirmação – e da crença correlata – de que o sangue seja a vida do corpo…
A alma (em hebraico, “néfesh”) é a mente, não o espírito (em hebraico, “rúach”), como está escrito:
“O Eterno da Paz vos dê santidade perfeita. Que todo o vosso ser, espírito, alma – ou seja, espírito e alma são distintos – e corpo, seja conservado irrepreensível para a vinda de nosso Messias, Iaurrushua.”[7]
“Porque a palavra o Eterno é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito – ou seja, espírito e alma são distintos –, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração.”[8]
O espírito é a vida que cada um de nós é – o próprio filho, criado pelo Pai Eterno à Sua Semelhança.
A alma é a mente que cada um de nós tem. Não é criada pelo Pai Eterno. É produzida pelo próprio homem e se desvanece, quando cessa a existência humana, como está escrito: “Quando se lhe for o espírito, ele voltará ao pó, e todos os seus projetos (mente) se desvanecerão de uma só vez”[9].
E é essa distinção que permite compreender, plenamente, o relato do Pessach, da Libertação do Egito, contido nas Escrituras[10].
Essa narrativa trata da Salvação que o Pai Eterno dá a Seus filhos – toda a Humanidade, sem exceção –, libertando-os das limitações, dos grilhões (em hebraico, “Mitsraim”, traduzido como “Egito”) impostos pelo faraó-mente, para impedir que o iesharelita (o filho do Pai Eterno, o espírito – em hebraico, “rúach”) viva.
Como dito, todas as referências das Escrituras a sacrifícios e derramamento de sangue são símbolos, cujo significado é a subordinação da mente, da animalidade humana (alma = anima). Assim, naquele relato, o sangue colocado nos umbrais das portas dos iesharelitas[11] significa que o filho do Pai Eterno (o espírito, “rúach”) dominou a mente (“néfesh”) que tem, e, por isso, vive e frutifica[12] – livre dos grilhões da escravidão mental.
A mensagem do Pessach é a libertação do espírito do domínio da mente – não a perda da vida ou o sacrifício de quem quer que seja!
Nesse – ou em qualquer outro! – trecho das Escrituras, o sangue não simboliza a proteção do Pai Eterno, nem a profecia do sacrifício do Messias.
No texto hebraico de Shemot/Êxodo, 12:13, não há referência alguma ao sangue como um sinal de proteção. O texto é o seguinte: “E o sangue será para vós por sinal, sobre as casas em que estejais lá, e verei o sangue e saltarei sobre vós, e não haverá em vós a praga do destruidor, quando Eu ferir a terra do Egito.”[13]
A “praga do destruidor em vós” é a mente que o homem tem e que o leva à “morte” – à perda da individualidade – quando o espírito que o homem é deixa de viver, dominado pela ilusão mental.
É preciso compreender que o Pai Eterno jamais quis – nem quer! – a morte, ainda que por sacrifício, de qualquer das vidas por Ele criadas, por menor que seja – e, muito menos, de Seu Filho Unigênito, o Mashiach, Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado.
O Ensinamento do Pai Eterno é “Não matarás.”[14] Mataria, ou mandaria matar, Aquele que ensina não matar?! O Pai Eterno é sempre o mesmo: “Eu, o Eterno, não mudo”[15]. Como iria Ele, então, enviar Seu Filho para morrer – e pior, para um assassinato, uma morte sádica, humilhante, degradante, morte de cruz, de madeiro?!
O sacrifício, a cruz, o assassinato foram impostos pelo adversário, como o próprio Messias assevera, na “Parábola da Vinha”:
“Houve um homem, pai de família, que plantou uma vinha, e circundou-a de um valado, e construiu nela um lagar, e edificou uma torre, e arrendou-a a uns lavradores, e ausentou-se para longe. E, chegando o tempo dos frutos, enviou os seus servos aos lavradores, para receber os seus frutos. E os lavradores, apoderando-se dos servos, feriram um, mataram outro, e apedrejaram outro. Depois enviou outros servos, em maior número do que os primeiros; e eles fizeram-lhes o mesmo. E, por último, enviou-lhes seu filho, dizendo: Terão respeito a meu filho. Mas os lavradores, vendo o filho, disseram entre si: Este é o herdeiro; vinde, matemo-lo, e apoderemo-nos da sua herança. E, lançando mão dele, o arrastaram para fora da vinha, e o mataram.”[16]
Como admitir, então, que o Pai Eterno tivesse enviado Seu Filho para morrer sacrificado – e na cruz?! O Pai Eterno não exige, nem se compraz com morte ou sacrifício algum:
“Ouvi, meus filhos, que eu vou dizer: Ieshar-Êl, vou testemunhar contra ti. O Eterno, o teu Pai, sou Eu. Não te repreendo pelos teus sacrifícios, pois teus holocaustos estão sempre diante de mim. Não preciso do novilho do teu estábulo, nem dos cabritos de teus apriscos, pois minhas são todas as feras das matas; há milhares de animais nos meus montes. Sei de todos os pássaros do céu, e tudo o que se move nos campos. Se tivesse fome, não precisava dizer-te, porque minha é a terra e tudo o que ela contém. Porventura preciso comer carne de touros, ou beber sangue de cabrito?… Oferece, antes, ao Eterno um sacrifício de louvor e cumpre teus votos para com o Altíssimo. Invoca-me nos dias de tribulação, e eu te livrarei e me darás glória. Ao pecador, porém, o Eterno diz: Por que recitas os meus Ensinamentos, e tens na boca as palavras da minha aliança? Tu que aborreces meus Ensinamentos e rejeitas minhas palavras? Se vês um ladrão, te ajuntas a ele, e com adúlteros te associas. Dás plena licença à tua boca para o mal e tua língua trama fraudes. Tu te assentas para falar contra teu irmão, cobres de calúnias o filho de tua própria mãe. Eis o que fazes, e Eu hei de me calar? Pensas que Eu sou igual a ti? Não, mas vou te repreender e te lançar em rosto os teus pecados. Compreendei bem isto, vós que vos esqueceis do Eterno: não suceda que Eu vos arrebate e não haja quem vos salve. Honra-me quem oferece um sacrifício de louvor; ao que procede retamente, a este eu mostrarei a salvação do Eterno.”[17]
Como dito no livro Pérolas do Tesouro[18], exaltar o sacrifício é adorar o adversário – não o Pai Eterno.
Louvar o sangue, a cruz – inclusive, com expressões como “o sangue do Messias tem poder” –, significa homenagear a morte, o crime do adversário, não a Vitória do Messias: a VIDA!
A Vontade do Pai Eterno é a de vivenciarmos os espíritos que somos – a imagem e semelhança do Pai Eterno que cada um de nós é –, em santidade, e, assim, dominarmos a mente que temos.
O Pai Eterno não quer morte, sangue ou sacrifícios. O próprio Pai Eterno o diz:
“Assim diz o Eterno dos Exércitos, o Pai de Ieshar-Êl: Ajuntai os vossos holocaustos aos vossos sacrifícios, e comei a carne. Porque nunca disse a vossos pais, no dia em que os tirei da terra do Egito, nem lhes ordenei coisa alguma acerca de holocaustos ou sacrifícios.”[19]
“Misericórdia quero, e não sacrifício.”[20]
“Ouvi a palavra do Eterno, príncipes de Sodoma; ouve a lição de nosso Pai, povo de Gomorra: De que me serve a mim a multidão das vossas vítimas?, diz o Eterno. Já estou farto de holocaustos de cordeiros e da gordura de novilhos cevados. Eu não quero sangue de touros e de bodes. Quando vindes apresentar-vos diante de mim, quem vos reclamou isto: atropelar os meus átrios? De nada serve trazer oferendas; tenho horror da fumaça dos sacrifícios. As luas novas, os sábados, as reuniões de culto, não posso suportar a presença do crime na festa religiosa. Eu abomino as vossas luas novas e as vossas festas; elas me são molestas, estou cansado delas. Quando estendeis vossas mãos, eu desvio de vós os meus olhos; quando multiplicais vossas preces, não as ouço. Vossas mãos estão cheias de sangue, lavai-vos, purificai- vos. Tirai vossas más ações de diante de meus olhos. Cessai de fazer o mal, aprendei a fazer o bem. Respeitai a retidão, protegei o oprimido; fazei justiça ao órfão, defendei a viúva. Pois bem, justifiquemo-nos, diz o Eterno. Se vossos pecados forem escarlates, tornar- se-ão brancos como a neve! Se forem vermelhos como a púrpura, ficarão brancos como a lã! Se fordes dóceis e obedientes, provareis os melhores frutos da terra; se recusardes e vos revoltardes, provareis a espada. É a boca do Eterno que o declara.”[21]
E as Escrituras repetem:
“Oferecei sacrifícios de justiça, e confiai no Eterno.”[22]
“Sacrifício e oferta não quiseste; os meus ouvidos abriste; holocausto e expiação pelo pecado não reclamaste.”[23]
“Pois não desejas sacrifícios, senão eu os daria; tu não te deleitas em holocaustos. Os sacrifícios para o Eterno são o espírito quebrantado; a um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Eterno.”[24]
Esta é a Palavra do Pai Eterno: Não há remissão dos erros, sem que se domine a mente, pela vivência no espírito, em santidade.
A Vitória do Messias é a VIDA.
O Poder não é o sangue, a alma, a mente. É a VIDA – a vivência no espírito.
O sangue e a cruz representam a morte, exigida pelo maligno. O que representa o mal não pode ser instrumento de afirmação do Bem.
Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado não pode ser louvado, exatamente, naquilo que Ele veio vencer.
A Salvação é a VIDA – a vivência no espírito! O Pai Eterno é VIDA! E o Messias é Ressuscitado – eternamente! Eis por que, o Messias Ressuscitado é a Glória do Pai Eterno!
[1] Capítulo 22. Na internet, http://www.perolasdotesouro.com.br.
[2] Hebreus, 9:22.
[3] Bereshit/Gênesis, 9:4. Eis o texto hebraico: אך בשר בנפשו דמו לא תאכלו
[4] Vaikrá/Levítico, 17:11. Eis o texto hebraico: כי נפש הבשר בדם
[5] Vaikrá/Levítico, 17:14. Hebraico: כי נפש כל בשר דמו בנפשו הוא ואמר לבני ישראל דם כל בשר לא תאכלו כי נפש כל בשר דמו
[6] Devarim/Deuteronômio, 12:23. Eis o texto hebraico: הדם הוא הנפש ולא תאכל הנפש עם הבשר
[7] I Tessalonicenses, 5:23.
[8] Hebreus, 4:12.
[9] Tehilim/Salmos, 146:4 (numeração hebraica).
[10] No segundo livro da Torá: Shemot/Êxodo.
[11] Shemot/Êxodo, 12:7.13.22.23.
[12] Bereshit/Gênesis, 1:28.
[13] והיה הדם לכם לאת על הבתים אשר אתם שם וראיתי את הדם ופסחתי עלכם ולא יהיה בכם נגף למשחית בהכתי בארץ מצרים
A transliteração desse texto hebraico é “Vehaiá hadam lachem leôt al habatim asher atem sham veraiti ét-hadam ufassachti alêchem ve lô-ihiê vachem néguef lemashchit behakoti beérets mitsraim.”
[14] Shemot/Êxodo, 20:13.
[15] Malachi (conhecido como Malaquias), 3:6.
[16] Matiáu (conhecido como Mateus), 21:33-39.
[17] Tehilim/Salmos, 50:7-23 (numeração hebraica).
[18] Capítulo 22. Na internet, http://www.perolasdotesouro.com.br.
[19] Iermeiáu (conhecido como Jeremias), 7:21-22.
[20] Matiáu (conhecido como Mateus), 9:13.
[21] Ishaiáu (conhecido como Isaías), 1:10-20. Compreenda-se: Quem realiza, louva ou defende o sacrifício ou o derramamento de sangue é comparado a um príncipe de Sodoma, ao povo de Gomorra…
[22] Tehilim/Salmos, 4:5.
[23] Tehilim/Salmos, 40:6 (numeração hebraica).
[24] Tehilim/Salmos, 52:16-17 (numeração hebraica).
O Mito do Amor
O Amor não é sentimento ou emoção!
Nem um agir do coração.
Nada tem com órgão, matéria, sangue.
O Amor é Luz!
É próprio do espírito – unicamente!
É dimensão extra-matéria, extra-sensorial.
É desdobramento de Luz!
É perfeição! Sem limite. Indefectível!
Expressar que o Amor acaba é a exata demonstração do que o Amor não é. Nada mais inadequado!
O Amor não qualifica, não escolhe.
Não há Amor maior ou menor, pouco ou muito.
Não há parâmetro. Ele é!
O Amor desculpa, releva, aceita.
Não sofre, não lastima, não se arrepende. Não se anula e não esquece aquele(a) que ama.
Permanece…
O Amor do Mashiach por nós – esse sim é Amor!
Não condena, não exerce domínio.
É espontâneo.
O Amor se dá!
Não há definições.
Nada tem com carne, sexo, cor, raça, idade – exclusão ou tempo…
Nada tem com ser correspondido ou não.
Não faz parte do sentir.
Se é por homem ou mulher… – não é humano!
É do espírito!
Não se revolta.
Não tem mágoa.
Não guarda rancor.
Não reclama.
Não se vinga.
Não abandona.
E não se explica!
É sublime!
Não é gostar…
É amar!
O Mito do Coração
O Pai Eterno me diz para esclarecer, declarar, discernir sobre o mito do coração.
Já sabemos, com convicção, que o Pai Eterno é o Criador, Espirito Vida! É no espírito que devemos adorá-Lo![1]
O Criador nos GEROU à Sua imagem e Semelhança, espíritos vidas. Em nada se assemelha o coração que perece, com a morte da carne! O coração faz parte no organismo humano, como qualquer outro órgão que o compõe. Aquele que erra e se desculpa de seu erro, falando que “o Eterno conhece o meu coração”, está sendo usado pela mente que tem, na ilusão, na mentira! Os que conhecem o coração do humano são os médicos!
O Amor é uma Fonte de vida, não um sentimento, por isso não acaba – não pode ser expressado pelo coração!
A única via (caminho) de comunicação com o Pai Eterno é no espírito-vida que o filho do Pai Eterno é: como é gerado pelo Pai Eterno – à Sua Semelhança –, para buscá-Lo, sabê-Lo dentro de si mesmo, na união com o Espírito Vida, o Pai Eterno! Única semelhança!
O Pai Eterno gerou, criou filhos e filhas para Ser Um com cada filho e filha – dentro de cada um!
(…) “Colhendo, na Palavra, as Pérolas do Seu Tesouro! A Verdade!”
Amen.
[1] Iochanan (João), 4:24.
O Mito da Alegria
Alegria não é estar contente. Contentamento faz parte da mente humana.
Alegria é um Dom do Pai Eterno – do Espírito. Não concerne à matéria ou à mente.
Alegria é distinta de qualquer emoção ou sentimento. Ela não depende de causa, do que a faça identificar-se, e nada a impede de ser Alegria.
A Alegria é inata, própria – independe de qualquer influência.
Aquele(a) que possui esse Dom do Pai Eterno – vale repetir – não está envolvido por condição ou circunstância material ou mental. Pode se encontrar como for – é sempre Alegria! Sem condições financeiras, desempregado(a), doente… Enfim, estado algum o(a) impede de ser Alegria!
Alegria é Luz!
É um Dom do Pai Eterno Criador do Universo e de tudo o que ele contém Espírito Santo VIDA – que nos dá a vida!
O Mito da Oração
Precisamos pedir ao nosso Pai Eterno alguma coisa?
Ele nos criou vida – espírito à Sua imagem e semelhança! – para caminharmos em União com Ele dentro de nós! Ele é Pleno e já nos Abençoa sem que o peçamos!
Dos dogmas são os ensinamentos do homem para o homem, através do estudo, adquirindo o conhecimento pela mente! Nas Escrituras, tal conhecimento é chamado de “letra”. Na Ieshivá, o Pai Eterno nos dá o Alimento “sólido” – a Verdade! – por ELE mesmo dentro de cada filho, ensinando-lhe o Caminho no espírito, em União com ELE, nas Suas Bençãos.
A eventual ausência de Benção é ocasionada, unicamente, pela falta da união do filho com o Pai Eterno. E o filho se queixa, pede e não alcança…
Por que pedir o que já lhe é dado sem que o peça?!
Está escrito: “Caminha em minha Presença e sê íntegro”[1]!
O irmão que pede ao Pai Eterno para abençoar o Seu filho comete o erro da ofensa! Um desvario! Chamar o Pai para fazê-lo?!
Faz a tua parte e o Pai Eterno te ajudará!
[1] Bereshit/Gênesis, 17:1.
O Amor
“O Pai Eterno me ama!” Diga isso. Repita sempre. E em voz alta.
Nada, hostes, força ou diferenciação alguma pode obstar sua União com o Pai Eterno!
“Eu e o Pai Eterno!”
O Amor é a maior proteção contra tudo. O Amor é o amparo da alegria e a benção perene.
Nada consegue penetrar ou vencer o Amor. É pleno do Pai Eterno e de Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado, e não dá lugar ao contrário.
Repleto do Amor, você expande, espalha esse Amor para todos – faz o bem, sem distinção.
Seja alegre! E as coisas que não vão bem não permanecerão. Elas cederão lugar para as soluções, porque perdem a resistência ante o Amor.
Sua alegria dará passagem a essa permanente e genuína benção.
E toda glória e honra são do Pai Eterno e de Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado!
Ame todos – sem cobrança –, mesmo que não amem você.
Dê atenção, carinho, mesmo sem o receber.
E ame a si mesmo – ainda que os outros não sejam gratos por seu comportamento.
Nada disso importa. O que vale é o Amor com que você os ama.
Experimente.
Encha-se de Amor.
E todos os caminhos se abrem!
O Caminho
Vivenciamos o Caminho do Pai Eterno diretamente com Ele dentro de nós – e não “conosco”.
Temos uma Chupá, na qual há uma ieshivá – escola –, onde recebemos o Ensinamento diretamente do Pai Eterno – e não através do conhecimento adquirido pelo homem, por meio de estudos, leitura de livros, ou por formação de aprendizado, por capacidade de cultura: os dogmas. Por esse motivo, não os lemos, nem frequentamos tais locais, para não misturar o entendimento da mente com o que recebemos pela Palavra do Pai Eterno, ensinada por Ele.
Sabemos que Espírito e Alma não são a mesma coisa. Alma é a mente que temos e cujo campo é o cérebro, enquanto existe – e que se vai preenchendo, na medida do desenvolvimento de sua capacidade, com informações adquiridas no convívio em família, no meio ambiente, na escola, na faculdade, em leituras, etc., formando a personalidade.
Temos uma menorá. A menorá é do Pai Eterno – não pertence a raça alguma, grupo ou dogma algum, ainda que este se afirme com o privilégio de ser dono dela.
Usamos o talit, kipá e véu, que significam submissão ao Eterno e lembram os Ensinamentos e a vivência no Caminho do Pai Eterno, como está escrito em Bamidbar/Números, 15:37-41.
Usamos o calendário lunar, por ser criado pelo Pai Eterno para indicar os tempos, como está escrito em Tehilim/Salmos, 104:19 – Tehilim/Salmos, 104:19, (na numeração hebraica).
Consagramos o repouso do Shabat, por Vontade do Pai Eterno – Bereshit/Gênesis, 2:3 e o Quarto Ensinamento, em Shemot/Êxodo, 20:8-11, e Devarim/Deuteronômio, 5:12-15 –, e não porque grupos religiosos descansam no sétimo dia.
Caminhamos vivenciando à semelhança do Pai Eterno. Somos filhos e templos vivos do Pai Eterno. N’Ele somos criados vida – nos espíritos que somos e não nas mentes que temos e não somos.
Somos uma Fraternidade, por sermos irmãos fraternos – toda a Humanidade –, como filhos do Pai Eterno e não membros de organização, igreja ou templo de pedra.
Usamos como instrumento o shofar, como a Voz do Pai Eterno, e não porque algum dogma o use.
Nada temos com igreja – templo de pedra – ou denominação religiosa, nem nos chamamos de religião. Vivenciamos o Ensinamento do Pai Eterno como Caminho.
As irmãs usam saia, vestidos, por ser o uso correto, diferentemente dos homens.
Recebemos do Pai Eterno as orações e os cânticos para louvá-Lo – não usamos preces de autoria humana, da mente do homem.
Buscamos o Pai Eterno e o Mashiach (Messias) Ressuscitado pelas madrugadas, pois assim é dito nas Escrituras.
Usamos as Escrituras e as compreendemos no discernimento do espírito, e não somente pela letra.
Usamos o hebraico por ser a língua santa, e não por ser o idioma de Israel. Não o usamos para aprender e utilizá-lo para conversar.
Como templos vivos, recebemos os Dons do Pai Eterno – não são nossos, e sim, derramados pelo Pai Eterno.
Dirigimo-nos ao Pai Eterno com expressões do espírito, e não com a linguagem ou o linguajar da mente.
Chamamos o Eterno de Pai Eterno – e não de Deus ou Senhor – porque somos Seus filhos.
O Pai Eterno é Poder – Um Só –, Único, Infinito, sem forma e sem nome porque não é finito.
Dizemos que residimos na Casa do Pai Eterno porque nela habitamos enquanto existimos.
O Mashiach (Messias) é nascido em Beth-Léhem, Israel, e, por isso, Seu Nome é hebraico: Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado – sem mudança ou tradução, seja em que língua for.
Nas Escrituras – Matiáu (conhecido como Mateus), 1:1 – aparece o Nome do Messias, que é hebraico: Iaurrushua ben (filho de) David ben (filho de) Avraham Ressuscitado. Esse é o Seu Nome.
Usamos o batismo a partir de 21 anos de idade, em Nome de Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado – pelo exemplo que o Messias nos deu, tendo sido batizado por Iochanan, já adulto.
No local onde nos reunimos, temos uma Chupá, para olhá-la e lembrarmos que no Pai Eterno é o nosso lugar – não em locais determinados, e sim n’Ele! – onde quer que estejamos.
Comemoramos a data de nascimento de Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado em 22 de Nissan – e não em 25 de dezembro, porque essa última data não é verdade.
Comemoramos nossos aniversários de acordo com a data lunar de nossos nascimentos.
Apresentamos nossos filhos ao Pai Eterno no oitavo dia de nascidos.
Nossos filhos começam a aprender o Caminho, as meninas, sete dias antes de completar 12 anos, e os meninos, sete dias antes de completar 13 anos.
O casamento é celebrado, como nos tempos de Avraham, pelo pai do noivo – que entrega a noiva ao esposo –, assistido pela Família, amigos e irmãos fraternos.
Dirigimos ao Pai Eterno reconhecimento – por o Pai Eterno ser Poder, Único, Um Só, e por tudo ter criado!
Ao Mashiach (Messias) dirigimos agradecimento, por ter ressuscitado, vencido o sangue e a morte, e por nos ter dado a Salvação na Sua Ressurreição! – e não pelo Seu sangue derramado, ou por ter morrido na cruz. O Messias é Ressuscitado!
A vivência no Caminho é uma atitude individual e espontânea, com sinceridade. O caminhar é em união com o Pai Eterno, individualmente, sem interferência de pessoa alguma.
Este é o nosso caminhar.
O espírito
no homem
é
Ele mesmo?
O Pai Eterno cria o homem à Sua Imagem e Semelhança! Igual a Ele, mas não é Ele! O criado por Ele é Seu filho, para viver na existência, perfeito como é criado pelo Pai Eterno. E, assim, em união com o Pai Eterno, é abençoado, protegido, provido, suprido, orientado – é com Ele em todos os momentos.
Conserva-se perfeito, sem influência externa ou de sua mente (alma). Vive tranquilo em Paz, todas as suas necessidades em completa normalidade. Vive em mansidão. Toma ciência dos acontecimentos, mas não se envolve com eles – deles não se ocupa, nem faz deles suas conversas. Cuida do que lhe concerne, sem cogitar do que lhe vai suceder, porque o seu Pai é à sua frente, preparando-lhe o melhor. Todas as coisas lhe vêm ao encontro sem que as procure, porque o Poder que é seu Pai providencia e as apresenta. Antes que ele queira alguma coisa, o Pai Eterno já lhe dá. Nada precisa pedir, porque o Pai Eterno sabe de tudo o que lhe é necessário e faz vir a seu encontro. Dorme em Paz, com a convicção de que o Pai Eterno é que realiza! É sempre alegre e reconhecido, agradecido a Mashiach Ressuscitado, o seu socorro e fortaleza. É amigo de todos e aceita tudo, porque nada o atinge. Sabe aceitar o que o dia-a-dia lhe proporciona, vivenciando o bem a cada instante, admirando a beleza de toda a Criação e dando testemunho da Luz que é, conversando sempre no que lhe diz respeito, silenciando nos momentos certos. É sábio em seus pensamentos, palavras e ações, porque assim ele é.
Passa sua existência em absoluta vivência no Pai Eterno e, quando se extingue o corpo, sua escolha já é com o Pai Eterno no Paraíso.
Esse vive como é criado!
Louva ao Pai Eterno!
E é agradecido a Mashiach Ressuscitado pela sua Salvação!
Domínio sobre a Mente
Meus irmãos, minha Missão de Cálice, separada para o Pai Eterno, é de transmitir o que do Pai Eterno ouço para dizer ao irmãos!
O Pai Eterno diz: “Criei filhos e filhas para ser Um, dentro de cada filho(a)”.
Isso significa que somos Seus templos vivos.
Sempre afirmei que devemos “tomar posse” dessa “união” como filhos do Pai Eterno.
Já nascemos prontos à semelhança do Pai Eterno.
Aprender o que? Converter? Cabe-nos vivenciarmos como somos, dominando a mente que temos e não somos!
Utilizamos a mente que temos para a profissão, ou em qualquer coisa para a qual precisemos de capacitação, ou de sua função, na existência – mas, para o ser que somos, da mente nada nos completa!
“Estamos no mundo, mas não somos do mundo” – nos diz o Mashiach!
Como nascemos à semelhança do Pai Eterno, de nada precisamos para vivenciarmos como somos.
É difícil ao justo ser justo? O bem ser bem? Já o é! Não precisamos da mente para tal!
De nada precisa o filho na União com o Pai Eterno! É justo, inocente, ama o próximo como a si mesmo! Reagir ao que? Nada o atinge, porque ele não tem sentimentos! Ele nada sente!
A mente fala: “eu acho”, “eu penso”, “eu quero”… O filho faz a Vontade do Pai Eterno! O seu vivenciar é de dentro para fora e nada utiliza ou recebe de fora dele. De nada o filho precisa para caminhar em união com o Pai Eterno!
A busca incessante atrás do escutar, pesquisar, palestras de homens na TV – tudo isso pertence à mente: engodo, ilusão. A cultura não preenche o vivenciar na união com o Pai Eterno: ela nada é nesse caminhar. Não passa de ensinamento de homens, não do Eterno!
– Não há templo de pedra!
– Nós somos o templo vivo do Pai Eterno!
– Não há luz através da mente – de fora de nós. A luz é de dentro de nós – na vivência e no caminhar como filhos do Pai Eterno à Luz da Verdade: o Pai Eterno, Único, Um Só!
Nada atinge o filho do Pai Eterno! Ele não tem sentimentos! A mente é que os tem!
Desânimo, depressão, esforço, desgostos, maus tratos, aflições – tudo mentira! Isso tudo pertence à mente, que domina o corpo para dele se utilizar!
Utilizar-se de financiamentos bancários? Para quê, se o nosso provimento e suprimento não nos vêm pelo trabalho?! O nosso Pai já nos provê e nos supre! Somos Seus filhos! Puros, inocentes – o Pai Eterno sempre à nossa frente! Nossa atitude e conduta nos mantêm em união com o Pai Eterno!
Seus filhos vestem-se como homens.
Suas filhas, como mulheres.
Não nos utilizamos de álcool, de fumo, dos desvarios da mente neste mundo ao qual não pertencemos. Não possuímos fraquezas. Resignação, conformação?! Aparência!
O(A) filho(a) vivencia, em sua existência, como testemunha do Pai Eterno, Criador, Espírito Santo, Vida, que nos dá a vida.
Quero registrar, como Cálice que sou, a Verdade Única! – que consiste na União do(a) filho(a) com o Pai Eterno: vivenciando a Presença do Pai Eterno “dentro” dele(a), em sua existência, dominando a mente que tem, e não é. O adversário tudo faz para que o contrário seja ensinado e todos serem conduzidos pela mentira que ele é! – oculta pela mente (alma), que ele apresenta como se fosse o espírito (quem nós verdadeiramente somos), para andarmos no conhecimento que não é a Verdade, o Pai Eterno!
Alguém já ouviu revelar a mente como o adversário dentro de nós – o maior inimigo a ser dominado – não de fora, mas de dentro de cada um?
Onde?
Quem?
Em que local?
Só o Pai Eterno nos revelou!
Na ieshivá!
O shabat, o dízimo e o maná
Ao libertar Ieshar-Êl do Egito, da escravidão da mente, o Pai Eterno nos dá compreendermos que Ele, o Eterno, é o nosso Pai, e não a mente o nosso deus.
A Palavra do Pai Eterno é como o próprio pai Eterno é – fora de tempo e de espaço. É preciso compreendermos, portanto, que a “libertação do Egito” não é, apenas, um fato ocorrido na História, há milênios, para um determinado grupo de pessoas, em um certo lugar.
Fora de tempo e espaço, a Palavra do Pai Eterno que lemos em Shemot[1], nos capítulos 1 a 24, trata, na verdade, da liberdade que o Pai Eterno dá, eternamente, a Ieshar-Êl, todos os Seus filhos, em todos os lugares e em todas as épocas. Realizada pelo Messias, Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado, é a maravilhosa libertação que o Pai Eterno dá a todos nós, filhos do Pai Eterno, para, livres da escravidão imposta pelo faraó-mente, vivermos plenamente a santidade dos espíritos que somos.
Pessach é a passagem da condição de escravo – objeto, coisa, sem nome –, imposta pela mente, para a liberdade da vivência dos espíritos que somos – filhos do Pai Eterno, novamente chamados por nossos nomes (em hebraico, “shemot”), individualizados na Presença de nosso Pai Eterno.
Como lemos em Bereshit[2], 3:5.6, a mente almeja tornar-se deus de si mesma, e, com esse propósito, envolve e escraviza o espírito, o filho do Pai Eterno que cada um de nós é, para não deixá-lo viver. Ela logra, assim, existir no corpo que não lhe pertence, e passa a exercer um domínio que somente produz morte, já que a mente se opõe ao espírito-vida que somos.
Com astúcia, inteligência, a mente forja a ilusão de que ela é o nosso deus, de que ela nos sustenta, de que nos dá o provimento e o suprimento para vivermos – o pão, a carne e a água do relato bíblico. É a mente que pergunta “Que havemos de beber?” (Shemot, 15:24), e murmura “Oxalá tivéssemos sido mortos pela mão do Senhor no Egito, quando nos assentávamos diante das panelas de carne e tínhamos pão em abundância! Vós nos conduzistes a este deserto, para matardes de fome toda a multidão” (Shemot, 16:3).
Na base desses questionamentos está a falsa premissa de que “no Egito” – isto é, sob o domínio da mente – é que encontramos sustento (“água, carne e pão”).
É o mesmo engodo que a mente propõe com a idéia, muito comum nos dias atuais, do “self made man”, que dá valor a “quem se faz por si mesmo” – de que “é a minha capacidade, a minha habilidade, o meu esforço, o meu estudo, o meu trabalho, o meu ‘skill’ que me sustenta e faz prosperar: eu ‘corro atrás’”.
É preciso, porém, distinguir o espírito que somos da mente que temos. Somos filhos do Pai Eterno, e, por isso, espíritos, pois somos imagem e semelhança do Pai Eterno (Bereshit, 1:26) que é Espírito (Iochanan (João), 4:24).
Ao libertar o espírito-filho que somos da escravidão da mente que temos, o Pai Eterno nos faz compreender que é Ele o nosso Pai, e não a mente o nosso deus. É o que repetidamente lemos na Palavra do Pai Eterno:
“Eu sou o Eterno teu Pai, que te faz sair do Egito, da casa da servidão” (Shemot, 20:2; Devarim[3], 5:6).
“sabereis que sou o Eterno, vosso Pai” (Shemot, 16:12).
“Sou eu, o Eterno, que sou o vosso Pai” (Iechezkêl (Ezequiel), 20:19).
E, por isso, é o Pai Eterno que nos dá o provimento e o suprimento. É Ele que nos sustenta e nos dá vivermos, plenamente, a vida que somos.
“Não o sabíeis? Não o aprendestes? Não vos ensinaram desde a origem? Não compreendestes nada da fundação da terra? (…) ’A quem então poderíeis compara-me, que possa ser a mim igualado?’ diz o Santo. Levantai os olhos para o céu e olhai. Quem criou todos esse astros? Aquele que faz marchar o exército completo, e a todos chama pelo nome, o qual é tão rico de força e dotado de poder, que ninguém falta ao seu chamado. Por que dizer-te então, ó Iaacov, por que repetir, ó Ieshar-Êl: ‘Escapa meu destino ao Eterno, passa meu direito despercebido a meu Pai?’ Não o sabes? Não o aprendeste? O Eterno é um Pai eterno. Ele cria os confins da terra, sem jamais fatigar-se nem aborrecer-se; ninguém pode sondar sua sabedoria. Dá forças ao homem acabrunhado, redobra o vigor do fraco. Até os adolescentes podem esgotar-se, e jovens robustos podem cambalear, mas aqueles que contam com o Eterno renovam suas forças; ele dá-lhes asas de águia. Correm sem se cansar, vão para a frente sem se fatigar.” (Ishaiáu (Isaías), 40:21.25-31).
Isso é o que o Pai Eterno nos ensina – que Ele é nosso Pai e não a mente o nosso deus –, antes mesmo da entrega dos Dez Mandamentos, com os sinais dados no Caminho de vivência da liberdade, pelo qual nos conduz, ao sairmos da “casa da servidão” (Shemot, 13:3, 20:2; Devarim, 5:6): o shabat, o dízimo e o maná.
Em Shemot, 16:22-30, vemos que, ainda no Caminho para o Sinai, o shabat é dado pelo Pai Eterno a Seus filhos, para a realização do propósito da criação – a edificação do templo vivo, dentro do qual o Pai Eterno repousa, e que, por isso, é um com o Pai (Bereshit, 2:3).
Com a santificação do shabat, o filho lembra-se (Shemot, 20:8) de que é espírito, guarda-se (Devarim, 5:12) da mente que tem, e, assim, desperta para a vivência de templo vivo do Eterno – um com o Pai.
Isso é discernido com os Dez Mandamentos – a Torá –, os Ensinamentos de vida, dados pelo Pai Eterno, a todos nós, Seus filhos Ieshar-Êl. Com eles, somos ensinados – do primeiro ao quarto Mandamentos – a amar o Pai Eterno sobre todas as coisas, inclusive, sobre nós mesmos, e – do quinto ao décimo Mandamentos – a amar o próximo como a nós mesmos (Matiáu (Mateus), 22:40).
Contida no primeiro Mandamento (Shemot, 20:2), a afirmação de que o Pai Eterno é que nos liberta da “casa da servidão” é repetida, exatamente, no quarto Mandamento (Devarim, 5:15), o da santificação do shabat. Como visto, esses são o primeiro e o último Mandamentos do amar o Pai Eterno sobre todas as coisas, inclusive, sobre nós mesmos.
Isso nos ensina que, na atitude de santificar o shabat, o filho afirma que o Pai Eterno é seu Pai e que o livra da “casa da servidão” – e, por isso, a mente não é seu deus: “Lembra-te de que foste escravo no Egito, de onde a mão forte e o braço poderoso do teu Pai te tirou. É por isso que o Eterno, teu Pai, te faz observares o shabat” (Devarim, 5:15).
Essa é a mesma afirmação do filho do Pai Eterno, na atitude de santificar (separar) o dízimo.
Ao separar e entregar a décima parte de tudo o que recebe para sustento, o filho do Pai Eterno reconhece que seu provimento e suprimento vêm da Misericórdia do Pai Eterno; e que não resultam, portanto, de seu esforço, de sua capacidade, de seu mérito ou de seu trabalho – isto é, da mente que o filho tem.
É, mais uma vez, a afirmação do filho, de que o Pai Eterno é o seu Pai, e não a mente o seu deus.
E o filho que o reconhece recebe o sustento (provimento e suprimento) dado pelo Pai Eterno, que é abundante – em “terra que mana leite e mel”:
“Quando tiveres entrado na terra que o Eterno, teu Pai, te dá em herança, e ali te tiveres estabelecido, tomarás as primícias de todos os frutos do solo, que colheres na terra que te dá o Eterno, teu Pai, e, pondo-as num cesto, irás ao lugar escolhido pelo Eterno, teu Pai, para aí habitar Seu Nome. Apresentar-te-ás diante do sacerdote, que estiver em serviço naquele momento, e lhe dirás: reconheço hoje, diante do Eterno, meu Pai, que entrei na terra que o Eterno tinha jurado a nossos pais nos dar. (…) O Eterno tirou-nos do Egito com sua mão poderosa e o vigor de seu braço, operando prodígios e portentosos milagres. Conduziu-nos a esta região e deu-nos esta terra que mana leite e mel. Por isso trago agora as primícias dos frutos do solo que me destes, ó Eterno. Dito isto, deporás o cesto diante do Eterno, teu Pai, prostrando-se em sua presença. Depois, alegrar-te-ás por todos os bens que o Eterno, teu Pai, te tiver dado, a ti e à tua casa, tu e o levita, e o estrangeiro que mora no meio de ti. ‘Quando tiveres acabado de separar o dízimo de todos os teus produtos, no terceiro ano, que é o ano do dízimo, e o tiveres distribuído ao levita, ao estrangeiro, ao órfão e à viúva, para que tenham em tua cidade do que comer com fartura, dirás em presença do Eterno, teu Pai: tirei de minha casa o que era consagrado para dá-lo ao levita, ao estrangeiro, ao órfão e à viúva, como me ordenastes: não transgredi nem omiti nenhum de vossos mandamentos. (…) Olhai de vossa morada, do alto dos céus, e abençoai vossos filhos Ieshar-Êl, e a terra que nos destes, como jurastes a nossos pais, terra que mana leite e mel.’” (Devarim, 26:1-3.7-13.15).
“(…) Por que procurais enganar-me? E ainda perguntais: Em que vos temos enganado? No pagamento dos dízimos e nas ofertas. (…) Pagai integralmente os dízimos ao tesouro do templo, para que haja alimento em minha casa. Fazei a experiência – diz o Eterno dos exércitos – e vereis se não vos abro os reservatórios do céu e não derramo a minha benção sobre vós muito além do necessário. Para vos beneficiar afugentarei o devorador, que não destruirá mais os frutos de vossa terra e não haverá nos campos vinha improdutiva – diz o Eterno dos exércitos. Todas as nações vos felicitarão, porque sereis terra de delícias – diz o Eterno dos exércitos.” (Malachi (Malaquias), 3:8-12).
“Aquele que observa a lei faz numerosas oferendas. É um sacrifício salutar guardar os preceitos, e apartar-se de todo pecado. Afastar-se da injustiça é oferecer um sacrifício de propiciação, que consegue o perdão dos pecados. Aquele que oferece a flor da farinha dá graças, e o que usa de misericórdia oferece um sacrifício. Abster-se do mal é coisa agradável ao Eterno; o fugir da injustiça alcança o perdão dos pecados. Não te apresentarás diante do Eterno com as mãos vazias, pois todos esse ritos se fazem para obedecer aos preceitos divinos. A oblação do justo enriquece o altar; é um suave odor na presença do Eterno. O sacrifício do justo é aceito. O Eterno não se esquecerá dele. Dá glória ao Pai de bom coração e nada suprimas das primícias de tuas mãos. Faze todas as tuas oferendas com um rosto alegre, consagra os dízimos com alegria. Dá ao Altíssimo conforme te é dado por ele, dá de bom coração de acordo com o que tuas mãos ganham, pois o Eterno retribui a dádiva, e recompensar-te-á tudo sete vezes mais. Não lhe ofereças dádivas perversas, pois ele não as aceitará. Nada esperes de um sacrifício injusto, porque o Eterno é teu juiz, e ele não faz distinção de pessoas. O Eterno não faz acepção de pessoa em detrimento do pobre, e ouve a oração do ofendido. Não despreza a oração do órfão, nem os gemidos da viúva. As lágrimas da viúva não correm pela sua face, e seu grito não atinge aquele que as faz derramar? Pois da sua face sobem até o céu; o Eterno que a ouve, não se compraz em vê-la chorar. Aquele que adora o Pai na alegria será bem recebido, e sua oração se elevará até as nuvens.” (Ben Sirá/Eclesiástico, 35:1-20).
Não é de estranhar, assim, que a mente tenha tamanha aversão à santificação do shabat e do dízimo… São orações dadas pelo Pai Eterno, cuja observância leva à sintonia e união de todos nós, Ieshar-Êl, com o Pai Eterno, na plena liberdade da vivência dos espíritos que somos. São ambas orações com que o filho afirma que o Pai Eterno é o seu Pai, e não a mente o seu deus.
E é o ensinamento do maná, o pão que o Pai Eterno nos manda para comer e com que nos sustenta – provê e supre –, tirando-nos do “deserto” do “Egito” (Shemot, 16:15.32), cuja porção diária é a “décima parte do efá” (Shemot, 16:36), e recolhida em dobro, no sexto dia, para que os filhos do Pai Eterno santifiquem o repouso do shabat (Shemot, 16:23-30).
O Eterno é o nosso Pai, não a mente o nosso deus.
[1] Livro conhecido como “Êxodo”.
[2] Livro conhecido como “Gênesis”.
[3] Livro conhecido como “Deuteronômio”.
Acorda!
O PODER É o Criador do Universo Espírito Infinito – A Vida Poder Único – Um Só! Fundamento de tudo que é criado.
Só o Poder cria de Si mesmo. Criou os céus – com toda as suas galáxias, sol, lua, estrelas, planetas, cometas… Criou a Terra – mares, terras, florestas, com seus frutos e alimentos, antes de criar o homem e a mulher, para que tudo tivessem. Criou as criaturas – minerais, animais e vegetais. Criou o homem e a mulher à Sua Semelhança, isto é, iguais a Ele, mas que não são ELE! – espíritos criados de Si mesmo, Espírito, o Bem: Bom. Prontos! Seres, vidas. Íntegros, puros, santos – conforme a Faculdade-nata do Criador.
No homem, colocou a matéria-prima, a qual, no ventre da mulher, produz órgãos e funções adequadas, formados pelo Espirito, produzindo, cada um deles, a “capacidade” de o corpo alcançar o existir. Um desses órgãos é o cérebro, com a função de produzir a inteligência, para desenvolver o “conhecimento” mental – a mente –, durante o período da existência do corpo.
Ao nascer o corpo, o espirito, que é a vida criada pelo Criador, é que é o homem: indiviso – individualidade: vida, espírito que tem corpo e alma a mente). A forma aparente do indivíduo é o que se chama persona: é a pessoa, a personalidade, formada pela mente (o intelecto ou inteligência), sem vida.
O homem “é” espirito; “tem” corpo e mente, mas esses não “são” o homem. Repito: A vida, o espirito, é o homem. É preciso que isso fique bem compreendido. O comando do corpo e da mente compete ao espirito, que é o homem. Da mente ele se serve, se utiliza. Por conseguinte, o homem não é o corpo, nem a mente.
Alma e mente são a mesma coisa. A alma é a mente e não o espirito, que é o próprio homem. Ficou bem claro? Isso é importantíssimo!
Como o espirito é o próprio homem, ele não pode permitir que a mente tome o seu corpo “de assalto” para existir no seu lugar! – para ela fazer o que quiser! O homem se serve do “conhecimento” para dele se utilizar nas diversas necessidades: para ler, estudar, vestir, comer, exercer a profissão – para tudo o que necessite de aprendizado através do conhecimento pela mente –, mas lembrando que a mente é a alma, e que a alma está no sangue (Bereshit/Gênesis, 9:4) – não é ela a vida! O espírito é que é a vida – e não está no sangue!
A alma é a mente. E a mente é a mentira – a morte, que foi vencida! –, porque a Salvação não é o sangue, o sacrifício, a morte de cruz. A Salvação é a Ressurreição: a vida! Está escrito: “Maldito aquele que é levado, suspenso, na cruz”. A Cruz é a Maldição.
Não aceite a empolgação da mente para o excesso de cultura, que não é o caminho do espirito! A passagem pela Terra é apenas passagem. A finalidade é alcançar a vida eterna. Para isso é que o espírito (homem) comanda a mente, na “atitude” do bem que ele é: pronto!
Não consiste em ler a Palavra!
Não consiste em estudar a Palavra!
Não consiste em conhecer a Palavra!
Não consiste sequer em praticar a Palavra – porque uma pessoa má pode praticar o bem sem ser boa!
Consiste, isso sim, na VIVÊNCIA da atitude que já é nata no homem – vivenciar o que o homem já é: Em santidade! – a atitude no bem! À semelhança do Criador!
Precisa o justo aprender a ser justo, se ele já o é?!
Aprender a ser bom, se ele já o é?!
Converter-se – se ele já é pronto?!
No homem, a mente só tem existência enquanto o cérebro e o corpo existem. Deixando de existir o corpo, todos os órgãos acabam com ele. E assim também a mente, por não existir mais o cérebro.
Só o espírito – que é vida – não acaba!
Qual o motivo da existência terrena? É viver o espirito! Vivenciar a atitude do espirito – que é você! – por vontade própria. Cada um precisa querer vencer a mente que tem: a Mentira, a Morte – pela vivência da VERDADE!!! Como o Mashiach (Messias) venceu – pelo seu próprio braço! – isto é, por Sua própria Vontade!
Se o espírito não deixar a mente tomar o corpo vai para a Vida eterna. Se, no entanto, a mente conseguir tomar o corpo e nele existir, terminado o período terreno, o espírito, que é vida, vai vivo para o “fogo eterno”: Perde a individualidade; não vai para a vida eterna.
O Mashiach Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado nos abriu a Porta para a nossa Salvação e Ressurreição: “Eu Sou o Caminho, a Verdade e a Vida”; “ninguém vai ao Pai senão por mim”. Porém, para entrar por essa Porta, é preciso que cada um vença individualmente a morte – e isso, não por “obediência” à Vontade e determinação do Criador, que NÃO o FAZ, porque o Pai Eterno não manda, não determina, não obriga, não faz obedecer.
A Vontade do Pai Eterno é a de que todos os Seus filhos alcancem a vida eterna. Mas, o Pai Eterno não o impõe! O homem é que tem que querer e buscar a Verdade! Está escrito: “Nem por força, nem por violência, e sim pelo espirito”! A perda da individualidade ocorre, portanto, não por Vontade do Pai Eterno, e sim por a mente ter tomado de assalto o corpo para nele existir, impossibilitando a vivência do espírito que o homem é.
Esse é o chamado Mistério – tão propalado, mas jamais discernido ou esclarecido!
Portanto, “Desperta, tu que dormes”!
ACORDA!!!!
Vivencia como és!
Simplesmente.
O Cálice
Criação
Despertar
União
Vivência
Sintonia
Templo Vivo
Testemunho I
Testemunho II
Criação
O Pai Eterno é Espírito. Infinito – sem forma. Único Poder. Santo. Criador do Universo – de tudo o que ele contém. Vida! – e tudo criou vida: terra, mar, lagos, rios, montanhas, animais, plantas, árvores frutíferas, minerais, sol, lua, estrelas, planetas, cometas, galáxias… Tudo!
Criou filhos e filhas para ser Um com eles – o “eu e o Pai somos Um”, à Sua imagem e semelhança: iguais a Ele, mas que não são Ele –, para ser Pai. E não há substituto.
O Pai Eterno tudo criou para a vida de Seus filhos, na existência, na Terra – perfeitos como eles são.
Contemplar!
Despertar
Tomar posse do corpo para caminhar na existência como você é! – espírito igual ao Pai Eterno: santo, justo, íntegro – como é criado.
Quem é justo precisa aprender a ser justo?! Já o é!
Você tem cérebro, o campo de atuação da mente – a alma –, que não é você. Não se deixe envolver; não permita que a mente exista no corpo que é seu. A mente serve você – para que, por meio do estudo, do conhecimento adquirido, você dela faça uso para a profissão e tudo o mais para o que você precise do conhecimento nela armazenado. Mas ela não pode envolvê-lo(a). Não lhe permita fazer o que quer e existir no corpo que pertence a você – que não é dela.
Despertar! – para viver como filho(a), já na existência, na Terra!
União
União só com o Pai Eterno – não há substituto.
Ouvi-Lo. Com Ele conversar. Só d’Ele receber orientação. Tudo com Ele.
Essa União só é realizada na igualdade que você é n’Ele. Santo(a)! – como você nasceu.
Vivência
Vivenciar como você é. Não permitir pensamentos, ações e falas fora da santidade que você é – pela mente que você tem, utilizando o conhecimento adquirido.
Sempre vivenciar como você é, igual ao Pai Eterno.
A mente toma a língua para falar. O adversário não está fora, e sim dentro de cada um de nós – na mente que temos. Ele “toma de assalto” – impulso – o pensamento, a língua e as ações, competindo com o Pai Eterno, que é dentro de cada filho(a), para que este(a) não desperte e assuma o seu corpo.
Esse é o esclarecimento para o qual todos precisam estar atentos!
Usar o verbo, a palavra santa – não o linguajar da mente, do conhecimento.
Sintonia
Orar, louvar – cantar –, buscar o Pai Eterno pelas madrugadas. Ler os livros Segue em Silêncio, Pérolas do Tesouro e Ieshar-Êl. Meditar sobre a Palavra. Ver a Sua Criação – a Natureza – em tudo o que diz respeito ao Pai Eterno.
Templo Vivo
No vivenciar, desperto(a), em União e Sintonia, você se faz templo vivo do Pai Eterno, apto para receber os Seus Dons – para que Ele opere através de você, o(a) filho(a).
Usar a Meditação em União e você receberá os Dons.
Testemunho I
Testemunhar a Presença do Pai Eterno, nas Bençãos, Milagres e Maravilhas, provendo e suprindo o(a) filho(a) em tudo na sua existência.
Testemunho II
Como templo vivo – testemunha da LUZ, o Mashiach Ressuscitado, dando aos irmãos o Tesouro da Palavra e vivenciando o Amor ao próximo como a si mesmo(a) – no Amor do Mashiach, sem os sentimentos (da mente), nem conhecimento ou cultura, para vivenciar como filho(a) criado(a) pelo Pai Eterno, à Sua Semelhança!
Resumo
Saiba!
Só há um Único Caminho – o Caminho do Pai Eterno, a Verdade Única! N’Ele, no Poder que o Pai Eterno É (Ele não tem Poder; Ele É o próprio Poder): o(a) filho(a) vivenciando, na existência, como é criado – igual a Ele!
Na união com o Pai Eterno, sendo Seu filho 24 horas por dia – “Caminha em Minha Presença e sê íntegro” (Bereshit/Gênesis, 17:1)! O Eterno é Pai. Criou tudo para o filho, antes de criá-lo, para ele só usufruir do Bem!
A Verdade é Única!
Não há dois Caminhos.
Esclarecendo
A mente (a alma) está no cérebro! Quando este acaba, a mente não tem mais campo de atuação. Ela acaba com o corpo. Desfaz-se como fumaça…
O(A) filho(a) do Pai Eterno é vida – e vida não morre! Sai do corpo vida, quando o corpo acaba.
Cabe ao filho dominar a mente que tem, mas não é!
Se ele(a) se deixou envolver, deixando a mente “tomar de assalto” o corpo para nele existir, ele(a) vai para o “fogo eterno”. Por ser vida, ele(a) não morre…
Se ele(a) dominou a mente que tem e não é, vai para a eternidade. A condição é viver, na existência, como é criado: justo, puro, íntegro!
Qual a dificuldade de ser justo? Se já nasceu justo, puro, íntegro, é preciso aprender a sê-lo?! Já o é! Pode deixar de o ser?!
Na existência, o(a) filho(a) vivencia como é! E o Pai Eterno vai à sua frente, resolvendo tudo para ele(a)! Só o pai Eterno é a solução! Só Ele realiza!
Leia: “A alma está no sangue” (Bereshit/Gênesis, 9:4). A carne, o sangue é a mente!
No homem, o coração é um órgão – tem sentimentos, mas não amor. O amor é no filho.
O coração gosta. E ora gosta, ora não gosta…
No coração, o homem tem soberba, leviandade, falsidade, insensatez. O seu rosto se modifica, tanto para o bem, quanto para o mal. São ações, não atitude!
– Ben Sirá/Eclesiástico, 11:3.13.32; 13:31; 16:20-23; 19:3.
A mente dirige as pessoas por comando daqueles que dirigem a sociedade – não pelo Eterno!
Conclusão:
Ou caminha como nasceu, vivenciando a Verdade,
Ou existe na ilusão cujo fim é o fogo eterno, por ter-se deixado dirigir pela mente!
A mente é perspicaz…
Envolvente…
Inteligente…
Sutil…
Enganadora…
É Satanás! – o pai da mentira!!!
Há escolha?!
Na dominação da mente, não há contato ou ligação alguma com o Pai Eterno!
“Estais no mundo mas não sois do mundo”, disse o Messias.
Não há escolha!!!
Caminhando para a Salvação
Buscando Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado pelas madrugadas.
Levantando cedo.
Louvando o Pai Eterno e Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado ao levantar. Agradecendo por mais um novo dia.
Bebendo água.
Dizendo: “Pai Eterno, realiza em mim a Tua Vontade. Encaminha-me. Orienta-me. É Tua a decisão e realização.”
Agradecendo a Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado por mais um dia para poder viver na existência, convicto(a) de Sua Proteção.
Cumprindo, passo a passo, o que tem a fazer – um passo de cada vez, sem pensar no seguinte, e da melhor maneira que puder, em vista da ocorrência.
Sem ficar fazendo pedidos ao Pai Eterno, a todo momento, porque o Pai sabe o que o filho precisa.
Sem te arvorar em querer cuidar de ti mesmo, e, assim, permitindo ao Pai assumir esse cuidado.
Aceitando o que ocorrer, satisfatório ou não, desligando-se totalmente do que não puder resolver.
Procurando aceitar o que ocorre, sem querer compreender o motivo – o que não te compete e nada te acrescentaria. O Pai Eterno tudo sabe.
Sem julgar; sem dar opinião própria.
Por tudo dando Glória – e sem falar “mas”…
Sendo paciente, atencioso e submisso à Vontade do Pai Eterno.
Sem te vangloriar.
Sem fazer planos, cálculos – entregando ao Pai Eterno tua vida, para a realização de Sua Vontade.
Sem fazer algo apenas porque o desejas.
Sem falar “eu mereço, eu quero, eu preciso, eu tenho razão, olhei, vi e sei tudo”. Nada sabes. Só o Pai Eterno sabe.
Dizendo “Só o Pai Eterno realiza”.
Sem falar mal de teu irmão, nem entrando em litígio contra ele – amando-o como ele está.
Sem desejos, sem anseios, sem ansiedade, sem pressa, sem murmuração.
Sem te dares à crítica, sem lamentações, sem censuras.
Sem falar “isso era antigamente, hoje não é mais assim” – porque, o Plano do Equilíbrio Universal, criado pelo Pai Eterno, é a base única para todas gerações.
Sem te engrandeceres e dizendo, ante o elogio: “cumpri apenas a minha obrigação”.
E, ao recolher-te para dormir, reconhecendo ao Pai Eterno pelo dia que termina, e louvando o Pai Eterno e Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado, para que tenhas um bom sono e Paz – tu e toda a Humanidade.
Assim estarás vivendo na existência – plantando para colheres o Bem, nada de mal.
O shabat real
A santificação do shabat é o selo do filho que vivencia os ensinamentos de vida (conhecidos como Mandamentos) dados pelo Pai Eterno a todos nós, Seus filhos Ieshar-Êl – e que, por isso, ama (dedica-se a) o Pai Eterno sobre todas as coisas, inclusive, sobre si mesmo, e ama (dedica-se a) o próximo como a si mesmo; e que, ama o próximo como a si mesmo, porque ama o Pai Eterno sobre todas as coisas, inclusive, sobre si mesmo.
O amor ao próximo como a si mesmo é a atitude de dedicação ensinada do quinto ao décimo mandamentos – as afirmações do Pai Eterno simbolizadas nas seis pontas do escudo de Shlomo, bem como, nos seis braços que brotam da haste central da menorá (o candelabro de sete luzes), e que testemunham a operação do Messias nos relatos dos seis Patriarcas, na Torá: Avraham, Itzhak, Ieshar-Êl, Moshé, Aaron e Iossef.
Realizados pelo Messias, esses são os “seis dias” da Criação – os “seis dias” que são a Criação do Pai Eterno[1] –, e cujo propósito é unirem-se no shabat, o “sétimo dia”, o repouso do Pai Eterno dentro de Sua Criação[2]. Essa é a edificação do templo vivo, operada pelo Messias, o Rei Eterno de Ieshar-Êl, cujo símbolo, na Torá, é o Patriarca-Rei David[3] (simbolizado no centro do escudo de Shalom, e na haste central da menorá).
Pela vivência do shabat, esses “sete convidados” reúnem-se na suká (tenda) que cada filho do Pai Eterno é, edificada pela vivência das virtudes do amor ao próximo – a união com o Pai Eterno, a inocência, a modéstia e a mansidão –, e que, assim, passa a amar o Pai Eterno sobre todas as coisas, inclusive, sobre si mesmo.
A consagração do shabat – o quarto mandamento – leva o filho a ser templo vivo do Pai Eterno, aquele que vivencia os seis últimos mandamentos – amando o próximo como a si mesmo –, para vivenciar a atitude de dedicação ensinada com os três primeiros mandamentos – amando o Eterno sobre todas as coisas, inclusive, sobre si mesmo.
A vivência do quarto mandamento – a santificação do shabat – leva o filho do Pai Eterno a amar o próximo como a si mesmo, para amar o Pai Eterno sobre todas as coisas, inclusive, sobre si mesmo!
Esse é o filho que santifica o shabat.
Esse filho é Um com o Pai Eterno – templo vivo do Pai Eterno.
Nele, os “seis dias” da Criação se unem no shabat.
Ele é shabat.
Ele é o Reino do Pai Eterno.
Nele, e por ele, o Pai Eterno é Presente e realiza a Sua Vontade: a de todos os Seus filhos serem Um com Ele, o Pai Eterno, e, assim, viverem e frutificarem abundantemente – eternamente!
O Escudo de Shalom e a Menorá são o símbolo único – no primeiro caso, visto de cima, e, no último caso, visto de frente – do mesmo Ensinamento: a vivência do Amor – a atitude de dedicação do filho ao Pai Eterno, sobre todas as coisas, inclusive sobre si mesmo, e ao próximo, como a si mesmo –, ensinada na Torá, nos Dez Mandamentos.
Essa é a vivência do Lírio do Eterno[4], da Estrela Radiosa da Manhã[5], da Oliveira Virente[6], da Árvore da Vida[7].
Essa é a Realização do Mashiach (Messias), Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado[8].
[1] Bereshit/Gênesis, 1:3-31.
[2] Bereshit/Gênesis, 2:2.3.
[3] Ishaiáu (conhecido como Isaías), 37:35; Iermeiáu (conhecido como Jeremias), 23:5, 30:9, 33:15; Iechezkêl (conhecido como Ezequiel), 34:23.24, 37:24.25; Hoshea (conhecido como Oséias), 3:5.
[4] Ben Sirá/Eclesiástico, 39:19; Ishaiáu (conhecido como Isaías), 35:1; e Hoshea (conhecido como Oséias), 14:5.
[5] Revelação (Apocalipse), 22:16.
[6] Tehilim/Salmos, 52:10 (na edição católica, Salmos, 51:10).
[7] Bereshit/Gênesis, 2:9; Revelação (Apocalipse), 2:7 e 22:2.14.
[8] Matiáu (conhecido como Mateus), 1:1.
A Definição das Festas
Além da alegria que proporciona, a comemoração das festas do Caminho tem um sentido no espírito; a união das festas tem um significado próprio.
Desde o término do Shabat anterior a Rosh Hashaná (Ano Novo) até Iom Kipur (Dia do Perdão), o Iesharelita deve deitar-se no chão, não apenas para pedir perdão ao Eterno, mas também para submeter-se à Vontade do Pai Eterno.
Esse ato de submissão recorda a passagem de Miriam, mãe de Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado, ao dizer: “Eis-me aqui, Pai, faça-se em mim segundo a tua Vontade.”1
A preparação para o ano que dentro em pouco se inicia acarreta, então, um compromisso assumido com o Pai Eterno: um voto de submissão à Vontade do Pai Eterno.
Passa-se, assim, ao festejo de Rosh Hashaná, com o propósito de receber as Bençãos do Pai Eterno, pela vivência no espírito – na eternidade, fora do tempo e do espaço (existência), livre da escravidão da mente.
O passo seguinte é a festa de Iom Kipur, ocasião do jejum cuja finalidade é afastar todas as influências contrárias à Vontade do Pai Eterno. É o dia em que se alcança o perdão pelos erros cometidos, por influência da mente. Este dia é chamado de Dia do Perdão porque, ao entregar, novamente, a Torá aos Iesharelitas, o Pai Eterno dá, novamente, o Ensinamento da Vida a Seus filhos: a oportunidade de deixarem a influência da mente, pela vivência no espírito, em santidade. Esse é o compromisso do Dia. Aquele que, a cada novo ano, pede perdão pelos erros cometidos e continua, porém, a se deixar envolver pela influência da mente torna a se entregar à idolatria – conduta referida pelas Escrituras, no trecho em que Moshé quebra as primeiras pedras da Torá, ao encontrar o povo adorando o bezerro de ouro.2
Recebido o perdão, caminha-se para a festa de Sucot – a festa das cabanas (ou tendas) –, cujo sentido é o de que cada Iesharelita é tenda de habitação do Pai Eterno, edificada na vivência de união com o Pai Eterno, inocência, modéstia e mansidão – virtudes que, reunidas, significam a alegria da vivência do amor ao próximo, a perfeita realização dos Mandamentos.
O coroamento da festa de Sucot, nesse mesmo caminhar, é a festa de Simchat Torá, a alegria de ser Torá, a alegria da vivência do Caminho do Eterno, a alegria da vivência da Palavra. A finalidade desta comemoração é o compromisso da vivência do Caminho – para o que se deve ler a Palavra e sobre ela meditar para vivenciar, durante todo o ano que se inicia, a atitude de cada filho do Pai Eterno ser Torá viva.
Caminha-se, então, para a festa de Chanuká, quando se comemora a reinauguração do Templo vivo, o reacendimento da Luz da Menorá. É a ocasião de contemplar-se a Luz cujo azeite é guardado com o Selo do Sumo-Sacerdote e é milagrosamente multiplicado. O Selo do Cohen ha-Gadol3[1] testemunha que essa Luz é Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado, o Sumo-Sacerdote Eterno da Ordem de Malkitsédek, que guia Iesha-Êl – os filhos templos vivos do Pai Eterno, puros e reinaugurados – para a Eternidade.
Nesse caminhar, a próxima festa é Tu B’Shevat, o Ano Novo das Árvores – a celebração da árvore que cada filho do Pai Eterno é, dando frutos da vivência no espírito.
A próxima festa no Caminho celebra a vitória sobre o desequilíbrio da mente, tal como Esther, que, com convicção no Pai Eterno, obteve a libertação do povo judeu, na comemoração de Purim.
Pessach é a festa seguinte, na Aliança da Ressurreição do Messias, Iaurrushua ben David ben Avraham – o Redentor, cujo nascimento é celebrado em 22 de Nissan, no oitavo dia do Pessach –, que liberta os filhos do Pai Eterno da escravidão da mente (o Egito e o faraó em cada um).
Liberto da mente, o Iesharelita comemora, em Shavuot, a vivência do Ensinamento de Vida – dado com a entrega da Torá –, em santidade, como templo vivo, seguidor do Mashiach (Messias), Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado, o Terceiro Templo, e testemunha de Sua Ressurreição, a consumação da Promessa.
Esta é a definição das Festas: o Caminho que convida à alegria do templo vivo, aquele que vivencia, em si mesmo, todos os Mandamentos. Ser os Mandamentos é a Paz – o Shabat, o Descanso do Eterno para os Seus filhos!
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ROSH HASHANÁ
Ano Novo
1º de Tishrê
O Despertar do Espírito

Festa do Grande Shofar!
O Som da Tua Voz,
Que É
A Primeira
No
Rosh Hashaná
Toque do Shofar
A Voz do Pai Eterno
Às 18:00h
- Acender todas as luzes da Menorá – Se não tiver Menorá, improvisar 7 (sete) luzes de lamparina (ou vela);
- Vinho: A Aliança;
- Duas chalot: Ensinamento da Verdade;
- Alimento principal de Rosh Hashaná: Carneiro;
- Doce principal de Rosh Hashaná: Compota de frutas; outros doces: torta de nozes e bolo de mel;
- Trigos: Devem ser colocados em jarra durante o ano e trocados a cada Ano Novo.
- Flores: crisântemo amarelo (caso não encontre, rosa amarela).
- Raiz forte;
- Toalha de Mesa: amarela (ou branca).
Leituras: Bamidbar/Números, 29:1; Tehilim/Salmos, 112 a 117 (Tehilim/Salmos, 113 a 118, na numeração hebraica); Micá (Miquéias), 7:18-20
Às 16h, ir ao lago ou rio: orar os Tehilim/Salmos, 112 a 117 (Tehilim/Salmos, 113 a 118, na numeração hebraica) e Micá (Miquéias), 7: 18 a 20. Pede-se perdão pelos erros cometidos e que o Pai Eterno os lance para o fundo d’água, tal como as migalhas de miolo de pão que, neste momento, são jogadas. A água deve conter peixes vivos: seus olhos nunca se fecham, assim como o Pai Eterno sobre Seus Filhos. Os peixes dependem da água para sobreviver, como os Filhos do Pai Eterno de viverem sob as Bençãos e Proteção do Pai Eterno.
Voltar para casa. Tocar o shofar.
O Ano Novo compreende um período de quatro festas, cujo Caminhar tem o sentido de despertar o espírito filho, que é para o Pai Eterno.
Durante o período de dez dias que se inicia ao término do Shabat anterior ao Ano Novo, deve-se pedir ao Pai Eterno perdão pelos erros cometidos. Com a certeza do perdão alcançado, o filho deve vivenciar a União com o Pai Eterno, a inocência, a modéstia e a mansidão, numa atitude de amor ao próximo.
Eis o sentido das quatro festas que integram o Ano Novo: Rosh Hashaná, Iom Kipur, Sucot e Simchat Torá. Essas festas não são autônomas, desvinculadas entre si. Constituem um seguimento, uma continuidade, um encadeamento único da vontade do filho de vivenciar e receber a bênção dada pelo Pai Eterno.
E afirma o Pai Eterno:
“(…) nenhuma obra servil fareis (…)”[1] ; “(…) porque achaste graças aos meus olhos, e te sei por teu nome (…)”[2] ; “(…) separa o dízimo de todo produto das tuas sementes”[3] (trabalho); “(…) pois te abençoa o Pai Eterno, teu Pai, para teres produção abundante (…)[4] ; “(…) e te alegra, tu e a tua gente de tua casa.”[5].
Em Rosh Hashaná (Ano Novo), até Simchat Torá, as Portas se abrem e o Pai Eterno abençoa Seus Filhos e os inscreve em Livros de Vida.
Os festejos de Rosh Hashaná
À mesa, louva-se ao Pai Eterno, o Único Poder, dá-se-Lhe graças, rogam-se bênçãos, em nome de Iaurrushua Ben David ben Avraham, o Messias Ressuscitado, e diz-se:
“Que o Pai Eterno por Sua Misericórdia nos inscreva em Livros de Vida! Que principie o Ano trazendo-nos Saúde, Provimento, Suprimento e Paz!”.
Canta-se, em seguida, o cântico de Rosh Hashaná:
Somos filhos de Avraham,
Somos filhos da Aliança,
Fomos feitos da Circuncisão,
Pelo Pai de Avraham.
Há lá lá, há lá lá lá lá,
Há lá lá, há lá lá lá lá,
O Eterno é Um,
O Eterno é Um só,
O Eterno é Pai,
O Eterno é Um só.
Há lá lá, há lá lá lá lá,
Há lá lá, há lá lá lá lá.
Após, come-se uma fatia de maçã com mel e, depois de dizer as bênçãos das “chalôt” e do vinho, estes devem ser distribuídos aos presentes.
Eis a oração do Vinho:
“Bendito és Tu, Pai Eterno, Poder Um, Único, Um Só! Criador, Espírito Santo VIDA que nos dás a vida, Pai de Misericórdia, Pai de Avraham, Itzhak, Iaacôv e Ieshar-Êl, nosso Pai Eterno, que nos santificas com os Teus Ensinamentos e crias o fruto da videira”.
Eis a oração das Chalôt:
“Bendito és Tu, Pai Eterno, Poder Um, Único, Um Só! Criador, Espírito Santo VIDA que nos dás a vida, Pai de Misericórdia, Pai de Avraham, Itzhak, Iaacôv e Ieshar-Êl, nosso Pai Eterno, que nos santificas com os Teus Ensinamentos e fazes brotar o Pão da terra”.
As chalôt devem ser partidas com as mãos e servidas, também, com mel (é costume ingerir alimentos doces em Rosh Hashaná, para um Ano doce, repleto de bênçãos).
Neste momento, deve-se dizer:
“Seja Tua Vontade Pai Eterno renovar para nós um Ano Bom e Doce”.
No jantar festivo, todos devem cumprimentar-se. O carneiro deve ser o alimento principal, incluindo bolinhos de peixe (chamados de guefilte fish), servidos com chrein (molho de raiz forte com beterraba). A cabeça do peixe deve ser servida para o chefe da família.
A festa deve ter dança e muita alegria. Cada convidado, ao sair, deve levar um raminho de trigo, com o provimento e suprimento do Eterno.
Durante o dia de Rosh Hashaná, sem trabalho servil, deve-se ler Tehilim/Salmos, 118 (Tehilim/Salmos, 119, na numeração hebraica).
Shaná Tová Umetuká!
Bom e Doce Ano Novo!
Receitas para o Rosh Hashaná
Guefilte Fish (Bolinho de peixe). 
. 1/2 kg de carpa
. 2 unidade(s) de ovo
. 3 unidade(s) de cenoura
. 3 unidade(s) de cebola média(s)
. 2 colher(es) (sopa) de açúcar
. quanto baste de sal
. quanto baste de pimenta-do-reino branca em pó
. 2 colher(es) (sopa) de óleo de soja, de boa qualidade
. 60 gr de farinha de matzá.
. 1 colher(es) (café) de bicarbonato de sódio
. 1/2 copo(s) de água fria(s)
. 1/2 kg de pescada branca
Modo de fazer:
| 1. Cortar os peixes em filé (sempre duas qualidades de peixe) reservando as cabeças e as espinhas.
2. Na panela, onde o peixe deverá ser cozido, colocar o óleo, cebola e bicarbonato, fritando em fogo baixo, mexendo sempre até dourar, desmanchar a cebola. 3. Moer os filés, alternando com as cebolas fritas. Ralar 1 cenoura. 4. Acrescentar todos os outros ingredientes, menos as cenouras inteiras, misturar bem e ir colocando aos poucos a água para ficar uma massa macia. 5. Na panela onde se fritou a cebola, colocar água, temperá-la com sal, açúcar e pimenta em pó, acrescentar as cenouras inteiras, deixando ferver por alguns minutos. 6. Juntar ao caldo as espinhas, diminuir o fogo e ferver tudo junto por quinze minutos. |
Bolo de Mel com Nozes. 
. 4 unidade(s) de ovo
. 150g de nozes
. 350g de farinha de trigo
. 200g de manteiga
. 500g de mel
. 15g de fermento em pó
Modo de fazer:
- Bater na batedeira o mel e a manteiga.
- Acrescentar os ovos à mistura de mel e mateiga, e bater até virar um creme, isto é, por aproximadamente 15 minutos na velocidade máxima da batedeira.
- Misturar levemente o retante dos ingredientes, a farinha de trigo, o fermento e as nozes.
- Colocar em forma untada.
- Assar a 150ºC por 40 minutos.
- Desenformar frio e decorar com nozes.
Rendimento: 2 bolos de 700g

Para saber, de fato, o que importa à vida.
[1] Bamidbar/Números, 29:12
[2] Shemot/Êxodo, 33:17
[3] Devarim/Deuteronômio, 14:22
[4] Devarim/Deuteronômio, 14:24
[5] Devarim/Deuteronômio, 14:26
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iom kipur
Dia do perdão
10 de Tishrê

Nenhum trabalho servil.
- Luz de lamparina (ou de vela) – Para pedir ao Mashiach que nos ilumine por todo o Novo Ano;
- Água – Para pedir ao Pai Eterno para nos lavar e nos purificar dos erros por todo o Novo Ano;
- Unção: Um vidrinho de azeite com um pouco de sal (aquele que usamos no Shabat) – Para pedir ao Pai Eterno para nos ungir, libertando-nos de todos os erros por todo o Novo Ano;
- Toque do shofar;
- Vinho;
- Chalá;
- Comida: peixe – ou a de sua preferência – e sopas;
- Doce: Pão de Ló;
- Vestes brancas;
- Toalha de mesa branca.
Leituras: Ioná (Jonas), 2:9-10, 3:8-11 e 4:9-11; Shemot/Êxodo 30:10; Vaikrá/Levítico, 16:29-34, 23:26-32; Bamidbar/Números, 29:7; Tehilim/Salmos, 24:8-11; 31 e 64 (Tehilim/Salmos, 25:8-11; 32 e 65, na numeração hebraica); Mishlê/Provérbios, 28:13; Ben Sirá/Eclesiástico, 22:23, 35:3.5; Ishaiáu (Isaías), 57:14-19, 58 e 59 – ambos integralmente; Baruch (Baruc), 1:15-22; Dani-Êl (Daniel), 10:21 e 12:1-2; e Hoshea (Oséias), 14:1-9.
Érev Iom Kipur
Véspera de Iom Kipur – Banho da Purificação
Nos preparativos da véspera de Iom Kipur, tomamos um banho completo (da cabeça aos pés) – os cabelos também devem ser lavados, com shampoo, mas sem uso de condicionador –, durante o qual pedimos ao Pai Eterno para nos lavar de todos os erros cometidos. É o banho da Purificação.
Iom Kipur
Do término do Shabat anterior a Rosh Hashaná até Iom Kipur, temos um período de, aproximadamente, dez dias, em que pedimos perdão ao Pai Eterno pelos erros cometidos.
Na primeira noite desse período, é preciso pedir perdão por todos os erros cometidos ao longo do ano que se encerrou – mencionando ao Pai Eterno, tanto os erros conhecidos de que nos lembramos, bem como, aqueles que desconhecemos terem sido erros[1].
Não podemos pedir perdão ao Pai Eterno de maneira genérica – porque é preciso que nos conscientizemos de cada erro, como uma confissão, meditando sobre cada um deles, para nos dar a firmeza de não cometê-los mais, e evitar a influência do adversário, que quer que os erros sejam repetidos.
Do segundo dia em diante, não podemos mencionar mais os erros passados – aqueles referidos na primeira noite –, e sim, somente os que forem cometidos a cada dia. Assim, nesses demais dias, pedimos perdão no momento em que sentimos ter praticado o erro, e, ao final do dia, tão-só, pelos erros que não sabemos termos cometido naquele dia.
Isso deve ser feito, a cada dia, até Iom Kipur, inclusive.
Não podemos fazer referência aos erros anteriormente confessados – e pelos quais já pedimos perdão –, porque já ficaram no passado e não podem mais voltar[2]. O fato de fazer-lhes nova referência os registraria, hoje, pela mente, e esses erros far-se-iam presentes novamente.
A cada dia compete o seu próprio existir. Assim, a partir do segundo dia, ao pedirmos perdão, mencionemos, somente, o erro cometido no próprio dia, até Iom Kipur.
E, durante o ano que se inicia, não os cometamos novamente[3]. Vivenciemos a santidade.
Ao término desse período de dez dias, tem lugar o Iom Kipur, o dia em que o Pai Eterno nos dá o perdão. Lembremos, porém, que o perdão dado não nos livra da consequência do nosso procedimento. É a Lei do Equilíbrio Universal: quem faz o bem recebe o bem; quem faz o mal recebe o mal[4].
Nessa festa, não fazemos jejum alimentar. O jejum que o Pai Eterno quer é a ATITUDE de vivência no espírito – em santidade de pensamentos, palavras e ações –, como é confirmado, nas Escrituras, em Ishaiáu (Isaías), capítulo 58. O jejum alimentar é aconselhado, somente, para o atendimento de uma finalidade específica – como foi o caso, quando da expulsão de demônio realizada pelo Messias, referida em Matiáu (Mateus), 17:20.
Iom Kipur é um dia de meditação e reflexão, para, com seriedade, tomar a decisão de seguir o Caminho do Pai Eterno.
É verdade. O que buscamos, ao caminhar de Iom Kipur para Sucot? A União com o Pai Eterno, Mansidão, Modéstia, Inocência: Amor ao próximo!
O Dia do Perdão não consiste em pedirmos perdão uns aos outros, mas ao Pai Eterno. Ao deixar a existência, Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado não nos falou “Eu vos perdôo, porque não sabeis o que fazeis”. Ele disse “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.”[5] (a mente).
De acordo com as Escrituras, antes de entregar uma oferta ao Pai Eterno é necessário que nos reconciliemos com nosso irmão. Isso não significa, porém, um pedido de perdão, pois só o Pai Eterno o dá. É a vivência da atitude no Caminho do Pai Eterno, por não termos coisa alguma contra o irmão; cumprirmos o Ensinamento de amar o próximo como a nós mesmos: “Amai vossos inimigos”[6], “Saberão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros.”[7]
Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado nos ensinou que devemos buscar o reino do Pai Eterno: Buscar a santidade – no Terceiro Templo, na vivência de Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado, dominando os erros da mente, despertos na vivência dos espíritos que somos.
É o que diz a Palavra do Mashiach: “(…) Ninguém te condenou?’ Respondeu ela: ‘Ninguém Messias.’ Disse-lhe então Iaurrushua ben David ben Avraham: ‘Nem eu te condeno. Vai e não tornes a errar.”[8]
Não adianta, a cada ano, brincar – “Perdão! Perdão!”. O que importa é despertar na vivência do espírito que se é ̶ assumir uma atitude séria com o Pai Eterno e caminhar com Ele.
O Dia do Perdão: não mais errar, por amor a Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado, o Salvador!
É a Vontade do Pai Eterno sermos inscritos em Livros de Vida!
Shaná tová umetuká!
Um ano bom e doce!

Para saber, de fato, o que importa à vida.
[1] Tehilim/Salmos, 19:13.14 (numeração hebraica).
[2] Hebreus, 10:2.3.18.
[3] Ben Sirá/Eclesiástico, 3:4, 21:1; Iochanan (João), 8:11.
[4] Tehilim/Salmos, 99:8 (numeração hebraica).
[5] Luca (Lucas), 23:34.
[6] Matiáu (Mateus), 5:44.
[7] Iochanan (João), 13:35.
[8] Iochanan (João), 8:10-11.
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SUCOT

Semana da Alegria
Festa das Cabanas
Festa da Colheita
Sete dias de Alegria.
Nenhum trabalho servil no 1º dia.
- Acender luz de lamparina (ou vela) – no Shabat, três luzes;
- Toque do Shofar;
- Água – A Alegria de colher da Fonte da Salvação;
- Vinho;
- Chalá;
- Alimento: Carneiro, kreplach (rissoles de queijo ou de fígado);
- Doce: Cidra;
- Toalha da mesa: verde (ou branca).
Leituras: Bamidbar/Números, 24:5, 29:12; Vaikrá/Levítico, 23:33-43; Devarim/Deuteronômio, 16:13-15; Tehilim/Salmos, 99 – o salmo de Reconhecimento, “Mizmôr leTodá” – e 112 a 117 – o “Grande Halel”, o “Grande Louvor” (Tehilim/Salmos, 100 e 113 a 118, na numeração hebraica); Kohélet/Eclesiastes – integralmente; Ishaiáu (Isaías), 12:3-6, 58:11; Zechariah (Zacarias), 14:8; Iochanan (João), 4:13-14; 7:2.37-38.
É festivo montar uma tenda sobre a mesa de refeições e sobre a cama.
Durante os sete dias da festa, as refeições (café da manhã, almoço e jantar) deverão ser feitas em casa, ou em casa de quem esteja realizando Sucot.
A Festa significa a vivência, no mais íntimo do ser, das seguintes virtudes: a união com o Pai Eterno (representada por uma folha de palmeira-tamareira – lulav), inocência (simbolizada pela murta – hadassim), modéstia (representada pela folha do salgueiro – aravot) e mansidão (indicada pela folha ou pelo fruto da cidra – etrog).
As quatro virtudes são a vivência do amor ao próximo – a folha de oliveira.
As primeiras quatro espécies de plantas designam, respectivamente, a coluna vertebral, o olho, a boca e o coração, os quais são para o Bem em união com o Pai Eterno, como é representado, nos sete dias da festa, com aquelas folhas e aquele fruto, reunidos em um feixe – composto de um ramo de palmeira-tamareira, três ramos de murta, dois ramos de salgueiro e uma cidra – e balançados nas seis direções do Escudo de Shalom – direita, esquerda, à frente, acima, abaixo e atrás (na’anuim).
Os sete componentes do feixe representam os sete Dias da Criação, que se unem no Escudo de Shalom: os três ramos de murta são Chésed, Guevurá e Tiféret; os dois ramos de salgueiro são Netzach e Hôd; o ramo de palmeira-tamareira é Iessôd; e a cidra é Malchut.
No momento de balançar o feixe, de frente para o Oriente, pegue o etrog com a mão esquerda e os ramos com a mão direita, reúna as duas mãos, e recite e Benção do Luláv:
“Baruch Atá Iáu Elohênu Mélech ha-Olam ashér kidshánu bemitsvotáv vetsivánu al netilát luláv”.
“Bendito és Tu, Eterno, Poder Um, Único, Um Só, Criador, Espírito Santo VIDA que nos dás a vida, Pai de Misericórdia, Pai de Avraham, Itzhak e Iaakôv, Pai de Ieshar-Êl, nosso Pai Eterno, Rei do Universo, que nos santificas com Teus Ensinamentos, e nos fazes separar o luláv”.
Em seguida, com os braços estendidos, vira-se para a direita – o Sul –, balança-se o feixe, três vezes, e retorna-se para a posição anterior; vira-se, então, para a esquerda – o Norte –, balança-se o feixe, três vezes, e retorna-se à posição anterior; a seguir, balança-se o feixe, três vezes, para a frente – o Oriente; balança-se o feixe, três vezes, para cima; em seguida, balança-se o feixe, três vezes, para baixo; e, por fim, vira-se para trás – o Ocidente – e balança-se o feixe, três vezes.
Esse ato é de Poder!
Isso é feito, nos sete dias da Festa, em testemunho do compromisso assumido perante o Pai Eterno, de vivenciar, justo(a) e puro(a), como templo vivo do Eterno.
Cada dia da Festa sintoniza com um dos Dias da Criação – e, por isso, cada dia da Festa corresponde a sete dias do Ômer, o período de contagem de dias entre Pessach e Shavuot. Os sete dias de Sucot – com suas refeições e repouso dentro da tenda – retratam o caminhar da vivência no espírito: desde sua libertação do domínio da mente – Pessach – até a entrega do Ensinamento da Vida, a Torá – Shavuot. Assim, ao término do sétimo dia de Sucot, o(a) filho(a) do Pai Eterno retorna ao 49º dia do Ômer – a véspera de Shavuot, prestes a receber o revestimento de Torá viva, cuja Alegria é celebrada em Simchat Torá.
Essas são as três festas – Pessach, Shavuot e Sucot – em que o(a) filho(a) se apresenta ao Pai Eterno.
Portanto, a cada dia de Sucot, o(a) filho(a) do Pai Eterno sintoniza com o Dia da Criação correspondente, no Escudo de Shalom.
Eis aí o Poder do Escudo de Shalom dentro de cada um de nós!
Shaná tová umetuká!
Ano Novo Bom e Doce!
Receita de Sucot
| Kreplach | ![]() |
Ingredientes:
- 1 xícara de farinha de trigo
- 1 ovo
- 1 pitada de sal
Recheio:
- 1 xc de carne, queijo ou fígado (moídos)
- 1 colher (sopa) de cebola picada
- Sal e pimenta a gosto
Preparo:
Prepare a massa. Amasse bem e abra sobre uma superfície polvilhada com farinha. Corte-a em círculos, com a borda de um copo. Em uma vasilha à parte, misture bem a carne com a cebola e o tempero. Coloque 1 colher de chá da mistura em cada círculo de massa. Feche e forme triângulos. Cozinhe em água fervendo por aproximadamente 20 minutos ou até flutuarem. Podem também ser fritos dos dois lados até dourarem e depois jogados na sopa para cozinharem só um pouco.

Para saber, de fato, o que importa à vida.
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Simchat Torá
Alegria de ser Torá Viva
22 de Tishrê
Nenhum trabalho servil.
- Acender luz de lamparina – ou vela; se for Shabat, três luzes;
- Toque do Shofar;
- Água – A Alegria de colher da Fonte da Salvação;
- Vinho;
- Chalá;
- Alimento: Peixe;
- Doce: maçãs carameladas;
- Toalha da mesa: rosa ou branca;
- Flores: Coloridas.
Leituras: Bamidbar/Números, 6:22-27 – a Benção Sacerdotal, Bircat Cohanim –, 29:35; Tehilim/Salmos, 113 a 118 (na numeração hebraica); Iaurrushua (Josué), 1; e os livros Segue em Silêncio, Pérolas do Tesouro e Ieshar-Êl.
No início da Festa, à noite, dê sete voltas – hacafôt –, ao redor da mesa de jantar, com as Escrituras na mão, dizendo em voz alta:
“Ána Iáu hoshía ná, Ána Iáu hatslícha ná”.
“Ó Pai Eterno, salva-nos! Ó Pai Eterno, dá-nos o provimento e o suprimento!”[1]
Na parte da manhã, se houver crianças com pouca idade, que ainda não tenham assumido o compromisso de bar mitsvá ou bat mitsvá – isto é, meninos com menos de treze anos, ou meninas com menos de doze anos –, realiza-se a oração chamada “Kól ha-Nearim” (“todas as crianças”), com que o(a) Chefe da família pede a bênção do Pai Eterno para as crianças – reunidas debaixo de um talit sustentado pelas quatro pontas, como um dossel, por um ou quatro adultos –, com as palavras ditas pelo Patriarca Ieshar-Êl para abençoar seus netos, encontradas em Bereshit/Gênesis, 48:15-16.
A Festa consagra a alegria dos filhos do Pai Eterno por serem templos vivos, no cumprir de Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado, na Aliança do Pai Eterno feita com Avraham.
A consagração do Ano Novo é seguir o Caminho do Pai Eterno na Luz que é Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado, o Mashiach, em espírito e verdade.
Shaná tová umetuká!
Ano Novo Bom e Doce!
Receita de Simchat Torá
Maçãs Carameladas
Ingredientes:
. 1/2 xícara de vinagre branco
. 12 palitos de sorvete
. 1/2 copo de água
. Papel manteiga
. 1 panela de 1 litro
. 1 xícara de açúcar branco
. 1 colher de pau
. 1 xícara de açúcar mascavo
. 12 maçãs
Preparo:
- Cozinhe o açúcar branco, o açúcar mascavo, o vinagre e 1/2 copo de água na panela até obter um melado grosso.
- Derrame uma pequena quantidade da mistura na água fria, e então, remova-a. Se ela quebrar entre seus dedos, o melado está pronto. Se não, continue cozinhando, até o teste dar certo.
- Espete os palitos nas maçãs, e, segurando nele, mergulhe a maçã no caramelo. Deixe-as esfriarem no papel manteiga e pronto!

Para saber, de fato, o que importa à vida.
[1] Tehilim/Salmos, 118:25, na numeração hebraica.
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Chanuká
Chag Ha-Urim
Festa das Luzes
Início em 25 de Kislêv
- Reinauguração do Templo Vivo
- Luz da Chanukiá
- Purificação, Dedicação e Santificação do Templo Vivo
- Festa dos Milagres
- O Selo do Sumo-Sacerdote Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado!
Toque do Shofar
- Acendimento da Chanukiá, o Candelabro de 9 luzes;
- Vinho: A Aliança;
- Chalá: Ensinamento da Verdade;
- Alimento: Peixe ou Lasanha;
- Doce: sonhos (sufganiôt);
- Flores: tirsos, palmas, ramos verdejantes;
- Brinquedo: Pião (dreid’l ou sevivon);
- Toalha da mesa: vermelha.
Leitura: II Macabi (II Macabeus), 1:18 e 20; 2:12 e 16; 10:5-8; Iochanan (João), 10:22.
A Festa das Luzes dura oito dias e inicia-se no dia 25 do mês de kislêv. Historicamente, ela comemora a vitória dos judeus sobre os gregos, ocorrida em 165 a.C.
Mas, a Palavra do Pai Eterno deve ser compreendida como o próprio Pai Eterno é: fora do tempo e do espaço. Por isso, o relato de Chanuká é um Ensinamento para todos os filhos do Pai Eterno – não importa onde ou quando nasçam.
E o Ensinamento é este: O Sumo-Sacerdote, Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado, multiplica o azeite da santidade que mantém acesa a luz da menorá que cada filho do Pai Eterno é, para que resplandeça eternamente na vivência das virtudes.
Sob o reinado de Antíoco Epífanes, os gregos invadiram a Palestina, profanaram o Templo de Ierushalaim e procuraram impor aos judeus um modelo religioso pagão e politeísta. Liderados por Iehudá HaMacabi, os judeus se revoltaram e conseguiram, finalmente, derrotar as tropas gregas e retomar a prática religiosa judaica. Purificaram e reinauguraram o Templo, mas encontraram um só jarro de azeite de oliva consagrado, lacrado com o selo intacto do sumo-sacerdote, para realizar o reacendimento da menorá, o candelabro de sete braços, que simboliza a Árvore da Vida, e suas luzes, as Virtudes do Pai Eterno.
Apesar de a quantidade encontrada ser suficiente para, apenas, um dia de consumo – e serem necessários oito dias para a preparação de mais azeite puro para o candelabro –, os judeus, mesmo assim, decidiram utilizá-la. Milagrosamente, o azeite continuou mantendo as luzes acesas por oito dias, e houve tempo para a preparação de mais azeite puro, sem que a luz da menorá se extinguisse.
Assim, como dito, o grande milagre de Chanuká é o da multiplicação do azeite de santidade dentro de cada filho do Pai Eterno, templo vivo, para que todo Ieshar-Êl resplandeça, eternamente, na Presença do Pai Eterno, nosso Pai, na Luz da vivência das virtudes – milagre grandioso, realizado pelo Sumo-Sacerdote Eterno Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado, que multiplica o vinho, multiplica os pães, multiplica os peixes, multiplica o azeite e multiplica a vida, por Sua Ressurreição!
O símbolo da Festa é um candelabro de nove braços, chamado de chanukiá. Oito de seus braços indicam os oito dias de realização do milagre da multiplicação do azeite, e o nono braço, cuja Luz é sempre destacada e usada para acender as demais, é o Sumo-Sacerdote, Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado.
Em comemoração do milagre, as luzes da chanukiá devem ser acesas, durante os oito dias da festa, uma a cada noite, e entoado o cântico “Maôsh Tsur” (“Rocha Poderosa”), enquanto se observam as luzes acesas, orando ao Pai Eterno pela realização de sonhos e milagres – além do próprio milagre da Festa, a multiplicação da unção de santidade dentro de cada filho do Pai Eterno.
Uma decoração de chanukiá pode ser colocada na porta principal, como sinal da festa, para divulgar a todos o milagre e a mensagem de Chanuká, e testemunhar a Luz do Messias, Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado, Sumo-Sacerdote Eterno, nas casas dos iesharelitas. A sala pode ser decorada com muitas luzes coloridas. E, durante os dias da Festa, todos podem brincar, inclusive, com o dreid’l (ou sevivon, o pião).
O espírito da festa é atestar que o Terceiro Templo Vivo é reinaugurado eternamente, pois o milagre é realizado por Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado, o Messias, o Sumo-Sacerdote Eterno, cujo selo se acha aposto no jarro de azeite puro, e por quem a Luz do Pai Eterno habita dentro de cada um de nós, templos vivos do Pai Eterno.
É de suma importância que os filhos do Pai Eterno comemorem o Chanuká, honrando o Terceiro Templo Vivo, e confirmando a Palavra do Pai Eterno, que diz:
“Que templo Me edificareis, se o Céu é Meu Trono e a terra, o escabelo de Meus Pés?”[1]
E mais: “Não habito em templo feito por mãos humanas.”
O “Maôsh Tsur” (“Rocha Poderosa”) é cantado após se acenderem as luzes de Chanuká. E quem é a Rocha, senão Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado, a Pedra Angular?
O acendimento das luzes da Chanukiá
Coloque a chanukiá sobre uma mesa pequena, coberta com uma toalha vermelha até o chão. Deixe sobre essa mesinha, também, nove velas – uma branca, dedicada ao Sumo-Sacerdote Eterno, Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado, destacada, e com a qual serão acesas as demais luzes coloridas: vermelha, amarela, verde, azul, roxa, laranja, rosa e lilás (da direita para a esquerda) –, fósforos e o livrinho das instruções do acendimento das luzes.
Na primeira noite de Chanuká, o chefe da família deve cobrir-se com o talit, o xale de orações, e, primeiramente, acender a luz destacada, que corresponde ao Sumo-Sacerdote, Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado. Com ela acesa, deve acender a primeira vela da direita (de cor vermelha), que indica o primeiro dia da Festa. A luz do Sumo-Sacerdote será recolocada em seu lugar e seu fogo apagado.
É o momento de fazer as orações do acendimento da luz de Chanuká:
“Baruch Atá, Iáu, Elohênu Mélech ha-Olam, shehecheiánu vikiemánu vehiguiánu lizman hazé”.
“Bendito és Tu, ó Pai Eterno, Criador, Espírito Santo Vida, Pai de Avraham, Itzhak e Iaakôv, Pai de Ieshar-Êl, nosso Pai Eterno, Rei do Universo, que nos dás vida, nos manténs e nos fazes chegar a estes dias”.
“Baruch Atá, Iáu, Elohênu Mélech ha-Olam, ashér kidshánu be-Mitsvotáv, vetsivánu lehadlic nêr shél Chanuká”.
“Bendito és Tu, ó Pai Eterno, Criador, Espírito Santo Vida, Pai de Avraham, Itzhak e Iaakôv, Pai de Ieshar-Êl, nosso Pai Eterno, Rei do Universo, que nos santificas com Teus Ensinamentos, e nos fazes acender a Luz de Chanuká”.
“Baruch Atá, Iáu, Elohênu Mélech ha-Olam, sheassá nissim laavotênu baiamim hahêm bizman hazé ve-alênu haiom, La-Iaurrushua ben David ben Avraham Kam, Cohen Gadol, Ha-Mashiach Ieshar-Êl”.
“Bendito és Tu, ó Pai Eterno, Criador, Espírito Santo Vida, Pai de Avraham, Itzhak e Iaakôv, Pai de Ieshar-Êl, nosso Pai Eterno, Rei do Universo, que realizas milagres nos dias de hoje, como para nossos antepassados, por Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado, o Sumo-Sacerdote, o Messias de Ieshar-Êl”.
Entoam-se, após, os Cantos de Louvor ao Pai Eterno – “hanerôt halálu” –, cuja tradução é a seguinte:
“Nós acendemos estas luzes, em virtude das redenções, milagres e feitos maravilhosos que realizas, nos dias de hoje, como para nossos antepassados, por Teu Sagrado Sumo-Sacerdote Eterno, Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado. Durante todos os oito dias de Chanuká, estas luzes são sagradas, para olhá-las, sermos reconhecidos e louvar Teu Grande Nome, por Teus milagres, Teus feitos maravilhosos e Tua Salvação”.
Em cada uma das sete noites seguintes, inicia-se o acendimento das velas por aquela que corresponde ao dia da Festa.
Assim, por exemplo, na quarta noite de Chanuká, primeiramente, acende-se a luz do Sumo-Sacerdote e, com ela, acende-se a luz do quarto dia, que é a quarta da direita para a esquerda.
Em seguida, acendem-se as demais luzes, na ordem dos dias, da direita para a esquerda: a primeira, a segunda e a terceira. Após, recoloca-se a luz do Sumo-Sacerdote no lugar e apaga-se seu fogo, para as luzes da Chanukiá serem contempladas, durante dez minutos, enquanto os presentes fazem, em silêncio, seus pedidos de milagres ao Pai Eterno.
Passados os dez minutos de contemplação, acende-se a lâmpada da sala e apagam-se as luzes da Chanukiá – que serão acesas no dia seguinte.
Na última noite – do oitavo dia –, após os dez minutos de contemplação, todas as luzes da Chanukiá ficarão acesas até que se consumam inteiramente – inclusive, a do Sumo-Sacerdote, que não será apagada, após o acendimento das luzes da Chanukiá.
O último dia é chamado de “zôt Chanuká” – em hebraico, “Eis o Chanuká!”. Sempre que as Escrituras usam a expressão hebraica “zé” – o singular da expressão hebraica plural “zôt” –, a Palavra do Pai Eterno está-se referindo ao Messias.
Assim, “zôt Chanuká” é uma referência a Mashiach e a todo Ieshar-Êl – templos vivos do Pai Eterno, reinaugurados e resplandecentes, na Luz do Sumo-Sacerdote Eterno, Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado, na Presença do Pai Eterno, nosso Pai!
A cada noite, após os dez minutos de contemplação, é o momento de saborear o doce da Festa – o sonho, os milagres pedidos, para serem realizados!
Chanuká tová samêach!!!
Alegria do Bom Chanuká!!!
Receitas de Chanuká
Sufganiôt – Sonhos
(para quem não quiser comprá-los na padaria)
. 3 tabletes de fermento;
. 2 ovos;
. 125 gramas de manteiga;
. 1 xícara de leite;
. 1 Kg de farinha de trigo;
. 1 e 1/2 xícara de açúcar.
Dissolver os três tabletes de fermento em um pouco de leite morno. Acrescentar o açúcar e colocar a farinha até formar um mingau grosso.
Deixar crescer até dobrar de tamanho.
Depois de a massa dobrar de tamanho, colocar dois ovos inteiros, 1 e 1/2 xícara de açúcar e uma pitada de sal.
Misturar tudo e, aos poucos, ir despejando o leite e a manteiga previamente dissolvida no fogo. Vai-se colocando a farinha até ficar uma massa mole; a massa não deve ser socada, e sim misturada.
Deixa-se crescer, mais ou menos, 1 hora, amassa-se ligeiramente, abre-se com rolo na espessura de 1 centímetro.
Corta-se com o copo, coloca-se geléia no meio, fecha-se em bola, deixa-se crescer mais uma hora, e frita-se.
Acrescentar açúcar e canela.
Meia Lua de Chanuká
. 250 gramas de manteiga;
. 4 gemas;
. ½ Kg de farinha;
. 1 pacote e ½ de levedo de cerveja, dissolvido em 6 colheres de leite.
Misturam-se os ingredientes. Divide-se essa massa, que deve ser bem leve, em 5 partes iguais; estende-se cada parte com o rolo, e corta-se em forma de triângulo. Recheia-se os triângulos com marmelada, junta-se bem as pontas, pincela-se com clara de ovo e salpica-se com amêndoas picadas e açúcar cristal. Leva-se ao forno.
Levivôt (Latkes)
. 4 batatas médias;
. 1 ovo inteiro;
. sal;
. salsa;
. 1 cebola pequena, ralada;
. farinha para dar liga;
. pimenta, se quiser.
Ralar as batatas, misturar os outros ingredientes e fritar, às colheradas, em gordura quente.

Para saber o que, de fato, importa à vida.
[1] Ishaiáu (conhecido como Isaías), 66:1; Atos, 7:48-49 e 17-24.
טו בשבט
Tu B’Shevat
Ano Novo das Árvores Frutíferas
Festa do Reconhecimento da Misericórdia do Pai Eterno
15 de Shevat


- Toque do Shofar
- Luz de vela ou lamparina.
- Toalha da mesa: Verde e prata (ou colorida).
- Flores: de sua preferência.
- Pratos doces: Bolo de Maçã, Bolo de Amêndoa com Vinho e Compotas de Frutas
- Salada: Especial de Shevat
- Jarra com Água na Mesa
- Leituras: Shemot/Êxodo, 13:17-17:16; Devarim/Deuteronômio, 8:7-8, 10; 26:1-15; Malachi/Malaquias, 3:10-12.
Rosh Hashaná le Ilanôt
Aos 15 dias de Shevat, comemoramos o Ano Novo das Árvores.
Somos reconhecidos ao Pai Eterno pelos frutos, grãos, ervas, legumes e verduras que nos alimentam. É a festa do reconhecimento da Misericórdia do Pai Eterno pelo provimento e suprimento que Ele nos dá.
Comemoramos a festa com alegria, luz, e representamos os frutos, grãos, ervas, legumes e verduras, pondo à mesa frutas da estação – de preferência, alguma que ainda não tenha sido comida no ano –, e alguma dessas espécies vegetais, que são mencionadas nas Escrituras, em Devarim/Deuteronômio, 8:7-8. São elas: trigo, cevada, uva, figo, romã, azeitona e tâmara.
“Porque o Pai Eterno te há de introduzir numa terra excelente, numa terra cheia de regatos de águas e de fontes: Em cujos campos e montes arrebentam os abismos dos rios numa terra de cevada e de vinhas, onde se dão figueiras e olivais; numa terra de azeite e de mel (de tâmara)” (Devarim/Deuteronômio, 8:7-8).
O trigo simboliza o alimento do espírito. A cevada indica o domínio sobre a mente e a matéria. A uva representa o júbilo, a alegria, a revelação do íntimo. O figo exprime a dedicação de cada um de nós com aquilo que o Pai Eterno nos dá. A romã significa a vivência no Caminho, superando qualquer circunstância. E a azeitona e a tâmara representam, por fim, a santidade e a paz, que, por Misericórdia do Pai Eterno, desperta, em cada um de nós, o Caminho em Santidade, no discernimento dado por Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado.
Essas sete espécies vegetais também correspondem às sete manifestações do Pai Eterno – as sete sefirôt, os sete Dias da Criação – no Escudo de Shalom: o trigo é Chésed; a cevada é Guevurá; a uva é Tiféret; o figo é Netzach; a romã é Hôd; a azeitona é Iessôd; e a tâmara é Malchut.
Em Tu B’Shevat, lembramos que o “homem é uma árvore do campo” (Devarim/Deuteronômio, 20:19), que somente vive, cresce e produz frutos enraizado na terra – isto é, em união com a Fonte, o Pai Eterno, Vida que dá vida.
A virtude da Festa é o Reconhecimento da Misericórdia do Pai Eterno, que dá o provimento e o suprimento a todos nós, Seus filhos, com abundância:
“Reconheço hoje, diante do Pai Eterno, meu Pai Eterno, que entrei na terra que o Pai Eterno tinha jurado a nossos pais nos dar.” (Devarim/Deuteronômio, 26:3)
Esse reconhecimento se manifesta com a entrega do dízimo, que é separado e administrado por todos nós, de acordo com a Vontade do Pai Eterno, para o provimento e suprimento dado pelo Pai Eterno ao órfão e à viúva (Devarim/Deuteronômio, 26:12-13; Malachi/Malaquias, 3:10-12).
Após a refeição festiva, dizer a bênção shehecheiánu, conforme a Palavra do Pai Eterno, em Devarim/Deuteronômio, 8:10.
“Para que quando comeres e fores farto louves ao Pai Eterno, pela excelente terra que te deu”.
A Bênção shehecheiánu é a seguinte:
“Baruch Atá, Iáu, Elohênu Mélech ha-Olam, shehecheiánu vekiyemánu vehiguiánu lizman hazé” “Bendito és Tu, ó Pai Eterno, Pai de Misericórdia, Pai de Avraham, Itzchak e Iaakôv, Pai de Ieshar-Êl, nosso Pai Eterno, Rei do Universo, Espírito Santo Vida que nos dás a vida, nos manténs e nos fazes alcançar esta época”.
No Shabat anterior a Tu B’Shevat – e, por isso, no Shabat em que recebemos do Pai Eterno a bênção para a semana da celebração daquela Festa –, é lida a parashá (trecho da Torá) de Shemot/Êxodo, 13:17-17:16. É justamente o trecho das Escrituras que relata a libertação que o Pai Eterno dá a todos nós, Seus filhos, da escravidão imposta pelo faraó-mente.
O texto menciona a operação do Pai Eterno, que protege a todos nós, Seus filhos, com o Escudo de Shalom (13:21-22; 14:19-20); a travessia do Mar Vermelho (14:1-31); o cântico da libertação dos filhos do Pai Eterno (15:1-18) – que contém a frase “Pai Eterno, Tu és o meu Pai, eu Te glorifico, eu Te sou reconhecido, Tu és o Meu Pai” (15:2) que deve ser dita, todos os dias, no louvor da madrugada –; o provimento e o suprimento dado pelo Pai Eterno a todos nós, Seus filhos, em abundância, com bençãos, milagres e maravilhas (15:25-17:6) – a água (inclusive, a que brota da pedra), o man (maná, o “pão que chove do Céu”) e carne –; a lembrança e guarda do Shabat – que o Pai Eterno dá a todos nós, Seus filhos, como verdadeiro alimento do espírito que somos (16:25); e a vitória que o Pai Eterno nos dá sobre a dúvida e o esquecimento, instilados pela mente (17:8-16).
Com o Shabat, o dízimo (reconhecimento da Misericórdia do Pai Eterno pelo provimento e suprimento que nos dá) e o man (maná), lembremos, pois, sempre – e, especialmente, em Tu B’Shevat – que o Pai Eterno é que é o nosso Pai Eterno ! O Pai Eterno é que nos dá sermos vida, nos provê e nos supre, abundantemente, para toda a eternidade!
“Chag tôv samêach”!
Boa e Alegre comemoração!
Receitas de Tu B’Shevat
Bolo de amêndoa com Vinho
. Fécula de batata 1 e 1/2 xícaras;
. 1 colher de sopa de fermento em pó;
. 3/4 xícara de vinho tinto;
. 2 colheres de sopa de raspas de laranja;
. 3 colheres de sopa de conhaque ou rum;
. 6 ovos, claras e gemas separadas;
. Pitada de sal;
. 1 e 1/2 xícaras de açúcar;
. 1/2 xícara de azeite extra virgem;
. 1 e 1/4 xícaras de amêndoas moídas.
Preparo
Pré-aqueça o forno (temperatura média).
Misture a farinha e o fermento e reserve. Misture o vinho, as raspas de laranja e conhaque em outra tigela e reserve.
Em uma terceira tigela, bata as claras em neve e sal até ficarem firmes. Usando uma batedeira, bata o creme, as gemas e o açúcar até que a mistura fique macia e solta. Adicione o óleo e misture novamente.
Começando e terminando com os ingredientes secos, acrescente a mistura de farinha, alternando com o vinho. Misture até ficar homogêneo. Adicione as nozes e misture até ficar homogêneo. Juntar a clara de ovo com uma colher de pau.
Despeje a massa em uma forma untada. Leve ao forno por 1 hora ou até faca inserida sair limpa. Desenforme e vire em posição vertical para servir.
Nota:
Você pode substituir as amêndoas por nozes ou avelãs.
Bolo de maçã
. 1/3 xícara de açúcar;
. 2 colheres de chá de canela em pó;
. 3 xícaras de farinha de trigo;
. 2 xícaras de açúcar;
. 2 e 1/2 colher de chá de fermento em pó;
. 1/2 colher de sal;
. 1 xícara de óleo vegetal;
. 4 ovos;
. 1/3 xícara de suco de laranja;
. 2 colheres de chá de baunilha;
. 2 maçãs grandes, descascadas e em fatias finas.
Preparo
Pré-aqueça o forno a temperatura média.
Combine 1/3 de açúcar e uma xícara de canela em pó até misturar bem e reserve. Misture a farinha, 2 xícaras de açúcar, o fermento e o sal em uma tigela a mistura média. Misture o óleo, ovos, suco de laranja e baunilha até ficar bem misturado.
Coloque meia colher de massa em uma bandeja de bolo, já untada. Espalhe metade das fatias de maçã sobre a massa. Polvilhe com metade da mistura de açúcar e canela. Repita as camadas.
Asse em forno pré-aquecido 60 a 65 minutos ou até o palito inserido no centro sair limpo. Espere o bolo esfriar na panela por dez minutos. Cuidadosamente retire da panela. Deixe esfriar completamente na grade (forma ou prato). Sirva quente ou em temperatura ambiente.
Nota:
Um delicioso bolo cheio e coberto com maçãs e canela.
Salada Especial de Shevat (“Salat Shivat ha-Minim”)
. Alface (qualquer tipo);
. Sementes de 1/2 a 1 romã madura;
. 6 a 8 figos picados;
. Punhado de uvas (com ou sem sementes), cortadas ao meio ou em quatro;
. 2 a 4 tâmaras cortadas;
. Azeite de oliva e vinagre balsâmico;
. torradinhas de cevada e trigo.
Opcional:
. Queijo de cabra;
. Mel.
Preparo
Para fazer as torradinhas, corte o pão – tanto de trigo, quanto de cevada – em pedaços pequenos, e coloque em uma assadeira ou pirex.
Em uma tigela, misture o azeite e algumas especiarias favoritas, inclusive, orégano, manjericão, e tomilho. Pincele a mistura de óleo e ervas sobre os pedaços de pão e leve-os ao forno de 200°C a 225°C, até que o pão fique como torradinha.
Combine tudo e divirta-se!
A idéia básica é colocar todas as frutas em uma cama de alface e misturar.
Para saber o que, de fato, importa à vida.
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Festa da Alegria de Aceitar e Receber a Torá
14 e 15 de Adar
Toque do Shofar – a Voz do Pai Eterno- Luz de lamparina (ou vela).
- Vinho – Aliança.
- Chalá – Ensinamento da Verdade.
- Alimento – Lasanha.
- Doce – Torta de uvas pretas pequenas e Orelhas de Haman (Oznê Haman).
- Brinquedos: Matracas, apitos, pandeiros, línguas-de-sogra, e outros semelhantes.
- Toalha da mesa: Florida, festiva.
- Flor – Jasmim
- Leituras: Livro de Ester (especialmente, 9:17-32) – nas vezes em que for pronunciado o nome “Haman”, fazer soar os brinquedos e bater com os pés, como sinal de vitória sobre os inimigos –; Shemot/Êxodo, 17:8-16; 21:1-24:18.
No próprio dia da festa, ao surgir da estrela, no início do dia – Oração de abertura. Jantar festivo, com música, dança e vinho, pela Vitória e Bençãos do Pai Eterno. Durante o dia, ir à rua e dar um auxílio aos necessitados.
Atitude – Convicção e fidelidade no Poder do Pai Eterno – a nossa Libertação!
Purim origina-se da palavra hebraica “Pur”, que, no espírito, é a vitória de Iaurrushua ben David ben Avraham Ressucitado para os filhos do Pai Eterno que dominam a mente que têm – e não sorte.
A virtude da festa é a Alegria de Aceitar e Receber a Torá que o Pai Eterno dá a cada um de nós, Seus filhos, pelo Messias Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado.
Dizer:
“Aceito e recebo de Ti, Iáu, Espírito Santo Vida que me dás a vida, meu Pai Eterno, a Torá que Tu me dás, por Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado, o Mashiach.”
No Shabat anterior a Rosh Chôdesh Adar – ou seja, no Shabat em que recebemos do Pai Eterno a benção para o mês de Adar, que se inicia na semana seguinte e cujo auge é a festa de Purim –, é lida a parashá (trecho da Torá) de Shemôt/Êxodo, 21:1-24:18. É o trecho das Escrituras que relata que, enviado pelo Pai Eterno (23:20.21), o Mashiach Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado se apresenta (24:10.11), diz Seu Nome (24:13) – a revelação do Mashiach na Torá! – e, como fez com Moshé, leva cada um de nós para o alto da Montanha do Pai Eterno, para nos entregar a Torá – o Ensinamento da Vida –, que nos é dada pelo Pai Eterno.
Aceitar e receber a Torá (24:7) dada pelo Pai Eterno e entregue pelo Mashiach é vivenciar o amor ao Pai Eterno sobre todas as coisas – inclusive, sobre si mesmo(a) – e ao próximo como a si mesmo(a) – ao ponto de, como diz a brincadeira, “não saber a diferença entre ‘bendito é Mordechai’ e ‘maldito é Haman’”: todos são nossos irmãos! Não há “Haman”!
A Festa é celebrada com muita alegria – inclusive, com jantar festivo (Shemôt/Êxodo, 24:11).
No primeiro dia de Adar, bem como, nos dias da festa – sempre na entrada do dia, à noite –, dizer em oração o seguinte:
Iáu Espírito Santo Vida que me dás a vida, meu Pai Eterno
Misericórdia, no Poder de Teu Amor Misericórdia. Desmanchada foi a atadura !
Tu aceitas o canto de mim Teu(ua) filho(a), Tu me exaltas ó Poder Criador, Um Só ! Criador do Universo e de tudo o que ele contém
Misericórdia, ó Único Poder, Tu me proteges como a pupila do olho a mim que sou em União Contigo, no Teu colo !
Tu me abençoas sempre na Tua Santa Misericórdia desde que me formaste, me fizeste nascer e me dás a vida !
Ó Santo, meu Escudo de Proteção e Guarda, com a abundância de Teu Amor Misericórdia, Tu reinas em Tua ieshivá
Iúlma, Ó Único, ó Grande, bendito és para sempre e eternamente, Tu Te derramas em mim Teu(ua) filho(a), e em todos os Teus filhos, que sabemos que és Santo
Tu que tudo sabes tudo vês e tudo ouves
Bendito é o Nome da Glória do Teu Reino Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado por toda a eternidade
Assim é Assim é
Chag Purim Samêach !
Alegria da festa de Purim !

Para saber, de fato, o que importa à vida.
Receitas de Purim
Oznê Haman – Orelhas de Haman
Ingredientes da massa
. 1 xícara de açúcar;
. 1/3 xícara de óleo;
. 1/3 xícara de margarina ou gordura vegetal;
. 3 ovos;
. 1/2 xícara de suco de laranja;
. 10 xícaras de farinha de trigo peneirada;
. 3 colheres (chá) de fermento em pó;
. 1 ovo para pincelar;
. açúcar de confeiteiro.
Preparo:
Misture bem o açúcar, o óleo e a gordura vegetal até formar um creme. Adicione os ovos e o suco e mexa bem. Junte os ingredientes secos e enrole no formato de bola.
Ingredientes do recheio
. 50 g de sementes de papoula;
. 100 g de açúcar;
. 3 colheres (sopa) de vinho doce;
. 1/2 colher (sopa) de gordura vegetal;
. 1 casca de limão ralada fina;
. 100 g de tâmaras picadas.
Preparo:
Numa panela misture a papoula, o açúcar, o vinho e a gordura. Cozinhe em fogo baixo por alguns minutos mexendo com uma colher de pau. Retire do fogo e acrescente a casca de limão ralada.
Observação: se for necessário aumentar a quantidade do recheio, acrescente 1/2 xícara de biscoito esfarelado ou farinha de rosca.
פסח
PESSACH
A Aliança feita pelo Pai Eterno a Avraham e cumprida por
Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado
15 a 22 de Nissan
1º e 8º dias – Nenhum trabalho servil;
- Luz de lamparina (ou vela);
- Toque do shofar;
- Vinho: A Aliança (o vinho com um pouco de água);
- Matzá: Ensinamento da verdade;
- Alimento: peixe ou carneiro;
- Doces: bolo de mel e torta de nozes – ambos com farinha de matzá;
- Toalha de mesa: branca (conservá-la durante os oito dias);
- Flores: Sete palmas brancas;
- Todas as luzes da casa acesas na abertura da cerimônia.
Qual é a aliança? A Vontade do Pai Eterno de habitar dentro de cada filho, para abençoá-lo, ensiná-lo e orientá-lo, na União com o Pai Eterno – viver o “Eu e o Pai somos Um”, o templo vivo do Pai Eterno.
Qual e o cumprimento da aliança? Com a Ressurreição, Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado abriu a Porta para o Pai Eterno realizar a Sua Vontade, dentro de cada filho.
A confirmação é na oração do Messias, a Oração Sacerdotal, em Iochanan (João), 17:21-23:
“(…) que todos sejam um, assim como tu, Pai, és em mim e eu em ti, para que também eles sejam em nós e o mundo creia que tu me enviaste. Dei-lhes a glória que me deste, para que sejam um, como nós somos um: eu neles e tu em mim, para que sejam perfeitos na unidade e o mundo reconheça que me enviaste e os amaste, como amaste a mim.
O que é o Ato de União? É a Aliança – a UNIÃO do filho com o Pai Eterno, como templo vivo, realizando o “Eu e o Pai somos Um”.
Como é que se realiza o templo vivo do Pai Eterno? Vivenciar o Ensinamento da Verdade: a Vivência do Amor, como Torá viva.
O cumprir de Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado – a Realização da Aliança.
Pessach REPRESENTA a Aliança feita pelo Pai Eterno para a libertação de toda e qualquer escravidão imposta pela mente na existência. Em hebraico, “Egito” é Mitsraim, palavra que significa limitações, cadeias, servidão, escravidão. “Egito” é o querer da mente – envolver o filho do Pai Eterno. O faraó-mente busca envolver o espírito que o filho é, para tomar posse do corpo – que é dado pelo Pai Eterno ao espírito-filho, para nele viver – e passar a existir, usufruindo de todos os prazeres e de tudo o que se refere à existência. No Pessach, realiza-se a libertação do domínio da mente. O Pessach é a libertação do espírito-filho realizada pelo Mashiach (Messias) Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado e que culmina em Shavuot, comemoração que CELEBRA o filho ser Torá – a própria Lei Viva do Pai Eterno.
Pessach-Shavuot comemora a Libertação do espírito. Coincide com a época das colheitas das espécies vegetais, motivo pelo qual essas celebrações são conhecidas como Festas da Colheita.
A primeira espécie vegetal a surgir, já na época do Pessach, é a cevada, símbolo da mente. O oferecimento dessa primeira espécie vegetal – a cevada – ao Pai Eterno, na festa do Pessach, significa, pois, a atitude do filho que domina a mente que tem, mas não é.
Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado liberta e protege os filhos do Pai Eterno do faraó-mente, para viverem os espíritos que são.
E a última espécie vegetal a surgir, já na época de Shavuot, é o trigo, símbolo do espírito, o “pão que brota da terra”. Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado é o “pão da Vida”. O oferecimento dessa espécie vegetal – o trigo – ao Pai Eterno, na festa de Shavuot, significa a vivência do espírito que o filho é, Torá viva do Pai Eterno, que “floresce e frutifica” no corpo – a “terra” –, para viver na “terra prometida”.
Antes do Pessach, é preciso retirar todo o fermento da casa e, durante os sete primeiros dias da festa, também da alimentação. O pão comum substitui-se por matzá (pão ázimo).
A massa fermentada cresce e incha, o que representa o orgulho da mente, que busca existir como deus de si mesma. A matzá é pura e chata, simboliza mansidão e humildade.
Pessach ensina que chametz – comida fermentada, representação do orgulho, da arrogância – é a negação da Torá.
Na primeira noite de Pessach, não sair de casa. É a noite da afirmação de que se é santo (não de confissão de erros), do lava-pés e do ato de União. Se, no entanto, esta noite coincidir com o Shabat, o lava-pés, a afirmação e a vigília fazem-se na noite anterior – do quinto para o sexto dia.
Não há confissão de erros, porque somos santos.
O lava-pés é ato de humildade. É feito pelo Chefe da Família – na ausência deste, pel0(a) filho(a) responsável pela casa –, que, antes, deve lavar as mãos numa bacia escolhida para o ato, e enxugá-las com uma pequena toalha, também dedicada para o ato[1]. Em seguida, munido de uma toalha e de uma bacia diferentes daquelas acima mencionadas – mas, igualmente reservadas para esse ato –, o Chefe de Família – ou o(a) filho(a) responsável pela casa – inicia o lava-pés, utilizando água com um pouco de sal. A cerimônia se encerra com a lavagem dos pés do próprio Chefe de Família – ou do(a) filho(a) responsável pela casa.
Durante todo o ato, canta-se o Cântico do Lava-Pés.
1º Cântico – Cântico do Lava-Pés:
EU QUERO CAMINHAR NA LUZ
Eu quero caminhar na Luz
Do Ressurreto, Iaurrushua
Eu quero Vivenciar na Luz
Do Ressurreto, Iaurrushua!
Dá-me a Luz Iaurrushua,
P’ra Te seguir e Caminhar
Dá-me apoio, Iaurrushua,
P’ra me guiar em Tua Luz!
Passa-se, em seguida, ao Ato de União, ato que representa a Aliança com o Pai Eterno, cumprida por Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado, o Mashiach. Coloca-se um cálice especial com vinho e um pouco de água, à cabeceira da mesa, e, sobre o mesmo, um pequeno lenço de linho branco, dobrado, que contenha pedaços de matzá em quantidade suficiente para o número de filhos do Pai Eterno que participem do Ato de União. A matzá pura e santa representa o Ensinamento da Verdade, por Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado.
Desdobrado o lenço diante do cálice de vinho, faz-se o Ato de União, que se inicia com a leitura de Luca (Lucas), 22:17-19. O Chefe de Família – ou 0(a) filho(a) responsável pela casa – diz, em seguida, as bençãos sobre o vinho e a matzá.
Assim:
A benção do Vinho – com um pouco de água:
“Baruch Atá, Iáu, Elohênu Mélech ha-Olam, ashér kidshánu bemitsvotáv vetsivánu leiarrêd habrit shelêrrá” (“Bendito és Tu, ó Pai Eterno, Poder Um, Único, Um Só, Espírito Santo Vida que nos dás a vida, Pai de Avraham, Itzhak e Iaacôv, Pai de Ieshar-Êl, nosso Pai Eterno, Rei do Universo, que nos santificas com Teus Ensinamentos e fazes nos unirmos à Tua Aliança”).
A benção da Matzá:
“Baruch Atá, Iáu, Elohênu Mélech ha-Olam, ashér natan lánu Torat Êmet” (“Bendito és Tu, ó Pai Eterno, Poder Um, Único, Um Só, Espírito Santo Vida que nos dás a vida, Pai de Avraham, Itzhak e Iaacôv, Pai de Ieshar-Êl, nosso Pai Eterno, Rei do Universo, que nos dás o Ensinamento da Verdade”).
O cumprimento da Aliança, com a Ressurreição de Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado, é a realização da Vontade do Pai Eterno de habitar dentro de cada filho, no vivenciar do “Eu e o Pai somos Um” – como templo vivo do Pai Eterno.
O Chefe de Família – ou o(a) filho(a) responsável pela casa – faz o próprio Ato de União, de joelhos, dizendo “Meu Pai Eterno, sou em união contigo: Sou Teu templo vivo”. Em seguida, ingere um pedaço da matzá, o Ensinamento da Verdade, e toma um gole do vinho e celebra a Aliança.
Cada filho(a) do Pai Eterno aproxima-se, então, da cabeceira da mesa e, também de joelhos, ingere um pedaço da matzá, o Ensinamento da Verdade, e toma um gole do vinho e celebra a Aliança. O último filho do Pai Eterno faz o Ato de União consumindo, integralmente, a matzá e o vinho.
Durante o Ato de União de cada filho(a) do Pai Eterno, os demais filhos do Pai Eterno presentes cantam o Cântico do Pessach.
2º Cântico – Cântico do Pessach:
Cântico da União
Os filhos Ieshar-Êl
Glorificam ao Seu Mestre
Gloria, Hosana,
A Iaurrushua o Salvador!
Glória, Hosana,
Glória, Hosana,
Glória, Hosana,
A Iaurrushua o Salvador!
Os filhos reunidos
Em volta da mesa,
Partindo o Pão,
A Palavra da Paz!
Servem o Vinho,
Servem o Pão,
Erguem bem alto
A bandeira da Paz!
Após o Ato de União, inicia-se a vigília. Ler as passagens da Palavra para o Pessach, a seguir indicadas:
Shemot/Êxodo, 12:1.
Shemot/Êxodo, 12:22. O versículo indica que, na primeira noite, após realizada a União, não sair de casa, devido ao grande risco que se corre, pela atuação do adversário.
Shemot/Êxodo, 12:23. A Palavra esclarece que, ao ver, em sua passagem, na casa, o símbolo da presença do Messias, o Anjo exterminador segue adiante, pois o Pai Eterno não o deixa atingir a casa. O Messias cumpriu a Vontade do Pai Eterno – testemunhou a vida, e não a morte. Ele ressuscitou ao terceiro dia. O sangue é o símbolo da mente, a alma[2] – e o espírito é vida, não morre.
Shemot/Êxodo, 12:24. A Palavra indica que a União é para sempre.
Shemot/Êxodo, 12:27. A Palavra trata da proteção das casas onde habitam os filhos do Pai Eterno que dominam a mente pela vivência dos espíritos-filhos que são.
Shemot/Êxodo, 12:42. A Palavra trata da vigília.
Shemot/Êxodo, 13:1-10. A Palavra diz sobre a consagração dos primogênitos do Pai Eterno e afirma que a Aliança é a União com o Pai Eterno dentro de cada filho(a) templo vivo; a libertação e proteção do domínio da mente; a entrada na terra onde mana leite e mel são as Bençãos do Pai Eterno; o Ensinamento da Verdade é dado, em família, aos filhos, de geração em geração; no Pessach, não se comem pães comuns, fermentados – representação do orgulho, da arrogância; e que os Ensinamentos do Pai Eterno são um sinal na testa, na mão e na boca de cada Iesharelita – a atitude de todos os filhos do Pai Eterno, em pensamentos, palavras e ações, na União com o Pai Eterno.
Shemot/Êxodo, 20. Os Ensinamentos do Pai Eterno que, na figura da mezuzá, colocada no umbral direito da porta de entrada das casas de Ieshar-Êl, são vivenciados pelo Iesharelita, e o protegem do Anjo exterminador.
Shemot/Êxodo, 23:15.
Shemot/Êxodo, 34:18.
Vaikrá/Levítico, 23:4 e 8.
Bamidbar/Números, 28:16-18. Não trabalhar no primeiro e oitavo dias da Festa.
II Crônicas, 35:1.6.17-18.
Matiáu (Mateus), 26:17 a 19. A Palavra para a comemoração do Pessach.
Marco (Marcos), 14:1.12-16.
Luca (Lucas), 22:7-18. A Palavra se refere ao Pessach a ser comemorado no “dia dos pães sem fermento”.
Iochanan (João), 2:13 e 23.
Iochanan (João), 11:55. A Palavra diz que a Festa celebrada é o Pessach, o “dia dos pães sem fermento”– que se inicia em 15 de Nissan.
Iochanan (João), 12:12-13.
Atos, 20:6. Está escrito, os seguidores do Mashiach só viajaram, depois do Pessach.
O Ômer
Contam-se sete semanas entre Pessach e Shavuot. O discernimento dessa contagem – ômer, em hebraico – é a vivência das virtudes do Amor ao Próximo – União com o Pai Eterno, Inocência, Modéstia e Mansidão –, para, no espírito que cada um de nós é, tomarmos posse da “terra prometida”.
A contagem se inicia no segundo dia de Pessach – 16 de Nissan – e prossegue até à véspera de Shavuot – 5 de Sivan –, o que perfaz 49 dias.
Com essa contagem, afirma-se, em primeiro lugar, que Pessach e Shavuot são uma só festa – a Festa da Libertação do espírito, como antes explicado.
O Ômer é, em segundo lugar, uma oração com que se pede ao Pai Eterno para “bem contar seus dias”, como diz a Palavra, em Tehilim/Salmos, 90:12: “Ensina-nos a bem contar os nossos dias, para alcançarmos o saber do espírito” – pedido de vivência no espírito que se é.
E o Ômer mostra, por fim, o caminhar do espírito-filho na Presença do Pai Eterno, livre, para vivenciar a Torá viva que ele é. Cada dia de contagem é precioso, porque revela uma sintonia própria com o Pai Eterno, nosso Pai.
Feita a cada início de dia – com o surgimento da primeira estrela, ao entardecer –, a contagem se inicia dizendo a Benção do Ômer:
“Baruch Atá, Iáu, Elohênu Mélech ha-Olam, ashér kidshánu bemitsvotáv, vetsivánu al-sefirát ha-Ômer” (“Bendito és Tu, Pai Eterno, Vida que nos dás a vida, Pai de Misericórdia, Pai de Avraham, Itzhak e Iaacôv, Pai de Ieshar-Êl, nosso Pai Eterno, Rei do Universo, que nos santificas com Teus Ensinamentos e nos fazes contar o Ômer”).
Diz-se então: “Hoje é o dia tal – o número do dia, por exemplo, 16, 17, 18, etc. – do mês tal – Nissan, Iyar ou Sivan – do ano tal – por exemplo, 5776 –, hoje é o dia tal – o número ordinal, por exemplo, o primeiro dia, o segundo dia, etc. – dia do Ômer por Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado, o Messias de Ieshar-Êl. Amen!”
O quinquagésimo dia desse período não é contado. É o dia da Festa de Shavuot – 6 de Sivan –, que celebra a Entrega da Torá, o Ensinamento de Vida, dado pelo Pai Eterno a cada um de Seus filhos, na vivência de templos vivos.
Leituras:
1º Dia do Pessach: Shemot/Êxodo, 12:21-51; Bamidbar/Números, 28:16-25; Iaurrushua (Josué), 5:2-6:1.27;
2º Dia do Pessach: Vaikrá/Levítico, 22:26-23:44; Bamidbar/Números, 28:16-25; Malachim II/Reis II, 23:1-9.21-25;
3º Dia do Pessach: Shemot/Êxodo, 13:1-16; Bamidbar/Números, 28:16-25;
4º Dia do Pessach: Shemot/Êxodo, 22:24-23:19; Bamidbar/Números, 28:16-25;
5º Dia do Pessach: Shemot/Êxodo, 34:1-26[3]; Bamidbar/Números, 28:16-25; Iechezkel (Ezequiel), 37:1-14;
6º Dia do Pessach: Bamidbar/Números, 9:1-14; 28:16-25;
7º Dia do Pessach: Shemot/Êxodo, 13:17-15:26; Bamidbar/Números, 28:16-25; Shmuel II (Samuel II), 22:1-51;
8º Dia do Pessach: Devarim/Deuteronômio, 15:19-16:17; Bamidbar/Números, 28:16-25; Ishaiáu (Isaías), 10:32-12:6.
Pessach Casher veSamêach !
Pessach em Alegre União com o Pai Eterno !
Para saber, de fato, o que importa à vida.
Receitas do Pessach
Guefilte Fish (Bolinho de peixe judaico)
. 1/2 kg de carpa
. 2 unidades de ovo
. 3 unidades de cenoura
. 3 unidades de cebola médias
. 2 colheres (sopa) de açúcar
. quanto baste de sal
. quanto baste de pimenta-do-reino branca em pó
. 2 colheres (sopa) de óleo de soja
. 60 g de farinha de matzá.
. 1 colheres (café) de bicarbonato de sódio
. 1/2 copo de água fria
. 1/2 kg de pescada branca
Modo de fazer:
| Cortar os peixes em filé (sempre duas qualidades de peixe) reservando as cabeças e as espinhas.
Na panela, onde o peixe deverá ser cozido, colocar o óleo, cebola e bicarbonato, fritando em fogo baixo, mexendo sempre até dourar, desmanchar a cebola. Moer os filés, alternando com as cebolas fritas. Ralar uma cenoura. Acrescentar todos os outros ingredientes, menos as cenouras inteiras, misturar bem e ir colocando aos poucos a água para ficar uma massa macia. Na panela onde se fritou a cebola, colocar água, temperá-la com sal, açúcar e pimenta em pó, acrescentar as cenouras inteiras, deixando ferver por alguns minutos. Juntar ao caldo as espinhas, diminuir o fogo e ferver tudo junto por quinze minutos. |
Bolo de Mel com Nozes
. 4 unidades de ovo
. 150g de nozes
. 350g de farinha de matzá
. 200g de manteiga
. 500g de mel
Modo de fazer:
Bater na batedeira o mel e a manteiga.
Acrescentar os ovos à mistura de mel e manteiga, e bater até virar um creme, isto é, por aproximadamente 15 minutos na velocidade máxima da batedeira.
Misturar levemente o restante dos ingredientes, a farinha de matzá e as nozes.
Colocar em forma untada.
Assar a 150ºC por 40 minutos.
Desenformar frio e decorar com nozes.
Rendimento: 2 bolos de 700g
[1] Iochanan (João), 13:4.5.
[2] Vaikrá/Levítico, 17:1: נפש הבשר בדם (“néfesh habassar bedam”: “a alma, a carne, está no sangue”); Devarim/Deuteronômio, 12:23: הדם הוא הנפש (“hadam hu hanéfesh”: “o sangue, ele, a alma”). O conhecimento institucional religioso acha que alma e espírito seriam a mesma coisa. Daí a confusão.
[3] Se o shabat for algum dos dias intermediários do Pessach – do terceiro ao sexto dias –, esta é a leitura correspondente, iniciada em Shemot/Êxodo, 33:12 – ou seja, Shemot/Êxodo, 33:12-34:26.
יום הולדת
של המשיח
Iom Hulédet
Shel HaMashiach
O Nascimento do Mashiach
Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado
22 de Nissan
O Nascimento do Messias
Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado[1]
Nenhum trabalho servil.
- Luz de Lamparina (ou vela);
- Toque do Shofar;
- Vinho: A aliança – A taça de vinho sobre a mesa prenuncia a Volta do Mashiach;
- Chalá (matzá): O Ensinamento da Verdade;
- Alimento: Peixe (chamamento);
- Doces: pequenos chocolates em forma de Escudo de Shalom, balas, pipoca, pirulitos, etc;
- Frutas e frutos: tâmara, figo, damasco, ameixa e passas;
- Flores: Lírio Branco (Pureza)[2];
- Mel: Caminho Suave e Doce;
- Azeite: Unção;
- Água (uma jarra): Batismo;
- Uma rosa: Testemunho da Submissão e homenagem a Miriam, mãe de Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado;
- Toalha da Mesa: Branca;
- Decoração: bolas de encher e, na porta, o Escudo de Shalom;
- Traje: branco (santidade);
- Jantar: festivo e com música.
Leituras: Devarim/Deuteronômio, 15:19-16:17; Bamidbar/Números, 28:16-25; Ishaiáu, 10:32-12:6; Iermeiáu/Jeremias, 23:5.6, 33:14-16; Matiáu/Mateus, 1:18-2:12; Luca/Lucas, 1:68-75; 2:1-52.

Para saber, de fato, o que importa à vida.
[1] Leia o capítulo “Data Natalícia de Iaurrushua”, no livro Segue em Silêncio.
[2] Se não houver, pode ser cravo branco ou copo-de-leite.
שבועות
Shavuot
Celebração da Aliança
6 a 12 de Sivan
Shavuot
Celebração da Aliança
7 shabatot (sábados) após o início da festa de Pessach
Festa das Semanas
Festa das Primícias
Comemoração por sete dias
Nenhum trabalho servil no primeiro e no último dias
- Luz de lamparina ou de vela
- Toque do Shofar
- Vinho ou suco de uva – com um pouco de água: A Aliança
- Chalá: Ensinamento da Verdade
- Alimento: Carneiro
- Doces: Frutas secas e torta de ricota com geléia
- Flores: Lírios brancos
- Toalha da mesa: azul – ou, se não tiver, branca
Leituras:
Os Dez Ensinamentos – Shemot/Êxodo, 20:1-17, em voz alta; a Benção Sacerdotal – Bamidbar/Números, 6:22-27, em voz alta; Livro de Rute; Shemot/Êxodo, 23:16; 34:22; Vaikrá/Levítico, 2:14.15; 23:15.17.21.22; Bamidbar/Números, 28:26; Devarim/Deuteronômio, capítulos 5 a 11; Tehilim/Salmos, 19, 29 e 68 (numeração hebraica); Ben Sirá/Eclesiástico, 15; Romanos, 8.
Shavuot
Shavuot é a Festa do Batismo do Espírito Santo[1], que celebra o recebimento dos Dons do Pai Eterno, que opera dentro de cada filho, templo vivo do Pai Eterno.
Não se deve confundir o batismo do Espírito Santo com o batismo nas águas, que é o chamamento para o Caminho. O batismo nas águas é o Chamamento para Caminhar em Santidade de pensamentos, palavras e ações, no espírito que o filho é, à Semelhança do Pai Eterno, no Ensinamento dado por Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado. O batizado passa pelas águas para deixar os erros cometidos pela mente que tem, mas não é.
A operação do Pai Eterno no filho templo vivo dá-se na UNIÃO com o Pai Eterno – em ser Um com o Pai Eterno, no “Eu e o Pai somos Um” –, pela Aliança realizada por Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado na Ressurreição.
Shavuot é o momento culminante da Festa da Liberdade do espírito, iniciada em Pessach. É a celebração da Aliança: a União do filho com o Pai Eterno representada em Pessach. Recebe-se a Torá, a Lei, o Ensinamento da Vida, do Caminho, dada a Ieshar-Êl, os filhos do Pai Eterno, no Monte Sinai. Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado é a própria Torá Viva, em Si mesmo, e nos ensina a vivermos como Torá viva que somos na realização do “Ser Um com o Pai Eterno”. A festa significa, pois, a realização da Pedra Viva, em cada um de nós – a celebração do filho que é Torá Viva do Pai Eterno!
Pessach-Shavuot é a Festa da Liberdade do espírito. Coincide com a época das colheitas das espécies vegetais, motivo pelo qual essas celebrações são conhecidas como Festas da Colheita.
Na época do Pessach, a primeira espécie vegetal que surge é a cevada, símbolo da mente, porque é alimento dado aos animais. O oferecimento dessa primeira espécie vegetal (a cevada) ao Pai Eterno – tradicional, na festa do Pessach – significa, pois, a atitude do filho que domina a mente que tem. Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado liberta os filhos do Pai Eterno do faraó-mente, para viverem os espíritos que são como templos vivos do Pai Eterno.
E a última espécie vegetal a surgir, já na época de Shavuot, é o trigo, que representa o espírito, o “pão que brota da terra”. Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado é o “Pão da Vida”[2], o Ensinamento da Verdade. Assim, o oferecimento dessa espécie vegetal (o trigo) ao Pai Eterno – tradicional na festa de Shavuot – significa a vivência do espírito que o filho é, Torá viva do Pai Eterno, que, como o “trigo que brota da terra”, “floresce e frutifica” no corpo (a “terra”), para viver na “terra prometida”: Um com o Pai Eterno.
“Aquele que ama o Pai Eterno vivencia o Bem. Aquele que vivencia a justiça (santidade) possui a sabedoria. Ela vem ao seu encontro como mãe cumulada de honrarias, e o recebe como uma esposa virgem; alimenta-o com o pão da vida e do discernimento, e o sacia com a água salutar da sabedoria. Ela se fortalece nele e o faz inabalável, ela o ampara para que não seja confundido, e o exalta entre os seus próximos. Abre-lhe a boca no meio da Reunião, enche-o do espírito de sabedoria e de discernimento, e o reveste com um manto glorioso. Dá a ele um tesouro de alegria, e lhe dá por herança um nome eterno (a individualização na Ressurreição). Os homens insensatos (dominados pela mente) não a alcançarão, mas os homens do Bem (os que vivenciam o espírito) a encontram; os insensatos não a verão, porque nela não há orgulho (mente) ou fraude. Os mentirosos (dominados pela mente) dela não se recordarão, mas os homens sinceros acham-se com ela e dela se revestem (tomam posse das bençãos do Pai Eterno) até irem para o Pai Eterno. O louvor não é belo na boca do que erra, porque a sabedoria vem do Pai Eterno; o louvor ao Pai Eterno acompanha a sabedoria, enche a boca fiel, e lhe é inspirada pelo Pai Eterno. Não digas: É por causa do Pai Eterno que ela me falta. Pois cabe a ti buscar a Presença do Pai Eterno. Não digas: Foi ele que me transviou, pois que o Pai Eterno não necessita dos que erram. Não fazem parte do Pai Eterno o erro e a abominação; aqueles que O amam não amam essas coisas. No princípio, o Pai Eterno criou o homem, e o entregou ao seu próprio juízo; deu-lhe ainda os Ensinamentos e os preceitos. Se quiseres guardar os Ensinamentos, e vivenciar sempre fielmente o que é agradável (ao Pai Eterno), eles te guardam sempre. Estão diante de ti a água e o fogo: estende a mão para aquilo que desejares. A vida e a morte, o bem e o mal estão dentro do homem (o Bem é o espírito, que é o próprio filho, e o mal é a mente, que está no cérebro); o que ele escolher, isso lhe será dado, porque é grande a sabedoria do Pai Eterno. Único Poder, Ele vê sem cessar todos os homens. Os olhos do Pai Eterno são sobre os que o amam, e ele sabe todo o comportamento dos homens. Ele não ensina ninguém a fazer o mal, e a ninguém deu licença para errar; pois a sua vontade são filhos fiéis e justos.”[3]
Em hebraico, antes de significar “Lei”, Torá significa “Ensinamento” – o Ensinamento da Vida, a Palavra, o Verbo. Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado é a Torá Viva do Pai Eterno, e ensina os filhos do Pai Eterno a viverem – nos espíritos que são –, já aqui, na existência. É por isso que, em Shavuot, na Entrega da Torá, Ele mesmo, a Torá Viva, se apresenta aos filhos do Pai Eterno. É o que afirmam as Escrituras, em Shemot/Êxodo, 24:9-11. Sem início, nem fim, o Pai Eterno não tem, nem pode ter forma humana. Por isso, Aquele que se apresentou, com forma humana, sobre um límpido lajeado de safiras, na Entrega da Torá, é o Messias, Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado.
Cinquenta dias levam de Pessach a Shavuot. O discernimento dessa contagem (“ômer”, em hebraico) é a vivência das virtudes do Amor ao Próximo – União com o Pai Eterno, Inocência, Modéstia e Mansidão –, para, no espírito que cada um de nós é, tomarmos posse da “Terra Prometida”.
Em hebraico, o número cinquenta é a letra “nun” – נ –, a primeira letra da palavra hebraica “neheman”, que significa “fiel”. A virtude do fiel é a “fidelidade”, a “fé” – que, por isso, não significa crença, e sim vivência: a vivência da Palavra, a Torá, o Ensinamento de Vida. O fiel é aquele que “entra na Terra Prometida” – motivo pelo qual, Aquele que lidera os filhos do Pai Eterno, ao entrarem na “Terra Prometida” é o “Nun” do Pai Eterno, Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado. O nome “Iaurrushua ben Nun” (Iaurrushua, filho de Nun) – do substituto de Moshé, que liderou os israelitas, ao entrarem na terra de Canaan[4] –, é a profecia do Filho Fiel, Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado, o “Nun” do Pai Eterno, que lidera os filhos fiéis do Pai Eterno à “Terra Prometida”.
Ensinado pelo alef-bet hebraico[5], o Caminho do “Nun” – a vivência do fiel –, que “entra na Terra Prometida”, é indicado pelas letras hebraicas seguintes: ס, ע, פ, צ, e ק.
O nome da letra “sâmech” – ס – significa amparo, pilastra, sustentáculo. Esse é o motivo por que, essa letra significa a virtude da União com o Pai Eterno. E, no corpo humano, ela indica a coluna vertebral. A virtude da União com o Pai Eterno é a do filho do Pai Eterno que, tal como a palmeira-tamareira, não se desvia para a direita, nem para a esquerda. É firme!
É a virtude do filho que, firme com o Pai Eterno, diz:
“Faça-se em mim de acordo com a Tua Vontade, Pai Eterno, não a minha (pela mente)”.
Aquele que vivencia a União com o Pai Eterno dá o passo seguinte, no Caminho do “Nun” – indicado pela letra “áin” (ע): a vivência da virtude da inocência. Essa é a virtude da santidade dos olhos (em hebraico, “áin” significa “olho”) – do filho cujos olhos vêem, apenas, o Bem, a verdade. A inocência tem os olhos voltados, exclusivamente, para o Bem – e, por isso, não critica, não esquadrinha, não julga, não procura o mal, a fraqueza, a falha ou o erro cometido pela mente que o irmão tem. A inocência vê, apenas, o espírito (o filho do Pai Eterno) que o irmão é – e, por isso, o ama.
A vivência da inocência leva ao passo seguinte, no Caminho do “Nun”: a vivência da virtude da modéstia, indicada pela letra hebraica “pê” (פ). A modéstia é a virtude da boca santa (em hebraico, “pê” significa “boca”) – que só diz o Verbo, cuja palavra é santa. A modéstia só diz o Bem – não usa da mentira, da agressão, da ironia, do sarcasmo, da linguagem chula, da “boca má” (“pê rá” – פה רע –, em hebraico, expressão cujas letras formam a palavra hebraica “faraó” – פרעה –, a mente).
A modéstia é a virtude da humildade nas palavras. Sua vivência conduz ao passo seguinte, no Caminho do “Nun” – a vivência da virtude da mansidão, indicada pela letra “tsádi” (צ): é a virtude da santidade dos pensamentos. Como Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado nos ensina, em Matiáu (Mateus), 5:5.44-48, os mansos possuirão a “Terra Prometida”: são aqueles cujos pensamentos são santos – não se abalam; não se sentem ofendidos; não discutem; não polemizam; calam ante opiniões contrárias; amam os inimigos e oram por eles.
“Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra! (…) amai vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam, orai pelos que vos [maltratam e] perseguem. Deste modo sereis os filhos do Pai Eterno, pois Ele faz nascer o sol tanto sobre os maus como sobre os bons, e faz chover sobre os justos e sobre os injustos. Se amais somente os que vos amam, que recompensa tereis? Não fazem assim os próprios publicanos? Se saudais apenas vossos irmãos, que fazeis de extraordinário? Não fazem isto também os pagãos? Portanto, sede perfeitos, assim como o Pai Eterno, vosso Pai, é perfeito.”
O nome dessa letra compõe a maior parte da palavra hebraica “tsádik”, que significa “justo”. Justiça é santidade, e, por isso, a vivência da mansidão leva ao passo seguinte, no Caminho do “Nun”: à vivência da perfeição, da santidade – em hebraico, “kedushá”, palavra hebraica iniciada com a letra hebraica seguinte, “kuf” ( ק – a última letra da palavra “tsádik”). Isso é o que Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado testemunha, quando afirma “não julgueis que vim abolir a lei e os profetas. Não vim para os abolir, mas sim para levá-los à perfeição”[6].
Esse é o Caminho do “Nun”, daquele que entra na “Terra Prometida”.
| נ – Nun: O Fiel/vivência da Torá, do Caminho/virtude da fidelidade/posse da “Terra Prometida” |
| ס – Sâmech: “Seja feita a Vontade do Pai Eterno, não a minha (da mente que temos)/virtude da União com o Pai Eterno/coluna vertebral/folha da palmeira-tamareira – “lulav” |
| ע – Áin: santidade nos olhos, só ter olhos para o Bem/virtude da inocência/folha de murta – “hadás” |
| פ – Pê: virtude da modéstia/santidade nas palavras/boca santa/folha do salgueiro – “aravot” |
| צ – Tsádi: santidade nos pensamentos/virtude da mansidão/o coração/o justo/fruto da cidreira – cidra, “etrog” |
| ק – Kuf: a oliveira – “êts zait”/santidade/só vive em santidade aquele que vivencia o Caminho do “Nun”. Este é o templo vivo do Pai Eterno – o filho do Pai Eterno – na Aliança realizada por Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado! |
Chag Shavuot Samêach!
Alegria da Festa de Shavuot!

Para saber, de fato, o que importa à vida.
[1] Atos, 2:1-36.
[2] Iochanan (João), 6:35.48.
[3] Ben Sirá/Eclesiástico, 15.
[4] Iaurrushua (Josué), 1:1.
[5] As letras hebraicas.
[6] Matiáu (Mateus), 5:17.
שבת
Shabat
– Introdução –
Disse o Pai Eterno:
“Tendo o Pai Eterno terminado no sétimo dia toda a Sua Criação Repousou! Ele abençoou o sétimo dia e o consagrou, porque nesse dia repousara de toda a Sua Criação!” (Bereshit/Gênesis, 2:1)
E mais:
“Lembra-te de santificar o sétimo dia: trabalharás durante seis dias e farás toda a tua obra; mas no sétimo dia, que é um repouso em honra do Pai Eterno, não farás trabalho algum, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem teu empregado, nem tua empregada, nem teu animal, nem teu estrangeiro que está em tua casa; porque em seis dias o Pai Eterno fez os céus, a terra o mar e tudo o que contêm e repousou no sétimo dia e por isso abençoou o shabat e o consagrou!” (Shemot/Êxodo, 20:8-11)
E mais:
“Guardarás o dia de shabat e o santificarás, como te disse o Pai Eterno. Trabalharás seis dias e neles farás todas as tuas obras; mas no sétimo dia, que é o repouso do Pai Eterno, não farás trabalho algum, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem teu empregado, nem tua empregada, nem teus animais, nem o estrangeiro que esteja em tua casa, para que eles repousem como tu.” (Devarim/Deuteronômio, 5:12-14)
O Shabat é uma festa ao Grande Rei. Não é um ritual ou uma comemoração.
O cumprimento de “Shabat Shalom” não é um simples “bom dia”, “boa tarde”. “boa noite” – lançado como falas ao vento.
“Shabat Shalom” se exprime de dentro. É um banho de azeite, desde a cabeça – a Unção, a Alegria envolvente da Coroa do Rei, o Mashiach (Messias) –, no repouso permanente, no cuidado, no zelo que nos envolve: É a Luz do Shabat – o Mashiach – que recebemos.
Em suas vestes brancas, a pureza da dignidade de um Rei!
À mesa, distingue-se a Menorá, o Poder que é Aquele a quem a casa pertence – Aquele que nela habita, o Pai Eterno – com as luzes à sua frente, a alumiar Seus filhos. Ao lado, o perfume de Suas dezoito bençãos de vida – dezoito rosas cor de rosa, ou uma que as represente – e, também, uma única rosa, separada, que exprime a Realeza, o receptáculo como templo vivo, no qual a Luz – o Filho Unigênito do Pai Eterno, o Mashiach, Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado – foi gerada pelo Poder que o Pai Eterno é, para nos dar a vida, a Salvação na Sua Ressurreição! Esse receptáculo é Miriam, virgem separada dentre todas as virgens para essa Missão.
– Shabat –
Érev Shabat
– Preparação –
Iom Shishi (sexto dia)
- Toalha da mesa – branca.
- Menorá no centro da mesa.
- À frente da Menorá, à esquerda, as luzes do shabat: um recipiente de vidro redondo, contendo um pouco de água e preenchido com azeite para as luzes durarem 24 horas – caso apaguem, acendê-las novamente – e lamparinas para serem acesas na abertura do Shabat.

- À frente da Menorá, à direita, um jarro contendo 18 rosas cor de rosa – ou uma rosa que represente as 18 rosas –, que são as Bençãos do Shabat.
- À cabeceira da mesa: à esquerda, a Torá; ao lado, à esquerda da Torá, o vidro de mel; no centro da cabeceira, um pratinho com um pedaço grande de chalá com mel, para o Mashiach.
- À cabeceira da mesa: do lado direito, um jarrinho contendo uma rosa cor de rosa, em homenagem a Miriam, mãe do Mashiach; um pouco à frente, o shofar reservado para o Mashiach; e, um pouco atrás, uma jarra com água para beber. Diante da cabeceira, colocar a cadeira reservada para o Mashiach, e nas costas dela colocar o talit reservado para o Mashiach.


7. Próximo à outra cabeceira da mesa, coloque as duas chalôt – uma em cima da outra, com uma cobertura reservada para elas – e uma garrafa com vinho – ou suco de uva. À frente dos lugares onde se sentarão as pessoas presentes à abertura do Shabat, coloque copos com vinho – ou suco de uva.


Shabat
– Abertura –
Às 18 horas
- Os presentes: os homens com o talit e kipá na cabeça.
- As mulheres com o véu.
- Primeiramente, todos cheiram as Bênçãos e bebem água da jarra.
- A senhora da casa abre a porta de entrada da frente e convida a Luz do Shabat para entrar: o Mashiach

- Acender as luzes – as duas lamparinas – e faz a seguinte oração:
“Louvo ao Pai Eterno, Poder Um, Único, Um Só! Criador Espirito Santo Vida que me dás a vida, Pai de Misericórdia, Pai de Avraham, Itzkak, Iaacôv e Ieshar-Êl, meu Pai Eterno, que me santificas com Teus Ensinamentos e me fazes acender as Luzes do Sagrado Shabat, em Nome de Iaurushua ben David ben Avraham Ressuscitado, Salvador Vivo, Sumo-Sacerdote Eterno no Poder do Espírito Santo, do qual sou sacerdote e testemunha. Amen.”
Repetir a oração
- Os homens presentes tocar o Shofar.
- Todos cantar os cânticos do Shabat:
1º Cântico:
Hoje é o dia
Do Eterno
O Grande
Eterno
Do Amor
Hoje é o dia
Mais sagrado!
O Grande dia
Do Eterno Amor!
Hoje é o dia
Do Eterno
O Grande dia
Do Eterno Amor!
Hoje é o dia
Mais sagrado!
O dia
Do Eterno Amor!
2º Cântico:
Hoje é Dia
Do Repouso
Do Pai Eterno! repetir
Dia de Paz
E de Amor repetir
Louvo e Canto
Louvo e Canto
Louvo e Canto
Ao Santo de Ieshar-Êl repetir desde o começo
Neste Dia
Neste Dia
Do Eterno
Criador!
- Orar a Shemá:
Shemá Ieshar-Êl,
Iáu Elohênu,
Iáu Ehád.
Baruch Shem Kevôd Malchutô
Iaurrushua ben David ben Avraham Kam
Lê-Olâm Va-Éd.
Vê-Ahavtá Êt Iáu Elohechá
Be-Chól levavechá
Uvechól nafshechá
Uvechól meodechá.
Ve-Haiú ha-devarim
Ha-êle ashér
Anochi metsavechá haiôm
Al levavechá.
Vê-Shinantam lêvanechá
Vêdibartá bam
Beshivitechá bêvetechá
Uvelertechá vadérer
Uveshorbechá uvekumechá,
Ukeshartâm leôt al-iadechá
Vêhaiú letotafôt ben enechá.
Uchetavetâm al-mezuzôt
Betechá uvish-arechá.
Ouve, ó Ieshar-Êl,
O Pai Eterno é Espírito,
O Pai Eterno é Um.
Bendito o Nome da Glória de Seu Reino,
Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado,
Por toda a eternidade.
E ama o Pai Eterno, Espírito,
De todo o espírito que tu és.
E estas palavras que hoje te digo
São no íntimo de teu ser.
E ensina a teus filhos,
E serão tua palavra,
No repouso, em tua habitação,
E na tua vivencia no Caminho,
E ao te deitares e ao te levantares,
E orientarão tuas ações e teus pensamentos,
Como um selo, em tua morada e à tua porta.
- Benção do Vinho – Todos os presentes com as mãos sobre os seus copos orar:
Bendito és Tu
Ó Pai Eterno
Poder Um, Único, Um Só,
Criador
Espírito Santo
Vida que nos dás a vida,
Pai de Avraham,
Itzhak, Iaacôv
E Ieshar-Êl,
Meu Pai Eterno,
Rei do Universo
Que nos santificas
Com os Teus
Ensinamentos
E nos fazes beber
Do fruto da Videira
Amen
Beber duas vezes dizendo: “Le Cháim!” – “À Vida!”
- Benção das Chalôt – Todos com as mãos dirigidas para as chalôt orar:
Bendito és Tu
Ó Pai Eterno
Poder Um, Único, Um Só,
Criador
Espírito Santo
Vida que nos dás a vida,
Pai de Avraham,
Itzhak, Iaacôv
E Ieshar-Êl,
Meu Pai Eterno,
Rei do Universo
Que nos santificas
Com os Teus
Ensinamentos
E nos fazes
Brotar
O Pão da Terra!
Amen
Cada um dos presentes pega um pedaço de chalá com mel e o leva para seu lugar à mesa.
- Cantar Ossé Shalom – segurando os copos balançando para a direita e para a esquerda:
Ossé Shalom Bimromáv
Hu Ossé Shalom Alênu
Vê Al-kól Ieshar-Êl
Ve-Imrú
Imrú
Amen! repetir
Iáu Ossé Shalom
Iáu Ossé Shalom
Shalom Alênu
Vê Al-kól Ieshar-Êl!
Iáu Ossé Shalom
Iáu Ossé Shalom
Shalom Alênu
Vê Al-kól Ieshar-Êl!
Iáu Ossé Shalom
Iáu Ossé Shalom
Shalom Alênu
Vê Al-kól Ieshar-Êl!
- Sentar-se e saborear a chalá com mel e o vinho.
- Recitar os salmos do Shabat, os Salmos 92 e 93 na numeração hebraica. Em seguida, de pé e com as mãos sobre as clavículas, recitar este louvor:
“Escudo de Avraham
Que ressuscitas os mortos
O Sagrado Pai Eterno
Que santificas o shabat
Que restauras Tua Presença em Tsion
Cujo Nome é Bom
Que abençoas Teus filhos Ieshar-Êl com Paz.”
Após, ler as Escrituras: Abri-las e ler o trecho onde os olhos fixarem.
- Jantar festivo com música.
Dormir
Na manhã seguinte:
- Ir à sala, estender o pano azul de 90 x 60, deitar-se sobre ele de bruços e orar:
Ato de submissão
Levantar, cheirar as Bençãos, beber água e tomar o desjejum.
- Ler as Escrituras.
- Almoço. Após, relaxar e conversar sobre o Caminho.
- Louvor às 15 horas
As mulheres com seus véus
Os homens com kipá e talit.
Oração ao Pai Eterno – com suas próprias palavras
- Cântico:
Grande Candeia
Cheia de Luz
Que alumia
Os filhos
Do Pai Eterno repetir
Dizendo
A Verdade
Lendo
As Escrituras
E sendo
Santo
Para o Pai Eterno!
- Cântico:
Louvado
É o Pai Eterno
Pai de Amor
Que aos filhos
Abençoou repetir
- Cântico:
Glória ao Pai Eterno
Glória ao Pai
Orando em Comunhão
Em Comunhão
Ao Pai! repetir
- Cântico:
Oremos
Ao Pai Eterno.
Santo, Santo,
Santo, Santo! repetir
Santo!
Santo!
Santo!
- Oração ao Pai Eterno – com suas palavras
- Cântico:
Capacete
De Luz
Da Justiça
Irradiando-nos
Toda a Sua Luz repetir
Fonte Eterna
Do Saber
Luz Eterna
Do Viver
Derramando-nos
Todo o Seu
Saber
Fonte Eterna
De Luz
Luz Eterna
Do Saber
Derramando-nos
Toda a Sua Luz!
Capacete
De Luz
Da Justiça
Irradiando-nos
Toda a Sua Luz repetir
Glória Eterna
Do Viver
Glória Eterna
Do Amor
Glória Eterna
De todo
O Seu
Saber!
- Leitura das Primeiras Escrituras – Abrir as Escrituras e ler o trecho onde os olhos fixarem
- Cântico:
Louvamos
Ao Pai Eterno
Louvamos
Ao Pai
Louvamos
Ao Pai Eterno
Ao Pai
O Criador!
- Cântico:
Glória
Ao Eterno Mestre
Glória
Ao Redentor
Glória
Ao Eterno Mestre
Iaurrushua
O Salvador!
- Cântico:
Glória
Ao Amor Eterno
Pela Glória
Do Poder
Do Pai Eterno repetir
Glória seja
Ao Santo
Poderoso
Glória seja
Ao Santo
Poder do Pai Eterno! repetir
- Cântico:
Glória
Ao Pai Eterno
De Ieshar-Êl
Glória
A Iaurrushua
O Salvador!
Cantam
Os Seus filhos
Louvam
Nosso Irmão
Glória
A Iaurrushua
O Redentor!
- Cântico:
Glorioso
O Nome
De Iaurrushua
Glorioso
O Nome
De Iaurrushua
A Ti
Oramos
Cantamos
Bendizemos
O Teu Nome
Glorioso
O Nome de Iaurrushua!
- Cântico:
O Pai Eterno
É Bom!
Em Nome
Do Espírito Santo
E do Filho!
Iaurrushua
É o Filho
Do Pai Eterno
Miriam
É a mãe
De Iaurrushua
Nós somos
Os filhos
Do Pai Eterno! repetir
O Candelabro
É do Pai Eterno,
E o Turíbulo
É a Oferta,
E a Caixa
De Promessas
É a Palavra
Do Pai Eterno
É a Palavra
De Paz!
A Palavra
Ensina
A vivenciar
Os Ensinamentos
Do Pai Eterno!
- Abrir as Escrituras. Onde os olhos fixarem é a mensagem individual, lida em silêncio.
- Dizer: “Os salmos do Shabat”. Recitar os salmos 97, 98, 99, 100 e 104 na numeração hebraica.
- Cântico:
Iaurrushua
Amado!
Iaurrushua
Glorioso!
Anunciai
O Filho,
Nosso Redentor!
Iaurrushua
Amado!
Iaurrushua
Glorioso!
Anunciai
O Filho,
Ele
É nosso Irmão!
Iaurrushua
Amado!
Iaurrushua
Glorioso!
Anunciai
O Filho,
Nosso
Salvador!
- Leitura das Novas Escrituras: Abrir as Novas Escrituras e ler em voz alta todo o capítulo onde os olhos fixarem.
- Cântico:
Glória, Glória
A Iaurrushua
Glória, Glória
Ao Salvador!
Glória,
Glória,
Glória,
Glória,
Glória,
Glória,
Glória
A Iaurrushua!
- Oração Final do Louvor, com suas próprias palavras.
- Cântico:
Ouve!
Ieshar-Êl…
Ouve!
Ieshar-Êl…
Haleluiá,
Haleluiá,
Haleluiá,
Haleluiá,
Haleluiá,
Haleluiá,
Halê-Lu-Iá!
- Cântico:
Iaurrushua
É o Nosso
Salvador!
Ele É
Mashiach!
Ele É
Mashiach!
Ele É
O Nosso
Redentor! repetir todo
- O término do Shabat é às 17 horas, por se aproximar o novo dia.
Observação: Terminado o Shabat, o vinho do Mashiach é derramado na pia limpa. E o pedaço de chalá do Mashiach será queimado – duas vezes cada lado –, na chama do fogão, após fazer a seguinte oração: “Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado, eu Te ofereço o perfume da Tua chalá”. A fumaça é o perfume da chalá para o Mashiach. Quando esfriar, jogue fora.
Para saber o que, de fato, importa à vida.
Fidelidade
Fidelidade!
Se aprende?
É por obediência?
Por responsabilidade?
Por compromisso?
Por conselho?
Por reunião de família?
Por reunião de grupo?
Por companheirismo?
Por algum motivo?
Por obrigação?
Por prática?
Por troca?
Por imposição?
É no Amor!
A fidelidade é, por si mesma, um dom do Pai Eterno!
É no ser!
Só no Amor se é fiel!
Por amor ao Pai Eterno!
Por amor ao Mashiach!
Por amor a si próprio!
A fidelidade é intrínseca no Amor.
Fiel ao marido, no amor.
Fiel à esposa, no amor.
Fiel ao amigo, no amor.
Fiel ao que se faz, no amor.
Fiel no trabalho, no amor.
Fiel com a natureza, no amor.
Enfim, fiel só no ser! À semelhança do Pai Eterno Vida, porque é criado vida.
A fidelidade de nada depende.
Da distância?
Quer. Vai. Faz.
O Mashiach é Fiel!
Como vivenciar com o Pai Eterno
Só há união, sintonia, comunicação com o Pai Eterno no que Ele é.
Use o Verbo sempre no sim – apenas no que é:
– Só há um Caminho.
– O Pai Eterno é Infinito.
– O Pai Eterno é Vida.
– O Pai Eterno é meu Pai.
– Eu sou filho(a) do Pai Eterno Vida.
– Sou vida – criado(a) vida da (e pela) Vida Criadora, o Pai Eterno, à Sua Imagem e Semelhança: o Bem.
– O Pai Eterno é o Bem – o Caminho é Único.
– Sintonizo e uno-me com o Pai Eterno no Bem que Ele é.
– Ao passar-me desta existência, o corpo se desfaz. Eu, filho(a) vida, permaneço vida.
– Ao nascer, recebo as Bençãos do Pai Eterno, que me formou, me fez nascer e me dá a vida. Por esse motivo, já sou abençoado(a) por toda a existência.
Diz o Pai Eterno: “Caminha (vivencia) em minha Presença e sê íntegro (à Minha Semelhança – santo).”[1]
Ore ao deitar e ao se levantar.
Ore pela madrugada, para se consagrar ao pai Eterno e a Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado.
Ore às refeições, para reconhecer ao Pai Eterno pelo alimento do espírito e do corpo que o Eterno dá.
Use, apenas, alimentos e bebidas permitidos nas Escrituras.
Vista-se com pudor, inclusive, na praia e na piscina – com cores alegres, tal como o Eterno veste pássaros, flores e toda a sua criação.
Vivencie em silêncio – em sintonia com o Pai Eterno: pensar, dizer e agir no Bem.
Caminhe olhando para a frente.
Festeje seu aniversário na data correta – lunar.
Dirija seu carro na atitude no Bem. Em condução pública – ônibus, táxi, etc. –, espere sua vez de entrar, cumprimente o(a) irmã(o) que está na direção, e sente-se no lugar que lhe compete, com respeito pelos demais passageiros.
Cumpra os horários.
Dedique-se ao que faz, em cada etapa, dentro do tempo necessário, com calma, paciência, atenção. Passe para a próxima tarefa, apenas, após terminar a anterior, e conduza-se assim, até terminar os afazeres do dia.
E lembre-se: O pai Eterno é quem realiza![2]
Cumpra suas obrigações com alegria.
Olhe o próximo sempre no Bem – com olhar inocente –, e trate-o como você gostaria de ser tratado. Ajude-o no que for preciso – e leve em consideração o que ele acha, dentro das limitações dele.
Converse no Bem. Participe de conversas de acordo com a Vontade do Pai Eterno. Use do silêncio, no Bem.
Quando solicitado, dê conselho ou opinião no que é correto – e com calma e paciência.
Dê exemplo, por sua atitude no Bem.
Frequente ambientes dignos.
Mantenha amizades de acordo com o Pai Eterno. Lide com todos respeitosamente. Ame-os. Faça o Bem a todos.
Aceite o clima como este se apresentar: a temperatura, o calor, o frio, a chuva.
Use expressões em sintonia com o Pai Eterno. E somente a Ele pertencem expressões como “eu acho”, “eu penso”, “eu concluo”.
Faça, apenas, a Vontade do Pai Eterno. Só Ele é. Só a Ele compete o seu amanhã. Vivencie somente o hoje[3]: o ontem já passou e o amanhã só ao Pai Eterno pertence.
Compre o que for útil ou necessário, com consciência, e, apenas, à vista, de acordo com seu provimento, dado pelo Pai Eterno.
Trabalhe, apenas, em profissões condizentes com o Bem. Lembre-se de que o Pai Eterno criou a Terra somente para a Paz[4].
Reconheça a Misericórdia do Pai Eterno ao entregar o dízimo. Destine-o aos órfãos, viúvas e necessitados.
Una-se em casamento, na Presença do Pai Eterno – apenas, com filhos(as) que sigam o Pai Eterno.
Encaminhe seu(ua) filho(a) – que é filho(a) do Pai Eterno –, sempre, no Bem. Converse com ele(a) apenas no que é. Use, apenas, as palavras no Bem, corretas. Diga sempre a verdade. Oriente-o(a), exclusivamente, para aquilo que ele(a) deve fazer (por exemplo: “faça isso, vire à direita, vá por esse caminho, pegue este ônibus”). Indique, sempre, uma só direção – a certa.
Dirija e oriente subalternos com amor e respeito. Trate-os como você gostaria de ser tratado na posição deles, inclusive em relação aos horários (jornada), alimentação e descanso.
Se chamarem ao telefone, atenda ou, de acordo com sua disponibilidade, peça para que a pessoa ligue depois.
Se precisar de tratamento de saúde, primeiramente, ore – convicto(a) no Pai Eterno – e, então, procure o médico.
Seja sempre convicto(a) apenas no Pai Eterno, em tudo o que for promover – escolha de profissões ou concursos, por exemplo. E busque, sempre, que sua vontade seja a de que se realize a Vontade do Pai Eterno.
Lembre-se: Só há união com o Pai Eterno em sintonia com o que o Pai Eterno é! Essa é a única maneira de o(a) filho(a) do Pai Eterno vivenciar com Ele, o Pai – no ser!
“Caminha em Minha Presença e sê íntegro”[5].
E diga sempre: “O Eterno habita em mim”!
[1] Bereshit/Gênesis, 17:1.
[2] Tehilim/Salmos, 127:1 (na numeração hebraica).
[3] Matiáu (Mateus), 6:34.
[4] Ishaiáu (Isaías), 45:18.
[5] Bereshit/Gênesis, 17:1.
Despertar para vivenciar como filho(a) do Pai Eterno
A mente tem como objetivo – único – existir no corpo para usufruir o máximo do que possa aproveitar. A mente é conduzida e atuada pela direção da mente maior – satanás – que, querendo ser deus, enfrentou o Criador, querendo o Seu Lugar – soberba! Pelo Criador, foi lançado à Terra, com os demais anjos que o apoiavam. A mente não se converte. Não há salvação para eles, pois seu mentor já está perdido!
O mesmo ocorre com aqueles que aceitam a atuação desses anjos sobre o que lhes é semelhante, seu campo de atuação – a mente em cada um. Esses anjos fazem tudo para não ser esclarecida a Verdade sobre a mente. Todos os dogmas ensinam que alma e espírito são a mesma coisa. A alma é a mente e não o espírito – o(a) filho(a).
Toda a Humanidade acredita nessa mentira. Não há quem esclareça. E a mente vai governando o mundo!
O Pai Eterno nos esclareceu e nos ensinou!
Não se quer ensinar conhecimento – a estudar, a ler a letra ou interpretar a Bíblia. O conhecer compete à mente. O essencial é despertar o(a) filho(a) do Pai Eterno para vivenciar a União com o seu Pai! – ser, assim, o Templo Vivo do Pai Eterno, ouvindo Sua Voz, dando testemunho da Luz, o Mashiach, Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado! A Verdade Única é o Pai Eterno!
O(A) filho(a) do Pai Eterno nasce pronto(a) – nada precisa conhecer ou aprender para ser quem ele é e caminhar com o Pai Eterno. É igual ao Pai – só não é Ele! O corpo pertence ao filho. A mente ele tem – mas não é ele. Ele se serve da mente para o existir. O cérebro é o campo da mente, que vai sendo preenchido pelo conhecimento – por meio do ambiente, da família, e depois, do estudo, da cultura, do aprendizado no colégio, nos cursos para profissionalizar-se; pelos costumes, e também submetido à influência do conhecimento de outras mentes de seu convívio.
Essa energia, essa força, essa capacidade – a mente – tem que ser dominada, para que não tome de assalto o corpo do(a) filho(a) e exista como se o corpo fosse dela, utilizando o conhecimento de que o cérebro foi preenchido.
Como a mente domina?
Ela inicia por querer a posse do corpo e, assim, lentamente, vai-se fortalecendo com o que a favorece. Isso ocorre por meio da alimentação – comidas e bebidas – e de comportamentos sociais, que impedem o(a) filho(a) de despertar e vivenciar:
- Alimentação:
– Comida: A mente se alimenta de carne com sangue, carne de porco, peixes de pele, crustáceos (inclusive, camarão, que se alimenta de peixes mortos), chouriço (embutidos de sangue), salaminho, pratos ao molho pardo (feitos com sangue), répteis e anfíbios (inclusive, rã).
O filho do Pai Eterno pode comer, com equilíbrio, de tudo o que o Pai Eterno permite nas Escrituras, como, por exemplo, um pouco de carne vermelha (de animais que ruminam e têm a unha fendida, como boi e carneiro), carne branca (como frango e peixe com escamas e barbatanas), cereais, frutas, sementes, ovos, laticínios, legumes e verduras.
– Bebida: O Pai Eterno não é contra o uso de bebida alcoólica (“Fazes brotar a relva para o gado e plantas úteis ao homem, para que da terra possa extrair o pão, e o vinho que alegra o coração do homem, o óleo que lhe faz brilhar o rosto e o pão que lhe sustenta as forças.” – Tehilim/Salmos, 104, 14.15[1]) – tanto assim, que o Mashiach também bebia vinho (“Em verdade vos digo: já não beberei do fruto da videira até aquele dia em que o beberei de novo no Reino do Eterno” – Marco, 14:25). A mente se fortalece, porém, com o excesso de bebidas alcoólicas (embriaguez).
- Comportamentos sociais: A mente se utiliza de instrumentos financeiros – como cheques, cartão de crédito, empréstimo, financiamento e transações bancarias –, que foram introduzidos pelo adversário para competir com o Pai Eterno; expedientes oferecidos pelo inimigo para incentivar que se recorra a ele para consumir e formar dívidas – inclusive, pedidos de empréstimo a pessoas amigas.
O filho do Pai Eterno deve comprar à vista e em espécie, dentro de suas posses. Deve possuir em casa um cofre, para guardar o provimento que lhe é dado pelo Pai Eterno. E deve entregar a décima parte desse provimento, de acordo com a orientação do Pai Eterno, para órfãos, viúvas e necessitados.
A mente se utiliza, também, do jogo – inclusive, em casa, por mera distração, sem uso de dinheiro ou apostas – e do fumo.
Com o propósito de se fortalecer, a mente se utiliza, também, de outras condutas pessoais e sociais contrárias ao Pai Eterno: matrimônio com pessoas que não se interessam pela União com o Pai Eterno – muitas vezes escolhidas pela mera aparência exterior; relações sexuais com pessoas do mesmo sexo; utilização de “barriga de aluguel”; relacionamentos de amizade íntima com pessoas que seguem dogmas e ensinamentos de igrejas, que utilizam a mente para interpretar a letra das Escrituras de forma pessoal ou institucional –; escutar opiniões de mentes alheias – que fortalecem a atuação de sua própria mente, como, por exemplo, ao pedir conselhos a pessoas amigas ou consultar psicólogos; frequentar ambientes que não condizem com a Presença do Pai Eterno; assistir ou participar de esportes violentos – tais como, boxe e luta livre –, ou competições esportivas dedicadas à idolatria – como a Olimpíada, que é dedicada ao próprio adversário, com o ritual do acendimento da tocha olímpica; assistir a filmes violentos, pornográficos, ou que estimulem a luxúria; utilizar roupas inadequadas ao pudor, ou que incentivem a confusão de gêneros – como ocorre quando mulheres usam calças ou demais roupas masculinas; escutar músicas que incitam a luxúria, como o funk; participar de festas e eventos introduzidos pelo adversário, como carnaval, rituais à beira do mar ou em montanha, idolatrando o sol ou entidades; decorar a casa com flores artificiais ou plantadas dentro de casa; e meditações ou preces escritas e decoradas, recitadas para alcançar objetivos próprios (esse tipo de prece é ironia e um insulto da mente ao Pai Eterno, já que o filho em união com o Pai Eterno sabe que o Pai Eterno é à sua frente, provendo e suprindo tudo de que precisa!).
E, depois de dominar o corpo, pelo processo acima descrito, a mente passa a atuar na língua, para falar à sua maneira, e assim, consolidar sua posse, para existir e fazer o que quiser. A atuação da mente na língua, pela fala – na linguagem, o linguajar (como a gíria e o palavrão), que difere do verbo, a palavra, usada pelo espírito –, é gravíssima, porque, dessa forma, a mente já está existindo no corpo, e fortalece sua influência, mais e mais, tanto no corpo em que se encontra, como nas mentes à sua volta.
Enfim, irmãos, os filhos do Pai Eterno vivenciam, já na existência, sua União com o Pai Eterno. Para isso, cada filho(a) do Pai Eterno já nasce pronto(a).
Como ensinar o justo a ser justo?! O bom a ser bom?! Ele já o é!
Qual a dificuldade de ser quem já se é?
Essa é a Verdade e o Único Caminhar!
Sendo templo vivo do Pai Eterno, fazendo Sua Vontade, dando testemunho da Luz: o Mashiach!
Vivence quem você já é – filho(a) do Pai Eterno! – como o Pai Eterno nos ensina!
Não é para aprender, ler a Bíblia, adquirir conhecimento.
O que impede a vivência é a mente que você tem e não é.
Domine-a!
[1] Na numeração hebraica.
Única Verdade
O Pai Eterno criou filhos, deu-lhes a vida, formou-os, para ser Um, dentro de cada filho. Por essa razão, não admite que outro O substitua! Ele encaminha o filho, o ensina, o orienta, o protege, o alimenta com provimento e suprimento – como Pai que É! Ele é o seu Escudo[1]!
Produzida pelo homem, no cérebro, a mente o serve, como qualquer outro órgão do seu corpo, com a função de fazer o que lhe for necessário, materialmente, para o existir. Assim ocorre com os demais órgãos, cada um em sua função.
Com seus dogmas e “ismos”, as religiões não passam de sistemas produzidos pela mente humana para impor opções políticas e exercer domínio e autoridade humana por vontade própria e contrária ao Pai Eterno – conduzindo os homens para o mal, a ilusão e a mentira. Utilizam-se da inteligência – estudos e cursos produzidos pela mente – com a finalidade de alcançar seus próprios propósitos de dominação e satisfazer seus desejos, afastando os homens da realização da Vontade do Pai Eterno.
Para que a mente não o domine, é necessário que o filho resista e caminhe com o Pai Eterno no Bem. Cabe ao filho dominar a mente que tem – e que não é ele – mantendo-se fiel ao Pai Eterno e no Seu Caminho:
- Usar o verbo e a palavra no Bem – sem proferir o que não quer receber;
- Levantar pelas madrugadas para se unir e ouvir o Pai Eterno;
- Manter a atitude no Bem;
- Amar o próximo como a si mesmo;
- Ser íntegro em tudo;
- Reconhecer o Poder Criador que é o Pai Eterno Espírito Santo Vida que lhe dá a vida;
- Agradecer ao Messias por ter vencido a morte e ressuscitado, abrindo-lhe a entrada para a Salvação, para a vida eterna;
- Vivenciar os Ensinamentos do Pai Eterno;
- Ser humilde;
- Ser filho fiel, amando o Pai Eterno acima de tudo, de todos e de todas as coisas;
- Ser satisfeito com o que tem, deixando ao Pai Eterno a realização de tudo, como verdadeiro filho que é – nada pedindo, porque o Pai Eterno tudo sabe, tudo vê e tudo ouve e dá ao filho o Repouso – Bençãos, Milagres e Maravilhas –, representado pela chalá;
- Cumprindo o shabat em consagração e os desígnios que são do Pai Eterno – o ano lunar e as festas – para fazer a Vontade do Pai Eterno e não o que a mente lhe sugere;
Em suma, vencendo a morte – a mente – para ressuscitar e viver a vida eterna – com o Pai Eterno e o Mashiach Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado!!!
[1] Devarim/Deuteronômio, 33:29.
A Verdade
Só há a verdade, por ser o Bem.
A mentira não existe, porque não há paralelo para com o Pai Eterno. A mentira é a ausência de verdade: é fluida, dissipa-se no espaço. Somente a verdade permanece.
Tudo o que não é verdade é inexistente. O irreal é a ausência do real e, portanto, inexiste.
A morte não existe. Tudo foi criado pelo Pai Eterno e, por isso, tudo é vida! Nada morre: tudo se transforma!
As forças, como a falsidade e a inveja, constituem ficção, oriundas da mentira, da falsidade.
Aparentam ter valor, apenas enquanto subsiste o engano. Envolvimentos, não passam de ilusões sem consistência, etéreas e invisíveis, provenientes da mentira.
Trevas são ausência de luz; escuro é ausência de claro; o mal é o domínio aparente que não subsiste em face do Bem.
O mal somente exerce influência enquanto se está envolvido. Seu domínio é uma ilusão, uma fantasia mental. O Bem, este sim, é a verdade!
É por isso que, ao buscar o Pai Eterno, desperta-se para o Bem, para a Vida!
Sobre o Escudo de Shalom
Desde que nascemos, são vários os meios de que dependemos para o nosso existir. Esforçamo-nos para aprender a andar, falar, pensar, comer, estudar e obtermos a “capacidade” – através da mente que temos – para conseguirmos a nossa subsistência. Devemos, também, nos dedicar à busca da “faculdade” – intrínseca e inerente aos espíritos que somos –, para vivenciarmos as virtudes necessárias a sintonizarmos com o nosso Pai Eterno.
Por esse motivo, é fundamental sabermos a importância de vivenciarmos o Escudo da Paz em nós – para sermos Paz, já na existência –, o que todos tanto querem.
Nas Escrituras (Bereshit/Gênesis, 15:1), o Pai Eterno nos diz que Ele é o nosso Escudo (no texto hebraico, a palavra usada é “maguen”, que significa “escudo”). Isso significa que o PAI Eterno, nosso Pai, habita dentro de nós, Seus filhos, e que Ele é a nossa Proteção – o nosso Escudo.
“Toda a Palavra do Eterno é provada, é um Escudo para quem se fia n’Ele” (Mishlê/Provérbios, 30:15).
Para encontrarmos e sentirmos – saborearmos – vivamente essa Proteção, é necessário vivenciarmos à Sua Sintonia e Semelhança, nas virtudes do Escudo da Paz – e assim vivermos em Paz na plenitude.
Portanto, saibamos o que significa cada Ponta do Escudo, que habita em nós, para facilitar a Sintonia com o Pai Eterno, nossa Única Proteção.
É evidente que essa Sintonia deve ser buscada, 24 horas por dia, em pensamentos, palavras e ações, e vivida, espontaneamente, naturalmente, em tudo, na existência, sob todos os aspectos – como maneira de viver. E assim, alcançamos a Paz, verdadeiramente, sem esforço.
Vivenciemos e comuniquemos aos demais a Verdade sobre o Escudo da Paz – o verdadeiro Shalom.
“… e todos sejam Paz…”
Lei do Equilíbrio Universal
Há quatro temas muito importantes na vida de todos nós:
- Viver no Bem, já aqui, na existência;
- Trabalho exercido no Bem;
- Bençãos de provimento e suprimento; e
- Saúde.
Todos esses importantes aspectos da vida têm base no Bem e são vivenciados no Equilíbrio necessário para haver União com o Pai Eterno e, assim, o(a) filho(a) ser ouvido(a) e receber em si a Presença do Pai Eterno.
A Verdade é o Bem. Fora da Verdade, nada é – não passa de fantasia, de vazio: mentira.
Não há paralelo com o Bem – o Pai Eterno.
O “falar” (mente) não atinge a Presença do Pai Eterno. Isso só se consegue no “dizer” do espírito.
Considere o seguinte exemplo:
“Pai, está tudo ruim em minha vida, mas eu tenho fé em que Tu vais mudar isso e resolver a minha situação!”
Esse é um exemplo do falar da mente, que enfatizou a condição do mal na tentativa de ser ouvido(a) pelo Pai Eterno.
Só que, dessa forma, não há contato com o Pai; não há como atingir o Pai Eterno.
Sabe o motivo? Expressões erradas, mentais… Veja:
O “tudo ruim”, citado na frase, não faz parte no Bem – no Bom!
“Fé” é vivência do Bem; nada tem com crença.
E “mudar”? Não há mudança no Pai Eterno (Malachi/Malaquias, 3:6)!
Essas três referências não têm sintonia com o Pai Eterno. Não há paralelo entre o que É e a ilusão, o que não é – entre a Verdade e a mentira. O desequilíbrio não faz parte no Equilíbrio.
A oração correta é:
“Pai, realiza o Bem para mim. Tenho fé, porque só a Vontade e o Desejo do Pai Eterno é que se realiza!”
Dessa maneira, o(a) filho(a) entra em sintonia com o Bem que o Pai Eterno é.
Veja, também, este segundo exemplo:
“Não estou alcançando o meu direito na Justiça, devido ao império da injustiça nos Tribunais, porque os juízes estão fazendo barbaridades, mas o Eterno não vai ficar inerme e vai resolver isso para mim!”
Não vai resolver, não… porque essa forma de confiança não entra em contato – não se une – com a Presença do Pai Eterno.
Essa fala manifesta desequilíbrio.
O que deveria ser dito é:
“Tenho confiança na Justiça do Pai Eterno. O Pai Eterno vai operar e realizar meu direito. Por Vontade do Pai Eterno, os juízes vão fazer justiça com discernimento àquele que tem direito e razão. Esse é seu mister!”
Só há União com o Pai Eterno no que o Pai Eterno É!
Alguém poderia perguntar: “Por que a parte errada ganha na justiça?”
A resposta é simples: Como as partes se houveram com falta de equilíbrio, o juiz utiliza sua própria capacidade para decidir, e, dessa forma concede o ganho de causa àquele que acha correto. Não há participação do Pai Eterno nesse julgamento – apenas a mente, atuando nos três: autor, réu e juiz. O que resulta disso é injustiça.
Tudo é criado pelo Pai Eterno no Equilíbrio Universal, para o Pai Eterno habitar dentro de Seus filhos. Assim, o desequilíbrio está nos filhos que se ausentam da Presença do Pai Eterno – já que o Pai Eterno jamais se ausenta de Seus filhos.
Veja, ainda, o seguinte exemplo:
“Pai, não estou ganhando dinheiro para o meu sustento e o de minha família. Ajuda-me!”
Quem assim fala acha que seu sustento e o de sua família depende de sua capacidade, de seu trabalho: “Ganhar dinheiro” trata da capacidade de cada um, do exercício da habilidade da mente que busca se garantir na existência.
O filho do Pai Eterno não é presente nisso. Nisso não há União com o Pai Eterno.
O correto é dizer:
“Pai, dá-me o provimento e o suprimento, para o meu sustento e o de minha família! Ajuda-me!”
O Poder de dar é só do Pai Eterno. Só Ele é Pai.
E considere, por fim, o seguinte exemplo:
“Pai, sou doente, não tenho saúde e não consigo ficar bom(a). Cura-me!”
Na situação indicada, o corpo físico está doente, mas o espírito é bom e é saúde. Assim, a mera expressão “sou doente” impede a sintonia com o Pai Eterno. Não há condição de essa frase chegar à Presença do Pai Eterno, pois ela não opera a União com o Pai.
O correto é dizer:
“Pai, és Poder. Sou são(ã), à Tua Imagem e Semelhança! Cura-me!”
Desse modo, o(a) filho(a) entra em contato com o Pai Eterno! E a cura se realiza, pelo Poder que o Pai Eterno é!
Agora, pergunto: Por que não se testemunha a em si mesmo a Presença do Pai Eterno? Qual está sendo o fator dessa falta, desse impedimento?
A língua!
Nas Escrituras, há vários capítulos inteiramente dedicados ao uso da língua!
Se não se usa do Equilíbrio do dizer – se é a mente que fala – não se faz União com o Pai Eterno!
Está-se ausente do Pai Eterno.
O espírito não é doente. No universo, tudo é criado pelo Pai Eterno no Equilíbrio. Fora dele nada é – porque não passa de ilusão, de falsidade, de mentira! – e na mentira não há como fazer União com a Verdade!
Consegui transmitir o que recebi?
Sim?
Amen veamen!
Ieshivá
É preciso compreender com discernimento da Palavra do Pai Eterno.
O Pai Eterno separou um canal para “transmitir” o que d’Ele “ouve” diretamente – a Verdade. Chama-se Cálice. É a missão que me foi dada pelo Pai Eterno.
O Pai Eterno é o Poder Criador Espírito Santo Vida. Ele nos forma; Ele nos cria vida à Sua Semelhança – santos. Você é o espírito filho, criado pelo Espírito Pai.
O Pai Eterno formou-nos o corpo com todos os órgãos e suas funções específicas. Mas a vida é o espírito (filho) que você é, criado pelo Espírito Santo. Uma vez vida não morre.
O cérebro é um daqueles órgãos. Nele é produzida a alma – a mente – com a capacidade intelectual “adquirida” através do conhecimento, pelo estudo, leitura, cultura, para aprender o que for necessário para o existir do espírito na Terra. Quanto à “atitude”, porém, o filho já nasce pronto.
A mente não pode se utilizar da capacidade intelectual que adquiriu e tomar o corpo de assalto, para nele existir como se fosse seu, e fazer o que quiser. Isso é o mal.
O espírito é que deve dominar, porque o corpo é dele. Esse é o Bem.
A mente, o filho a “tem”, mas ela não é ele.
O bem e o mal estão dentro do homem.
O bem é no espírito.
O mal é o envolvimento da mente.
“Estamos no mundo mas não somos do mundo” – disse o Messias.
O Messias Salvador e Redentor é nascido em Israel – uma região quente, desértica, com um clima com temperaturas que comumente atingem 50ºC. Portanto, ele não pode ser branco, alto, louro, como um europeu. Sua estatura de israelense é média. Ele é moreno, bem queimado pelo Sol, com cabelos e olhos cor de mel. Citada na Torá e nos Salmos, sua aparência é jovem, de uma pessoa com 23 anos de idade – apesar de ter ressuscitado aos 33 anos.
Seu Nome é hebraico – não romano, nem grego: Iaurrushua ben David ben Avraham (“ben” significa filho de, descendente de), como mencionado em Matiáu (Mateus), 1:1.
Jesus não é o nome do Messias. É um nome falso, provindo de Iesus, anagrama de Zeius (Zeus) – o nome do próprio adversário!
A trindade é falsa. Pai é um título, não um nome. As Escrituras se referem a dois – o Espírito Santo (o Pai) e o Messias (o Filho).
Não temos um Deus distante, fora de nós. O Pai Eterno é presente dentro de cada um de nós – e não distante, fora de nós, “no Céu”, como falam. Ele nos criou Seus filhos – à Sua Imagem e Semelhança, santos! – para sermos Um com Ele. Esse é o testemunho do Messias Ressuscitado, que é o Templo Vivo do Pai Eterno – é o significado de “Imanuel”: O Pai Eterno (“El”) dentro (“im”) de nós (“ánu”) – e não “Deus conosco”.
Todas as Revelações e Ensinamentos são-nos dados, diretamente, d’Ele.
Busque-O para ouvi-Lo!
Todas as religiões e encaminhadores não passam de interpretações da mente de cada um.
Só o Pai Eterno é seu orientador! Busque-O e você ouvirá Sua Voz!
O Caminho é um só!
E você, unicamente, é responsável por seu caminhar. As Escrituras mostram por onde e como – mas o querer é seu! Não há condição de caminharmos por você!
Desperte!
Reconhecimento
Agradecimento
Gratidão
Grato(a)
Obrigado(a)
Reconhecimento
- Reconhecer ser o Pai Eterno o Poder Criador! Espírito Santo – Vida!!!
- Reconhecer só Ele é nosso Pai Eterno.
– Ele nos cria, forma e nos dá a vida!
- Reconhecer ser o Poder Criador a Verdade!
- Reconhecer só O ouvimos e vivenciamos à Sua Semelhança!
- Reconhecer ser Ele o Poder Criador do Universo, de tudo, de todos e de todas as coisas que ele contém!
Sem intermediação.
- Reconhecer só a Ele se consagrar!
Exemplos de Reconhecimento
- Reconheço ser o Pai Eterno Poder Criador Espírito Santo Vida que me dá a vida!
- Reconheço ser o Pai Eterno a Verdade!
- Reconheço ser o Pai Eterno o Criador do Universo e de tudo o que ele contém!
- Reconheço ser o Pai Eterno o meu Pai Eterno!
- Reconheço só ao Pai Eterno adorar e me consagrar como filho fiel!
- Reconheço a Sua Presença dentro de mim! Com Bençãos, Milagres e Maravilhas!
- Reconheço os Seus Ensinamentos e a Guarda do Sétimo Dia do Repouso!
Exemplo de Testemunho
- Testemunho ter dominado o envolvimento da mente na mentira.
- Testemunho ter dominado o envolvimento da mente na desobediência.
- Testemunho ter dominado o envolvimento da mente na arrogância.
- Testemunho ter dominado o envolvimento da mente na usura.
- Testemunho ter dominado o envolvimento da mente na grosseria.
- Testemunho ter dominado o envolvimento da mente na rispidez.
- Testemunho ter dominado o envolvimento da mente na impaciência.
– enfim, do erro praticado pela mente em qualquer situação que tenha conseguido dominar.
Agradecimento – por:
- Ser Iaurrushua ben David ben Avraham o Mashiach Ressuscitado
- Ser o Mashiach nossa LUZ!
- Ser o Mashiach o Caminho!
- Pela Ressurreição!
- Pela abertura para nossa Salvação e Ressurreição!
- Ser a nossa Paz!
- Só ao Mashiach – agradecer!
Exemplos de Agradecimento
- Agradeço saber o Nome do Mashiach Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado!
- Agradeço ser o Mashiach a Luz!
- Agradeço ser o Mashiach o meu Salvador e Redentor Vivo!
- Agradeço ser o Mashiach o meu Caminho, a minha Libertação – Socorro – cura – saúde!
- Agradeço ser o Mashiach a minha Alegria!
- Agradeço ser o Mashiach a minha Paz!
Gratidão
- Ao Cálice pela Missão de Transmitir a Verdade diretamente do Poder Criador Espírito Santo!
Grato(a)
- Aos demais por qualquer atenção ou favor.
Obrigado(a)?
- Abolir, por não fazer sentido algum em qualquer situação: obrigado(a) a que?!
Testemunho
“(…) descerá sobre vós o Espírito Santo (…); e sereis minhas testemunhas (…).”[1]
As testemunhas de Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado são os templos vivos!
Os filhos do Pai Eterno que fazem a “união” com o Pai Eterno e são Seus templos vivos – neles(as) o Pai Eterno opera Seus Dons, dando cumprimento ao que o Pai Eterno disse pelo profeta: “uma Virgem conceberá e dará à luz um filho, e o chamará Imanuel”[2].
“Imanuel” (im – dentro; ánu – nós; Êl – o Eterno) – eis a Missão dada a Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado: “o Eterno dentro de nós”. Iaurrushua ressuscitou para abrir-nos a Porta para “ouvirmos” a “Voz do Pai Eterno” e o Pai Eterno operar dentro de nós. Essa é a “união” do filho com o Pai Eterno – o “testemunho” do “Eu e o Pai somos Um”.
A “testemunha” de Iaurrushua é, portanto, o templo vivo – dentro do(a) qual o Pai Eterno opera, tal como em Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado.
O testemunho de Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado é a operação do Pai Eterno, do Espírito Santo, dentro de todos os filhos do Pai Eterno!
Essa é a Missão de Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado. Ele mesmo o diz: “Pai, vim para que todos te conheçam”; “Pai santo, guarda-os em teu nome, que me encarregaste (a Missão!) de fazer conhecer, a fim de que sejam um como nós”[3].
É a realização da Vontade do Pai Eterno: “Então, ninguém terá encargo de instruir seu próximo ou irmão, dizendo: Aprende a conhecer o Eterno, porque todos me saberão, grandes e pequenos – oráculo do Eterno (…)”[4].
E, como “saber” o Pai Eterno?
Só se Ele operar dentro de você – se o filho vivenciar a Presença do Pai Eterno dentro de si mesmo!
Essa é a Glória da Ressurreição de Iaurrushua ben David ben Avraham!
Busque ser testemunha do Sumo-Sacerdote Eterno Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado – ser sacerdote do Sumo-Sacerdote Eterno!
Busque o Pai Eterno!
E, como buscá-Lo?
Converse com Ele!
Consulte-O em suas dúvidas!
Requeira Sua Presença dentro de você!
E você ouvirá a Sua Voz – dentro de você!
“Tu, porém, voltarás a ouvir a voz do Eterno (…). O mandamento que hoje te dou não está acima de tuas forças, nem fora de teu alcance. Ele não está nos céus, para que digas: quem subirá ao céu para no-lo buscar e no-lo fazer ouvir para que o observemos? Não está tampouco do outro lado do mar, para que digas: quem atravessará o mar para no-lo buscar e no-lo fazer ouvir para que o observemos? Mas essa palavra é perto de ti, na tua boca e no teu coração: e tu a podes cumprir.”[5]
“Procurar-me-eis e me haveis de encontrar, porque de todo o coração me fostes buscar.”[6]
Diga-Lhe: “Meu Paizinho querido, eu Te amo, eu Te adoro, habita em mim! Quero Te ouvir!”…
[1] Atos, 1:8.
[2] Ishaiáu (Isaías), 7:14; Matiáu (Mateus), 1:23.
[3] Iochanan (João), 17:11.
[4] Iermeiaú (Jeremias), 31:34.
[5] Devarim/Deuteronômio, 30:8.11-14.
[6] Iermeiáu (Jeremias), 29:13.
Dons do Espírito Eterno
Os dons são do Eterno – não nossos.
O Pai Eterno usa o filho para, por meio dele,
Operar!
Ensinar!
Exortar!
Curar!
A humildade do filho testemunha a Presença do Pai Eterno – o Poder que o Pai Eterno é!
A consagração do filho ao Pai Eterno faz com que essa operação seja perfeita, sem a intromissão da mente que o filho tem, permitindo a Gloriosa Misericórdia e a Presença do Pai Eterno no filho.
Qual o comportamento do filho?
– o Zelo, na sua correta alimentação, no cuidado com o corpo;
– a Dedicação pelas madrugadas, executada com firmeza, na busca da Presença do Pai Eterno e de Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado;
– o Amor, base fundamental do templo vivo do Pai Eterno;
– a Atitude no Bem – a chave para o testemunho de Sua Presença;
– a Palavra: o verbo para a execução do templo vivo.
Reitero: Esse requisitos concernem ao filho que busca os Dons do Pai Eterno. Porém, para que o Pai Eterno opere, não há requisito algum. Nada há que O impeça de fazer o que Ele quiser, porque o Pai Eterno é o Criador, o Único Poder. A Ele nada se pode opor, pois, se for de Sua Vontade, “até as pedras falarão”… Ele operou até em uma mula, quando quis dar Sua Mensagem…
Aleluiá!
E Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado desceu às trevas e as trevas não O prenderam!
Busque, irmão(ã), os Dons do Pai Eterno.
E rogue:
“Opera em mim,
Pai,
Opera em mim,
Pai,
Opera em mim
Com todo o Teu Poder!
Opera em cada um de nós
Com todo o Teu Poder!”…
Alma e Espírito
Todos os dogmas falam que alma e espírito são a mesma coisa – sinônimos.
A alma não é o espírito.
A alma é produzida no cérebro, à medida em que se capacita, através do conhecimento, informações adquiridas. O seu campo de atuação é o cérebro, para o seu desenvolvimento enquanto o corpo existe. Extinto o corpo, o cérebro se extingue – e com ele, a mente, a alma. Ela não tem mais consistência, ação ou função.
A alma é a mente – que exerce sua função tendo o cérebro para tal mister. Assim, alma nada tem com o espírito. Distinta, isolada, independente, escolhe o que quer e o que quer fazer, no corpo, em consequência de seu preparo, sua cultura.
Acabado o corpo, com ele também acaba a mente, a alma – como uma fumaça no espaço, sem consistência, nem função para exercer.
A alma é a mente que o homem tem, como qualquer outro órgão que possui, mas não é o homem. No cérebro, a mente depende de desenvolvimento, de construção, de capacitação, por meio de informações adquiridas no convívio com a família, o ambiente, com outrem, na escola, por leitura – enfim, cultura para a formação de sua personalidade: de fora para dentro do cérebro.
E por que não é a mesma coisa que o espírito?
O espírito não precisa de formação de espécie alguma. Ele já vem pronto!
O espírito é à semelhança do Pai Eterno, que o cria e o coloca no corpo. O espírito é idêntico ao Pai Eterno – mas não é Ele! O Pai Eterno é o Criador, o Espírito que dá a vida – não a mera existência! – ao espírito criado.
A vida que o filho é não acaba com o corpo. O espírito criado é vida – e a vida não morre! Por ser semelhante ao Criador, independe de formação ou cultura: sabe o que o Criador sabe – isso é nato nele, por sua própria essência. Quando o corpo acaba, dele sai a vida que o espírito é!
O espírito é o próprio homem.
É imprescindível que o homem distinga, em seu próprio corpo, o espírito que ele é da mente, a alma que ele tem, mas que não é ele! Assim, ele poderá isolar-se das influências de sua mente e dominá-la – utilizá-la, somente, para o que lhe for útil na existência. É importante que a mente permaneça dominada – que, ao prestar auxílio, o desejo da mente não prevaleça sobre a vontade do espírito.
O espírito não se pode deixar envolver pela mente – dar-lhe campo para fazer o que quiser no corpo que não é dela, passando a usufruir de todas as coisas ilícitas que o mundo lhe oferece.
A distinção entre espírito e alma – entre espírito e mente – é primordial. A alma – a mente – não pode tomar posse do corpo e nele existir como se o corpo fosse dela. Se isso ocorrer, quando o corpo acabar, a mente vai-se diluir no espaço, porque não tem mais o cérebro, seu campo de atuação. E o espírito, que é vida – e, por isso, não morre – independente do corpo, dele vai sair, mas perderá sua individualidade para a vida eterna: como está escrito, vai para o “lago de fogo”, por toda a eternidade.
“Orai e vigiai”!
Vivencie o espírito que você é para se individualizar na vida eterna. Não se deixe dominar pela alma, a mente que você tem, mas não é!
Todos fazem uma pergunta: “Por que nascemos, existimos e morremos? Qual a finalidade disso? É por nada?”
Eis a resposta: É para escolher, aqui na existência, se quer ou não a vida eterna.
E essa escolha é do homem, não do Pai Eterno.
“Ser ou não ser, eis a questão”.
“Conhece-te – sabe-te! – a ti mesmo”.
Liberte-se desse engodo, dessa ilusão: a alma, a mente, a mentira!
Vivencie a Verdade!
Espírito e Mente
Volto a tratar desse assunto, por ser de suma importância.
Espírito e mente são como linhas paralelas – nunca se encontram.
Espírito é o ser, o fôlego de vida que somos, à imagem e semelhança do Pai Eterno[1].
A mente… Temos mente – mas não somos mente! A mente é a alma; não é o espírito.
Mente e espírito não são a mesma coisa.
Temos corpo e mente (alma), e somos espírito.
Não podemos nos deixar envolver pela mente que temos. O comando de nossa existência (deve ser) é do espírito que somos – que “já veio pronto”[2], como disse o Messias.
A nossa vivência é (há de ser) de acordo com o que somos.
Ocorre que, a mente que temos quer tomar a frente em tudo: é perspicaz, ardilosa, sutil, mentirosa, e utiliza o pensamento para nos convencer de acordo com as diretrizes do mundo.
Devemos “orar e vigiar”[3], para não nos deixarmos por ela envolver. Como disse o Messias, “estamos no mundo, mas não somos deste mundo”[4]…
Se a mente nos envolver, distanciamo-nos do Bem – do Pai Eterno.
Pela mente pensamos “isso não tem importância…”, “é mentirinha sem importância…” – dissimulamos.
A mente serve para que dela nos utilizemos, apenas, no que diz respeito à capacidade humana: para estudar, aprender, pesquisar, conhecer, vestir, divertir, trabalhar – enfim, tudo o que diz respeito à cultura e ao meio ambiente – mas, sempre debaixo de nosso comando, e lembrando que “tudo é permitido, mas nem tudo convém”[5]…
Como disse o Messias, é preciso “orar e vigiar”, sem seguir os impulsos da mente, e sim, a Vontade do Pai Eterno, no Bem.
Atente às conversações.
Pela mente, cobramos de outrem o que queremos que ele nos faça, sempre de acordo com o que achamos. Analisamos os erros alheios “com lupa”, quando, na maioria das vezes, temos os mesmos erros.
Criticamos, julgamos, exigimos comportamentos, desculpas, perdão, sem nos darmos conta de que só queremos receber.
Pela mente, queixamo-nos, lamuriamo-nos, descontentes e nunca satisfeitos, tristes, chorosos, idólatras de nós mesmos. “Eu e mais eu”: “eu quero”, “eu mereço”, “eu fiz”, “eu desejo”… – sempre em torno de si mesmo(a), impaciente, exigente, para seu próprio e exclusivo benefício.
No relacionamento conjugal, cada um faz do outro um boneco, um robô para, apenas, atender e servir em tudo…
A mente é egoísta, ambiciosa, dominadora, quer sempre ser atendida, e nunca cede, a não ser estrategicamente…
Lembremos, porém, que somos espíritos em santidade.
A Palavra do Eterno é o alimento do espírito. E, a mente é adversária da Palavra do Pai Eterno – dela não participa!
É preciso ler a Palavra do Pai Eterno, diariamente, cada vez mais, na firmeza que somos. Somente assim, a mente perde seu campo de atuação para nos envolver.
Sempre que oportuno, devemos despertar o(a) próximo(a) no que ele(a) é: espírito de santidade.
Assim, fazemos algo para o pai Eterno – não apenas, seguimos o Caminho, mas fazemos o bem a nosso irmão, na extensão da Verdade.
“Sabereis a Verdade e a Verdade vos libertará”[6]!
E, isso não é uma troca! Nada devemos fazer para recebermos em troca – nem do Eterno!
Na atitude correta, firme na Vontade do Pai Eterno, não permitimos que a mente nos envolva.
Lembre-se: “estamos no mundo, mas não somos do mundo”[7]. Nada, nem circunstância alguma pode nos afastar do Pai Eterno.
E, cuidado, também, com a mente dos outros, que, às vezes, tenta nos dirigir, ou mesmo, “aconselhar”…
É fácil, leve, caminhar na atitude do bem que somos, superando tudo o que não é do Bem, do Pai Eterno. Nessa sintonia, atraímos tudo o que nos é semelhante.
É caminhar no “colo” do Pai, sem pensamentos ou preocupação com as coisas, pois o Pai Eterno nos provê e supre de tudo, muitas vezes, de surpresa!
Já ouvi essa verdade: “a melhor maneira de você resolver um problema é não querer resolvê-lo você mesma(o)”…
Só o Pai Eterno é Poder!
[1] Bereshit/Gênesis, 1:26 e 5:1.
[2] Matiáu (Mateus), 26:41.
[3] Matiáu (Mateus),, 26:41.
[4] Iochanan (João), 15:19.
[5] I Coríntios, 10:23.
[6] Iochanan (João), 8:32.
[7] Iochanan (João), 15:19.
O Nome do Pai Eterno
A questão do nome do Pai Eterno deve ser observada sob dois ângulos básicos: um referente ao próprio conceito e função do nome – alusivo à eventual compatibilidade entre a noção de nome e a Essência do Pai Eterno; e outro concernente ao discernimento das passagens das Escrituras que fazem menção ao nome do Criador.
De acordo com a definição apresentada no Dicionário Caldas Aulete (v. 4, p. 2788), nome indica o
“têrmo ou têrmos com que se designa e distingue qualquer pessoa ou coisa; (…) tôda a palavra com que se designa em especial uma pessoa ou uma coisa e que não se pode aplicar indistintamente a outra pessoa ou coisa da mesma espécie, gênero ou família; tais são os nomes das pessoas, os de povoações, países, rios, montes, lagos ou quaisquer outros acidentes geográficos, os dos astros e constelações, o de qualquer ser personificado e os títulos dos livros ou quadros (…)”.
Essa definição, apesar de extensa, permite que se verifique, facilmente, que o nome implica, sempre, uma designação, uma delimitação, um rótulo, cujo sentido principal é delinear precisamente os contornos daquele(a) ou daquilo que é designado. O nome qualifica, limita, define, finitiza o conceito que se deseja indicar; torna nítidas as fronteiras da noção que se quer transmitir, para que possa ser absorvida por quem a recebe. É claro, portanto, que a própria idéia de um nome é incompatível com o conceito de infinitude, inexistência de limites ou de forma. É inteiramente inviável, por isso, atribuir-se um nome ao Pai Eterno: o Pai Eterno é Ilimitado, Infinito, Indefinível – e, por isso, Inominado (essa última é, aliás, uma das maneiras pelas quais se faz referência ao Criador desde tempos imemoriais).
As Escrituras não divergem, tampouco, dessa conclusão.
O trecho das Escrituras que parece provocar maior perplexidade acerca do tema é o do livro de Shemôt/Êxodo, capítulo 3, versículos 13 a 15:
“Moshé disse ao Eterno: ‘Quando eu for para junto dos israelitas e lhes disser que o Eterno de seus pais me enviou a eles, que lhes responderei se me perguntarem qual é o seu nome? O Eterno respondeu a Moshé: ‘Eu Sou Aquele que Sou’. E ajuntou: ‘Eis como responderás aos israelitas: EU SOU envia-me junto de vós.” O Eterno disse ainda a Moshé: ‘Assim dirás aos filhos de Ieshar-Êl: É o Eterno (יהוה), o Eterno de vossos pais, o Eterno de Avraham, o Eterno de Itzchak e o Eterno de Iaakov, que me envia junto de vós. – Este é o meu nome para sempre e é assim que me chamarão de geração em geração.’”
Ocorre que essa passagem deve ser discernida em contexto com os demais trechos das Escrituras, para que se compreenda que a referência a “meu nome” é eminentemente figurativa, apenas para designar o modo mais sublime pelo qual o Pai Eterno permitiu que Seus filhos O invoquem: Aquele que é eternamente; O Ser; A Essência; Eterno.
Usado naquele trecho das Escrituras, o tetragrama – יהוה, cuja transliteração é Iáu – é uma expressão composta pelo radical do verbo ser, na língua hebraica, na terceira pessoa do singular, precedido pelo prefixo que, normalmente, indica o futuro e que, quando aplicado àquele verbo, em referência ao Espírito, significa eternidade.
Composta pelas letras hebraicas iôd (י), hê (ה), vav (ו) e hê (ה), essa expressão hebraica conhecida como tetragrama – e cuja pronúncia é Iáu – significa, assim, literalmente, “Aquele que é eternamente”, “Ser Eterno”, ou, mais simplesmente, “Eterno”.
É uma designação para o Espírito Criador – certamente, a mais sublime – mas não o Seu nome.
O seguinte texto, extraído da Enciclopédia Judaica (A. Koogan Editor, v. 5. P. 232), é particularmente elucidativo quanto ao tema:
“Em sua tentativa de explicar a razão da multiplicidade dos nomes de Deus, o mestre rabínico do século III, Aba bar Memel, citava Deus como tendo dito a Moisés: ‘Quando estou julgando a raça humana, chamo-me Elohim. Quando combato os que praticam o mal, chamo-me Sabaot. Quando relembro os pecados do homem, chamo-me El Shadai. Quando me apiedo do mundo, chamo-me IHVH.’”
Vários são os modos pelos quais os judeus tradicionalmente se referem ao Criador (Ha-Borê): Elohim, para acentuar Sua Justiça; Êl Elion, que designa o Altíssimo; Êl Elohê Israel, para reconhece-lo como o Eterno de Israel; Êl Ha-Guibôr, para referir-se ao Poder, ao Herói de Seus filhos; Êl Shadai, para invocar o Único Poder; Tsur Israêl, para mencionar a Rocha de Israêl; ou ainda, Ein Sôf, para referir ao Princípio Essencial e Sem Limite, Infinito. Todas essas – e há outras! – são maneiras de se invocar o Pai Eterno, com o respeito afirmado no terceiro Ensinamento (Mandamento): “Não pronunciarás o nome do Eterno, teu Pai Eterno, em vão” (mais uma vez, a referência figurativa nas Escrituras!).
Alás, é exatamente com base nesse Ensinamento (Mandamento), que os judeus não pronunciam o tetragrama (“Iáu”), senão, apenas, uma vez por ano, no dia da festa de Iom Kipur (o Dia do Perdão). Eles chegam até ao cuidado de escrever a palavra “Deus” de modo incompleto – D’us –, quando têm necessidade de usá-la.
Nada há de extraordinário no uso de expressões figurativas nas Escrituras, sobretudo, no que concerne ao Criador: Elas estão repletas de referências ao “escabelo dos Pés”, ao “Trono”, à “Mão”, à “Face” do Pai Eterno! E elas não podem ser consideradas em seu sentido literal.
Lembre-se: “A letra mata, o espírito é que vivifica”!
O Pai Eterno tem nome?
“O Eterno respondeu a Moshé: ‘Eu sou aquele que sou’. E, ajuntou: ‘Eis como responderás aos israelitas: Eu sou envia-me junto de vós.’”[1]
“Eu Sou” significa O Ser. O Pai Eterno é o Espírito Infinito. Não tem forma, não pode ter nome.
Aplicam-se vários adjetivos ao Pai Eterno: Pai, Criador, Todo-Poderoso, Altíssimo, Misericórdia – até, o Inominado! Obviamente, porém, nenhum deles pode ser indicado como nome do Pai Eterno.
O Pai Eterno é VIDA, que tudo criou vida. Ele não pode ter um nome próprio, porque Ele não tem forma, atributo do que é finito.
Nome é um rótulo. Sua função é rotular, definir, delimitar. E, por isso, somente pode ser atribuído a algo ou alguém que possa ser definido, delimitado – algo ou alguém finito!
Em Bereshit/Gênesis 2:19-20, lê-se que o Pai Eterno incumbiu Adam de dar nome a todos os seres viventes – aos finitos, à criação, e não ao próprio Pai Eterno, o Criador!
E, quando indagado por Moshé a respeito de Seu nome, a resposta do Pai Eterno é: “‘Eu sou aquele que sou’. E, ajuntou: ‘Eis como responderás aos israelitas: Eu sou envia-me junto de vós.'”[2]
E Pai Eterno é O SER, o Espírito, Vida. É Infinito. Por isso, não tem, nem pode ter nome ou forma.
Forma de homem – e nome – tem o Filho do Pai Eterno, Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado.
A mente do homem é que, de todas as maneiras, quer dar um nome próprio ao Pai Eterno – para satisfação de si mesma. Isso, porém, é errado, é mentira. Há, até, quem afirme que o Filho e o Pai Eterno são a mesma pessoa. E, com isso, formaram uma mentira ainda maior!
Em sua pequenez e ignorância, o homem não se dá conta de que está mergulhado no Pai Eterno, por ser finito e, por isso, contido no Infinito. O homem acha que o Pai Eterno está fora dele, no Céu.
Dão ao Pai Eterno um Trono e um espaço específico. Um nome.
Citam Sua Mão, Pés, Face, Capacete, Armadura, e, assim, permanecem na letra, nas expressões, sem o devido discernimento.
É o que se verifica, por exemplo, com o texto de Efésios, 6:11-17:
“Revesti-vos do Escudo do Eterno, para que possais resistir às ciladas do demônio. Pois não é contra homens de carne e sangue que temos de lutar, mas contra os principados e potestades, contra os príncipes deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal (espalhadas) nos ares. Tomai, portanto, o Escudo do Eterno, para que possais resistir nos dias maus e manter-vos inabaláveis no cumprimento do vosso dever. Ficai alerta, à cintura cingidos com a verdade, o corpo vestido com a couraça da justiça, e os pés calçados de prontidão para anunciar a Palavra da paz. Sobretudo, embraçai o Escudo da fé, com que possais apagar todos os dardos inflamados do maligno. Tomai, enfim, o capacete da salvação e a espada do Espírito, isto é, a palavra do Eterno.”
O Escudo é a fé, vivência de acordo com a Vontade do Pai Eterno – em santidade.
Cingir a cintura com a Verdade é uma expressão que se refere ao Bem.
Justiça é Santidade.
Os Pés do Pai Eterno indicam a submissão no Caminho.
O Capacete de Pai Eterno é a unção no espírito, a alegria, Luz.
A Espada é a Palavra do Pai Eterno.
O mesmo discernimento deve ser usado para a compreensão de outros tantos trechos das Escrituras.
O Trono é o Poder que o Pai Eterno é.
A Face é a Presença do Pai Eterno.
A Mão é a Autoridade do Pai Eterno.
À direita é Poder um pouco menor.
Templo é o Corpo.
Couraça da Justiça é a Santidade.
Selo significa o Espírito Santo.
O homem faz questão de fazer do Criador um homem e um soldado. E mais: faz de si mesmo Seu exército. Nesse sentido é que entendem, literalmente, a afirmação de que o Pai Eterno é o Rei dos Exércitos.
Quem é, então, o Rei da Paz? E o Príncipe da Paz?
Saboreemos o Pai Eterno a nos envolver, onde quer que estejamos – caminhando em Sua sintonia, à Sua semelhança, no Bem que Ele é.
[1] Shemot/Êxodo, 3:14.
[2] Shemot/Êxodo, 3:14.
Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado, este é o Nome do Messias
O Pai Eterno não tem nome. O tetragrama (יהוה) é composto pelas letras hebraicas “iôd” (י: pronuncia-se iôd e translitera-se como i), “hê” (ה: pronuncia-se rrê – aspirado – e translitera-se como rr ou a), “vav” (ו: pronuncia-se váv e translitera-se como v, o ou u) e “hê” (ה), novamente. A palavra hebraica correspondente ao tetragrama translitera-se como “Iáu”, e significa “Aquele que é eternamente”, “Eu Sou”, “Eterno”, “O Espírito”.
O Criador não é “ente”, pessoa, para ter um nome. Dão-se ao Pai Eterno vários adjetivos, como Divino, Santíssimo, Todo-Poderoso, Criador, etc., mas, adjetivo não é nome! O Pai Eterno é Espírito! Não tem princípio nem fim! É Espírito! “Em espírito e verdade deve ser adorado”…
Pessoa é o Filho, Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado, porque se finitizou num corpo-matéria.
O nome Iaurrushua significa “Iáu salva”, isto é, “O Espírito salva”, Nome que foi dado pelo Pai Eterno ao Messias, porque Ele, o Filho, veio cumprir a Missão de salvar os filhos do Pai Eterno!
É elementar a regra de linguística de que nomes próprios não se traduzem do idioma original para outras línguas. O nome atribuído a alguém deve permanecer com o mesmo caráter fonético (sonoro) da origem: O brasileiro Antônio não passa a ser chamado de Antoine, porque está na França; ou de Anthony, porque se encontra na Inglaterra. O máximo que se permite é que, na hipótese de alfabetos diferentes (compostos por letras distintas, como é o caso do árabe, do japonês, do russo, ou do hebraico), os fonemas componentes dos nomes próprios sejam representados pelos caracteres de outra língua a que correspondam os mesmos sons (fonemas). Dá-se a este recurso linguístico o nome de transliteração: a apresentação dos sons de um nome ou de uma palavra estrangeira – originariamente, escrita com letras de alfabeto diferente –, utilizando-se as letras do alfabeto nacional equivalentes aos mesmos sons.
Na língua hebraica não existem as letras y e w. A primeira é uma letra grega e, a segunda, é de origem nórdica, e, até há pouco, não pertenciam, sequer, ao alfabeto da língua portuguesa. A forma correta, portanto, de transliterar-se, para o português, o nome do Mashiach não deve empregar a letra y (ípsilon, letra grega, denominada “igrec”, em francês), mas, a letra i.
No hebraico, a grafia completa do nome do Messias emprega as letras hebraicas “iôd” (י), “hê” (ה), “vav” (ו), “shin” (ש) e “áin” (ע): יהוהושוע. A estas letras correspondem, respectivamente, os fonemas portugueses “i”, “a”, “u”, “rr”, “u”, “sh”, “u” e “a”. A pronúncia do Nome do Messias é “Iaurrushua”. Este nome tem o significado de “Eu Sou salva”, “O Espírito salva”, e foi dado pelo Criador a Seu Filho Unigênito, que veio ressuscitar, comprovando que a morte não passa de ilusão, e, assim, salvar os Filhos do Pai Eterno: Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado é o Testemunho perfeito da Salvação que o Pai Eterno dá a Seus filhos.
A transliteração do nome do Mashiach (Messias), da língua hebraica para a língua portuguesa, já é, portanto, “Iaurrushua”. A isto nada há que acrescentar, traduzir, ou modificar. O nome greco-romano “jesus” decorre, não de uma transliteração, mas de uma transmudação (mudança de nome): “Iaurrushua” e “jesus” são nomes diferentes; não apresentam qualquer relação entre si. “Jesus” não é o Nome do Messias!
O gérmen deste processo de mudança do nome do Mashiach já pode ser identificado na versão Septuaginta, das Antigas Escrituras.
Os setenta e dois sábios judeus que, nesta versão, traduziram a Torá (Pentateuco) e as Haftarôt (seções dos Livros dos Profetas) para a língua grega, três séculos antes do nascimento do Messias, transmudaram o nome do juiz Iaurrushua em “Jesua” (greco-romano), que, com o tempo, passou a “Josué” (português). Dessa maneira, em vez de transliterarem o referido nome hebraico, helenizaram-no, indevidamente, sem respeitar sua estrutura fonética (o hebraico, por exemplo, não apresenta fonema equivalente a “j”). Confundiram, assim, os conceitos de transmudação e transliteração, figuras diferentes entre si.
E, em relação ao Messias, a questão apresenta aspecto ainda mais grave. Sem dúvida, os Setenta (72) helenizaram e latinizaram – transmudaram – o nome do juiz Iaurrushua, servo fiel de Moshé, para Jesua (greco-romano), nome que, com o avançar do tempo, passou a Josué (português). Ora, o Messias e o juiz “Josué” possuem o mesmo nome. O que justifica, então, que, nas Escrituras, seja empregado o nome Josué, para referir-se ao juiz, e a “transliteração” deste mesmo nome, para referir-se ao Mashiach, resulte em jesus? Na verdade, jesus é um nome que não guarda a menor relação, sequer, com aquele que, por equívoco, foi atribuído ao servo de Moshé.
A referência a este nome atribuído ao Messias resulta, não de correta transliteração, mas de uma transmudação, a qual, neste caso, foi ainda pior do que aquela que atingiu o nome do mencionado juiz, servo de Moshé. O patronímico jesus decorre da aglutinação de dois nomes blasfemos, pertencentes ao próprio anjo adversário, que, na cultura greco-romana, apresentou-se com os nomes jupiter e zeus. A primeira parte do nome – j (ou i) – refere-se a iupiter, nome romano da entidade que eles consideravam como “deus dos deuses” e representada pela vogal “i”. A segunda parte do mesmo nome – esus – é anagrama de zeus, o nome grego da mesma entidade romana antes mencionada: o próprio anjo adversário. A associação destes dois nomes resultou em jesus – no latim, iesus (i, de iupiter, e esus, de zeus), ou jesus, em português –, a designação de uma entidade representativa de um deus supremo, um jesus considerado como deus todo-poderoso. Desta sincrética – e, por isso, promíscua – construção, produzida por um plano político regido pelo próprio anjo adversário (aquele que foi chamado pelos nomes iupiter e zeus) é que provém a afirmação de que “jesus é deus”. Com esse nome – jesus – e essa frase – “jesus é deus” – rende-se culto ao próprio anjo adversário! Essa é a homenagem prestada, toda vez que esse nome é pronunciado! Esta simulação – que permitiu atrair os adoradores de entidades helênicas e do Sol (romano) – é conhecida, na História, pela designação de “sincretismo”.
Perpetrou-se essa blasfêmia, em 383 E.C., na versão latina do Livro de Matiaú, que, originariamente, fôra escrito na língua hebraica. Surgiu, assim, na Vulgata. Desde então, a erronia multiplicou-se em todas as versões modernas das Escrituras Sagradas.
Quem reza, portanto, para jesus não está orando para Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado. É jesus, a entidade zeus, o próprio anjo adversário, quem recebe essas rezas –, e não Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado, o Messias, o Filho do Eterno, Salvador e Redentor! Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado e jesus são nomes inconciliáveis. Não pertencem à mesma pessoa.
O Messias, o Filho do Eterno, é Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado. “Sabereis a Verdade e a Verdade vos libertará”!
A Vida
Uma pessoa ganha um presente. Fica alegre, feliz, agradecida. Derrama gratidão para quem a presenteou. Guarda o presente como recordação. Dele cuida, por anos e anos, e sempre se lembra de quem o deu.
Pois bem, o Pai Eterno nos dá o maior presente – a vida, à Sua imagem e semelhança: santa, partícula d’Ele mesmo, o espírito, o ser – para preservarmos, e, assim, vivenciarmos, intimamente, e compartilharmos com Ele a vida eterna.
Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado, o Salvador e Redentor, nos ensina a orar e vigiar, e nos dá, também, o Caminho para a preservação da vida: a vivência em santidade.
Ciente, porém, de que “dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar ao mesmo tempo”, a mente – que é força –, por uma brecha qualquer, toma, por violência, o corpo que o Pai Eterno dá a cada espírito criado. E, nele, a mente passa a “existir” – não viver! –, como se o corpo fosse dela, praticando tudo o que é contrário à santidade, sob todas as formas. Manifesta sua personalidade (persona = máscara), a ilusão, a falsidade, usufruindo o mundo e tudo o que a ele pertence: dissimula, mente, fuma, bebe, joga, prevarica, trai, cede ao vício, à ambição, ao egoísmo, ao interesse, à mudança de valores, à aparência, ao orgulho. Persegue a satisfação, cada vez mais, até a destruição e a morte.
E, então, se dilui… A alma, a mente se desfaz como uma nuvem, porque não é vida.
A vida que recebeu o corpo – o espírito criado pelo Pai Eterno – “dormiu” esse período todo. E, como vida criada, ela, que não pode morrer, passa a fazer parte de um “bloco de fogo”, como tantas outras, que, da mesma forma, “dormiram”, sem viver, verdadeiramente, nos corpos que lhes foram dados.
Forma-se, assim, um “bloco de fogo”, um luminar vivo, eternizado, composto por todos aqueles que, por terem “dormido”, não se individualizam na imagem do corpo e do nome recebidos. Nesse luminar, não se visualizam ou distinguem aqueles que o compõem – e sim, apenas, vida, luz, fogo, sem individualidade eterna –, porque não preservaram a maior dádiva do Pai Eterno.
“Ele não deu ordem a ninguém para fazer o mal, e a ninguém deu licença para pecar; pois não deseja uma multidão de filhos infiéis e inúteis”[1].
“Não vos maravilheis disso, porque vem a hora em que todos os que se acham nos sepulcros sairão deles ao som de sua voz: os que praticaram o bem irão para a ressurreição da vida, e aqueles que praticaram o mal ressuscitarão para serem condenados”[2].
“Todo o que não foi encontrado inscrito no livro da vida foi lançado ao fogo”[3].
“Os tíbios, os infiéis, os depravados, os homicidas, os impuros, os maléficos, os idólatras e todos os mentirosos terão como quinhão o tanque ardente de fogo e enxofre, a segunda morte”[4].
Ore e vigie.
Preserve-se no caminhar em santidade, na “união”, em sua semelhança com o Pai, para o Pai Eterno revelar-Se a você – o Pai no filho, o “Eu e o Pai somos Um”.
O Pai Eterno não se busca, não se acha, não se encontra. O Pai Eterno Se revela – não fora, e sim, dentro de você mesmo, espírito no Espírito.
E, a única via pela qual o Pai Eterno Se revela ao filho, e Sua Presença passa a operar, é a da vivência em santidade.
Nessa experiência, dentro de cada um, nessa intimidade com o Pai Eterno, alcança-se a individualidade eterna, no único e verdadeiro Reino cuja Porta Iaurrushua nos abriu – o Reino que não é deste mundo[5]…
“Se me amais, guardareis os meus mandamentos”[6]…
“Eu sou o Caminho da Verdade e da Vida; ninguém vem ao Pai senão por Mim”[7].
Não fique no sangue e na cruz, que representam a morte, a mudança de valores.
Viva a Ressurreição.
Ao ressuscitar, nosso Salvador cumpriu Sua Missão. Foi a condição para provar a Vida!
Se o espírito “dorme”, não ora, não vigia, o corpo é tomado, à força, pela mente.
Preserve-se no caminhar em santidade. Não deixe sua união, sua sintonia com o Pai Eterno, a VIDA que te deu a vida, o presente mais precioso dado pelo Pai.
Na união com o Pai Eterno – em constante sintonia, na vivência à semelhança d’Ele, em santidade –, receba, no mais íntimo do ser, a Revelação do Pai Eterno, o mais precioso prêmio: a vida – “teu nome”, melhor do que filho e filha, porque significa ser individualizado eternamente!
“Eu darei na minha casa e dentro de minhas muralhas um monumento e um nome de mais valor que filhos e filhas; dar-lhes-ei um nome que jamais perecerá”[8].
“O que pedes, replicou o Eterno, fá-lo-ei, porque tens todo o meu favor, e te sei pelo teu nome”[9].
“O vencedor será assim revestido de vestes brancas. Jamais apagarei o seu nome do livro da vida, e o proclamarei diante do meu Pai e dos seus anjos”[10].
“Nela não entrará nada de profano nem ninguém que pratique abominações e mentiras, mas unicamente aqueles cujos nomes estão inscritos no livro da vida do Cordeiro”[11].
Sejam nossos nomes inscritos no Livro da Vida!
Amen!
[1] Ben Sirá/Eclesiástico, 15:21-22.
[2] Iochanan (João), 5:28-29.
[3] Revelação (Apocalipse), 20:15.
[4] Revelação (Apocalipse), 21:8.
[5] Iochanan (João), 18:36.
[6] Iochanan (João), 14:15.
[7] Iochanan (João), 14:6.
[8] Ishaiáu (Isaías), 56:5.
[9] Shemôt/Êxodo, 33:17.
[10] Revelação (Apocalipse), 3:5.
[11] Revelação (Apocalipse), 21:27.
A Razão da Vida
Quando a criança é concebida, ela é criada espírito – vida, partícula à imagem e semelhança do Pai Eterno, o Espírito Santo. Essa partícula é criada d’Ele, mas não é o próprio Pai Eterno, porque tomou forma humana – o ser no humano.
Disse o Messias[1]: “… na verdade, o espírito é pronto” (porque é à imagem e semelhança do Pai Eterno) “mas a carne é fraca”… A carne é a mente, no homem – a alma –, que não se confunde com o espírito.
Somos: espírito (santos).
Temos: corpo e mente (alma).
Pela mente, forma-se a personalidade, em cada um, que é distinta, uma da outra, de acordo com o ambiente familiar e o meio social em que se desenvolve.
A mente não vem pronta. Ela se capacita, com o ensino, a leitura, o estudo, e assim, por meio da inteligência, ela se torna culta. Ocorre que, cultura não é sabedoria – esta é do espírito.
A mente se capacita, por meio da inteligência, para fins profissionais e de convívio em sociedade.
Podemos nos servir da mente, mas não ela de nós. É preciso controlá-la, para que ela não tome posse do corpo, para nele existir e fazer o que quiser, a seu bel prazer.
A mente é facciosa e não se converte.
O espírito, por sua vez, não precisa de conversão, porque já é pronto – é santo.
A conversão não passa, pois, de uma ilusão.
Disse o Messias: “vigiai e orai”[2].
É preciso vigiar a mente – e, assim, controlar as palavras, os pensamentos e as ações.
O falar, a linguagem, o linguajar pertence à mente – e, por isso, fala-se qualquer coisa.
O Messias disse[3]: “O que contamina o homem não é o que entra na boca, mas o que sai da boca, isso é o que contamina o homem” – a fala.
A palavra (o verbo) é do espírito – o dizer.
As ações da mente não são condizentes com o espírito.
A atitude é do espírito.
O entendimento, o entender é da mente – o compreender, o discernimento é do espírito.
Os pensamentos devem ser dirigidos pela intuição, que é do espírito que somos, para alcançarmos a individualidade, na vida eterna.
Em Kohélet/Eclesiastes, 12:7, está escrito: “E o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte ao Eterno, que o deu”. É preciso compreender que, ao sair do corpo, o espírito não se funde, de novo, no Pai Eterno. O espírito tomou forma humana, e, por isso, não pode mais ser o Pai Eterno. Como o espírito é vida (não morre, não cessa), ele se individualiza, na vida eterna, ou perde a individualidade[4], unindo-se, como luz, a tantos outros que também não se tiverem individualizado, para formar um grande “foco de luz”, um “fogo eterno”, como diz a palavra do Pai Eterno[5].
A individualidade do espírito é alcançada por aquele que fizer vivência, em santidade de pensamentos, palavras e ações, durante sua existência terrena – a razão da vida –, e, assim, para a vida eterna, “… lhes darei na minha casa e dentro dos meus muros um lugar e um nome, melhor do que o de filhos e filhas; um nome eterno darei a cada um deles, que nunca se apagará”[6], diz o Eterno.
O corpo veio do pó e volta ao pó. “No suor do teu rosto comerás o teu pão, até que te tornes à terra; porque dela foste tomado; porquanto és pó e em pó te tornarás.”[7]
E, por não ter mais corpo – o campo em que lhe compete exercer suas funções –, a mente (a alma) se dissipa no espaço, como uma nuvem, sem forma:
“Quando se lhe for o espírito, ele voltará ao pó, e todos os seus projetos se desvanecerão de uma só vez”[8].
“Fiz desaparecer tuas iniqüidades como uma nuvem, e teus pecados como uma neblina: volve a mim, porque te resgatei”[9].
Os pais falam que não criam seus filhos para si, e sim, “para o mundo”. Cuidam do corpo, para ter saúde; cuidam da mente, para proporcionar-lhes ótimas profissões; e esquecem-se de despertar neles o espírito de santidade, para se individualizarem na vida eterna, única razão da vida![10]
[1] Matiáu (Mateus), 26:41; Marco (Marcos), 14:38; I Coríntios, 15:34 e 16:13; I Finéas (Pedro), 4:7 e 5:8.
[2] Matiáu (Mateus), 26:41; Marco (Marcos), 14:38; I Coríntios, 15:34 e 16:13; I Finéas (Pedro), 4:7 e 5:8.
[3] Matiáu (Mateus), 15:11; Marco (Marcos), 7:15.
[4] Tehilim/Salmos, 49:14 (numeração hebraica): “Como um rebanho serão postos no lugar dos mortos; a morte é seu pastor e os justos dominarão sobre eles. Depressa desaparecerão suas figuras, a região dos mortos será sua morada”.
[5] Revelação (Apocalipse), 19:20 e 20:10.14.15.
[6] Ishaiáu (Isaías), 56:5.
[7] Bereshit/Gênesis, 3:19.
[8] Tehilim/Salmos, 146:4 (numeração hebraica),
[9] Ishaiáu (Isaías), 44:22.
[10] Leia, no livro Segue em Silêncio, os capítulos Atitude I a VI.
O Objetivo da Vida
Como conceber sermos filhos do Pai Eterno, Ele nos dar a vida para existirmos e, depois, Ele nos abandonar – deixando nosso sustento depender de nós mesmos?! Esse sustento é garantido por Ele, nosso Pai Eterno!
As pessoas não se dão conta de que possuem um Pai de Poder, que já derramou Suas Bençãos, sem que precisem pedir coisa alguma. Essas pessoas estão de costas para o Pai que possuem, e existem como se fossem órfãs, dependendo de si mesmas para lutar por seus objetivos na existência, ou seja, saúde, sobrevivência, alimentação, vestuário, etc. E, nada conseguem, algumas existindo na carência do principal do dia-a-dia, quando só precisam “tomar posse” das Bençãos do Pai Eterno, que já lhes deu a vida à Sua imagem e semelhança, e que, de tudo provê e supre o filho que é em sintonia com Ele.
Como “tomar posse” das Bençãos? Reconhecendo, em primeiro lugar, que o Pai Eterno é seu Pai. E, para receber as Bençãos do Pai Eterno, não julgar que tudo o que precisa depende de si mesmo, e que é autossuficiente em seu existir.
A posse se realiza na despreocupação com essa “dependência de si próprio”, no cumprimento de seu dia, na rotina de suas obrigações, com desprendimento das coisas – agradecendo pelo que tem, sem pensar no que não tem.
Assuma seus compromissos com dignidade. Não queira alcançar o que não pode, nem assuma compromissos contando com o que ainda vai receber para pagá-los.
Ajude e se dedique ao próximo, mais do que a si mesmo, porque, de você o Pai Eterno cuida, Ele que sabe de tudo o que o filho precisa, antes mesmo que o próprio filho o saiba… Nesse desprendimento, deixando de pensar somente em si – no “eu, mais eu e só eu” –, esquecendo-se até do que precisa, e sem pensar que é dele ou de sua busca que seu sustento resulta, e sim de seu Pai, o filho pode ter certeza de que o Pai Eterno tudo proverá e suprirá.
Essa atitude na existência é uma experiência infalível. Nessa vivência, tudo vem às suas mãos, até mesmo de surpresa, sem que se espere, para provar que o Pai toma conta do filho.
Muitos já observaram que, quanto mais se deseja alcançar algo, mais difícil é consegui-lo. Isso é porque o filho erra ao achar que não precisa do Pai Eterno para o seu existir. E, é pior quando esse filho acha que, se ele não “lutar e ralar” nada conseguirá… Dessa forma, o filho terá, sempre, altos e baixos em sua existência – porque depende de si mesmo –, ao passo que, confiando no Pai e, por isso, agindo de acordo com Sua Sintonia, o filho nem precisa pedir coisa alguma. Tudo lhe vem às mãos, porque, assim, ele toma posse das Bençãos dadas pelo Pai Eterno.
Vale, pois, repetir: Viva, em sua existência, na convicção de que é filho do Pai Eterno. Diga sempre essa Verdade absoluta: “O Eterno é Bom e Eterna é Sua Misericórdia”. Cumpra seu mister, normalmente, sem aflição, nem angústia, aceitando sua existência normal. Aja em sintonia com o Pai Eterno – semelhante a Ele –, em mansidão, amor, paciência e alegria, e você verá a realização dos cuidados do Pai de Poder para com Seu filho – sem carência, sem necessidade, provido e suprido. É só sintonizar com o Pai que você possui.
Agora, consideremos outra atitude – esta, não para a existência, e sim, para viver na Vida Eterna. Nesse caso, a busca tem que realmente ser do filho. É uma atitude que depende, totalmente, do filho.
Essa posse se realiza pela vivência da atitude de santidade, em pensamentos, palavras e ações, verdadeiramente, nas 24 horas do dia. É a vivência no espírito, em sintonia com o Pai Eterno. Essa o Eterno não dá. Ela depende de uma atitude do filho, sem a ajuda do Pai. E, isso é fácil, porque o filho já é semelhante ao Pai.
Como proceder?
Conserve-se na atitude de quem você é – em santidade, porque você é filho do Eterno, espírito criado à imagem e semelhança do Pai. Não se deixe envolver pela mente que você tem. Não permita que essa mente tome posse de seu corpo e nele passe a existir. Vigie-a, nas 24 horas do dia, porque ela é sorrateira; baseia-se no que aprendeu e na capacidade obtida ao longo da existência, como se essa fosse a realidade e tudo devesse ocorrer sob seu domínio. Se isso acontecer, você não alcançará a Vida Eterna, porque se afastará do viver com o Pai Eterno, e não entrará em União com Ele.
Isso é o que ocorre quando a mente domina. Ao final da existência, o corpo desaparece e, com ele, a mente também se desfaz, porque não há mais cérebro. Mas, a vida que você é – o espírito – não se acaba, porque é imagem e semelhança do Eterno. E, como não viveu, durante a existência, passará à eternidade como um “foco de luz” – um “fogo ardente”, como referem as Escrituras –, sem individualidade, nem forma alguma.
Continuar a vida, individualizado, como filho do Pai Eterno, é algo que só depende de cada um de nós. Para isso, basta vivermos, já agora, nos espíritos que somos.
O existir, provido e suprido, já é garantido para o filho que “toma posse” das Bençãos do Pai Eterno – porém, nosso principal objetivo é continuar a vida que somos, e que não morre, como indivíduos, na Vida Eterna. É para isso que viemos à existência – para “alcançar a Vida Eterna”!
Quantas pessoas sofrem, na existência, sem precisar sofrer, por não tomarem posse das Bençãos do Pai Eterno…
E, quantas pessoas “caminham para a morte” e não vão morrer… Vão “viver sem poder viver”… – por se terem deixado envolver em seu viver…
Comece hoje – a viver!
No Ser
– A Única Vivência –
O único acesso à sintonia do(a) filho(a) com o Pai Eterno é no ser – à Sua Semelhança: o Bem. Isto somente se faz n’Ele – como Ele é! E, também, só há um Caminho a ser seguido – Um só – no “Eu e o Pai somos Um”, o que significa ser na Sua Presença, como está escrito: “Caminha em Minha Presença e sê íntegro”.
A união com o Pai Eterno é ser como Ele é. Essa é a única via para ouvir Sua Voz dentro de si mesmo(a). E, desse modo, o(a) filho(a) sabe e pode dizer: “sou abençoado(a) todo o tempo, sou dirigido(a) no dizer, no pensar, no agir, no fazer”.
É assim que se toma posse do Bem que é a Vontade do Pai Eterno.
O Poder é o Pai Eterno, e é n’Ele a solução para tudo, que é só d’Ele.
– Converse com o Pai Eterno. Só dialogue com Ele – em qualquer situação.
– Quando alguém perguntar “como vai?”, responda que vai bem, no Poder que o Pai Eterno é – porque é no Poder que o Pai Eterno é que tudo se realiza.
– E somente se alcança o Bem na constante vivência do Bem que o Pai Eterno é.
– Quanto às notícias do rádio e da televisão – caso as assista –, cuide, somente, de ter conhecimento das ocorrências, e faça sintonia no Bem.
– Ore e vigie suas palavras. Diga sempre e somente o que é, em consonância com o Bem. Silencie quanto a outros fatos – mormente quando a respeito de terceiros, ausentes. Lembre-se de que você está na Presença do Pai Eterno. O equilíbrio é a maneira de proceder em qualquer situação.
– O filho do Pai Eterno vivencia a Sua própria essência – o Bem que o Pai Eterno é, à Sua Semelhança –, recebendo do Pai Eterno a cobertura em tudo.
– O Pai Eterno é o Único que abençoa Seus filhos. Só Ele é Poder para dar bençãos.
– É natural ao filho do Pai Eterno ser grato.
– Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado nos ensina a orar uns pelos outros, no sentido de que se santifiquem para serem em união com o Pai Eterno, que a todos “dá tudo de acréscimo”. É o que está escrito: “Busca o Bem (o Reino) e tudo o mais é dado de acréscimo”. Nessa afirmação é bem claro que, tudo o que é do Pai Eterno é do(a) filho(a): o provimento e o suprimento, e tudo o mais para seu existir, já lhe são dados pelo Pai Eterno. No simples caminhar na Presença do Pai Eterno, o(a) filho(a) o recebe!
– Amar o próximo como a si mesmo, fazer-lhe o bem, ajudá-lo, é natural e espontâneo, no filho do Pai Eterno. A vivência do amor já é parte dele mesmo, pela semelhança que ele é do Pai Eterno. A virtude do amor é inerente ao(à) filho(a) do Pai Eterno.
– Utilize-se dos recursos que possui, em espécie, e, ao comprar, pague à vista, porque somente o Pai Eterno sabe qual é o seu tempo de existência física. Qual a garantia que podemos dar, ao assumirmos compromissos pessoais cujo cumprimento se dê ao longo de um tempo?!
– Exerça profissões dignas, condizentes com o Bem que o Pai Eterno é. O filho do Pai Eterno ora, vê e ouve da Fonte de Luz e Sabedoria – e somente d’Ela se alimenta e vive.
– Trate o(a) outro(a) como você quer ser tratado(a), com atenção e respeito. E, se for o caso, remunere-o(a) dignamente, como você gostaria de receber sua remuneração.
– Ao solicitar o trabalho de outrem, faça-o com equilíbrio – atenção, humanidade e paciência . E respeite os horários de jornada e descanso.
– Conviva com outros no Bem – em sinceridade, mansidão, alegria e amor.
Por tudo dê graças ao Pai Eterno, porque, como está escrito, “na calma e na paciência é que o Eterno habita”.
– Há somente um modo de fazer tudo e cumpri-lo corretamente, na Vontade do Pai Eterno.
– Busque Paz e a receba.
– Cale, por alguns segundos, antes de responder – e, assim, você dirá e agirá no que é certo.
– Esposo e esposa devem conviver em harmonia e respeito: calar para ouvir um ao outro, e tomarem decisões juntos, na Vontade do Pai Eterno.
– Dê aos filhos exemplo do que é próprio, para poder ensiná-los, com mansidão e calma, a vivência da Vontade do Pai Eterno – o dizer, o agir e o proceder certo, tanto para eles próprios como para os outros. Ensine-os a esperar, aguardar, respeitar a vez de outrem, tratar todos com consideração, aceitar e ser disponíveis, dentro do equilíbrio, no Bem.
– Ensine a seus filhos, sobretudo, a Presença do Pai Eterno, que tudo vê e ouve, e a quem pertence, unicamente, o julgamento, por tudo o que acontece.
Lembre-se: Só o Pai Eterno realiza!
E ao filho cabe caminhar com o Pai Eterno, na vivência do Ensinamento de Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado, nossa Salvação e Redenção para a Vida Eterna!
Amen veamen!
Shabat Shalom
O Shabat é uma festa ao Grande Rei. Não é um ritual ou uma comemoração.
O cumprimento de “Shabat Shalom” não é um simples “bom dia”, “boa tarde”. “boa noite” – lançado como falas ao vento.
“Shabat Shalom” se exprime de dentro. É um banho de azeite, desde a cabeça – a Unção, a Alegria envolvente da Coroa do Rei, o Mashiach (Messias) –, no repouso permanente, no cuidado, no zelo que nos envolve: É a Luz do Shabat – o Mashiach – que recebemos.
Em suas vestes brancas, a pureza da dignidade de um Rei!
À mesa, distingue-se a Menorá, o Poder que é Aquele a quem a casa pertence – Aquele que nela habita, o Pai Eterno – com as luzes à sua frente, a alumiar Seus filhos. Ao lado, o perfume de Suas dezoito bençãos de vida – dezoito rosas cor de rosa, ou uma que as represente – e, também, uma única rosa, separada, que exprime a Realeza, o receptáculo como templo vivo, no qual a Luz – o Filho Unigênito do Pai Eterno, o Mashiach, Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado – foi gerada pelo Poder que o Pai Eterno é, para nos dar a vida, a Salvação na Sua Ressurreição! Esse receptáculo é Miriam, virgem separada dentre todas as virgens para essa Missão.
A Data Natalícia de Iaurrushua ben David Ressuscitado
Como já foi dito, Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado nasceu judeu.
De acordo com o Judaísmo, o manuseio ou a leitura da Torá (a lei) não é permitido ao judeu que não tenha realizado a cerimônia do Bar Mitzvá – oportunidade em que, sete dias antes de completar treze anos de idade, o judeu adquire a maioridade religiosa e se torna “Filho dos Mandamentos”, ou seja, responsável por sua própria atitude na vivência dos Ensinamentos do Pai Eterno.
No Capítulo 2, versículos 41 e 42, do Livro de Luca, a Palavra acentua que Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado contava, precisamente, com 12 anos, quando seus pais o levaram, na ocasião do Pessach (a Páscoa hebraica), ao Templo de Ierushalaim.
O motivo para o realce que, neste trecho, as Escrituras conferem à idade do Messias é destacar que, naquela festa, Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado tornou-se Bar Mitzvá! Esta, aliás, é a explicação por que, logo em seguida, ele foi encontrado, no Templo, conversando com os doutores sobre a lei[1] – algo que não seria permitido se Ele não tivesse realizado a cerimônia de Bar Mitsvá.
Sete dias depois – ou seja, no oitavo dia seguinte –, Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado completou treze anos de idade. Como o Pessach acontece no dia 15 do mês de Nissan, a data do aniversário do Messias é o dia 22 do mesmo mês.
Como não poderia deixar de ser, Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado foi a Ierushalaim para assumir o compromisso do Bar Mitzvá, dias antes da data de seu décimo terceiro aniversário.
A observância dos preceitos da Torá, a propósito, era uma constante na vida familiar e individual de Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado: Seus pais o levaram ao Templo, no oitavo dia de vida, para ser apresentado ao Pai Eterno, conforme impõe o preceito[2]; o Messias cumpria o shabat e freqüentava a sinagoga[3]; e no Pessach ressuscitou!
[1] Luca (Lucas), 2:46.
[2] Luca (Lucas), 2:21-23.
[3] Luca (Lucas), 4:16; Matiáu (Mateus), 9:35.
Sobre a Data de Nascimento do Messias Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado
É de conhecimento notório que o Messias Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado não nasceu em dezembro.
De fato, os dados históricos e geográficos, indicados pelas Escrituras, para o nascimento do Messias, não correspondem, em absoluto, àquele mês. Não seria possível, por exemplo, que, nessa época tão fria do ano, no hemisfério norte (Israel, Belém), os pastores permitissem que os rebanhos dormissem ao relento, como consta do relato de Luca, 2:8-11:
“Havia nos arredores uns pastores, que vigiavam e guardavam o seu rebanho nos campos durante as vigílias da noite. Um anjo do Eterno apareceu-lhes e a glória do Eterno refulgiu ao redor deles, e tiveram grande temor. O anjo disse-lhes: ‘Não temais, eis que vos anuncio uma boa nova que será alegria para todo o povo: hoje vos nasceu na cidade de David um Salvador, que é o Messias.”
A curiosidade quanto à verdadeira data de nascimento do Salvador é, pois, legítima e só pode ser satisfeita se forem levados em conta dois fatores: O primeiro é o de que, na época do Natal, o calendário vigente era diverso daquele que vigora nos tempos atuais; e, o segundo é o de que o Messias é hebreu, lembrança essencial para explicar certos trechos das Escrituras concernentes ao aniversário do Messias.
Efetivamente, como é possível saber a data do nascimento de alguém, se não for utilizado o calendário vigente na época desse evento?
Imagine que, daqui a mil anos, por hipótese, vigore um calendário diferente – cujos meses sejam, por exemplo, chumbo, ferro, prata, ouro, bauxita, bronze, cobre, estanho, alumínio, aço, níquel e platina. E imagine, também, que, nessa época futura, alguém queira descobrir a data de nascimento de uma pessoa que, atualmente, comemore seu aniversário em 23 de março. Aquele propósito somente seria alcançado se o pesquisador do futuro se utilizasse, não do calendário de sua própria época, mas daquele em vigor nos tempos de hoje – cujos meses, de todos conhecidos, são muito diferentes daqueles acima enunciados.
Pois bem, na época do nascimento do Messias, o calendário vigente era muito diferente daquele empregado nos tempos atuais: Seus meses eram Tishrê, Cheshvan, Kislêv, Tevêt, Shevat, Adar, Nissan, Iyar, Sivan, Tamuz, Av e Elul.
Como, então, saber a data de nascimento do Messias, sem recorrer a esse calendário, a esses meses?
E mais: Alguém poderia pensar que, definida a data de nascimento do Messias, de acordo com esse calendário antigo, seria possível comemorar o Natal na data correspondente do calendário atual. Isso seria viável, com efeito, se o calendário usado na época do nascimento do Messias empregasse o mesmo ritmo (ciclo) do calendário moderno. Ocorre que, o calendário dos tempos do Messias era lunar, e o ciclo desse calendário é completamente diverso do ritmo do calendário solar, modernamente utilizado. Assim, por exemplo, o dia 19 do mês de Kislêv de um certo ano do calendário lunar pode corresponder, naquele ano solar, a 16 de dezembro, mas, no ano solar seguinte, o dia 19 de Kislêv vai corresponder a outra data solar – não a 16 de dezembro.
Assim, ano após ano, como é possível comemorar o Natal do Messias na data correta, sem empregar, sempre, o calendário lunar?
Em suma: Para comemorar o Natal do Messias no dia correto, é preciso, sempre, utilizar a data do calendário lunar – ano a ano.
E, note, isso não significa que as datas do calendário lunar sejam móveis. Não. Por exemplo: 19 de Kislêv são, sempre, 19 de Kislêv. Ocorre que a lua tem seu ritmo – diverso do ritmo do sol. Logo, se alguém quiser descobrir uma data lunar com emprego de um calendário solar vai pensar, erradamente, que a data lunar sempre varia. E não é assim. É preciso que o observador utilize o ponto-de-vista adequado – isto é, não tente comparar as datas lunar e solar. Cada um desses dois calendários tem seu ritmo, e não há relação entre os respectivos ciclos.
Em termos mais simples, isso equivale ao seguinte: Não leve em consideração os dias da semana, e responda quando cai o dia 23 de março. Em 23 de março, não é? Pois bem: 19 de Kislêv caem, sempre, em 19 de Kislêv…
O Natal é, pois, um dia cuja indicação só pode ser feita com uso do calendário lunar vigente na época do nascimento do Messias.
E, para saber que data é essa, é preciso retornar às indicações bíblicas, levando em conta o segundo fator antes mencionado: o Messias é hebreu – não é grego, nem romano, nem cristão.
Em Luca, 2:41-47, as Escrituras esclarecem que o Messias Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado contava com doze anos de idade, quando se dirigiu com seus pais a Ierushalaim, para o Pessach, a Páscoa hebraica. Essa mesma passagem noticia, também, que, naquele Pessach, especialmente, ocorreu algo impressionante – o Messias foi encontrado no templo, interrogando e sendo ouvido pelos rabinos e doutores:
“Seus pais iam todos os anos a Ierushalaim para a festa da Páscoa. Tendo ele atingido doze anos, subiram a Ierushalaim, segundo o costume da festa. Acabados os dias da festa, quando voltavam, ficou o menino Iaurrushua em Ierushalaim, sem que os seus pais o percebessem. Pensando que ele estivesse com os seus companheiros de comitiva, andaram caminho de um dia e o buscaram entre os parentes e conhecidos. Mas não o encontrando, voltaram a Jerusalém, à procura dele. Três dias depois o acharam no templo, sentado no meio dos doutores, ouvindo-os e interrogando-os. Todos os que o ouviam estavam maravilhados da sabedoria de suas respostas.”
A leitura desse trecho bíblico permite uma dupla indagação: Por que motivo as Escrituras aludem à idade do Messias naquele Pessach? E por que razão as Escrituras informam que o Messias foi encontrado, no templo, especialmente, naquele Pessach, sendo ouvido e interrogando as autoridades religiosas judaicas?
As respostas para essas duas questões implicam um certo conhecimento da vida de um judeu.
Aos doze anos – mais precisamente, sete dias antes de completar treze anos de idade –, o judeu menino realiza uma cerimônia especial, denominada Bar Mitzvá (“filho do Mandamento”, em hebraico). Nessa ocasião, o judeu adquire a maioridade religiosa, isto é, passa a ser responsável por seu caminho na Presença do Pai Eterno e perante as autoridades religiosas e a comunidade religiosa judaica. Até essa data – sete dias antes de completar treze anos de idade, quando se torna um bar mitzvá –, o judeu é um menino. A partir de então, torna-se um homem. E, nesse momento, o judeu adquire o direito de usar a palavra, na congregação, na sinagoga – o direito de interrogar e de ser ouvido pelas autoridades religiosas judaicas.
O motivo, pois, de as Escrituras aludirem à idade do Messias, por ocasião daquele Pessach, é o fato de que, naquele ano, essa festa teve uma conotação especial para o Messias: Nesse Pessach, Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado tornou-se Bar Mitzvá – motivo, aliás, de ele ter sido encontrado, pouco depois, no templo, sendo ouvido e interrogando os rabinos e as autoridades religiosas judaicas.
Isso ocorreu sete dias antes de o Messias completar treze anos de idade.
O Pessach ocorre, todos os anos, no dia 15 do mês de Nissan. O aniversário do Messias é, pois, no oitavo dia seguinte: o dia 22 desse mesmo mês! Essa é a data do Natal – o dia 22 do mês de Nissan!
É o oitavo e último dia da festa de Pessach – aquele em que, tradicionalmente, ao redor do mundo, são lidos os capítulos 11 e 12 do livro do profeta Ishaiáu (Isaías):
“Um renovo sairá do tronco de Ishaí, e um rebento brotará de suas raízes. Sobre ele repousará o Espírito Eterno, Espírito de Sabedoria e de Discernimento, Espírito de prudência e de coragem, Espirito de saber e de amor reverente ao Eterno. Ele será pleno de amor reverente ao Eterno e não julgará pelas aparências, e não decidirá pelo que ouvir dizer; mas julgará os fracos com equidade, fará justiça aos pobres da terra, ferirá o homem impetuoso com uma sentença de sua boca, e com o sopro dos seus lábios fará morrer o ímpio. A justiça será como o cinto de seus rins, e a fidelidade circundará seus flancos. Então o lobo será hóspede do cordeiro, a pantera se deitará ao pé do cabrito, o touro e o leão comerão juntos, e o rapaz os conduzirá; a vaca e o urso se fraternizarão, suas crias repousarão juntas, e o leão comerá palha com o boi. A criança de peito brincará junto à toca da víbora, e o menino desmamado meterá a mão na caverna da áspide. Não se fará mal nem dano em todo o meu santo monte. Porque a terra será repleta do discernimento do Eterno, assim como as águas recobrem o fundo do mar. Naquele tempo o rebento de Ishaí, posto como estandarte para os povos, será procurado pelas nações e gloriosa será sua morada. Naquele tempo o Eterno levantará de novo a mão para resgatar o resto de seus muitos filhos, os sobreviventes de Ashur e de Mitsráim, e de Patros e de Cush, e de Elam e de Shinar, e de Chamat e das ilhas do mar. Levantará seu estandarte para as nações, reunirá os exilados de Ieshar-Êl e recolherá os dispersos de Iehudá dos quatro cantos da terra. A inveja de Efraim cessará e os inimigos de Iehudá desvanecerão. Efraim não mais invejará Iehudá e Iehudá não será mais inimigo de Efraim. Eles voarão ombro a ombro sobre os filisteus a oeste e juntos saquearão os filhos do Leste. Estenderão a mão sobre Edom e Moav e os filhos de Amon lhes serão submissos. O Eterno secará o braço de mar de Mitsráim e com o Poder de seu sopro estenderá a mão sobre o rio e o dividirá em sete braços e o atravessarão a pé. O caminho se abrirá para o resto de seu povo que remanescer de Ashur, como se abriu para Ieshar-Êl no dia em que ele saiu da terra de Mitsráim.
E dirás naquele dia: Eu sou reconhecido Eterno porque te irritaste comigo, teu zelo se aplacou e tu me consolaste. Eis o Eterno que me salva, sou convicto e nada temo. Porque o Eterno é para mim Poder e meu cantar – o Eterno! – e é Salvação para mim. Podeis tirar com alegria água das fontes de salvação, e direis naquele dia: Louvai o Eterno, invocai seu nome, fazei que suas obras sejam sabidas entre os povos; declarai que seu nome é sublime. Cantai ao Eterno porque ele fez maravilhas, que isto seja sabido por toda a terra. Exultai e transbordai de alegria, habitantes de Tsion, porque é grande junto de vós o Santo de Ieshar-Êl.”
Essa é a profecia do nascimento e da Vitória do Messias, cujo Nome – Iaurrushua – significa, literalmente, “o Eterno salva”!
Esse é, portanto, o dia em que, ano a ano, o nascimento do Messias Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado deve ser comemorado.
O dia de Natal é 22 de Nissan!
A Revelação da Presença e do Nome do Mashiach na Torá
Como visto nos capítulos 2 e 48, o Nome do Mashiach (Messias) é Iaurrushua ben David ben Avraham.
Esse é o Nome que aparece, logo no primeiro versículo das Novas Escrituras:
“Genealogia de Iaurrushua, o Messias, ben David ben Avraham” (Matiáu (Mateus), 1:1).
Esse é o Nome dado pelo próprio Pai Eterno a Seu Filho unigênito – que veio à existência para realizar a Salvação dada pelo Pai Eterno a todos os Seus filhos –, como se lê em Matiáu (Mateus), 1:21:
“Ela dará à luz um filho. E proclama Seu Nome Iaurrushua, porque ele salvará seu povo de suas faltas.”
É um nome hebraico. Ele se escreve assim: יהוהושוע.
Esse Nome se inicia1 com o tetragrama – יהוה, que significa “Aquele que é eternamente”, ou, simplesmente, “Eterno”, a mais sagrada referência ao Pai Eterno – e finda com o verbo cuja raiz é ישוע, que significa “salva eternamente”.
Por isso, o Nome do Mashiach significa, literalmente, “O Eterno salva por toda a eternidade”.
Há quem afirme não haver referência ao Messias na Torá – nos cinco livros iniciais das Escrituras, recebidos por Moshé: Bereshit/Gênesis, Shemôt/Êxodo, Vaikrá/Levítico, Bamidbar/Números e Devarim/Deuteronômio.
Não é assim, em absoluto. A Torá é repleta de menções ao Messias. Como disse o Mashiach, por meio do salmista:
“Então eu disse: Eis que venho, no rolo do livro, é escrito de mim.” (Tehilim/Salmos, 40:8).
E, para compreender isso, é fundamental lembrar que, assim como o Criador é Eterno e Infinito – fora de tempo e de espaço –, assim também é Torá, a Palavra que o Eterno diz – fora de tempo e de espaço.
Os cinco livros recebidos por Moshé são divididos em seções – cada uma delas chamada, em hebraico, de parashá – que são lidas, semanalmente, ao longo de todo o ano. Desse modo, a Torá é lida, integralmente, ano após ano, em trechos semanais, de maneira ininterrupta.
Cada parashá tem um nome extraído de uma das palavras que aparecem nos primeiros versículos do trecho correspondente.
A parashá que normalmente é lida, na semana anterior à entrada do mês de Adar, é o trecho de Shemôt/Êxodo, 21:1 a 24:18, que se chama, em hebraico, Mishpatim (palavra hebraica que significa normas, decisões, juízos).
Eis o que o Pai Eterno diz, na Torá, em Shemôt/Êxodo, 23:20:
“Vou enviar um anjo adiante de ti para te proteger no caminho e para te conduzir ao lugar que te preparei. Está de sobreaviso em sua presença e ouve o que ele te diz. Não lhe resistas, pois ele não te perdoaria tua falta, porque meu nome é nele.”
Em hebraico, a palavra que foi traduzida nesse texto como “anjo” é “málach”. É uma palavra hebraica que se escreve desse modo: מלך. Ocorre que, em hebraico, essa mesma palavra também pode ser lida com a pronúncia “mélech”, que significa “rei”.
Por óbvio, esse “málach/mélech” – enviado, anjo, rei – não é o próprio Eterno, e sim, alguém tão próximo ao Eterno que “meu nome é nele”.
Ora, como visto nos capítulos 46 e 47, por ser Eterno e Infinito, o Criador não tem, nem pode ter nome.
Lembre que, em resposta à pergunta que Moshé Lhe fez, especificamente, sobre Seu nome, o Criador diz “Eu sou aquele que sou eternamente” (Shemôt/Êxodo, 3:14).
Assim, o que se traduziu, impropriamente, com a expressão “meu nome”, no texto acima destacado, significa, na verdade, “minha Presença”: O Eterno é Presente dentro desse enviado, anjo ou rei; o Eterno opera, diretamente, dentro e por meio dele!
Esse enviado pelo Eterno é o Mashiach! – Aquele que Moshé e os que o acompanhavam viram, com forma humana, sobre um límpido lajeado de safiras:
“Moshé subiu, com Aharon, Nadav e Avihú, e setenta anciãos de Ieshar-Êl. Eles viram o Deus de Ieshar-Êl. Sob os seus pés havia como um lajeado de safiras transparentes, tão límpido como o próprio céu. Sobre os eleitos dos iesharelitas, Deus não estendeu a mão. Viram Deus, e depois comeram e beberam.” (Shemôt/Êxodo, 24:9-11).
É preciso compreender que, por ser Eterno e Infinito, o Criador não tem, nem pode ter forma alguma – e, por isso, não pode ser visto.
Aquele que diz “Não farás para ti escultura, nem figura alguma do que está em cima, nos céus, ou embaixo, sobre a terra, ou nas águas, debaixo da terra (…) e não lhes prestarás culto” (Shemôt/Êxodo, 20:4-5 – o segundo dos Ensinamentos de Vida2) não Se faria representar por figura alguma.
O Eterno não pode deixar de ser quem Ele é!
Logo, todas as passagens da Torá que se referem à presença de uma figura humana, que opera o Poder do Eterno, são trechos em que a Torá está se referindo, na verdade, ao Mashiach – não ao próprio Criador, o Espírito Eterno e Infinito.
Por isso, as expressões hebraicas que foram impropriamente traduzidas como “Deus de Ieshar-Êl” e “Deus”, no trecho acima destacado, significam, na verdade, a “Glória do Eterno de Ieshar-Êl” – o Mashiach, a Glória do Pai Eterno vinda entre nós.
E há mais.
Em Shemôt/Êxodo, 24:13, lê-se o seguinte:
“Moshé levantou-se com Iaurrushua, seu auxiliar, e subiu o monte de Deus.”
É frequente a afirmação de que as duas pessoas referidas nesse versículo da Torá seriam Moshé e o auxiliar dele – que veio a sucedê-lo, na liderança dos israelitas, quando da entrada em Canaan, cujo nome é impropriamente transliterado como Josué.
Ocorre que, as Escrituras enumeram, explicitamente, aqueles que subiram com Moshé ao Monte Sinai, quando da entrega da Torá:
“Deus disse a Moshé: ‘Sobe para o Eterno, com Aaron, Nadav e Aviú e setenta anciãos de Ieshar-Êl, e prostrai-vos à distância. Só Moshé se aproximará do Eterno, e não os outros, e o povo não subirá com ele.” (Shemot/Êxodo, 24:1.2)
“Moshé subiu, com Aaron, Nadav e Aviú, e setenta anciãos de Ieshar-Êl.” (Shemot/Êxodo, 24:9)
Como se vê, em duas ocasiões, as Escrituras enumeram, especificamente, as pessoas que subiram ao Monte Sinai, quando da entrega da Torá, e, nessas relações, não faz referência alguma ao auxiliar de Moshé.
Quem seria, então, aquele Iaurrushua, referido em Shemôt/Êxodo, 24:13, que leva Moshé ao alto do Monte do Eterno, para a entrega da Torá?
Alguém poderia insistir que teria sido o auxiliar de Moshé, que se deteve no sopé do Monte Sinai e de onde desceu com Moshé, quando este voltou do alto da montanha, com as Tábuas da Torá (Shemôt/Êxodo, 32:15-17).
Mas, se esse fosse o caso, por que as Escrituras não incluíram o auxiliar de Moshé entre as pessoas que se detiveram a meio caminho, sem subir ao alto da Montanha? Como dito, a Torá as enumerou, por duas vezes – Shemôt/Êxodo, 24:1.2 e 9 –, e nelas não fez menção ao auxiliar de Moshé.
Há um motivo para isso – uma razão de espírito, eterna.
Lembre: O Criador é Eterno e Infinito – fora de tempo e de espaço – e, por isso, assim também é a Torá, a Palavra que o Eterno diz – fora de tempo e de espaço.
Ora, em Shemôt/Êxodo, 24:13, a Torá se refere a um Iaurrushua – nome que contém o Tetragrama (יהוה) e significa “o Eterno salva por toda a eternidade” –, que acompanha Moshé, no Monte Sinai, quando da entrega dos Dez Ensinamentos, a mesma ocasião em que apresenta, sobre um lajeado de límpidas safiras (Shemôt/Êxodo, 24:10), o “málach/mélech”, anjo e rei, auxiliar e enviado do próprio Eterno e que Lhe é tão próximo que “meu nome é nele” (Shemôt/Êxodo, 23:20) – “Minha Presença é nele”!
Na verdade, em Shemôt/Êxodo, 24:13, a Torá apresenta, profeticamente, o Nome do Mashiach – e o faz em uma passagem particularmente significativa, porque referente à finalidade primordial da Libertação que o Pai Eterno dá a Seus filhos: A própria entrega da Torá, o Ensinamento da Vida.
Assim, no discernimento do espírito, em Shemôt/Êxodo, 24:13, a Torá revela que o Mashiach Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado liberta e traz cada filho à Presença do Pai Eterno, para receber a Torá e, assim, viver o Ensinamento da Vida, em União com o Pai Eterno, por toda a eternidade!
E é maravilhoso notar que, todos os trechos relevantes acima destacados se incluem na mesma parashá – Mishpatim.
Como dito, essa Torá é lida no shabat anterior à entrada do mês de Adar, o décimo segundo mês do calendário hebraico – o shabat no qual se recebe a benção do Pai Eterno para aquele mês, prestes a se iniciar, na semana seguinte.
O auge do mês é a festa de Purim – a celebração da Alegria de Aceitar e Receber a Torá, que nos dá a vitória sobre as forças inimigas –, descrita no livro de Esther, que ocorre nos dias 14 e 15 de Adar.
A cada mês do ano, recebemos do Pai Eterno um fruto da Árvore da Vida (Revelação/Apocalipse, 22:2). No mês de Adar, recebemos a virtude da Alegria – a revelação do íntimo, de nossa verdadeira identidade, do espírito que cada um de nós é, para, assim, derrotados os nossos inimigos, vivermos como somos verdadeiramente – em santidade, à imagem e semelhança do Pai Eterno3.
Por isso, é em Mishpatim a revelação da identidade do Mashiach na Torá!
Enviado pelo Pai Eterno (Shemôt/Êxodo, 23:20-23), o Mashiach Iaurrushua ben David ben Avraham Ressuscitado se apresenta (Shemôt/Êxodo, 24:10.11), diz Seu Nome (Shemôt/Êxodo, 24:13) e, como fez com Moshé, leva cada um de nós para o alto da Montanha do Pai Eterno, para recebermos a Torá – o Ensinamento da Vida –, que nos é dada pelo Pai Eterno.
“E sabereis a verdade e a verdade vos libertará” (Iochanan (João), 8:32)!
[1] Em hebraico, as palavras são lidas da direita para a esquerda.
[2] Conhecidos como Dez Mandamentos (Shemôt/Êxodo, 20:2-17).
[3] Presente nas Escrituras, o livro de Esther – nome hebraico que significa oculta, escondida – relata a vitória dos filhos do Pai Eterno sobre as forças inimigas (representadas por “Haman”), quando Esther e Mordechai (que representam todos nós, os filhos do Pai Eterno) revelam (ao rei da Pérsia) suas verdadeiras identidades de iesharelitas. Quando os filhos do Pai Eterno se revelam como são, o Pai Eterno opera a vitória para Seus filhos!



